Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Nova York

Pequenas livrarias superam grandes redes e ressurgem em Nova York

0
Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

Giuliana Vallone, na Folha de S.Paulo

Quando surgiram os primeiros cartazes anunciando uma nova livraria no número 450 da avenida Columbus, em Nova York, o blog de notícias locais “West Side Rag” publicou: “Ou a máquina do tempo em que entrei na semana passada funcionou, ou o universo está aprontando alguma: alguém está planejando abrir uma loja de livros no Upper West Side.”

Esse “alguém” era Chris Doeblin, proprietário de três livrarias da marca Book Culture, em Manhattan -a última aberta em novembro de 2014. E os dados da Associação dos Livreiros Americanos (ABA, na sigla em inglês) mostram que ele não está sozinho.

O número de livrarias independentes nos Estados Unidos cresceu 27% desde 2009, chegando a 2.094 no ano passado. Se parece pouco comparado ao pico de cerca de 4.000 nos anos 1990, antes da invasão das grandes redes, como Barnes & Noble, Borders e Virgin, representa uma evolução importante sobre as 1.400 da última década.

E essa não é a única boa notícia para os fãs dos livros de papel. As vendas em lojas também estão em alta: subiram cerca de 8% anualmente desde 2012. “Há uma percepção errada de que as livrarias independentes estão em perigo. Estamos em um ótimo momento”, diz Jessica Bagnulo, proprietária da Greenlight, livraria aberta no Brooklyn, em 2009.

Há algumas razões que explicam o respiro dado às livrarias após anos de teorias apocalípticas sobre o fim das lojas independentes e dos livros impressos. Primeiro, o declínio das grandes redes americanas nos últimos anos abriu espaço para o ressurgimento das pequenas lojas. A Borders, a segunda maior dos EUA, pediu concordata em 2011, e fechou suas mais de 500 lojas no país.

Sua rival, Barnes & Noble, continua em atividade com cerca de 600 megalivrarias, mas os números diminuem a cada ano. E as remanescentes têm focado em outros produtos, como material de papelaria, revistas e presentes. Em todas elas, há um Starbucks.

“Eles têm um estoque gigante de livros, mas vendem muitas outras coisas. E é bem difícil achar um livro em uma loja enorme”, afirma John Mutter, autor da “Shelf Awareness” (algo como Consciência das Prateleiras), uma newsletter sobre o mercado de livros nos EUA.

Além disso, diz John, as livrarias independentes encontraram uma abordagem que funciona bem com os clientes. “Elas decidiram enfatizar as coisas que você não consegue online: conhecer autores, grupos de leitura, encontrar pessoas que também se interessem por livros.”

Esses benefícios não são novidade no mercado, mas sua importância aumentou devido a um movimento em ascensão nos Estados Unidos nos últimos anos: o “buy local” (“compre local”), que incentiva o comércio de produtos plantados ou fabricados perto de onde são consumidos. A ideia inicial, que ganhou força a partir da crise de 2008, é apoiar os pequenos negócios para revigorar a economia. Mas a onda cresceu e gerou uma busca por um estilo de vida mais comunitário.

“Esse movimento, que vai muito além dos livros, tem tido um impacto enorme nas comunidades e na atitude dos consumidores. Isso é uma parte importante da equação”, afirma Oren Teicher, presidente da ABA.

POR AQUI

No Brasil, a situação é bem diferente da americana. Aqui, os e-books, tímidos em vendas, nunca foram a maior ameaça. O setor enfrenta problemas estruturais muito mais sérios.

Para o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Afonso Martin, “não somos tão profissionais quanto outras áreas da indústria ou do varejo”. E ilustra a desorganização do setor com o exemplo da livraria Ao
Livro Verde, de Campos dos Goytacazes (RJ). Fundada em 1844 e considerada a primeira do Brasil, ela não aparecia no anuário organizado pela própria ANL até 2013.

A tendência no mercado brasileiro é de movimento oposto ao da cidade de NY. As pequenas livrarias estão fechando, enquanto as grandes e médias aumentam e investem em filiais.

É o caso da livraria Argumento, dona de duas lojas no Rio de Janeiro. Inaugurada em 1978, em São Paulo, com o principal propósito de vender livros da editora Paz e Terra -então comandada pelo próprio fundador da livraria, Fernando Gasparian-, a loja expandiu (mas não exagerou) nas últimas duas décadas.

