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10 livros baseados em fatos reais que você precisa ler

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Para os amantes da leitura, esses livros baseados em fatos reais vão prender do início ao fim.

Luciana de Queiroz, no Blasting News

Se você não é fã de livros de ficção, histórias reais são escolhas excelentes e lhes prenderão do início ao fim da leitura. O estilo literário no formato de reportagem costuma ser sensacional e, quando o leitor começa a leitura, não quer parar antes de terminar.

Por tratarem de relatos reais, os #Livros-reportagens são bem detalhistas e, por isso, os leitores conseguem inserir-se na #História de uma maneira incrível, como se estivessem, de fato, na cena. Alguns autores são feras nesse tipo de escrita, tais como, Joseph Mitchel, Norman Mailer e Gay Talese. Confira 10 livros separados com carinho para você.

1- “Honra teu Pai” é um livro escrito por Gay Talese e fala da história de Joseph, que vive no #Mundo da máfia italiana. Mais conhecido como Joe Bananas, ele controla, em Nova York, cinco famílias, além de seu filho Bill. É uma guerra bem sangrenta entre os mafiosos, até que Joe é sequestrado, aos 26 anos de idade.

2- “A Luta”, de Norman Mailer, fala sobre um lutador e campeão de boxe que perdera seu título porque recusou-se a apresentar-se durante a Guerra no Vietnã,mesmo sendo convocado. Quem o desafiava para a luta era simplesmente Muhammad Ali e, claro, ele não queria perder essa batalha. O livro relata essa luta em si, que ficou marcada na história.

3- “Hiroshima”, escrito por John Hershey, relata sobre seis sobreviventes da bomba atômica, que matou milhares de pessoas em Hiroshima e Nagasaki. Os hibakushas descritos nos livros eram as pessoas que foram afetadas pelas bombas e seus efeitos, graças às armas nucleares.

4- “O Segredo de Joe Gould” foi escrito por Joseph e relata a história de um mendigo que vivia em um bairro boêmio em Nova York. Apesar de ser andarilho, ele escrevia um livro, que só foi encontrado após 20 anos de sua morte e, na publicação, revela muitos mistérios.

5- “O Reino e o Poder”, do escritor Gay Talese, fala da história do fundador do jornal mais famoso do mundo, o The New York Times. É um relato sobre as mudanças que o jornal sofrera durante sua existência e sobre as reportagens mais incríveis já publicadas.

6- “Abusado – O Dono do Morro Santa Marta”, do jornalista Caco Barcellos, relata o tráfico de drogas e ações criminosas no Rio de Janeiro. A publicação cita o Comando Vermelho e como tudo acontecia dentro das favelas.

7- “Chico Mendes, Crime e Castigo”, do escritor Zuenir Ventura, conta a história de Chico Mendes, seringueiro e ativista que vivia no Acre e foi assassinado por saber demais sobre o desmatamento na Amazônia. O livro divide-se em três partes e conta com relatos impressionantes.

8- “A Feijoada que Derrubou o Governo”, escrito por Joel Silveira, falas sobre os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart e, entre vários relatos, entra a história do próprio autor.

9- “O Livro das Vidas”, escrito por diversos autores, conta histórias de obituários de pessoas comuns, que foram retratadas de forma enfática pelo jornal The New York Times.

10- “A mulher do Próximo”, escrito por Gay Talese, fala sobre as mudanças dos costumes sexuais nos Estados Unidos. Conta sobre as seitas de livre amor, nudismo e repressão da homossexualidade.

5 romances distópicos essenciais, segundo o autor de ‘Laranja Mecânica’

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

 

Nathan Fernandes, na Galileu

O futuro é sombrio. Pelo menos, é assim que os escritores de distopias enxergam o mundo: um lugar pós-apocalíptico no qual a pressão é a ordem — o contrário da utopia. O escritor britânico Anthony Burgess, autor do clássico Laranja Mecânica (adaptado para o cinema pelo não menos genial Stanley Kubrick) sabe bem disso.

No livro 99 Novels, Burgess fez uma seleção com as principais obras distópicas que o influenciaram e comentou cada uma delas. Leia um trecho dos comentários abaixo ou o original (em inglês) aqui:

Os Nus e os Mortos, Norman Mailer

“O espírito de revolta entre os homens é incitado por um acidente: os soldados tropeçam em um ninho de abelhas e fogem, deixando as armas e os equipamentos — os nus deixam os mortos para trás. Um impulso pode conter a semente da escolha humana: ainda não nos tornamos inteiramente máquinas.

O pessimismo de Mailer ainda viria mais tarde — em Parque dos Cervos, Barbary Shore e Um Sonho Americano — mas aqui, com os homens se permitindo a optar pelo suicídio coletivo da guerra, há uma visão animadora da esperança. É um livro surpreendentemente maduro para um autor de 25 anos [foi o primeiro romance do escritor]. Continua sendo o melhor de Norman Mailer, e, certamente, o melhor romance de guerra dos Estados Unidos.”

1984, George Orwell

“É uma das distopias (ou cacotopias) que mudaram nossa forma de pensar. É possível dizer que o futuro horripilante previsto por Orwell não surgiu apenas porque ele predisse: nós fomos avisados a tempo. Por outro lado, é possível pensar neste romance menos como uma profecia do que como uma obra cômica que junta duas coisas diferentes — uma imagem de como era a Inglaterra nos pós-guerra, uma terra de tristeza e escassez, e a bizarra e impossível noção de intelectuais britânicos tomando o governo do pais.”

Justiça Facial, L.P Hartley

“A Inglaterra acaba de emergir da 3º Guerra Mundial. Há ataques nucleares e a sociedade começa a ressurgir de esconderijos em cavernas. O novo estado está aflito com um senso profundo de culpa, e cada um de seus cidadãos recebem um nome em homenagem a um assassino. Por isso, a heroina da obra foi batizada como Jael 97. Uma tentativa de formular uma nova moralidade resulta na proibição da inveja e do impulso competitivo. Não devem existir pessoas excepcionalmente bonitas (…). Por carecer dos horrores esperadas da ficção cacotopiana, é menos apreciado do que 1984.”

A Ilha, Aldous Huxley

“Ninguém é condicionado cientificamente a ser feliz: este novo mundo é realmente admirável. O lugar aprendeu uma grande lição filosófica e das religiões orientais, mas está preparado para pegar o melhor da ciência, da tecnologia e da arte ocidental. As população é composta por um tipo de raça eurasiana ideal, equipada com corpos esbeltos e cérebros “huxelianos”, e eles leram todos os livros que Huxley leu.

Parece um jogo intelectual, um sonho sem esperança em um mundo em fuga, mas Huxley é realista o suficiente para saber que há lugar para o otimismo. Na verdade, nenhum professor pode ser pessimista, e Huxley é essencialmente um professor. Em A Ilha, a vida boa é eventualmente destruída por um brutal, estúpido e materialista rajá que quer explorar os rucursos minerais do ambiente.”

Riddley Walker, Russell Hoban

“Inglaterra… Depois da guerra nuclear, o país está tentando organizar uma cultura tribal após a destruição total da civilização industrial centralizada. O passado foi esquecido, e até o dom de fazer fogo precisa ser reaprendido. O romance é essencial não só por conta da sua linguagem, mas também pela presença de rituais, mitos e poemas inventados. Hoban construiui um mundo inteiro a partir do zero.”

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