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Posts tagged Nobel da Paz

Obras de autores como Malala e Aldous Huxley serão distribuídas em escolas

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Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, faz uma pausa para uma entrevista à Reuters em um hotel local em Islamabad, Paquistão – 30/03/2018 (Saiyna Bashir/Reuters)

Cada aluno da rede pública receberá dois livros, que deverão ser devolvidos ao fim do ano

Publicado na Veja

Livros de Cecília Meirelles, Malala, Aldous Huxley, entre outros autores serão distribuídos aos alunos da rede pública junto com o material didático em 2019. Cada estudante deverá receber duas obras literárias, segundo o novo formato do Programa Nacional do Livro e do Material Didático Literário (PNLD), que, até este ano, distribuía apenas títulos para as bibliotecas e para serem usados em salas de aula.

De acordo com o Ministério da Educação, caberá a cada escola escolher os títulos a serem distribuídos aos seus alunos. No catálogo para o ensino médio, estão a biografia da paquistanesa Malala — a mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz; o clássico de ficção Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; poemas de Cecília Meireles, entre outros.

Todas as obras serão devolvidas às escolas depois do período de um ano para reutilização. Cada editora pode inscrever quatro obras para serem selecionadas para o catálogo.

Prêmio Nobel da Paz, Malala condena ataque a escola no Paquistão

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Publicado por Folha De S. Paulo

A paquistanesa Malala Yousafzai condenou o ataque do Taleban que matou mais de 100 crianças nesta terça-feira (16) na província de Peshawar, no Paquistão.

“Estou de coração partido por esse ato de terror a sangue frio e sem sentido”, disse a jovem, em um comunicado divulgado por sua assessoria.

“Eu condeno esses atos atrozes e covardes e permaneço unida com o governo e as forças armadas do Paquistão, cujos esforços para solucionar esse horrível acontecimento são louváveis. Ao lado de milhões pelo mundo, eu choro por essas crianças, meus irmãos e irmãs, mas nós nunca seremos derrotados”, afirmou a jovem, de 17 anos.

Malala Yousafzai, 17, durante cerimônias do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, Noruega

Malala Yousafzai, 17, durante cerimônias do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, Noruega

Malala recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu ativismo pelo direito a educação de mulheres e crianças quarta-feira passada (10).

Ela, a mais jovem ganhadora do Nobel, foi baleada na cabeça em julho de 2012 justamente por integrantes do Taleban num ônibus escolar, no norte do Paquistão.

Nesta terça, membros do Taleban invadiram uma escola militar em Peshawar e mataram ao menos 126 pessoas.

O grupo luta para implantar um estado com regras islâmicas.

‘Mundo produz mais armas do que livros e brinquedos’, diz Nobel da Paz

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Indiano pede corte de gastos militares para se investir em educação.
Kailash Satyarthi ganhou Nobel da Paz ao lado de Malala Yousafzai.

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicado por G1

Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi. O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (20).

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.”

Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares”
Kailash Satyarthi, Prêmio Nobel da Paz

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.”

Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13% do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9%o do PIB na Arábia Saudita para 1,4% no Brasil.

Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões.

“Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

Escolas utilizam exemplo de Malala para conscientizar jovens

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 Paquistanesa Malala Yousafzai após pronunciamento em Birmingham, na Inglaterra Foto: Darren Staples / Reuters

Paquistanesa Malala Yousafzai após pronunciamento em Birmingham, na Inglaterra
Foto: Darren Staples / Reuters

Em colégio de São Paulo, o livro de Malala foi utilizado em projeto Impressões Humanas, que neste ano tem como tema a cultura de paz

Publicado no Terra
Enquanto no ano passado escolas particulares paquistanesas foram proibidas de comprar o livro Eu sou Malala, de Malala Yousafzai, menina símbolo da luta pelo direito das mulheres paquistanesas à educação e da luta contra o terrorismo, por ordem da Federação de Escolas Particulares do Paquistão, no Brasil, o livro é utilizado como forma de conscientização do papel do jovem nas mudanças da educação. Malala, que atualmente tem 17 anos, foi anunciada nesta sexta-feira vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014 e se torna a vencedora mais jovem do prêmio.

Sua história serve de inspiração para jovens do mundo inteiro, inclusive no Brasil. No colégio Santo Ivo, de São Paulo, o livro de Malala foi utilizado em no projeto Impressões Humanas, que neste ano tem como tema a cultura de paz. Os alunos tiveram de ler o livro e debater sobre a história e luta da paquistanesa, que vê na educação a chave para combater o terrorismo. A menina ficou mundialmente conhecida após publicar em um blog da BBC sua experiência com a repressão sofrida por mulheres no Paquistão, por conta do regime do Taliban (as meninas são proibidas de frequentar a escola, por exemplo), que controla a região em que ela morava, o Vale de Swat. Em 2012, sofreu um atentando pelas denúncias que fazia, levando um tiro na cabeça no ônibus em que ia para a escola, mas sobreviveu e se mudou para a Inglaterra. De lá, continuou sua luta pelo direito das mulheres à educação.

