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‘Lei de responsabilidade educacional precisa ser pedagógica’, diz ministro da Educação

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Publicado em Estadão

O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro afirmou ao Estado que a Lei de Responsabilidade Educacional, em tramitação no Congresso e que prevê maior fiscalização a administradores públicos que descumprirem metas educacionais em seus municípios e Estados, precisa ser “pedagógica”.

Conforme revelou reportagem do Estado nesta semana, 294 municípios brasileiros tiveram piora em suas redes de educação no Ensino Fundamental desde 2009. Estas cidades tiveram baixa na nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), feito de dois em dois anos, por duas edições seguidas – entre 2009 e 2011 e entre 2011 e 2013. O índice leva em conta o fluxo escolar (aprovação de alunos) e o desempenho das escolas na Prova Brasil. Não existem hoje mecanismos que fiscalizem a ação de prefeitos, secretários de educação e diretores escolares quanto ao rendimento na avaliação.

“Se você usa o Ideb como fator, depende de como está qualificando isto. Se já há um Ideb alto, é difícil de aumentá-lo. Se tiver queda na arrecadação, é difícil de manter. Sobretudo, se você atender uma coisa importantíssima, que é inserir crianças que ainda não estão na escola, vai ser difícil subir o Ideb”, explicou.

Para o ministro, a lei deve incentivar os gestores a usarem o indicador para melhorar o desempenho de suas redes. “Pensamos que devemos ter um conjunto de medidas que estejam na lei e, caso não sejam atendidas, o prefeito ou o governador terão um prazo para se apresentar ao fórum local de educação e ao legislativo e, com isso, se faça um diagnóstico com as medidas que deverão  tomar. Isto exigiria que o gestor público assumisse responsabilidade sobre o problema”.

Ribeiro ressaltou ainda que não são só as 294 cidades apontadas pela reportagem que têm problemas. “Há mais casos de desempenho que não é satisfatório”. Destacou, no entanto, que a nota baixa geralmente vem junto a outros indicadores sociais negativos. “O erro que a gente comete é pensar que o Ideb ruim é fruto apenas da rede educacional. Quando o Ideb é muito baixo, a cidade tem saúde ruim, pouco acesso a empregos. Todos os indicadores negativos andam juntos, assim como os positivos. Não adianta querer responsabilizar só o educador. Tudo está junto”.

Educação profissional. Janine Ribeiro participou nesta sexta do WorldSkills, maior evento de educação profissional no mundo. Na ocasião, ele assinou uma carta aberta com outros três países – Rússia, Holanda e Coreia do Norte – em que se compromete a dar atenção à educação profissional no País.

“Quatro países fazem uma proclamação pública da importância da educação profissional e seu desenvolvimento”, explicou. Ao longo de três horas, Ribeiro e ministros dos três países explicaram como a modalidade funciona em suas nações. Ele comentou que há pontos de convergência entre os modelos, mas destacou que estão em fases diferentes. “No caso do Brasil nós temos, sempre que pensamos na educação profissional, de pensar não apenas no aspecto da economia. Temos de pensar na inclusão social, um problema que talvez para eles (outros países) não haja mais. Mas são agendas complementares. O ensino profissional é importante, não é uma coisa menor. Pode trazer progresso e desenvolvimento”.

Na ocasião, o ministro ainda ressaltou que o governo federal garantiu 8,1 milhões de matrículas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)  e lembrou da meta de triplicá-las até 2018.

Professora recebe declaração de aluno para não dar nota baixa

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Publicado em UOL

Um aluno do segundo ano do ensino médio teve uma ideia original para tentar conseguir melhorar a nota mesmo sem saber a resposta a uma questão em uma avaliação de geografia: declarar seu amor pela professora. O fato ocorreu em uma escola estadual de Sorocaba.

“Professora linda, meu amor, você é a rosa mais linda (…) Aquela pessoa que ilumina minhas segundas-feiras, minha fonte de ar, minha vida. Eu te amo”, escreveu o aluno, que ainda desenhou um coração transpassado por uma flecha.

Na questão, Liz Proença, a professora, pediu que os seus alunos citassem três medidas de apoio à industrialização implementadas durante do Estado Novo, período no qual o País foi governado por Getúlio Vargas (1937-1945). “Ao invés disso, meu aluno preferiu dizer que me ama”, disse a professora, sem esconder as risadas.

