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Posts tagged norte-americana

Bibliotecário roubou milhões em livros raros ao longo de 20 anos

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Gregory Priore mantinha esquema há vários anos com alfarrabista em Pittsburgh. Já foram os dois detidos.

Pedro Filipe Pina, no Notícias ao Minuto

Durante duas décadas, foram mais de oito milhões de dólares (qualquer coisa como 6,7 milhões de euros) em livros raros roubados.

Tudo aconteceu na Carnegie Library of Pittsburgh, a principal biblioteca daquela cidade norte-americana, onde estavam guardadas algumas obras raras.

Conta o New York Times que o esquema funcionava de forma simples. Gregory Priore, o bibliotecário, de 61 anos, saía por vezes do trabalho com livros escondidos. Entregava depois os livros a um alfarrabista local, John Schulman, de 54 anos, que os vendia.

Os dois homens foram detidos e vão agora ser julgados por este esquema criminoso que escapou incólume durante 20 anos.

Entre os livros roubados havia uma edição original autografada de uma obra de 1787 de Thomas Jefferson, antigo presidente dos EUA e tido como o principal redator da Constituição norte-americana. Outra das obras roubadas foi um exemplar raro de ‘Principia’, obra de Isaac Newton, avaliada em 900 mil dólares.

Livraria bane WiFi, laptop e celular

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Marcelo Rubens Paiva, no Estadão

O futuro chegou de forma invertida numa livraria americana de Wyoming.

Em respeito ao livro e hábito de leitura, que perde a guerra contra gadgets e widgets.

A Wind City Books dispensou seu equipamento de WiFi e sugere que seus clientes esqueçam os cacarecos eletrônicos, laptops e celulares, na bolsa.

“Bem-vindo a um lugar para livros e café. Dê um tempo. Viva como em 1993. E-mails podem esperar”, diz um cartaz na entrada, que informa que não tem Wi-Fi.

O ano se refere a 1994, quando a internet se consolidou e deixou de ser uma ferramenta das forças armadas e universidades.

“Queremos que as pessoas venham à nossa loja para relaxar e curtir um livro”, disse o livreiro Vicki Burger à afiliada da ABC, TV KTRK [nota de Brien Koerber ao Mashable].

Adorei.

Poderia inspirar muitos negócios por aqui.

Cafés, restaurantes, bares, livrarias, hotéis, motéis, restaurantes. Até um buffet infantil…

O futuro estressa.

Desconcentra.

Marilynne Robinson, a escritora que Obama cita em seus discursos

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Com quatro romances e quatro ensaios, é vista nos EUA como uma das grandes autoras contemporâneas

Marc Bassets, no El País

“Seus textos me mudaram profundamente. E acredito que para melhor, Marilynne”, disse-lhe Barack Obama em 2013, quando entregou a ela a Medalha de Honra das Humanidades da Casa Branca. E, em setembro passado, o presidente dos Estados Unidos a entrevistou para a revista The New York Review of Books. A obra de Marilynne Robinson (Sandpoint, Idaho, 1943) é mínima. Quatro romances — Vida doméstica, Gilead, Em Casa e Lila: os três últimos ambientados em um povoado do Iowa e protagonizadas por pastores protestantes e suas famílias — e quatro livros de ensaios. Robinson é uma mulher risonha e serena, sem uma gota de cinismo. Parece maravilhar-se a cada minuto diante do mundo. Ela nos recebe em um luminoso escritório do Iowa Writers’s Workshop, em Iowa City, a lendária oficina de escritores na qual dá aulas desde o fim dos anos oitenta. Aqui lecionaram e estudaram clássicos das letras norte-americanas, de Flannery O’Connor a John Cheever, passando por Raymond Carver e John Irving.

P. Como aprendeu a ser escritora?

R. Redigia minhas coisas quando era pequena e lia muito. Na Universidade, tive aulas de escrita criativa, quatro semestres que foram de muita ajuda para mim.

P. O que aprendeu?

R. Aprendi, em primeiro lugar, com John Hawkes, um escritor que faleceu há 10 ou 15 anos, e foi muito proeminente em sua geração. Ele me ensinou a ter consciência de quando escrevia bem e quando não. Me tornou sensível a meu próprio estilo. Era bastante severo: odiava que se escrevesse mal. Eu não uso elogios nem críticas tão extremos quanto ele, mas foi muito útil para mim.

