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Professores e currículo têm de estar alinhados, diz educador de Cingapura

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Lee Sing Kong, 65, liderou mudanças na formação de professores em Cingapura

Lee Sing Kong, 65, liderou mudanças na formação de professores em Cingapura

 

Renata Cafardo, na Folha de S.Paulo

O reconhecimento que já aparecia na economia chegou à educação para Cingapura, pobre ex-colônia inglesa que é hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Seus estudantes, pela primeira vez, apareceram no topo dos rankings do Pisa, a mais importante avaliação internacional de educação. A prova tem questões de ciência, leitura e matemática e é feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A pequena nação asiática deixou para trás antigos campeões do Pisa, como China e Finlândia. Os resultados foram divulgados em dezembro.

“A chave do sucesso é que todos os componentes do sistema educacional precisam estar alinhados. Se muda o currículo, a formação de professores precisa mudar também”, contou à Folha, Lee Sing Kong, 65, um dos responsáveis pela transformação do ensino no país.

Em 2009, o Ministério da Educação de Cingapura determinou que as escolas precisavam formar estudantes “para serem relevantes no século 21” e remodelou todo o sistema com esse objetivo. Entre as habilidades que tinham que ser desenvolvidas estavam o forte pensamento crítico, a boa comunicação e o trabalho em grupo.

Lee liderou a mudança no instituto de formação de professores do país, ligado ao ministério. “Antes da aula, o aluno já procura no Google o tópico que será estudado. E faz perguntas muito difíceis. O professor precisa compreender esse cenário e entender como os estudantes aprendem.”

Mas a base para o êxito atual no Pisa começou a ser construída assim que o país se tornou uma República, em 1965. Até então, quase metade dos jovens abandonava a escola. Um sistema flexível passou a permitir que crianças com dificuldade tivessem mais tempo para terminar os ensinos fundamental e médio. Bons profissionais foram atraídos para a carreira de professor, que teve o salário equiparado ao de um engenheiro.

A educação hoje é a segunda área com mais investimentos do governo. Perde apenas para defesa.

Lee foi um dos palestrantes deste mês na Academia de Ciências de Nova York, uma das mais importantes organizações científicas do mundo. O educador hoje ocupa o cargo de vice-presidente da Nanyang Technological University, universidade pública que abriga o único instituto de formação de professores do país.

Ele diz não haver contradição entre o esforço para formar jovens com pensamento crítico e a situação política de Cingapura. O país é governado há décadas pelo mesmo partido, elogiado pela eficiência e incorruptibilidade, mas acusado de restringir liberdades.

Cingapura tem 5,5 milhões de habitantes. Suas 369 escolas atendem 450 mil estudantes, metade da rede municipal de ensino de São Paulo.

Folha – Como o resultado do Pisa foi recebido no país?
Lee Sing Kong – Ficamos felizes porque ele mostrou que estamos indo no caminho certo. Mas não faremos nenhum evento específico para festejar. O Pisa não é o objetivo da nossa educação, queremos educar nossos alunos para serem relevantes no século 21.

Que mudanças foram feitas para que eles passassem a ser formados dessa maneira?
Fizemos uma grande revisão em 2009 e desenvolvemos uma modelo de formação de professores para o século 21. O estudante agora é o centro da educação. O aprendizado no século 20 era passivo, hoje é ativo. Nós temos que permitir que os alunos sejam responsáveis pelo seu próprio aprendizado e os professores são os facilitadores, não o principal fornecedor de conteúdo.

Uma das competências que desenvolvemos foi ensinar com questionamentos corretos, com perguntas, ajudando a criança no processo do conhecimento. Isso faz com que desenvolvam um pensamento extremamente crítico.

Como é a formação na prática?
Criamos as chamadas salas de aula colaborativas em nosso instituto que forma professores. As ferramentas para o século 21 (colaboração, empreendedorismo, pensamento crítico, comunicação) não podem ser adquiridas em ambiente de conhecimento passivo. Então, nossos estudantes se sentam em grupos. Quando se tornam professores, levam essa experiência para a escola.

