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Obama premia professora de alunos refugiados e pede melhores salários

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Shanna Peeples foi escolhida a ‘Professora do ano’ nos Estados Unidos.
‘Ela transformou a sala de aula em um refúgio seguro’, disse o presidente.

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Publicado no G1

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, entregou nesta quarta-feira (29) um troféu em formato de maçã de vidro para Shanna Peeples, de 50 anos, eleita a “professora do ano de 2015”. Obama destacou o trabalho da professora de inglês, que dá aula para alunos refugiados em situação de pobreza e traumas relacionados com a imigração. “Ela transformou a sala de aula em um refúgio seguro”, destacou Obama.

Em seu discurso, Obama disse que o país precisa de mais professores como Peeples. “Eles merecem o nosso apoio e nosso apreço e eles também provavelmente merecem salários mais altos”, disse o presidente.

Shanna Peeples é professora do ensino médio da Palo Duro High School, no Texas, onde 85% dos alunos estão abaixo da linha de pobreza e muitos são refugiados. Ela diz que “fez de tudo” para evitar a carreira de professor. Trabalhou como DJ, foi enfermeira, cuidadora de cães e até repórter de um jornal (cobria a área de educação).

“Eu sabia que no fundo eu iria amar a profissão e ela iria me consumir muito”, disse Shanna em entrevista à rede CBS. “Ser professor é maravilhoso para quem ama crianças e ama tirar o maior potencial de cada aluno. Foi a profissão que me escolheu.”

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Em seu discurso como finalista do concurso, Peeples citou um poema do brasileiro Rubem Alves. “Os alunos me deram poesia como uma luz, como a definição da esperança, como nas palavras de Rubem Alves: ‘A esperança é a convicção de que a perturbadora brutalidade dos fatos que a oprimem e reprimem não há de ter a última palavra (…) que as fronteiras do possível não ficam determinadas pelos limites do atual’.”

A professora trabalha há 12 anos no colégio de Amarillo, e destaca o trabalho com os alunos refugiados de países em guerra. “Meus alunos, sobreviventes de um trauma profundo, moldaram o tipo de professora que eu sou. Eles me ensinaram a nunca fazer uma promessa que não possa ser cumprida, porque muitos já aprenderam a ver o mundo com olhos desconfiados. Para ser a melhor professora para eles, eu tenho que lembrar isso e honrar o passado dessas crianças”, afirma.

Peeples disse ainda que ser professora ajudou a superar próprios traumas de sua vida pessoal, como a convivência com o alcoolismo e a violência doméstica em casa. “Então. em certo sentido, eu vendo esperança para meus alunos. Eu quero que eles saibam que a escrita pode ajudá-los a esquecer.”

“E eu quero que eles saibam que não estão sozinhos, e que tantos outros têm enfrentado problemas semelhantes. Para mim, a história é sobre como podemos ser nossos próprios heróis. Os livros nos ajudam a fazer as pazes com o nosso passado, enquanto mostrando-nos a promessa de uma multidão de futuros.”

O prêmio Professor do Ano reúne professores que se destacaram em várias áreas da educação norte-americana. Quatro deles são indicados para a fase final, quando uma comissão define o vencedor. Além de Peeples, foram para a fase final as professoras Ann Marie Corgill, do Alabama, Catherine Caine, do Havaí, e Kathy Nimmer, de Indiana. Em 2013, o professor brasileiro Alexandre Lopes, que nasceu em Petrópolis (RJ) e emigrou para os Estados Unidos em 1995, foi um dos quatro finalistas.

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Professor nos EUA suspende mais aluno negro que branco, diz pesquisa

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Professores interpretam comportamento de acordo com a cor do aluno.
Estudo mostra que estereótipo pode influenciar em relações fora da escola.

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Publicado no G1

Um estudo feito pelo governo dos Estados Unidos detectou que o aluno negro tem três vezes mais chances de ser suspenso ou expulso da escola do que um estudante branco.
Pesquisadores de psicologia da Universidade Stanford fizeram então um estudo para tentar descobrir algumas razões dessa discrepância, e concluíram que os professores tendem a ver de forma diferente o comportamento indisciplinado de um aluno de acordo com a sua cor – sendo muito menos tolerante com o estudante negro.

“O fato de que as crianças negras são desproporcionalmente disciplinadas na escola é indiscutível”, disse a professora de psicologia de Stanford Jennifer Eberhardt. “O que está menos claro é o porquê.”

No estudo, “Duas batalhas: raça e o disciplinamento dos jovens estudantes”, que foi recentemente publicado na revista Psychological Science, o psicólogo Jason Okonofua e Eberhardt falaram sobre os dois estudos experimentais, que mostraram que os professores tendem a interpretar o mau comportamento de acordo com a cor de pele do aluno.

