Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged NORTE

Nível de leitura de alunos de 8 anos é considerado baixo em 22 Estados

0

Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Na primeira avaliação nacional da alfabetização promovida no país, Estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho no exame, que mediu conhecimentos de português e matemática de cerca de 2,3 milhões de crianças do 3º ano (oito anos de idade) na rede pública.

No extremo oposto, Estados do Sul e Sudeste como Santa Catarina e Minas Gerais tiveram bons indicadores.

A prova foi aplicada no final do ano passado e mediu a aprendizagem com base em uma escala de quatro níveis. Em leitura, 22 Estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos.

Em matemática, 20 Estados e o Distrito Federal estão nessa situação, o que significa que essas crianças não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos, por exemplo.

Na semana passada, os dados foram encaminhados às escolas via sistema on-line, ao qual a Folha teve acesso.

O presidente do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame), José Francisco Soares, explicou que os níveis 2, 3 e 4 são tidos como adequados, ainda que indiquem diferentes estágios de aprendizagem.

A ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma das medidas que integram o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2012.

O ministro Henrique Paim (Educação) afirmou que escolas com baixo desempenho terão atenção especial.

“Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados.”

O Inep não elaborou um indicador nacional com base nos dados de cada escola nem unificou os resultados das três áreas em um indicador de alfabetização. O objetivo é evitar a criação de um ranking nacional com base em prova aplicada a crianças em início de vida escolar.

As escolas também receberam informações sobre o perfil de seu corpo docente e o nível socioeconômico dos alunos, com base na escolaridade e posse de bens e serviços pelos pais.

Alejandra Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, destaca que um desempenho ruim nessa fase do ensino fundamental repercute nas etapas seguintes. “O quarto e quinto ano são de consolidação dessa aprendizagem.”

Para ela, a formação de docentes e a infraestrutura das escolas contribuem para o “abismo entre as regiões”.

14268957

 

12% dos programas de pós no Brasil têm nível internacional

0

Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

De um total de 3.337 programas de mestrado e doutorado no país, apenas 12,2% (406) possuem qualidade de nível internacional: esse grupo recebeu nota 6 ou 7 em avaliação feita pela Capes (autarquia do Ministério da Educação responsável pela pós-graduação).

O balanço faz parte de avaliação trienal realizada pelo órgão e divulgada nesta terça-feira (10). As notas variam entre 1 e 7 e são elaboradas com base em critérios como formação do corpo docente, infraestrutura e número de artigos publicados em periódicos, por exemplo.

O percentual é levemente superior ao percentual de programas com mesma nota em 2010, quando a última avaliação foi feita. Na ocasião, 11,8% dos 2.718 programas receberam conceito 6 ou 7.

No outro extremo, cursos com nota 1 ou 2 são considerados de má qualidade. Alunos já matriculados nesse programas terão o diploma reconhecido nacionalmente, mas a partir de agora eles não poderão ser ofertados novamente. As instituições recebem as notas nesta semana e podem apresentar recurso.

Em 2013, 1,8% dos programas (60) receberam nota 1 ou 2. Em 2010, o índice foi de 2,2%. A lista de notas de mestrados e doutorados de todo o país deve ser publicada ainda hoje no site da Capes. Apenas os 60 programas com avaliação ruim não serão divulgados –o MEC aguardará o prazo para apresentação de recurso para publicar essa relação.

REGIÃO NORTE

Entre todas as regiões, apenas o Sudeste registrou evolução do número de programas abaixo da média nacional. Enquanto o país registrou um aumento de 23% (de 2.718 programas em 2010 para 3.337 em 2013), a região teve crescimento de 14%. Apesar disso, o Sudeste ainda concentra a grande maioria dos programas no país (1.560).

O Norte foi a região com maior salto do número de programas: de 121 para 170 em três anos (índice de 40%), seguido do centro-oeste (37%) e nordeste (33%).

“Estamos tendo uma importante desconcentração [para] o Centro-Oeste, Norte e Nordeste, áreas mais carentes no ensino superior em geral. Isso é muito importante pra gente manter a expansão da graduação”, disse o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em coletiva de imprensa.

EVOLUÇÃO

Mercadante elogiou os resultados da avaliação trienal. Ele ressaltou que, entre 2010 e 2013, 69% dos programas mantiveram anota nesse período, 23% registraram aumento e 8% tiveram queda no conceito.

“O sistema como um todo evoluiu em direção à qualidade. (…) O programa está numa forte expansão e numa trajetória de melhora”, afirmou.

Go to Top