A originalidade da declaração fez com que a professora publicasse a imagem em sua página do Facebook. Ela conta ainda que os colegas de sala do jovem apaixonado também encararam a declaração com bom humor. “Todo mundo achou engraçado”, conta.

Embora a professora não tenha divulgado o autor da declaração, o UOL conseguiu identificá-lo. O jovem, que tem 16 anos, admitiu que resolveu se declarar após perceber que não sabia a resposta correta para a pergunta. “Eu e a professora nos conhecemos há um bom tempo. A única pergunta que eu não sabia responder era aquela, então resolvi escrever algumas coisinhas pra fazer ela dar risada”, admitiu. “Até porque ela não é minha fonte de ar, né? Mas eu realmente gosto muito dela!”, disse.

Sem chance

A professora é mãe de quatro filhos, já tem um neto e atualmente está solteira. Lecionando há 15 anos e acostumada com os gracejos dos jovens, ela afirmou que achou a iniciativa muito engraçada, mas que o ímpeto romântico não ajudou a melhorar a nota do jovem. Ele tirou 2,5 em um máximo de 4.

Para Liz, entretanto, a brincadeira demonstra a boa relação que tem com seus pupilos. “Sou uma professora aberta, tenho uma relação ótima com os alunos. Não duvido que eles realmente me amem, mas acho que ele quis mais é garantir uma boa nota”, disse, ressaltando que a iniciativa não deu certo. “Ele ficou com a nota que mereceu pelas respostas certas, não pela declaração, que foi fofa”, disse.

Ela também fez questão de ressaltar que o aluno apaixonado, embora não tenha ido tão bem na prova, é um bom aluno. “Falta pra ele mais esforço, porque inteligente ele é, e muito. Mas é um bom aluno no geral”, informa.

 

Dica do Rogério Moreira

Tirou nota baixa no Enem? Veja como superar a decepção e retomar os estudos

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Tirou nota baixa no Enem? Veja como superar a decepção e retomar os estudos

Psicólogos dão dicas de como lidar com os pais e ensinam como levar lições valiosas dessa situação

Carolina Vellei, no Guia do Estudante

Os dias pós-resultado do Enem são um misto de amor e ódio para muitos estudantes. Para aqueles que conseguiram uma boa nota, basta esperar a abertura das inscrições do Sisu e do ProUni. Já para os candidatos que ficaram com médias baixas, a história é outra. Os sentimentos de fracasso e de tristeza podem tomar conta de muita gente nessa hora. Mas, nem tudo está perdido. Saber aproveitar esse momento é essencial para quem vai continuar em busca de uma vaga na universidade.

Não existe um culpado pelo mal desempenho, segundo os especialistas entrevistados pelo GUIA. Existem variáveis que influenciam o modo como a pessoa vai no Enem e que não estão sob o controle do estudante: uma prova que eventualmente foi mais difícil do que as de outros anos, brigas presenciadas no dia anterior, ônibus que atrasam e que causam agitação antes do começo da prova… A lista de eventos é praticamente infinita.

Pablo Santos, doutor em Educação e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) enumera ainda três pontos que devem ser considerados pelos candidatos e por suas famílias na hora de lidar com o baixo desempenho: “Em primeiro lugar, a educação pública, no que diz respeito a sua infraestrutura, à qualificação de professores e aos currículos escolares muitas vezes é insatisfatória. Em segundo lugar, os estudantes costumam ter altas expectativas com relação à passagem para a vida adulta e à entrada no ensino superior, o que gera uma tensão adicional. E, por fim, temos uma população com pouca prática de leitura, essencial para o Enem”, avalia o educador.

As lições do fracasso

Pode parecer clichê, mas é preciso entender que não se aprende só com os acertos, mas também com os erros. “O erro pode nos mostrar o que devemos fazer para atingir nosso objetivo”, diz Santos. Para o educador, essa é a oportunidade ideal de parar e refletir sobre o que pode ser feito para melhorar. Se a dedicação aos estudos durante o ano foi pouca ou quase nenhuma, é hora de repensar essa atitude e isso é algo que depende muito mais da força de vontade do estudante. “É importante ter em mente as responsabilidades que são da própria pessoa e que, portanto, podem ser controladas”, aconselha Julio Peres, psicólogo clínico.

