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Quem ganhou o Nobel de Literatura no ano que você nasceu?

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 José Saramago é o nobel de 1998 Pedro Walter

José Saramago é o nobel de 1998 Pedro Walter

 

Se tem menos de 116 anos, descobrirá nesta lista quem ganhou o prêmio no ano em que você veio ao mundo

Publicado no El País

Nesta quinta-feira, 5 de outubro, foi anunciado o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2017. As bolsas de apostas apontavam para a canadense Margaret Atwood e para o japonês Haruki Murakami, mas quem ficou com o prêmio foi o britânico, com ascendência nipônica, Kazuo Ishiguro. Desde a criação do prêmio, a Academia Sueca premiou 28 autores de língua inglesa, 14 da francesa, 13 do alemão e 11 do castelhano. O único representante da língua portuguesa é José Saramago.

Abaixo, fizemos uma lista desde 1901, ano em que a premiação começou. Assim, você pode saber sob qual influencia literária você cresceu. Para saber mais sobre os autores visite o site da premiação.

1901. Sully Prudhomme (França).

1902. Theodor Mommsen (Alemanha).

1903. Bjørnstjerne Bjørnson (Noruega).

1904. Frédéric Mistral (França) e José Echegaray (Espanha).

1905. Henryk Sienkiewicz (Polônia).

1906. Giosuè Carducci (Itália).

1907. Rudyard Kipling (Reino Unido).

1908. Rudolf Christoph Eucken (Alemanha).

1909. Selma Lagerlöf (Suécia).

1910. Paul von Heyse (Alemanha).

1911. Maurice Maeterlinck (Bélgica).

1912. Gerhart Hauptmann (Alemanha).

1913. Rabindranath Tagore (Índia).

1914. Não houve premiação.

1915. Romain Rolland (França)

1916. Verner von Heidenstam (Suécia).

1917. Karl Adolph Gjellerup (Dinamarca) e Henrik Pontoppidan (Dinamarca).

1918. Não houve premiação.

1919. Carl Spitteler (Suíça).

1920. Knut Hamsun (Noruega).

1921. Anatole France (França).

1922. Jacinto Benavente (Espanha).

1923. William Butler Yeats (Irlanda).

1924. Władysław Reymont (Polônia).

1925. George Bernard Shaw (Irlanda).

1926. Grazia Deledda (Itália)

1927. Henri Bergson (França).

1928. Sigrid Undset (Noruega).

1929. Thomas Mann (Alemanha).

1930. Sinclair Lewis (Estados Unidos).

1931. Erik Axel Karlfeldt (Suécia).

1932. John Galsworthy (Reino Unido)

1933. Ivan Bunin (nascido na Rússia, residente na França).

1934. Luigi Pirandello (Itália).

1935. Não houve premiação.

1936. Eugene Ou’Neill (Estados Unidos).

1937. Roger Martin du Gard (França).

1938. Pearl Séc. Buck (Estados Unidos)

1939. Frans Eemil Sillanpää (Finlândia).

1940. Não houve premiação.

1941. Não houve premiação.

1942. Não houve premiação.

1943. Não houve premiação.

1944. Johannes Vilhelm Jensen (Dinamarca).

1945. Gabriela Mistral (Chile).

1946. Hermann Hesse (nascido na Alemanha, residente na Suíça).

1947. André Gide (França).

1948. T. S. Eliot (nascido nos Estados Unidos, residente no Reino Unido).

1949. William Faulkner (Estados Unidos).

1950. Bertrand Russell (Reino Unido).

1951. Pär Lagerkvist (Suécia).

1952. François Mauriac (França).

1953. Winston Churchill (Reino Unido).

1954. Ernest Hemingway (Estados Unidos).

1955. Halldór Kiljan Laxness (Islândia).

1956. Juan Ramón Jiménez (Espanha).

1957. Albert Camus (França).

1958. Boris Leonidovich Pasternak (União Soviética).

1959. Salvatore Quasimodo (Itália).

1960. Saint-John Perse (França).

1961. Ivo Andrić (Nascido na Áustria, residente na Iugoslávia).

1962. John Steinbeck (Estados Unidos).

1963. Giorgos Seferis (Grécia).

1964. Jean-Paul Sartre (França).

1965. Mikhail Sholokhov (União Soviética).

1966. Shmuel Yosef Agnon (nascido na Áustria e residente em Israel) e Nelly Sachs (nascida na Alemanha e residente na Suécia).

1967. Miguel Ángel Astúrias (Guatemala).

1968. Yasunari Kawabata (Japão).

1969. Samuel Beckett (Irlanda).

1970. Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (União Soviética).