Formamos um thinking teacher (professor pensador), que sabe como se adaptar, inovar e reconfigurar a sala de aula. Ele precisa escolher o melhor jeito de ensinar cada assunto. Além disso, 35% do tempo do currículo é para prática nas escolas, com supervisão de professores seniores.

Vocês identificaram também um novo perfil de aluno.
Os alunos hoje gostam de aprender com experimentos, imagens interessantes, participando do processo e se conectando em grupo. Professores precisam criar atividades em que os jovens realmente façam parte. O conhecimento está em qualquer lugar. Antes da aula, o aluno já procura no Google o que será estudado e faz perguntas muito difíceis. O professor precisa compreender o cenário e entender como os estudantes aprendem.

O Pisa mostrou que os estudantes de Cingapura estão entre os mais motivados para estudar. Como conseguir isso?

Primeiro, é preciso mostrar a relevância do estudo. Depois, trazer para a sala de aula problemas do mundo real, para eles pensarem e aplicarem o conhecimento. Por exemplo, ao ensinar fotossíntese, dizemos por que ela é relevante, ou seja, porque muito da sua comida é produzida por meio dela.

Mas os professores também precisam estar motivados para fazer mudanças.

Desde os anos 90, passamos a mensagem de que o professor é crucial no desenvolvimento do país. O Ministério da Educação aumentou o salário de um professor inicial para se tornar igual ao de um engenheiro. Havia poucas oportunidades para ele ser promovido, apenas o caminho administrativo. Mas há ótimos professores que não querem ser diretores. Criamos a carreira de professor master e sênior, com salários equiparados aos do diretor. Aos poucos, a sociedade começou a reconhecer o valor deles.

No Brasil, o governo está criando uma Base Curricular Nacional. Como fizeram isso?
Se vamos viajar, precisamos saber bem o destino. Em Cingapura, ele é o que chamamos de Resultados Desejados da Educação (Desired Outcomes of Education).

Nós sabemos como queremos educar nossos alunos. Eles têm que ter habilidades para serem relevantes no tempo em que vivem (integridade, pensamento crítico, curiosidade, amor a Cingapura). Só quando estabelecemos isso, pudemos falar sobre qual currículo era necessário. Quais atividades e avaliações.

Nosso currículo é sempre revisado, quando se inclui tópicos, outros são tirados. Assim, os professores têm tempo suficiente para pensar em maneiras de aplicá-lo. E o mais importante é que os professores passaram a ser treinados assim também.
A chave do sucesso é: todos os componentes do sistema educacional precisam estar alinhados. Se o currículo vai para um lado, a formação dos professores vai para outro e avaliação para outro, como vai ter impacto? Se muda o currículo, a formação de professores precisa mudar também.

Isso é mais fácil de fazer em um país pequeno. Como ter essa integração em um país como o Brasil?
Não se pode teletransportar um modelo de um lugar para outro porque o contexto é diferente. Mas a lição que aprendemos aqui é: sim, somos um país pequeno e podemos trabalhar juntos, mas precisávamos planejar bem. No Brasil, você tem vários níveis de administração, estadual, municipal, você precisaria fazer isso talvez nesses níveis.

Outra discussão no Brasil é a flexibilização do currículo no ensino médio. Como é em Cingapura?
No ensino médio há vários caminhos vocacionais que os estudantes podem escolher. Alguns vão para o caminho mais acadêmico, outros para os práticos. Mas podem mudar se quiserem, o caminho não é um fim. O estudante pode fazer a formação prática e depois ir para os estudos acadêmicos.

O governo fala em pensamento crítico, mas Cingapura é visto como um país onde não há liberdade de expressão.
Essa é uma impressão errada. Somos um país multirracial, onde a harmonia e a paz são muito importantes. Um cidadão precisa respeitar o outro, respeitar a diversidade.

O que o governo desencoraja é falar coisas que podem afetar questões sensíveis na religião, por exemplo. Isso não é controlar sua liberdade de expressão, é uma maneira de manter harmonia e paz.

Então, os estudantes devem desenvolver pensamento crítico mesmo que seja para criticar o governo?
Claro, tem muita crítica ao governo no Facebook e o governo desliga o Facebook? Não. Os estudantes precisam saber como o mundo está se desenvolvendo e como eles vão se posicionar para se adaptar ao mundo.