P. A sra. usa o método dele com seus alunos?

R. Às vezes pergunto ao aluno qual é a melhor parte de sua história, o melhor parágrafo, o melhor diálogo. É para que o escritor perceba o que sabe fazer bem: isto é o mais importante que um escritor pode fazer. Você deve aprender a se sintonizar com sua frequência. Não pode ser um imitador. O que as pessoas escolhem como o melhor de suas histórias é o mais individual. Um bom escritor não se confunde com outro.

Marilynne Robinson e Obama em Des Moines, Iowa, em setembro de 2015. Pete Souza White House

Marilynne Robinson e Obama em Des Moines, Iowa, em setembro de 2015. Pete Souza White House

P. A sra. dá um curso agora sobre o Antigo Testamento. O que os alunos aprendem nele?

R. Primeiro, descobrem o que é. Os que têm uma educação religiosa conhecem os 10 mandamentos e essas coisas, mas em termos de como funciona o relato bíblico como texto literário para eles é uma revelação.

P. Do ponto de vista do estilo?

R. Sim, e da forma. A Bíblia é muito autorreferencial. Com frequência pega emprestada a linguagem de escritos anteriores. É muito interessante para os escritores. Ou as comparações entre o Antigo Testamento e a escrita contemporânea do Oriente Médio, da Babilônia, por exemplo. Trata-se de ler textos com atenção.

P. Por que a sra. escolheu o Antigo Testamento para o seu curso?

R. Ontem falei do livro de Jó, que é uma grande influência de Moby Dick. Quando você lê o livro de Jó e vê a poesia no contexto ao qual Melville se refere, entende com uma profundidade que de outra maneira não conseguiria entender.

P. Que outros cursos prevê dar?

R. O fato é que me aposento depois do próximo trimestre. Minha vida se tornou tão complicada que não consigo ensinar e fazer as demais coisas com as quais me comprometi. Depois de todos esses anos, 26 ou 27, preciso deixar este edifício.

P. Por que sua vida se complicou?

R. Comprometi-me a ministrar oito disciplinas em Cambridge nos próximos dois anos: serão outro livro. Além disso, estranhamente, me envolvi com política. Nunca pensei que faria isso. Mas surgem coisas que você não consegue ignorar. E também quero escrever outro romance.

P. A sra. disse que se envolveu com política. Em que sentido?

R. Em parte é consequência de meus últimos ensaios terem chamado a atenção do presidente Obama. Grande parte de minha escrita de não ficção é bem política. Me pedem para escrever sobre questões contemporâneas, até sobre o jornal de ontem, e às vezes imagino que devo fazer isso.

P. A sra. vê uma conexão entre seus romances espirituais, suas aulas sobre o Antigo Testamento e a política atual?

R. Qualquer pessoa com sensibilidade religiosa, com inclinações humanistas, deve levar em conta que a política tem um impacto profundo em nossas vidas.

P. Como é ser entrevistada pelo presidente dos Estados Unidos?

R. Ele não poderia ser mais cordial, muito amável. Nunca me senti tão (mais…)

Enem 2015 tem questões sobre espionagem, Estado Islâmico e Usain Bolt

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Publicado em UOL

Os candidatos que saíram do primeiro dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2015 disseram que a prova deste sábado (24) abordou questões sobre espionagem norte-americana, Estado Islâmico e o atleta jamaicano Usain Bolt.

Os alunos ouvidos pelo UOL relataram que a prova estava longa, com muitos textos e com dificuldade média. “Para quem estudou, a prova estava tranquila”, afirma Gabriela Ramos, 22, que pretende usar a nota do Enem para passar em psicologia. “Eu, por exemplo, deixei as questões de geografia sem fazer”, conta.

Segundo ela, a prova tinha ainda uma charge sobre produtos transgênicos. “Nela, um cliente falava para o advogado que a mulher só servia frutas e verduras”, disse. “Caiu bastante história do Brasil também. Em química, caíram muitas questões sobre o dia a dia, como uma envolvendo geladeira”, afirma.

Marília Leão, 18, que tenta uma vaga no curso de jornalismo afirma que, em geografia, caiu uma questão sobre espionagem norte-americana. “O texto envolvia tecnologia e aplicativos de espionagem”, afirma. Ela conta que uma questão de física falava sobre o peso e a velocidade do atleta Usain Bolt.