Aluna do Colégio Santo Ivo, Milena Gomes Lopes, 16 anos, que leu o livro para o projeto da escola, vê em Malala uma inspiração, principalmente pela proximidade de idade. “É um exemplo para todos, mas principalmente para os adolescentes, porque ela é muito jovem e normalmente as pessoas que realizam grandes mudanças no mundo são mais velhas e experientes. Ela fazer tudo isso nos traz uma esperança para o futuro. Não imaginava que alguém tão jovem pudesse realizar mudanças assim. É fascinante a história dela”, conta. Milena já tinha ouvido falar da história da menina paquistanesa, mas foi na escola que teve a oportunidade de conhecer melhor a luta da vencedora do Nobel.

A diretora do colégio, Myrna de Barros Lima Ibrahim, explica que o projeto é interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de história, língua portuguesa e literatura. O livro de Malala foi escolhido porque vai de encontro com o objetivo do projeto: fazer com que os alunos reflitam sobre a temática da paz e reconheçam o que os afasta dela, como a falta de diálogo. “O livro é a base do projeto, que depois se desdobra em outros temas. Mas foi escolhido porque ela aposta na educação para promover uma transformação no mundo em relação à paz. Além de ter a mesma faixa etária dos alunos. É uma nova geração chegando que precisa aprender a resolver seus conflitos por meio do diálogo e Malala os inspira”, comenta.

Milena, que está cursando o 2º ano do ensino médio, aprovou a história contada no livro. Ela destaca e se identificou com as ideias da menina, apesar da distância cultural e de realidade que as separa. Para ela, a mensagem de Malala, de que a educação é fundamental para um mundo melhor, é aplicável em qualquer lugar do mundo. “Eu concordo com tudo o que ela fala praticamente. Acredito que a educação pode mudar o mundo. Comecei a compreender melhor a nossa realidade na educação também. É um pouco diferente porque lá as meninas são proibidas de irem à escola. Mas aqui encontramos uma educação pública precária e pessoas que não podem estudar pois precisam trabalhar para sustentar a família. A educação brasileira tem essa fraqueza e precisa se fortalecer”, reflete a aluna.

Uma das professoras responsáveis pelo projeto no Santo Ivo, Maria de Fátima Borelli, que leciona literatura, considera a história de Malala pertinente não só para mostrar a realidade dentro do Brasil aos jovens, mas para contextualizar a eles como vivem e as dificuldade por que passam jovens de sua idade em outros lugares do mundo. “A intensão é abrir o campo de visão deles para assimilar o pensamento dela (falando sobre Malala). Como professores, entendemos que precisamos mostrar aos alunos mais do que os aspectos de violência, mas também trazer a cultura de paz. Fazê-los pensar: o que eu posso fazer pela paz? Malala está aí para responder essa questão”, conta. A professora conta que os alunos gostaram da leitura, pois conseguiram enxergar na paquistanesa uma menina que conseguiu transformar sua vida por meio da educação. Apesar de ser novo, conseguiram ver por meio dela que eles também têm condições de entender os problemas do País e pensar em como fazer a diferença, mesmo muito jovens.

Outros temas puderam ser discutidos a partir do livro, como temas relacionados com a violência contra mulheres, racismo e mesmo a variedade de culturas que existem no mundo. Com um trabalho também de contextualização da realidade do Paquistão, os alunos começaram a compreender melhor as diferenças políticas e religiosas. “Discutimos a educação a todo momento no colégio, até por conta da época de eleições, pois muitos dos alunos já votam. O livro de Malala foi a porta de entrada para discutir a realidade do Brasil”, conclui a Maria.

Milena concorda. Ela conta que a partir da leitura e do debate que se seguiu a ela, conseguiu reparar em problemas da educação brasileira que antes não eram tão notados. “A questão da educação pública não ser tão boa quanto a particular, o governo não investir tanto quanto deveria na educação. Foi muito atraente estudar a história dela na escola, por ser algo que aconteceu recentemente. É distante de nossa realidade (falando sobre o Taliban), mas é algo que está acontecendo no mundo neste momento”, lembra.

Laura Matte Doering, 17 anos e estudante do 3º ano do ensino médio, no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, passou a acreditar que é possível que jovens tenham voz para fazer mudanças no Brasil, a partir da história de Malala. Ela leu o livro por indicação de sua mãe, que é professora aposentada, e afirma que o livro abriu seus horizontes. “Eu não tinha a menor noção do que passava Malala e a população do Paquistão. A história dela é emocionante. O Prêmio Nobel da Paz foi extremamente merecido. Eu não conseguia imaginar alguém como ela tendo voz no mundo antes de ler o livro”. A estudante conseguiu enxergar melhor o seu próprio papel frente às dificuldade na educação brasileira, inspirada na história de Malala e ressalta a importância de o assunto ser tratado na escola. “Acho que meu papel, assim como o de todo mundo, é lutar por uma educação melhor. No meu colégio, o assunto não foi tratado. É essencial levar pra escola para mostrar aos jovens o que ela conseguiu fazer com a idade que tem e que como cidadãos, podemos conseguir mudanças também.”

Nelson Mandela

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Hoje, o Nobel da Paz Nelson Mandela completa 94 anos!

Em sua homenagem, a ONU instituiu o dia 18 de julho como O Dia Internacional Nelson Mandela – Pela liberdade, justiça e democracia.

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