RAIO X

Cargo atual Vice-presidente da Nanyang Technological University (EUA)

Cargo anterior Ex-diretor do Instituto Nacional de Educação (de 2006 a 2014)

Formação Biólogo e educador

Faça o teste do “e daí?”

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Nosso dia a dia foi tomado por leituras inúteis. Há um método simples para evitá-las

Imagem: Google

Imagem: Google

Danilo Venticinque, na Época

Já disse isso aqui algumas vezes, mas não custa repetir: lemos muito menos livros do que poderíamos porque desperdiçamos uma enorme quantidade de tempo lendo bobagens na internet. Deixar de gastar tempo com textos inúteis é maneira mais eficiente de abrir espaço para os úteis. Nosso tempo de leitura é limitado. Meia hora dedicada a acompanhar a vida amorosa de Cristiano Ronaldo é meia hora a menos de A montanha mágica, A Guerra dos tronos ou até mesmo O diário de um banana. Troco as fofocas do cotidiano por qualquer um dos três.

O desinteresse por fofocas não é suficiente para garantir que fugiremos das leituras inúteis. O pior tipo de bobagem é a bobagem supostamente relevante. Você começa a ler achando que vai se informar e, quando percebe, já perdeu uma hora de seu tempo sem aprender nada.

Um exemplo recente de inutilidade disfarçada de relevância foi a ampla, exaustiva cobertura que todos os portais fizeram das Marchas da Família no último fim de semana. Um amigo meu acompanhou dezenas de notícias a respeito. Li uma ou outra, até me dar conta do óbvio: havia mais notícias a respeito das marchas do que manifestantes nas ruas. O protesto caiu no vazio. Quinhentos gatos pingados não derrubam uma democracia. O número é irrisório do ponto de vista noticioso. Procurando bem, num país com 200 milhões de habitantes, é possível encontrar quinhentos simpatizantes para qualquer causa ¬– da extinção voluntária da humanidade à contratação de Carlinhos Brown para compor um novo hino nacional.

Apenas o noticiário impediu que a manifestação fosse esquecida imediatamente. Se o protesto foi um desperdício de tempo para os próprios manifestantes, por que desperdiçar o tempo do leitor?

Nas faculdades de jornalismo (elas ainda existem), os alunos aprendem que uma notícia deve responder a seis perguntas: o que, quem, como, onde, quando e por que. A elas, alguns professores mais rigorosos acrescentavam uma sétima: e daí? O que aquela notícia traz de relevante para a vida de quem lê? Era impressionante a quantidade de sugestões de reportagens que desmoronavam quando submetidas a esse teste.

São raríssimos os sites de notícias e blogs que aplicam essa lição. Isso para não falar na imensidão de bobagens que tomam as redes sociais. Publicamos primeiro e pensamos depois. Pior: lemos tudo indiscriminadamente sem fazer a pergunta fundamental: e daí?

Antes a tarefa de perguntar “e daí” era de quem publicava algo. Isso mudou. Diante de uma infinidade de textos que não trazem absolutamente nenhuma consequência para quem lê, cabe ao leitor a tarefa de filtrá-los.

Experimente aplicar o teste do “e daí?” às suas leituras digitais. Observe como a maioria delas fracassa vergonhosamente. Meia dúzia de manifestantes querem a volta da ditadura. E daí? A vice Miss Bumbum perdeu as chaves do carro em Ipanema. E daí? O primo de um amigo comprou um filhote de gato. E daí?

Quanto mais rigorosos forem seus filtros, mais tempo sobrará para ler o que importa. São horas de leitura que você pode ganhar sem perder quase nada. No máximo, você se sentirá um pouco desinformado. Talvez você não fique por dentro dos delírios autoritários de meia dúzia de pessoas. Talvez a vice Miss Bumbum passe na sua frente e você não a reconheça. Talvez – horror dos horrores – o Cristiano Ronaldo se case amanhã e você não veja sequer uma foto. Tudo bem. E daí?