A receita para o sucesso, de acordo com Marcus Gasparian, um dos donos da livraria, é simples, e segue a lógica das lojas independentes americanas. Além do “tamanho humano”, tudo depende do atendimento. “Não temos vendedor, temos livreiros”, diz. “Eles são os atores, eu cuido apenas da bilheteria. Sou só o dono do teatro.”

SUPERESTIMADO

Nos EUA, a volta das livrarias também conta com a falta de interesse por livros digitais. Em 2012, a consultoria PricewaterhouseCoopers divulgou relatório prevendo que os e-books seriam responsáveis, até 2016, por metade das vendas de livros no mercado norte-americano.

Errou feio: os números mais recentes da Associação dos Editores Americanos (AAP, em inglês) mostram que a fatia de mercado dos digitais chegou a 23,4% em 2014. Os dados estão estagnados desde 2012, quando a parcela de e-books ficou em 22,5%.

“Imagino que teremos apenas aumentos modestos daqui para frente, dado que a tecnologia já está disponível há algum tempo”, diz Tina Jordan, vice-presidente da AAP. O Kindle, o e-reader da Amazon, primeiro no mercado, foi lançado em 2007.

Mas a participação dos livros digitais varia entre os segmentos, fazendo com que as lojas físicas tenham que repensar parte de sua estratégia.

Clássicos de capa mole são o grande sucesso das vendas de livros digitais na Amazon, o que torna impossível para uma livraria independente contar com eles para ser bem-sucedida. Elas se dão melhor com livros de capa dura, literatura infantil e culinária. Por sorte, lojas menores podem se adaptar mais rápido ao gosto do freguês.

“Os clássicos eram parte significativa do nosso negócio, porque os estudantes precisam, mas agora eles leem como e-book”, diz Chris Doeblin, da Book Culture. A proximidade de suas lojas com a Universidade Columbia faz com que universitários sejam parte importante da sua clientela. Com as mudanças no mercado, ele decidiu manter só uma livraria voltada para este público.

“Criamos outro modelo, com uma boa seção para crianças. Queremos um espaço alternativo, em que as pessoas encontrem mais que livros”, conta. Nestas lojas, ele vende também itens como brinquedos na seção infantil e artigos de cozinha junto com os livros de culinária.

“Ainda estamos lutando para continuar como um negócio viável, mas há muito mais boas notícias hoje do que há dez anos”, afirma Teicher, da ABA. “Estou nesse mercado há mais de 25 anos. Se ganhasse um dólar a cada vez que alguém diz que as livrarias independentes estão morrendo, eu estaria rico”.

Com 6 mil livros, Hotel Biblioteca atrai amantes da leitura em Nova York

0
Library Hotel

Mais de 6 mil livros ficam espalhados pelo Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

 

Andares e quartos são classificados por temas como Arte e Filosofia.
Local tem Sala de Leitura, Jardim da Poesia e Refúgio do Escritor.

Publicado no G1

Paraíso dos amantes da leitura, o Library Hotel (hotel biblioteca) tem livros por todo lugar: são mais de 6 mil exemplares, espalhados nos quartos, no lobby e em outras áreas comuns.

Mais do que isso, o hotel é organizado como uma grande biblioteca. Cada um dos dez andares é dedicado a um grande tema (arte, filosofia, linguagem, entre outros), e cada quarto a um tópico dentro da categoria. A divisão segue um método de classificação chamado Sistema Decimal Dewey, usado em bibliotecas.

Travesseiro do hotel tem os dizeres: 'Amantes de livros nunca vai para a cama sozinhos' (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Travesseiro do hotel tem os dizeres: ‘Amantes de livros nunca vai para a cama sozinhos’ (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Os quartos têm nomes como Quarto das Biografias, Quarto do Design de Moda, Quarto do Amor e Quarto da Astronomia – esse último tinha como hóspede frequente o astronauta Neil Armstrong.

Outros hóspedes célebres foram os escritores David Baldacci, John Grisham e Erica Jong.

