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Empresário brasileiro paga 14º salário a colaboradores que lerem um livro por mês

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empresario

Em entrevista ao Administradores.com, o empresário Francis Maris Cruz, presidente do Grupo Cometa, conta os detalhes de sua gestão diferenciada voltada à educação – que conta ainda com MBA dentro da própria empresa e até biblioteca em cada uma de suas lojas

Fábio Bandeira de Mello, no Administradores

Ele começou aos 12 anos vendendo coxinha de porta em porta. Hoje, Francis Maris Cruz é o presidente de uma das maiores redes de revendas de automóveis e motos do país. O Grupo Cometa, só em 2011, alcançou a venda de mais de 40 mil motocicletas.

No entanto, o que realmente chama atenção no executivo não é a sua ascensão na carreira, mas sim, os diferentes ingredientes que trouxe para a administração da empresa e ajudaram a se consolidar no mercado. Todos os 1.200 funcionários, por exemplo, que leem um livro por mês – e entregam uma resenha – recebem o 14° salário no fim do ano.

Além disso, implementou um projeto audacioso chamado de Universidade Cometa. Nele, oferece um MBA em Gestão de Concessionárias aos seus funcionários. Há também bibliotecas em todas as lojas do Grupo e diversos projetos sociais que vão desde o plantio de árvores frutíferas na casa das famílias carentes, alfabetização de adultos a sessões de filmes para crianças moradoras de cidades em que o cinema mais próximo ultrapassa mil quilômetros.

“A ideia não é dar o peixe, mas sim, ensinar a pescar. Esse é o nosso lema”, ressalta Francis, que também foi eleito o próximo prefeito da cidade de Cáceres (MT). O Administradores.com conversou com o executivo para entender melhor todo esse modelo de gestão diferenciado do Grupo Cometa. Leia aqui a entrevista.

dica do Raphael S. Lapa

o post é do final de outubro, mas a boa ideia vale a pena ser novamente divulgada.

Grupo Editorial Record compra a editora Paz e Terra

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Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O Grupo Editorial Record anunciou na noite desta quinta (20) a compra da editora Paz e Terra.

A nova editora se junta aos 14 selos e editoras que já compõem o grupo: Record, Civilização Brasileira, José Olympio, Bertrand Brasil, Difel, Galera, Galera Record e Galerinha, Verus, Best Seller, Best Business, Nova Era, Best Bolso e Viva Livros.

A Paz e Terra é conhecida principalmente pelas edições de ciências humanas e sociais. Seu catálogo inclui mais de 1.200 títulos e de 500 autores, entre eles Paulo Freire, Norberto Bobbio, Eric Hobsbawm, Celso Furtado e Kenneth Maxwell.

“A Paz e Terra faz parte da tradição das grandes editoras brasileiras e é uma importante instituição da história e da cultura nacionais, como a José Olympio e a Civilização Brasileira, que já integram o nosso grupo”, divulgou Sergio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, em nota à imprensa.

Segundo ele, era um desejo antigo seu e de Fernando Gasparian, fundador da Paz e Terra, unir os catálogos.

“Meu pai estaria muito feliz em saber que a Paz e Terra se incorporou ao Grupo Record, um grupo editorial brasileiro independente que investe na cultura nacional”, disse Marcus Gasparian, diretor da Paz e Terra.

A Record, que completou 70 anos neste mês, é o maior grupo brasileiro entre as editoras que publicam livros de interesse geral. Tem hoje mais de 6.500 títulos e 4.000 autores nacionais e estrangeiros em catálogo.

Meu primeiro e-book

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O iPhone no qual nosso repórter leu ‘Carcereiros’, de Drauzio Varella. Foto: Carlos Moreira

Caue Fonseca, no Mundo Livro

Aprecio a ideia de vida .zip. Objetos que tornam o cotidiano mais prático e o apartamento mais espaçoso se compactados ao menor volume possível. Isso vale para tudo: TVs, notebooks, celulares… menos para livros. Estes, faço questão de apreciar as capas, curtir o passar de páginas, marcá-las com sachês dos cafés que sediaram minhas leituras e, ao final, de colocá-los na prateleira. Muito me orgulha a estante ainda modesta, mas já com livros sobrepostos, caoticamente organizados pelo encaixe geométrico uns aos outros.

De modo que torço o nariz para as versões eletrônicas deles, os e-books. Ao contrário de ouvir um álbum, por exemplo, a ideia de ler um romance na tela do iPhone e depois vê-lo resumido a um ícone me entristece. Mas, motivado por uma reportagem sobre o assunto e pelo atraso de uma amiga a um compromisso, resolvi comprar meu primeiro livro eletrônico à mesa de um bar. Descrevo em tópicos o que me chamou a atenção ao longo das 627 páginas (calma, elas são menores no celular) vencidas no passar de dedos pelo touchscreen.

1. Facilidade
Com 3G em boas condições e nenhum conhecimento prévio, pesquisei títulos na iBook Store, instalado automaticamente na última atualização do iPhone, e optei por Carcereiros, uma espécie de apêndice de Estação Carandiru, livro que deu fama ao médico escritor Drauzio Varella (leia entrevista com o autor aqui). Paguei US$ 12 e o livro baixou em segundos. Na tela, ele fica disponível com capa e tudo, em uma simpática prateleirinha de madeira virtual. Essa facilidade para espantar o tédio a nem tão módicos R$ 25 assusta um pouco. Como ocorre com as músicas do iTunes, é preciso resistir à compra compulsiva que só pesará no fim do mês, na fatura do cartão de crédito.