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores

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banner o valor do professor

O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.” A frase do educador e escritor norte-americano William Arthur Ward representa bem a importância e a responsabilidade de professoras e professores, que precisam inspirar no aluno a confiança, o desejo de aprender e, fundamentalmente, a cidadania e os bons valores humanos. Mas é necessário que esses profissionais descubram seu verdadeiro valor e reconheçam a importância que lhes é designada.

As mais belas ideias sobre educação, os mais sinceros e comoventes elogios ao papel do ensino no desenvolvimento de um país e os sonhos mais generosos em que a escola aparece como espaço de verdadeiro aprendizado e crescimento humano não resolvem o problema da educação se as professoras e os professores não forem e não se sentirem valorizados. Esta obra, por meio de um rico diálogo, oferece argumentos mais que convincentes para a valorização desses profissionais, que ocupam lugar incomparável na vida de cada um de nós e na estrutura social.

Para concorrer a 3 exemplares de “O valor do professor”, basta completar a frase “Tenho orgulho de ensinar porque….”. Use no máximo duas linhas.

O resultado será divulgado no dia 15/10 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Parabéns a todos os mestres. Temos orgulho de vocês! 🙂

PS: Se participar via Facebook, por gentileza mencione um e-mail de contato.

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Parabéns: Sérgio Machado, Marcos Florentino e Nely Mendes! =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

Concurso Cultural Literário (18)

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Acabe_estresse_gg

Quantas vezes a frase “Estou estressada” saiu da sua boca nos últimos dias?

Cuidar da casa, levar e buscar os filhos, checar a lição de casa deles, dar atenção ao marido, trabalhar fora, estudar, cozinhar e ainda ter tempo para as amigas e o restante da família. Ufa! Só de lembrar a quantidade de tarefas que você tem de dar conta todos os dias já cansa, não é?

Você não está sozinha nessa corrida! O dr. Kevin Leman percebeu que, de fato, é crescente o número de mulheres que têm sido dominadas pelo estresse. E, com bom humor e dicas práticas, ele vai ajudá-la a lidar com as áreas mais críticas de estresse em sua vida: filhos, trabalho, marido, tarefas de casa, dinheiro e agenda lotada.

Descubra como desenvolver um estilo de vida mais sereno e equilibrado, mantendo o estresse bem longe de você e de quem a rodeia. Sem estresse!

Kevin Leman é psicólogo, com pós-graduação e doutorado em psicologia clínica pela Universidade do Arizona. Com frequência, é entrevistado em canais de TV e emissoras de rádio nos Estados Unidos para falar de assuntos relacionados à educação de filhos e ao casamento. Escreveu mais de trinta livros, dentre os quais O sexo começa na cozinha, Transforme seu filho até sexta e Transforme seu marido até sexta, publicados no Brasil pela Mundo Cristão.

Vamos sortear 3 exemplares de “Acabe com o estresse antes que ele acabe com você“.

Para concorrer, deixe na área de comentários uma dica para ajudar as mulheres a manter o estresse longe da vida cotidiana.

O resultado será divulgado dia 10/10 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Participe! 🙂

 

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Parabéns: Monica S. Mendes, Maria Tereza Franco e Hector Beo. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Concurso Cultural Literário (17)

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Considerado um dos melhores álbuns de quadrinhos já produzidos, Os Companheiros do Crepúsculo se passa na Idade Média durante a Guerra dos Cem Anos. A história é centrada nos personagens do Cavaleiro, Mariotte e Anicet, em sua busca por redenção ou pela simples sobrevivência. Misturando fantasia e lutas sangrentas, cenas cotidianas e um tom de erotismo, um dos destaques desta obra-prima das HQs é o belo e detalhado traço do autor, que transporta os leitores para os cenários e o clima da época. Imperdível para quem gosta de grandes histórias e para os amantes da arte dos quadrinhos!

Vamos sortear 2 exemplares da HQ “Os Companheiros do Crepúsculo“.

Para participar,  basta responder quais os 2 países europeus protagonizaram a Guerra dos Cem Anos?

Envie sua resposta para o e-mail [email protected].

Atenção: Respostas na área de comentários serão apagadas.

O resultado será divulgado dia 8/10 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Filipe ChamyDeborah Evelyn.

Por gentileza enviar seus dados completos p/ [email protected] em até 48 horas.

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