Foram apresentados aos professores do ensino fundamental e médio dois registros escolares descrevendo dois casos de mau comportamento por um estudante. Depois de ler sobre cada infração, os professores foram questionados sobre sua percepção da gravidade, sobre quão irritados eles se sentiriam pelo mau comportamento do aluno, quão severamente o aluno deveria ser punido e se eles viram o aluno como um encrenqueiro.

Um segundo estudo seguiu o mesmo protocolo e perguntou aos professores se eles achavam que o mau comportamento foi parte de um padrão e se eles poderiam imaginar a suspensão do aluno no futuro.

Os nomes dos arquivos foram escolhidos aleatoriamente pelos pesquisadores, o que sugeria que em alguns casos o estudante era negro – nomes como DeShawn ou Darnell – e em outros casos que o estudante era branco – nomes como Greg ou Jake.

Em ambos os estudos, os pesquisadores descobriram que os estereótipos raciais dos professores apareceram após a segunda infração. Os professores acreditavam que a segunda infração foi cometida por um estudante negro em vez de um estudante branco.

Estereótipo
Na verdade, o estereótipo de estudantes negros como “encrenqueiros” levou os professores a desejarem disciplinar estudantes negros mais duramente do que os estudantes brancos após duas infrações. Eles eram mais propensos a ver o mau comportamento como parte de um padrão e pensaram em suspender o aluno no futuro.

“Vemos que os estereótipos não só podem ser usados para permitir que as pessoas interpretem um comportamento específico de forma isolada, mas também podem aumentar a sensibilidade aos padrões de comportamento ao longo do tempo. Especialmente relevante no contexto escolar”, disse Eberhardt.

Entretanto, estes resultados têm implicações para além do ambiente escolar. “A maioria dos relacionamentos sociais implicam em repetidos encontros. As relações entre policiais e civis, entre empregadores e empregados, entre agentes penitenciários e presos podem estar sujeitos ao efeito dos estereótipos, como identificamos em nossa pesquisa”, afirma Okonofua.

Tanto Okonofua quanto Eberhardt sugeriram que conversas com os professores poderiam ajudá-los a ver o comportamento dos alunos como maleável e não como um reflexo de uma disposição fixa, como a de encrenqueiro.

Enquanto as disparidades raciais podem ser reduzidas por meio de intervenções psicológicas, que podem ajudar a melhorar os comportamentos dos alunos negros na aula, também é importante entender como esse comportamento é interpretado por professores e autoridades escolares, disse Okonofua.

Professores recebem penas de 20 anos de prisão por alterarem notas de alunos

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Com aumento da média escolar da região, docentes de Atlanta recebiam bonificação

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Publicado em O Globo

Nove educadores que trabalhavam em uma escola pública de Atlanta foram condenados à prisão por fazerem parte de um esquema que inflava notas de alunos em testes padronizados promovidos pelo estado da Georgia, nos EUA. Três deles receberam penas de 20 anos de prisão, decisão mais dura do que a penalidade sugerida pelos defensores públicos. O juiz Jerry Baxter classificou o caso como “a coisa mais doentia que já aconteceu nesta cidade”.

Dois professores negociaram com os promotores no início do processo. Nestes dois casos, a professora Pamela Clevelan teve prisão domiciliar decretada por um ano e o coordenador de teste Donald Bullock terá que ficar preso durante seis meses. Ambos também concordaram em se desculparem perante os alunos, os parentes e a corte.

Os outros oito sentenciados devem ter penas que variam de um a sete anos de prisão atrás das grades e até 13 anos em liberdade condicional. Ainda há tempo para recorrer da decisão e eles podem aguardar a útima decisão em liberdade caso paguem fiança.

A maioria dos setenciados receberam cinco anos de prisão na cadeia. Além disso, os envolvidos deverão devolver o dinheiro obtido através dos bônus que receberam do governo devido o alto rendimento dos alunos nas avaliações.

ENTENDA O CASO

O caso ganhou destaque em 2009 quando a americana Beverly Hall, então dirigente de um distrito escolar em Atlanta, foi eleita pela Associação Americana de Administradores de Escolas como a superintendente do ano. Foi recebida na Casa Branca pelo ministro da Educação, Arne Ducan pelo seu feito notável: 52 mil alunos dos colégios públicos que administrava, em sua maioria pobres, registravam médias maiores nos exames de avaliação de desempenho do que estudantes de áreas ricas da cidade. Porém, a Justiça descobriu fraude nas notas.

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Beverly Hall foi formalmente acusada, junto com 34 educadores sob seu comando, de fraudar as notas dos alunos, orientando professores a apagar com borrachas e corrigir as respostas erradas nos testes que avaliam as escolas. Ao total, foram apontados cerca de 180 funcionários envolvidos. A motivação seria o recebimento de bônus financeiros atrelados ao desempenho dos estudantes. Por causa dessas recompensas, Beverly, além de famosa, ficou rica: ganhou US$ 500 mil em bônus de performance.