1971. Pablo Neruda (Chile).

1972. Heinrich Böll (Alemanha).

1973. Patrick White (nascido no Reino Unido, residente na Austrália).

1974. Eyvind Johnson (Suécia) e Harry Martinson (Suécia).

1975. Eugenio Montale (Itália).

1976. Saul Bellow (Nascido no Canadá, residente nos Estados Unidos).

1977. Vicente Aleixandre (Espanha).

1978. Isaac Bashevis Singer (nascido na Rússia, residente nos Estados Unidos).

1979. Odysseas Elytis (Grécia).

1980. Czesław Meułosz (nascido na Polônia, residente nos Estados Unidos).

1981. Elias Canetti (Bulgária).

1982. Gabriel García Márquez (Colômbia).

1983. William Golding (Reino Unido).

1984. Jaroslav Seifert (nascido na Áustria, residente na Checoslováquia).

1985. Claude Simon (França).

1986. Wole Soyinka (Nigéria).

1987. Joseph Brodsky (nascido na União Soviética, residente nos Estados Unidos).

1988. Naguib Mahfouz (Egito).

1989. Camilo José Zela (Espanha).

1990. Octavio Paz (México).

1991. Nadine Gordimer (África do Sul).

1992. Derek Walcott (Santa Luzia).

1993. Toni Morrison (Estados Unidos).

1994. Kenzaburō Ōe (Japão).

1995. Seamus Heaney (Irlanda).

1996. Wisława Szymborska (Polônia).

1997. Dario Fo (Itália).

1998. José Saramago (Portugal).

1999. Günter Grass (Alemanha).

2000. Gao Xingjian (nascido na China, residente na França).

2001. V. Séc. Naipaul (nascido em Trinidad e Tobago, residente no Reino Unido).

2002. Imre Kertész (Hungria).

2003. J. M. Coetzee (África do Sul).

2004. Elfriede Jelinek (Áustria).

2005. Harold Pinter (Reino Unido).

2006. Orhan Pamuk (Turquia).

2007. Doris Lessing (Reino Unido).

2008. Jean-Marie Gustave Lhe Clézio (França).

2009. Herta Müller (Alemanha).

2010. Mario Vargas Llosa (Peru).

2011. Tomadas Tranströmer (Suécia).

2012. Mo Yan (China).

2013. Alice Munro (Canadá).

2014. Patrick Modiano (França).

2015. Svetlana Aleixievich (Bielorrússia).

2016. Bob Dylan (Estados Unidos).

2017. Kazuo Ishiguro (Reino Unido).

Conheça os livros do vencedor do Nobel de literatura publicados no Brasil

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Capa do livro “O gigante enterrado”, publicado no Brasil pela Companhia das Letras

Capa do livro “O gigante enterrado”, publicado no Brasil pela Companhia das Letras

O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro foi anunciado, na manhã desta quinta-feira (5), no horário de Brasília, como o ganhador do prêmio Nobel de literatura deste ano. Kazuo Ishiguro também teve três obras adaptadas para o cinema

Publicado na Gazeta do Povo

Kazuo Ishiguro nasceu na cidade de Nagasaki, no Japão. Aos 5 anos, mudou-se com a família para a Inglaterra, tornando-se um escritor de língua inglesa. A revista “Time” o colocou em 32º lugar na sua lista de maiores escritores ingleses do pós-guerra. Time muito provavelmente terá de fazê-lo avançar algumas posições, agora que ele ganhou o Nobel de Literatura.

Ishiguro publicou no Brasil livros como “O Gigante Enterrado”, “Não me Abandone Jamais” e “Os Vestígios do Dia”, que já havia rendido ao autor o Man Booker Prize, outro dos grandes prêmios internacionais de literatura, em 1989.

O anúncio foi dado por Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, instituição que concede o prêmio. Ela destacou que a obra de Ishiguro tem “grande força emocional” e “desvendou o abismo sob nossa sensação ilusório da conexão com o mundo”.
Confira os livros de Ishiguro publicados no país:

“Os Vestígios do Dia”

Um mordomo à moda antiga se ressente pela decadência da aristocracia britânica no entreguerras e pelo fato de ter um novo patrão que não dá a mínima para o emaranhado de rituais que orientam sua vida.

“Não me Abandone Jamais”

Triângulo amoroso se passa em um internato onde todos os “alunos” são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição (no caso, seus órgãos).

“O Gigante Enterrado”

Obra trata de um velho casal que viaja por uma paisagem traiçoeira e sem lei para tentar encontrar seu filho, enquanto tateiam a névoa do esquecimento que parece ter se abatido sobre a terra devido a uma maldição.

“Noturnos”

Nas cinco histórias há música e cair da noite a enquadrá-las cenograficamente. Mas o verdadeiro tema comum apenas se revela se o título for também tomado, metaforicamente, como alusão ao momento de esfriamento das esperanças de o talento naturalmente se ajustar ao sucesso, cujas condições se descobrem aleatórias, injustas e, por vezes, ridículas.

“Quando Éramos Órfãos”

Christopher Banks é um garoto que fica órfão aos nove anos de idade. Vinte anos depois, ele se torna um detetive e resolve rever Xangai, palco da guerra entre China e Japão, fazendo com que sua busca pelos pais seja confundida com a busca pela ordem no mundo.

