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Posts tagged Nova York

Clarice Lispector concorre a novo prêmio literário em Nova York

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Publicado no Brasil Post

Já é possível dizer que Clarice Lispector tomou seu lugar entre os apreciadores da literatura nos Estados Unidos.

O livro The Complete Stories (“as histórias completas”, em português), publicado pela New Direction em agosto deste ano, reúne cinco romances da escritora em 640 páginas, tem edição de Benjamin Moser e tradução de Katrina Dodson.

E ele acabou escolhido como um dos 100 melhores livros de 2015 pelo The New York Times.

Agora é a vez da publicação se tornar um dos 10 finalistas do Best Translated Book Award (prêmio de melhor livro traduzido), promovido pelo Three Percent, programa da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, voltado para tradução de obras literárias.

Clarice vai concorrer na categoria ficção com a italiana Elena Ferrante, a mexicana Valeria Luiselli e o angolano José Eduardo Agualusa. A lista surgiu após a análise de 570 títulos publicados nos EUA no ano passado.

Outra brasileira, a poeta Angélica Freitas, vai concorrer na categoria poesia com o livro Rilke Shake. Angélica concorrerá com a argentina Silvina Ocampo, a chinesa Liu Xia, além de outros três livros.

O prêmio, feito em parceria com a Amazon Literary Partnership, paga US$ 5 mil para o autor e para o tradutor. O anúncio dos vencedores será feito no dia 4 de maio.

Taylor Swift doa 25 mil livros para escolas públicas de Nova York

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A doação aconteceu depois de uma parceria da cantora com uma das maiores editoras e distribuidoras de livros infantis do mundo

Publicado na Caras

A cantora Taylor Swift resolveu surpreender algumas escolas públicas de Nova York e doou 25 mil livros.

A doação aconteceu depois de uma nova parceria de Taylor com a Scholastic, maior editora e distribuidora de livros infantis do mundo.

Ano passado, ela participou de uma mesa redonda com crianças em que compartilhava suas experiências com a literatura e como elas a ajudaram a ver o mundo de uma forma diferente.

Greg Worrell, presidente da editora, diz que pretende abrir “um mundo de possibilidades” para os estudantes.

Cinco livros que inspiram viagens dentro e fora do Brasil

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Publicado no Bonde

Um bom livro nos faz viajar sem sair do lugar. Alguns dão vontade de ir onde a história se passa, e conhecer cada pedacinho do lugar que é relatado na obra. O blog Da Porta Pra Fora preparou uma lista de livros que se passam em lugares incríveis e famosos. Confira:

1. Jubiabá, de Jorge Amado (Salvador/ Bahia):

Jubiabá, de Jorge Amado

Jorge Amado, um dos autores brasileiros mais prestigiados em todo o mundo, contou muitas histórias sobre a Bahia, das fazendas de cacau e da capital. Este se passa em Salvador e conta a história de Antônio Balduíno que nasceu órfão no morro do Capa-Negro, e tinha como grande referência espiritual o centenário feiticeiro e ex-escravo Jubiabá.

Resenha: Depois de uma infância de liberdade e pequenos delitos nas ruas de Salvador, Antônio Balduíno vira malandro, sambista e desordeiro, até ser transformado em boxeador profissional por um empresário italiano. Encerra a carreira muito cedo ao tomar uma surra no ringue numa noite e acaba indo trabalhar nas plantações de fumo do Recôncavo Baiano. Ao longo dessas muitas vidas, choca-se contra o mundo das mais variadas formas, até atingir um vislumbre de compreensão da realidade que o cerca e de seu lugar nela.

2. O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (Londres / Inglaterra):

O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Oscar Wilde relata uma Londres lendária, com uma sociedade extremamente conservadora, que vê o belo Dorian Gray tornar-se o centro das atenções, apesar dos mistérios que esconde. A cidade aparece com glamour e todo mundo sonha em conhecê-la.

Resenha: Dorian Gray é o tema de um retrato de corpo inteiro em óleo de Basil Hallward, um artista que está impressionado e encantado com a beleza de Dorian. Ele acredita que a beleza de Dorian é responsável pela nova modalidade em sua arte como pintor. Através de Basil, Dorian conhece Lorde Henry Wotton, e ele logo se encanta com a visão de mundo hedonista do aristocrata: que a beleza e a satisfação são as únicas coisas que valem a pena perseguir na vida.