O escândalo gerou um intenso debate sobre a recompensa por mérito nos Estados Unidos, país que mais aplica a fórmula — inspirada em práticas empresariais — nas escolas.

Universidade dos EUA oferece bolsa de estudos para ‘atletas’ de videogame

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Jogadores participam de campeonatos representando faculdade e são tratados como atletas de futebol americano ou beisebol.

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Publicado no G1

Num país como os Estados Unidos, onde estudar em uma universidade pode custar dezenas de milhares de dólares, muitos jovens apostam em suas habilidades atléticas para conseguir uma bolsa de estudos que os ajude a cobrir parte deste valor. Normalmente, são alunos que praticam esportes tradicionais, como futebol americano, beisebol ou basquete, mas neste ano de 2014 uma nova modalidade passou a ser considerada na hora de conceder uma bolsa: videogames.

Como nos outros esportes, se um aluno é bom o suficiente para fazer parte da equipe da universidade e, assim, representá-la em campeonatos locais e mundiais de games eletrônicos, também pode receber uma ajuda financeira.

Foi assim com os mais de 20 estudantes que fazem parte do time Eagles (Águias), da Universidade Robert Morris, em Chicago, a primeira do mundo a oferecer uma bolsa esportiva do gênero.

O idealizador da iniciativa é Kurt Melcher, um dos treinadores de esportes da instituição e atual diretor do programa de bolsas para esportes eletrônicos.

Melcher acredita que, apesar da falta de exercício cardiovascular, há muitos paralelos com as modalidades esportivas tradicionais.

“Esportes eletrônicos são tão competitivos quanto os esportes tradicionais”, diz Melcher.

“O atleta também precisa ser muito orientado ao detalhe, ter muita coordenação manual e visual e ter uma mente estratégica.”

Prêmio milionário

A popularidade dos esportes eletrônicos é inquestionável. Diariamente, milhões de pessoas assistem a partidas e competem em diferentes tipos de games.

Um dos títulos mais jogados hoje em dia é League of Legends.

Nele, dois times disputam partidas em uma arena virtual. Cada jogador controla um personagem com habilidades especiais e cumpre uma função específica para destruir a base da equipe adversária.

Neste ano, o campeonato mundial de videogame foi realizado no país dos esportes eletrônicos: a Coreia do Sul.

Cerca de 40 mil pessoas foram ao estádio de futebol da capital, Seul, onde foram realizados jogos da Copa, para ver a equipe sul-coreana Samsung White sagrar-se campeã.

Além do título, a equipe levou para casa um prêmio de US$ 1 milhão (o equivalente a R$2,5 milhões).

Treinos

Por enquanto, a equipe da Robert Morris participa apenas de uma liga universitária, integrada por outras 105 faculdades – mas só a Robert Morris oferece bolsas para seus atletas. Há treinos de segunda a sexta, com quatro horas de duração cada, em instalações exclusivas para o time, com computadores de última geração.

Regularmente, os atletas realizam sessões de análises táticas com os treinadores. “É uma espécie de trabalho, mas um trabalho que os alunos amam”, afirma Melcher.

Eduardo Cioffi joga League of Legends há cinco anos. Ele soube sobre a bolsa de estudos da Robert Morris por meio de fórum online Reddit, mas, ao ver a notícia, não acreditou que fosse verdade. Também não pensava que seria selecionado, mas resolveu tentar mesmo assim – e conseguiu a bolsa.

“Pode-se dizer que eu era um viciado em videogame”, ele admite. “Mas aqui preciso jogar para me manter em forma e para ser o melhor. Se estamos invictos, é porque praticamos muito.”

Sondra Burrows, outra bolsista, diz entusiasmada que seus interesses e “sua vida” giram em torno dos videogames e esportes eletônicos em geral.

“Também gostaria de fazer uma faculdade de desenvolvimento de games”, afirma.

“Inclusive, se não me tornar uma jogadora profissional, vou continuar neste meio. Trabalharei com marketing, gestão ou outra coisa, desde que me mantenha nesta indústria.”

Walmart abandonado vira biblioteca gigante

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

A Walmart, nos EUA, não é exatamente conhecida pelas melhores políticas de trabalho, atendimento ao cliente ou mesmo por melhorar a qualidade da economia das localidades onde se instala.

Além disso, nos Estados Unidos, a empresa é uma entre tantas a deixar milhares de enormes galpões abandonados ao longo do País, alguns com o tamanho de dois campos de futebol.

A Walmart ocupa 6,4 milhões de metros quadrados nos Estados Unidos com suas estruturas com importantes impactos ambientais.

Porém, pelo menos um desses prédios abandonados encontrou uma boa finalidade: foi transformado na maior biblioteca de um único andar daquele País.

É em McAllen, no Texas. A biblioteca tem 11 mil metros quadrados e foi idealizada pelo escritório de arquitetura Meyer Scherer & Rockcastle.

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