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Posts tagged Nigéria

As dicas de livros africanos de Barack Obama

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Barack Obama participa de homenagem à Nelson Mandela na África do Sul

Ex-presidente americano recomendou títulos de Chimamanda Ngozi Adichie e Nelson Mandela em post no Facebook

Camilo Rocha, no Nexo

O ex-presidente americano Barack Obama, que esteve no cargo entre 2009 e 2017, mantém há anos o costume de divulgar uma lista de recomendações de leitura.

Este ano, Obama aproveitou que iria viajar para o continente africano para oferecer uma seleção focada em autores africanos. A viagem inclui passagens pelo Quênia, terra do pai de Obama e à África do Sul, onde discursará em uma festa em homenagem aos 100 anos do nascimento de Nelson Mandela.

“Através dos anos, frequentemente me inspirei na tradição literária extraordinária da África”, escreveu Obama em um post no Facebook. Segundo ele, suas sugestões incluem vários dos melhores escritores e pensadores da África, “cada um dos quais ilumina nosso mundo de maneiras poderosas e únicas”.

Além dos cinco títulos de escritores da África, o ex-presidente incluiu na lista também “The world as it is”, de seu conselheiro e ex-membro de gabinete Ben Rhodes, que, nas palavras de Obama, “consegue ver o mundo através dos meus olhos como poucos”.

“O mundo se despedaça”, de Chinua Achebe

Escrito em 1958, foi um dos primeiros títulos de literatura africana em inglês a obter reconhecimento internacional. A história mostra a sociedade nigeriana lidando com a chegada dos primeiros europeus, no fim do século 19. Considerado o livro maior do escritor nigeriano Chinua Achebe, já vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. “Uma obra-prima que inspirou gerações de escritores na Nigéria, pela África, e por todo o mundo”, escreveu Obama.

“Um grão de trigo”, de Ngũgĩwa Thiong’o

“Uma crônica dos eventos que antecederam a independência do Quênia e uma estimulante história de como fatos transformadores da história influenciam em vidas individuais e relacionamentos”, comentou o ex-presidente sobre o livro de 1967 do queniano Thiong’o. O autor, que chegou a ser preso em 1977 no Quênia, por causa de uma peça teatral, era um dos cotados para o Nobel de Literatura de 2017.

“Longa caminhada até a liberdade”, de Nelson Mandela

A biografia do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela traça a história, “épica” nas palavras de Obama, desde a infância em uma vila do interior até a presidência, passando por seus 27 anos na cadeia. Publicado em 1994, o livro é “leitura essencial para qualquer um que queira entender a história – e depois partir para mudá-la”.

“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie

Adichie é chamada por Obama de “uma das grandes escritoras contemporâneas do mundo”. Este livro de 2014 da escritora nigeriana usa a história de dois personagens que têm de viver no exterior para discutir “questões universais de raça e pertencimento”. Segundo a autora declarou ao The Guardian em 2013, o livro “é sobre amor. Quis escrever uma história de amor à moda antiga assumida. Mas é também sobre raça e como nos reinventamos”. O romance foi eleito pelo jornal The New York Times como um dos dez melhores daquele ano.

“The Return” (O retorno, em tradução livre), de Hisham Matar

A obra de 2016 do escritor líbio-britânico trata de seu retorno à Líbia para investigar o desaparecimento em 1990 de seu pai, opositor do regime de Muammar Gaddafi. Para Obama, a escrita de Matar “habilidosamente equilibra um gracioso guia pela história recente da Líbia com a missão obstinada do autor”.

Violência crescente ameaça meninas em busca de educação, diz ONU

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Relatório diz que ataques cometidos em nome da religião afetam meninas.
ONU destacou caso da Malala e das alunas raptadas pelo Boko Haram.

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Publicado no G1

Ataques de grande repercussão, como o rapto de 300 alunas realizado pelo grupo Boko Haram na Nigéria e o atentado contra a prêmio Nobel da paz de 2014, Malala Yousafzai, no Paquistão, são uma fração do que sofrem garotas de todo o mundo em busca de educação, informou o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (9).

Muitos dos ataques são cometidos em nome da religião ou da cultura, e outros têm relação com gangues, especialmente em El Salvador e em outras partes da América Central, disse Veronica Birga, chefe da seção de direitos humanos das mulheres e de gêneros do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em uma apresentação de lançamento do relatório.

Esse tipo de violência está aumentando, afirma o documento da ONU, citando ataques com ácido e envenenamento cometidos pelo Taliban no Paquistão e no Afeganistão, meninas de uma escola cristã na Índia sequestradas e estupradas em 2013 e garotas somalis tiradas da escola e forçadas a se casar com combatentes do grupo Al Shabaab em 2010.

“Os ataques contra meninas que buscam educação persistem e, o que é alarmante, parecem estar ocorrendo com regularidade crescente em alguns países”, diz o relatório. “Na maioria das situações, tais ataques formam parte de padrões mais amplos de violência, desigualdade e discriminação.”

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Sofrimento das mulheres
Em pelo menos 70 países, muitos dos episódios acontecidos entre 2009 e 2014 envolveram estupro e sequestro, informa o documento.

“A causa em comum de todos estes ataques, que são de natureza muito diferente, é a discriminação profundamente enraizada contra mulheres e meninas” declarou Birga no boletim à imprensa.

No Mali, Sudão, Iraque, Paquistão e Afeganistão, “códigos de vestimenta muito rígidos foram impostos através do emprego da violência, incluindo violência sexual contra alunas”, relatou Birga.

Alguns ataques foram motivados pela oposição à educação feminina como ferramenta de mobilidade social, e outros porque as escolas são vistas como locais onde são impostos valores ocidentais, como a igualdade de gêneros, disse ela.

Veronica Birga alertou que privar as garotas de educação tem sérios efeitos correlatos.

“Elas estão mais expostas a casamentos na infância e casamentos forçados, estão mais expostas ao tráfico e às piores formas de trabalho infantil”, afirmou.

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