Muitas vezes, tirar uma boa nota no Enem não é só questão de querer. O exame se baseia em uma lógica de ganha-perde, como explica Peres: “Para que um estudante consiga a vaga, outros precisam perdê-la. O aluno deve ter a consciência de que esse modelo de avaliação não representa o seu real valor intelectual e a sua identidade”. Por isso, recomenda-se uma boa dose de paciência, não muito comum nos adolescentes. “Desconstruir o conceito de urgência, comum nos mais jovens, é ideal. É uma dimensão subjetiva, não é cronológica”, explica o psicólogo.

Além disso, entrar mais velho na universidade também pode levar ao aumento da experiência e à maturidade. “Ser aprovado com mais de 18 anos na universidade não é um pesadelo. Quem passou mais tempo estudante tem uma experiência de vida que compensa a imaturidade daquele estudante que entrou com 16, 17 anos”, acredita Santos.

Lidando com os pais

Aceitar que vai ser preciso entrar mais velho na faculdade talvez nem seja a parte mais difícil. Dar a notícia para a família pode ser uma pode ser bem pior. Uma coisa é certa, a maioria não fica feliz com a novidade e é importante estar preparado para isso. “Se os pais acompanharam seus filhos ao longo da preparação, é bem provável que não precisará de uma explicação, mas caso precise, o melhor é conversar e falar o que realmente aconteceu”, conta Fernando José, psicólogo especialista em provas e concursos. O diálogo franco irá ajudar nesse momento de turbulência dentro de casa.

Vai ser mais simples de lidar com a situação se o estudante entender o lado dos pais também. Frequentemente, há limitações financeiras para prolongar os estudos dos filhos ou um desconhecimento sobre o quanto ele estudou (ou deixou de estudar) e o papel dos pais é cobrar. Uma dica dada pelo psicólogo Peres é fazer um acordo com a família. “Entre em consenso e conversem sobre o que o estudante poderá fazer para se empenhar em atingir resultados melhores”, defende. Isso fortalecerá a motivação para o novo ano de estudos.

O melhor caminho para recomeçar

Pode ser que agora seja difícil se imaginar pegando todos os livros novamente para estudar. É normal dar um desânimo nessas horas. “Certamente o aluno deve estar esgotado, o recomendado é se dar férias por um tempo para aliviar a cabeça”, explica Fernando José. Julio Peres recomenda que o ritmo de decisões deva ser mais suave e as reflexões, mais aprofundadas. “Tente não se cobrar imediatamente após o resultado, o melhor é repensar quando você estiver mais tranquilo”, diz.

Depois de parar por um tempo para pensar no que será melhor para você, é hora de rever seus pontos fracos e refazer o seu planejamento para programar os estudos do novo ano. Para começar, pegue a prova do Enem e refaça-a. Como lembra o educador Pablo Santos, essa já é uma atividade recorrente em modalidades esportivas, como o futebol ou o basquete, em que os jogadores reveem a partida para identificar seus erros. “Do ponto de vista emocional, você enfrentará o medo de ver a prova, sem a cobrança de ter que acertar 100%”, argumenta Santos.

Em vez de pensar “sou mto ruim, não consigo ler e escrever”, pense que esse é o momento de saber o que não foi bem trabalhado na educação básica. Liste suas principais dificuldades e programa seu tempo dando mais prioridade aos assuntos que não domina ainda, mas sem esquecer daqueles que você já gosta e tem preferência. Se você precisar de uma motivação a mais, pode seguir a dica do psicólogo Fernando José: “Retome os estudos pela matéria que mais gosta, pois desta forma haverá um estímulo para estudar”.

Para finalizar, a dica talvez mais importante desse texto: LEIA. Leia tudo que encontrar pela frente, todos os gêneros que puder: quadrinhos, notícias, livros de literatura antiga, até manuais de instrução. O Enem não cobra a famosa “decoreba”. Ele trabalha com competências que pedem que o estudante entenda o conteúdo e, para isso, é essencial trabalhar a interpretação de textos. Segundo Santos, há pesquisas que comprovam que muitas vezes os estudantes erram questões de matemática ou física por não compreenderem os enunciados. Leitura, portanto, é essencial.

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