3. Clarissa, de Érico Veríssimo (Porto Alegre / Rio Grande do Sul)

Clarissa, de Érico Veríssimo

Uma cidade do começo do século XX é retratada pelo genial Érico Veríssimo, com detalhes típicos de uma jovem mulher. Um livro lindo e uma cidade de sonho.

Resenha: Clarissa é uma jovem de treze anos, filha de fazendeiros, que vai morar na pensão da tia Eufrasina enquanto estuda em Porto Alegre. No pequeno universo da pensão onde mora, a jovem entra em contato com realidades que seu otimismo juvenil não imaginava que existissem. (mais…)

Relatório aponta abuso sexual contra mais de 60 crianças em escola tradicional dos EUA

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Agressões começaram na década de 1960 na Horace Mann School

Segundo o relatório, Horace Mann School não tomou providências sobre o caso - Divulgação Horace Mann School

Segundo o relatório, Horace Mann School não tomou providências sobre o caso – Divulgação Horace Mann School

Publicado em O Globo

Pelo menos 64 alunos foram abusados sexualmente em uma escola de elite em Nova York entre os anos de 1960 e 1990 por 24 membros da equipe do colégio. O relatório atualizado dos abusos cometidos na escola Horace Mann, no Bronx, revelam mais que o dobro dos casos descritos em um relatório de 2013, feito pela procuradoria distrital, no qual havia a notificação de 25 vítimas.

A investigação é liderada por um ex-juiz e pelo promotor Leslie Crocker Synder e revelou que alunos de ambos os sexos foram abusados na escola, no entanto, a maior parte dos casos envolve os meninos. Em alguns casos, uma mesma vítima foi atacada por mais de um funcionário do colégio.

“Entre 1962 e 1996, mais de 20 denúncias sobre abuso sexuais foram feitas pelas vítimas, por seus pais, professores, testemunhas ou administradores . Os casos foram relatados em várias administrações e ao longo de décadas. Nenhum dos relatórios foi encaminhado para a aplicação da lei. Além disso, a investigação não indica que a escola tenha compartilhado a denúncia da vítima com os pais. Na maioria dos casos, os agressores foram autorizados a permanecer na escola por anos ou décadas depois que o primeiro abuso foi relatado ”, afirma o relatório.

Na terça-feira, a Horace Mann School afirmou que irá rever o relatório para verificar se ele contém sugestões para reforçar a segurança das crianças. A escola já havia anunciado uma série de acordos com ex-alunos, em pelo menos um dos casos estima-se que o valor pago no acordo tenha superado US$ 1 milhão.

Livro conta jornada de escravo que era poliglota e viveu no Brasil e EUA

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Em sua autobiografia, Baquaqua revela como era ser escravo no Brasil; na imagem, aparece com o religioso abolicionista W. Judd (Foto: Reprodução)

Em sua autobiografia, Baquaqua revela como era ser escravo no Brasil; na imagem, aparece com o religioso abolicionista W. Judd (Foto: Reprodução)

Baquaqua ditou história de sua vida a um escritor norte-americano.
Livro vai ganhar a primeira edição brasileira, a ser lançada neste ano.

Katherine Coutinho, no G1

Um homem culto, que falava várias línguas e sabia ler e escrever em árabe. Esse é o surpreendente perfil de um escravo que viveu em terras brasileiras: Mahommah Gardo Baquaqua. A história de sua incrível jornada está ganhando a primeira versão em português pelas mãos do professor e doutorando pernambucano Bruno Véras, junto com o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Nielson Bezerra.

Baquaqua ditou a história de sua vida para o escritor Samuel Moore, que atuou como revisor e editor. O relato inclui o primeiro período como escravo no Brasil e depois sua fuga nos Estados Unidos, e foi publicado em 1854, em Detroit. A publicação ganhou o título de “An interesting narrative. Biography of Mahommah G. Baquaqua”. Em 2001, pelas mãos dos professores canadenses Paul Lovejoy e Robin Law, a história foi republicada em uma versão ampliada, que inclui uma longa introdução trazendo o contexto histórico, o relato de Baquaqua e também as cartas que ele trocou com religiosos, missionários e abolicionistas.