No Hotel Biblioteca, os típicos avisos pedindo para não incomodar ou para limpar o quarto foram renomeados para 'Por favor, me deixe ler' e 'Por favor, tire o pó dos meus livros' (Foto: Library Hotel/Divulgação)

No Hotel Biblioteca, os típicos avisos pedindo para não incomodar ou para limpar o quarto foram renomeados para ‘Por favor, me deixe ler’ e ‘Por favor, tire o pó dos meus livros’ (Foto: Library Hotel/Divulgação)

O Library Hotel fica em Manhattan, perto da Biblioteca Pública de Nova York, em um edifício do início do século passado.

A atmosfera literária pode ser sentida desde a chegada: na entrada principal, há cem placas de bronze com citações de livros.

O Refúgio do Escritor é uma das áreas comuns no Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

O Refúgio do Escritor é uma das áreas comuns no Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Entre as áreas comuns do hotel, há uma Sala de Leitura, um Jardim da Poesia e um lounge chamado Refúgio do Escritor, que à noite serve drinques com nomes ligados à literatura.

Garoto elogia diretora de sua escola carente no Facebook e arrecada US$ 1 milhão

0
O primeiro depoimento de Vidal à página, que gerou a campanha (Reprodução/Facebbok/humansofnewyork)

O primeiro depoimento de Vidal à página, que gerou a campanha (Reprodução/Facebbok/humansofnewyork)

Publicado no F5

Vidal, um garoto negro e pobre morador do Brooklyn, em Nova York, acabou mudando a vida de seus colegas de escola e da sua diretora.

Estudante da escola pública Mott Hall Bridges, em Brownsville, Vidal contou sua história à página do Facebook “Humans of New York”, que traz a cada dia mini-perfis de personagens interessantes da metrópole norte-americana.

O bairro onde ele vive e estuda tem a maior taxa de criminalidade da cidade de Nova York.

Questionado pelo autor da página sobre quem mais o influenciou na vida, Vidal disse que foi a diretora de sua escola.

“Quando nos metemos em alguma confusão, ela não nos dá suspensão. Ela nos chama à sua sala e explica como somos marginalizados da sociedade. Ela diz que cada vez que alguém falha na escola, uma nova cela de cadeia é construída. Uma vez ela fez todos nós ficarmos em pé, um de cada vez, e disse a cada um de nós que nós somos importantes”, contou o menino.

Tocado pela história, o dono da página do Facebook resolveu criar um “crowdfunding”, uma vaquinha on-line para ajudar a escola de Vidal. A vaquinha já arrecadou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,59 milhões).

O dinheiro será usado para pagar uma viagem para os alunos da Mott Hall Bridges conhecerem Harvard. O restante será usado para pagar a faculdade daqueles que conseguirem ser aceitos para alguma universidade.

Depois do sucesso da campanha, a foto de Vidal foi refeita e acabou angariando ainda mais fundos. A página também decidiu ouvir a diretora da escola, Sra. Lopez. Ela disse que chegou a pensar em desistir das crianças.

“Eu tenho uma coisa para admitir a todos vocês. Antes disso tudo acontecer, eu estava prestes a desistir. Eu estava arrasada. Eu estava prestes a digitar minha carta de demissão. Disse para minha mãe: ‘Mãe, acho que não consigo mais. Eu acho que meus alunos não se importam. Acho que eles não acreditam em si mesmos o suficiente para se importar. Acho que eles não pensam que são bons o suficiente’. Ela me mandou rezar, mas eu disse que estava brava demais para rezar”, contou a diretora.

“Sei que é difícil acreditar, porque vocês nunca me viram arrasada. Mas eu estava arrasada. É igual quando você vê sua mãe arrasada, você a vê chorando porque ela lutou tanto por você e ela acha que você não se importa. É isso que eu sentia. Mas aí, alguns dias depois, eu estava com minha filha em um show da Broadway e antes do início do espetáculo comecei a receber um monte de mensagens de alunos e professores. Vi a cara do Vidal nas mensagens na hora pensei que era coisa ruim, porque geralmente quando a foto de alguém aparece inesperadamente, a gente acha que é coisa ruim. E de repente vi que ele tinha dito uma coisa boa sobre mim. […] Li o que ele disse, li os comentários e lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Porque apesar de eu dizer para vocês que vocês são importantes, até aquele momento, eu não me sentia importante”.