2. Velocidade
Simultaneamente a Carcereiros, comecei a ler Segundos Fora, romance bem interessante de Martín Kohan, em versão impressa. Pois desde que o autor argentino começou a concorrer com Varella, o livro virtual levou larga vantagem. A título de comparação, Carcereiros tem 262 páginas na versão impressa. Venci elas na tela do celular em dias, enquanto Segundos Fora, aqui na mochila, está parado na página 72. São dois os motivos para isso, e nenhum deles é a qualidade das narrativas.
Todo bom leitor sabe o quão importante é ter um livro sempre à mão, para horas de ócio imprevisíveis, como uma fila inesperadamente comprida (o Carlos André, dono deste blog, por exemplo, era um goleiro que costumava ler trechos sob as traves enquanto o time apertava a defesa adversária). O celular, mais compacto do que um livro e sempre à mão, otimizou essa leitura incidental. Dependendo do número de velhinhos à frente, dá pra ler um capítulo na fila para pesar as frutas.
O segundo motivo, chuto eu, é o tipo de narrativa. Fiz questão de escolher um livro de não-ficção como primeiro e-book, pois é uma leitura mais propensa a ser abandonada e retomada o tempo todo. Fosse um romance como o de Kohan, cuja história se passa em três cenários e tempos diferentes, creio que seria mais difícil de mergulhar na história dos personagens – e até de apreciar a qualidade do texto – cada vez que a namorada se maquia.

3. Consumo
Eis uma vantagem do livro impresso. Ler no celular exige a tela ligada 100% do tempo de leitura, e isso consome uma bateria medonha. Desde que comecei a ler Carcereiros, não houve dia em que o iPhone não chegasse em casa pedindo penico. Em dias em que você passará muito tempo longe de uma tomada, é preciso cancelar leituras para não correr o risco de ficar incomunicável mais tarde. E-readers com o Kindle, da Amazon, ou o Kobo, da Livraria Cultura, não têm esse problema. Mas, por servirem só para ler, eles perdem esse fator incidental de ler no telefone. A chance de ter um Kindle na mochila ou na bolsa para distrair-se em uma fila qualquer é a mesma de ter um livro físico.

4. Conforto
É besteira a história de que ler em um meio digital cansa. No trabalho, a maioria de nós já passa o dia em frente ao computador. A não ser que o sujeito seja um leitor voraz, uns minutos a mais ou a menos olhando para a telinha não fazem a menor diferença. Em ambientes escuros, como uma viagem noturna, o celular é até mais confortável, pois tem luz própria. O passar de páginas com uma mão só (em um movimento patenteado pela Apple de tão bacaninha) e o tamanho das letras tampouco incomodam, já que o telefone pode ser aproximado “das vistas”, como diriam as nossas avós.

5. Falta de charme
É pura vaidade, mas eu gosto de ser visto lendo e também de ver pessoas lendo. Pessoas interessantes leem. Uma mulher lendo, então, não sendo Cinquenta Tons de Cinza, é a dona de qualquer lugar em que eu esteja. Por outro lado, qualquer babaca brinca no celular. E quando você está praticamente dentro do aparelho distraído com a leitura, não só não parece que está lendo, como projeta a imagem de que é um daqueles louquinhos que não sai do Facebook. A mesma falta de charme se estende à ausência do livro na estante após a leitura. Ler um e-book, portanto, é consolar-se com o ser interessante sem parecer interessante. E, poxa vida, isso faz toda a diferença.

Dica do Tom Fernandes

Promoção: “A Travessia”

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O ano já está findando e não poderíamos deixar de realizar uma promo especial pra todos vocês! 😉

3 kits do livro “A Travessia“, superlançamento da Ed. Arqueiro, serão sorteados no dia 21/12, às 23:59h.

O resultado será divulgado no nosso perfil @livrosepessoas.

Os ganhadores terão 48 horas p/ enviar seus dados para [email protected] e o prazo de entrega é de 30 dias.

Mas… Como participar?

Anota aí:

  1. Deixar uma mensagem de natal aos nossos leitores e no final da mensagem deixar o seu perfil do Twitter.

Difícil, né? =)

Parabéns: Virginia, Ron Alon e Dayane Souza! =)

Amazon fecha acordo com a Companhia das Letras

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Publicado na Veja on-line

A Amazon está cada vez mais quente, como dizem as crianças na brincadeira de encontrar coisas escondidas. A propagada chegada da gigante do e-commerce, do e-book e do Kindle ao Brasil, prevista para este ano, vai aos poucos se concretizando. Depois de fechar acordo com a DLD, a distribuidora de livros digitais que reúne Rocco, Sextante, Objetiva e Record, a Amazon assinou contrato com a Companhia das Letras, uma das principais casas editoriais do país. A criadora do Kindle pode chegar ao Brasil até a primeira quinzena de dezembro.

“Em breve, os usuários do Kindle também poderão acessar os livros da Companhia das Letras em seus aparelhos. Ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”, diz a editora de Luiz Schwarcz em comunicado, nesta sexta-feira.

O texto prossegue: “Desde março de 2010, quando lançamos nossos primeiros e-books, temos trabalhado na expansão do nosso catálogo digital, que hoje já conta com três aplicativos para iOS e mais de 500 títulos em ePub. Muitos destes se tornaram best-sellers no formato digital, como é o caso da Trilogia Millenium, Steve Jobs, As Esganadas, Gabriela, Cravo e Canela e Toda Sua – este último, da Editora Paralela, desde agosto nas listas de mais vendidos. Com a colaboração da editora Penguin, que se tornou referência no mercado mundial de livros digitais, buscamos experimentar novos formatos e disponibilizar nosso catálogo no maior número possível de canais, dando maior liberdade de escolha ao leitor. O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo nessa direção.”

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