A versão brasileira será uma tradução e atualização desse livro de 2001, com previsão de lançamento no final deste ano pela editora Civilização Brasileira. A edição será acompanhada de toda a documentação levantada pelos pesquisadores brasileiros e canadenses em sua revisão – como cartas e mapas.

“Ele foi o único escravo africano que escreveu seu relato autobiográfico sobre a escravidão no Brasil. Esse ato de escrever a sua vida é muito comum nos EUA, no Canadá, onde tem uma linha literária de relatos de escravos, o que era usado como propaganda pelos abolicionistas”, explicou Véras.

Capturado no Benin, no oeste africano, Baquaqua era filho de um comerciante muçulmano e teve formação educacional com a leitura do Corão, o livro sagrado do islamismo. Em sua autobiografia, ele relata o terror de ser acorrentado e jogado em um porão de um navio negreiro, sem imaginar qual queria o seu destino.

“Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado, e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou nos sentar no chão. Noite e dia eram iguais para nós, o sono nos sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”, diz em seu relato.

Capa da autobiografia de Baquaqua, ditada a Samuel Moore (Foto: Reprodução)

Capa da autobiografia de Baquaqua, ditada a
Samuel Moore (Foto: Reprodução)

Ele foi desembarcado em 1845 em uma praia de Pernambuco, entre Goiana e a Ilha de Itamaracá, segundo apontam as pesquisas. “Nesse ano, já era proibido o tráfico de pessoas vindas da África. Ele foi desembarcado ilegalmente e trabalhou como escravo em Pernambuco e no Rio de Janeiro por mais de dois anos”, explica Véras.

As angústias de ser escravo em um país estranho estão presentes na autobiografia e revelam uma percepção única sobre ser escravo. Muçulmano, Baquaqua se viu obrigado a professar o catolicismo, uma vez que era a religião do dono.

Os abusos fizeram inclusive ele pensar em suicídio. “No relato, ele ajuda a gente a desconstruir uma série de estereótipos de africanos que vieram para o Brasil escravizados. Ele se mostra um africano altivo, e também fala de suas fraquezas, da tentativa de suicídio”, aponta o historiador.

Vendido para o dono de um navio no Rio de Janeiro, o escravo traz o retrato da “morte social” pela qual os africanos passavam ao serem trazidos ao Brasil.

Foi em uma viagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, que ele vislumbrou uma esperança. “Ele descobre no navio, com um marinheiro inglês, que não existe mais escravidão em Nova York. Chegando ao porto, ele correu com outro colega e foi preso”, conta Véras. “A primeira palavra que meus dois companheiros e eu aprendemos em inglês foi F-R-E-E (L-I-V-R-E); ela nos foi ensinada por um inglês a bordo e, oh!, quantas e quantas vezes eu a repeti”, relata Baquaqua na autobiografia.
A prisão foi, na verdade, um processo de libertação. Havia o dilema na justiça americana se Baquaqua deveria ser devolvido a seu dono, já que era uma embarcação brasileira, ou se deveria ser liberto, já que não havia escravidão no país. Os pesquisadores encontraram todo o processo quando pesquisaram nos arquivos da justiça americana.

“Ele fugiu da prisão, foi para o Haiti, onde morou dois anos. Depois foi para a Central College, no estado de Nova York, onde estudou inglês durante três anos. Ele já sabia escrever em árabe, o irmão mais velho dele era professor de religião na cidade que ele nasceu”, conta Véras.

Foi nesse ponto da história que o escritor Samuel Moore entrou como revisor e editor. Como o inglês que Baquaqua sabia era básico, para a finalização de um livro foi necessária uma linguagem mais elaborada, o que exigiu a figura do editor. “Baquaqua circulou por vários espaços ligados a igrejas cristãs que defendiam a ideia abolicionista. Depois da publicação, ele fez várias palestras nos Estados Unidos porque, para além da propaganda abolicionista em si, ele queria também promover o livro para conseguir fundos e voltar para a África. Mas o livro ajudou a causa sim, e ele conhecia e se correspondia com altos nomes abolicionistas nos Estados Unidos”, diz Bruno Véras.

Fora trazer as vivências de um ex-escravo, em uma história que se assemelha ao filme ‘Doze Anos de Escravidão’, vencedor do Oscar, a autobiografia de Baquaqua traz (mais…)

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