Conheça atores que se formaram na faculdade ou chegaram perto do diploma

0

Publicado em O Globo

Antes – ou durante – a carreira artística, muitos atores se dedicaram a outros aprendizados, alguns, muito distantes da atuação. Exemplo recente foi a atriz Emma Watson, que postou foto de beca, no dia da formatura em Literatura, na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Confira outros casos de atores de TV com diplomas ou aqueles que chegaram quase lá.

1 – Ashton Kutcher
Quem sabe Ashton não poderia ser aquele cara bonitão da sua empresa, caso tivesse se formado em Engenharia Bioquímica na Universidade de Iowa? Mas ele largou as exatas para se tornar modelo e, hoje, o protagonista de “Two and a half men”.

1

2 – Matthew Mcconaughey
Quando o Oscar ainda era uma possibilidade bem remota em sua vida, Matthew cursou direito por dois anos na Universidade do Texas, em Austin. Ele saiu para se de dedicar à produção de cinema.

1

3 – Steve Carell
Antes de se tornar um dos ícones da comédia americana e estrelar a série The office” , Carell se formou em História pela Denison University. Ao mesmo tempo, era membro da Burpee’s Seedy Theatrical Company, onde fazia teatro de improviso.

1

4 – Mayim Bialik
Em cena em “The Big Bang Theory”, Amy Farrah Fowler, a namorada de Sheldon (Jim Parsons), é neurobióloga. Fora dela, Mayim não fica muito para trás. A atriz é Ph.D em neurociência pela Univeridade da California.

1

5 – Lisa Kudrow
Lisa Kudrow
O objetivo da eterna Phoebe, de “Friends”, era seguir os passos do pai, e realizar pesquisas sobre as origens das dores de cabeça. Após se formar em biologia pela Vassar College, era chegou a trabalhar oito anos na equipe da família, mas largou a profissão para se dedicar à atuação.

1

6 – Matthew Fox
O sonho de Matthew era trabalhar em Wall Street. Por isso, se formou em Economia na Universidade de Columbia. Mas, seus planos mudaram quando foi convencido pela mãe da namorada, uma agente de modelos, a tentar a carreira artística. E não é que ela estava certa? Entre os trabalhos do ator, “Party of five” e “Lost”.

1

7 – Rowan Atkinson
Um dos mais conhecidos comediantes ingleses é engenheiro elétrico. Sim. Mr. Bean se formou pela Newcastle University. Em seguida, continuou a especialização na Oxford University.

1 (mais…)

Concurso Cultural Literário (66)

2

capa nove noites

LEIA UM TRECHO

Kelley Winslow está vivendo seu sonho. Aos 17 anos de idade, ela se muda para Nova York e começa a trabalhar em uma companhia de teatro. Ela ainda é, claro, apenas uma assistente e eventual substituta, mas um dia as coisas começam a mudar: a atriz que interpreta a protagonista Titânia em “Sonho de uma noite de verão”, de Shakespeare, sofre um acidente, e ela tem uma chance de assumir o papel principal. Nesse mesmo dia, ela passa a perceber que o mundo mágico é mais real do que pensava. Ela conhece um lindo jovem chamado Sonny Flannery, a atração entre os dois é imediata, mas o rapaz é, na verdade, um dos guardiões do portal do Samhain, que dá passagem para o outro mundo. A cada solstício de inverno, o portal se abre, mas a cada nove anos ele permanece aberto durante as últimas nove noites do outono. E é nesse breve tempo que ela, ao descobrir sua verdadeira descendência, se vê ameaçada por uma terrível trama, que coloca em perigo o mundo real, o mundo encantado e a promessa de viver um amor verdadeiro.

Vamos sortear 3 exemplares de “Nove noites e um sonho de outono“, lançamento da Gutenberg.

Para participar, responda qual é a comemoração especial relacionada a Shakespeare em 2014. Envie sua resposta para [email protected] Respostas na área de comentários serão apagadas.

O resultado será divulgado no dia 13/6 às 17h30 neste post.

Boa sorte! 🙂

***

Parabéns aos ganhadores: Aline GalaxoSamantha AndradeHugo França! =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Go to Top