“O Desconsolado”

O renomado pianista Ryder viaja para uma pequena cidade do leste europeu para um concerto. Lá, ele se envolve em uma briga entre o violoncelista Christoff e o maestro bêbado Brodsky, e em todos os lamentos dos moradores locais que desabafam frustrações e sonhos com o pianista.
Obras adaptadas para o cinema

Ishiguro escreveu roteiros – “A Profile of Arthur J. Mason”, “The Gourmet”, “The Saddest Music in the World” e “The White Countess”. O mais inglês dos cineastas americanos, James Ivory, adaptou justamente “A Condessa Branca” em 2005 e, mais de dez anos antes, “Vestígios do Dia”, em 1993.

Uma terceira adaptação para cinema foi “Never Let Me Go/Não Me Abandone Jamais”, por Mark Romanek, com Carey Mulligan e Andrew Garfield, em 2010. Ivory, um cineasta meticuloso, mas cuja mise-en-scène sempre foi um tanto débil, talvez sonhasse em ser Luchino Visconti. Só uma vez ele chegou perto, e foi justamente com “Vestígios do Dia”.

Anthony Hopkins faz o mordomo de uma mansão tradicional. Passa a vida servindo a um aristocrata decadente, que flerta com os radicalismos de direita. Em sua submissão – nasceu para servir -, Hopkins desperdiça o afeto de Emma Thompson, que vai trabalhar na casa. É um filme feito com sentido do detalhe, muito bem interpretado. É duro, sobre essas vidas desperdiçadas. O próprio Ivory disse que bastou-lhe seguir o fluxo de Ishiguro. É seu melhor filme.

Nipo-britânico Kazuo Ishiguro ganha Nobel de Literatura de 2017

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O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro é autor de Vestígios do dia, que foi adaptado para o cinema (foto: AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Jason MERRITT )

O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro é autor de Vestígios do dia, que foi adaptado para o cinema (foto: AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Jason MERRITT )

 

O ganhador foi anunciado, na manhã desta quinta (5/9), em evento em Estocolmo na Suécia. Embora de origem nipônica, os livros de Kazuo são escritos na língua inglesa

Marcia Maria Cruz, no UAI

A Academia Sueca anunciou o vencedor do Nobel de Literatura de 2017 , na manhã desta quinta (5/9 ), em evento em Estocolmo, na Suécia. O ganhador foi o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, de 62 anos. A academia destacou que a obra versa sobre ‘memória, passagem do tempo e desilusão pessoal’.

Kazuo nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1954, mas saiu de lá muito cedo. Aos cinco anos foi para a Inglaterra, onde se radicou. Os livros são escritos em inglês: ‘Os vestígios do dia’ (1989) e a ficção científica ‘Não me abandone jamais’ (2005). As obras foram adaptadas para o cinema. Vestígio foi estrelado pelo ator Anthony Hopkins.

No Brasil, Kazuo é editado pela Companhia das Letras. A editora lançou também ‘Noturnos’ e ‘Quando éramos órfãos’. O mais recente é ‘O gigante enterrado’ (2015). A historiadora, antropóloga e professora da Universidade de Sâo Paulo, Lilia Schwarcz comemorou a indicação de Kazuo. “Ishiguro é uma pessoa sensível, erudita, bem humorada, louco por futebol”, afirmou.

Ela destaca que nos livros ‘Vestígios do dia’ e o ‘Gigante adormecido’, Kazuo mistura prosa refinada e muita sensibilidade. ‘O leitor é conduzido pela mão segura do escritor. As reflexões que ele acaba distilando, sobre tempo , envelhecimento, memória. São de uma imensa profundidade e atualidade. Sua ficção parece, sob essa perspectiva, como que infinda. Como são sempre infindos, ao menos aos olhos do leitor, todos os bons livros.”

A curadora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Josélia Aguiar lembrou que entre os nomes de escritores nipônicos o mais cotado era Haruki Murakami. “Nas bolsas de apostas, o Murakami estava muito acima do Ishiguro. Então de certo modo sim, foi uma surpresa”, afirma.

Ela lembra que, depois de premiar a bielo-russa Svetlana Alexievich (2015) e o compositor Bob Dylan (2016), o Nobel volta à literatura em seu sentido mais estabelecido. “Ele não é o tipo de surpresa que foi, por exemplo, a Svetlana, que nem era traduzida. O Ishiguro nasceu no Japão, mas desde criança vive com a família na Inglaterra.”.

Ishiguro foi várias vezes finalista do Man Booker Prize, inclusive venceu uma vez. “É um autor internacional que escreve em inglês, é bem traduzido e teve obra adaptada para o cinema.” Josélia ainda destaca o fato Ishiguro ter em sua obra elementos de ficção científica.

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