Já Núbia Souza, 19, que pretende cursar engenharia civil falou que feminismo também foi assunto na prova. “A questão aborda um movimento feminista fora do Brasil, há alguns anos”, explica. Ela lembra ainda que a questão sobre Estado Islâmico envolvia um atentado na Síria.

Na opinião de Maiara Ribeiro, 17, a prova surpreendeu por ter tratado de assuntos que o exame do ano passado não abordou. “Caiu escravidão, Segunda Guerra Mundial e bastante tecnologia”, explica.

Lucas Martins, 17, lembrou ainda que na prova de história o período colonial teve destaque. “Achei a prova de ciências humanas fácil. O que pegou mesmo foi química”, afirma.

Site utilizado pelos filhos de Bill Gates ensina matemática a jovens infratores

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Plataforma norte-americana é ferramenta na Fundação Casa em Limeira.
Ação melhorou rendimento dos internos, que ganham pontos e medalhas.

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Alessandro Meirelles, no G1

Dezesseis internos da Fundação Casa de Limeira (SP) usam, desde 7 de agosto, um site educativo como suporte pedagógico nas aulas de matemática. Com a orientação dos professores, os alunos da unidade Casa Morro Azul aprendem a disciplina por meio do Khan Academy, plataforma gratuita criada nos Estados Unidos. A ferramenta oferece desafios semelhantes a jogos virtuais, onde os usuários ganham pontos e medalhas a cada etapa vencida.

O Khan Academy ganhou notoriedade mundial depois de uma declaração do milionário americano Bill Gates de que seus filhos o utilizavam para estudar. Em janeiro, o site ganhou tradução em português. Na unidade de Limeira, já ajudou um interno na preparação para uma olimpíada de matemática.

“Consegui aprender conteúdos novos e reforçar o que já sabia. Tinha dificuldade com álgebra e a ferramenta me ajudou a compreender melhor com o tutorial. A ferramenta é importante, mas o professor também é necessário, porque nos incentiva. Depois que eu for ‘desinternado’, pretendo continuar usando, porque tem sido uma boa base de aprendizado. Pretendo cursar faculdade de enfermagem ou gastronomia e a matemática acaba sendo muito importante. Se eu errar o cálculo, posso até tirar uma vida”, disse um interno de 17 anos, que cursa a 2ª série do ensino médio e avançou até a segunda fase da competição.

De acordo com a coordenadora pedagógica do centro socioeducativo, Paula Fernanda de Almeida Nunes, o rendimento dentro da sala de aula aumentou 70% com a utilização do site, que já foi usado por mais de 50 milhões de pessoas no mundo.

Rendimento escolar
“De forma livre e interativa, nossos jovens descobrem que o mundo da matemática pode ser simples e gostoso de aprender. O professor de matemática nos trouxe os resultados de sua última avaliação, onde comprovou que o uso da plataforma motiva e ensina nossos alunos”, destacou.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Casa e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos americana criada em 2006. Além de gratuito, o site oferece um estudo personalizado para pessoas de qualquer idade. O aprendizado é feito de forma lúdica, com videoaulas e exercícios.

Estudo personalizado
“O cadastro é rápido e pode ser feito com os dados do Facebook. A partir de então, a plataforma vai verificando o grau de conhecimento de cada um. Há conteúdos para crianças acima de seis anos até universitários. O conceito de games é usado para cativar a atenção, com pontuação e medalhas. Ao avançar de nível, a pessoa também troca de avatar (símbolo de conhecimento)”, disse a coordenadora de projetos da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha.

Daniela destaca ainda outros benefícios para os menores que cumprem medida socioeducativa. “O conteúdo respeita o ritmo de cada aluno. Para eles, tem sido positivo por oferecer um feedback (resposta) na hora. Isso vem melhorando inclusive a autoestima e o convívio social”, ressaltou.

Aprovação
“A ferramenta é muito boa, porque há vídeos e desafios que ajudam bastante na compreensão. Eu sempre gostei de matemática, mas tinha dificuldade de entender algumas coisas. Por exemplo, a porcentagem, pois nunca entendia como chegava nela e aprendi bem mais usando o computador. Já consegui alcançar 33 mil pontos e algumas medalhas”, comentou um interno de 17 anos, cursa o 9º ano do ensino fundamental no centro socioeducativo.

Estado
A parceria está sendo realizada de forma experimental em outras unidades da Fundação Casa em Franco da Rocha (SP), Iaras (SP) e Taubaté (SP).

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

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