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Nova ferramenta muda conceitos para alfabetização de deficientes intelectuais

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Software é sucesso nas escolas do DF e deve ser distribuído pelo governo para mais de 90 mil escolas

Priscilla Borges, no Último Segundo

Alan Sampaio / iG Brasília O professor Wilson Veneziano e o estudante/ator Antônio da Silva Filho

Alan Sampaio / iG Brasília
O professor Wilson Veneziano e o estudante/ator Antônio da Silva Filho

A Universidade de Brasília (UnB) criou – e distribui gratuitamente – uma ferramenta inovadora para alfabetizar jovens e adultos com deficiência intelectual. Fugindo de métodos tradicionais e da infantilização, comuns nos materiais convencionais usados nesse processo, o software educacional auxilia os professores a ensinar palavras, expressões e até códigos matemáticos a esses estudantes. Sucesso nas escolas de Brasília, o programa deve ser distribuído no País.

O Ministério da Educação pretende entregar a ferramenta a mais de 90 mil escolas públicas. Por enquanto, está analisando como distribuir o software. Para os criadores do material, esse trabalho será simples. O programa foi elaborado para rodar em qualquer computador (sem a necessidade de muita memória ou tecnologia muito avançada) e as explicações sobre os exercícios são fáceis.

“Nosso desafio era produzir uma ferramenta que não fosse pesada e pudesse ser usada em computadores mais simples. Nosso objetivo sempre foi distribuir o software gratuitamente às famílias, organizações não-governamentais e escolas”, conta Wilson Henrique Veneziano, professor do Departamento de Ciência da Computação da UnB e coordenador do projeto. Até aqui, ele e a idealizadora pedagógica da ferramenta, Maraísa Helena Pereira, pagaram tudo do próprio bolso.

Maraísa trabalha há 23 anos com alfabetização de adolescentes e jovens com deficiência intelectual. Sentia, no trabalho diário, a falta de materiais mais específicos e menos infantis. “Havia uma lacuna para esse público. Esses estudantes adoram tecnologia, mas não sabem o significado das letras do teclado, por exemplo. Eles querem se comunicar. Comecei a desenhar as primeiras com base na minha experiência prática mesmo”, conta.

Para tirar as ideias do papel, a professora de ensino especial da Secretaria de Educação do Distrito Federal procurou o Departamento de Ciência da Computação da UnB. Veneziano e alguns estudantes do curso de licenciatura em Computação encararam o desafio. “Dois alunos ficaram encantados com a possibilidade de fazer algo diferente para a conclusão do curso. Não é uma monografia que fica na prateleira e não tem valor social prático”, ressalta Maraísa.

Alfabetização social

Apelidado de Participar, o primeiro software construído por eles ficou pronto em 2011. Aos poucos, Maraísa começou a utilizar a ferramenta com seus alunos e apresentar a outros colegas. Logo, várias escolas públicas da capital estavam utilizando o material como apoio às aulas (hoje, são 750). As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de todo o país distribuíram aos colégios especializados vinculados a elas.

A nova versão do programa, lançada neste início de ano, oferece mais lições e exercícios, que ensinam os estudantes a compreender as letras do teclado, formar palavras e os estimulam a bater papo com outros jovens, participar de redes sociais. Todas as atividades são sugeridas em mais de 600 vídeos gravados por estudantes com Síndrome de Down. “Eles se enxergam como pares e se sentem capazes também, já que quem está passando a lição é outro colega”, comenta Maraísa.

A proposta dos criadores do programa é contribuir, sobretudo, para a inserção social desses jovens. A pedagoga faz questão de ressaltar que a ferramenta não é para “letramento” dos alunos, mas para inserir o estudante em uma vida social e no mundo da tecnologia. “É uma comunicação alternativa. Queríamos que eles participassem do mundo”, diz. Nas escolas do DF, as tarefas são feitas no contraturno das aulas regulares. Todas as atividades têm orientações para os professores.

A nova versão do Participar possui lições de acentuação e pontuação. Um novo software, o Somar, também será lançado em breve para ajuda-los a aprender matemática. De novo, a proposta é colocá-los em condição de participar da vida prática. “É uma ferramenta construída com, por e para os alunos. Mas não tinha noção que pudesse ter tamanha repercussão. Além das três mil Apaes que já usam o material, o MEC agora quer distribuir para mais escolas. Nosso objetivo era atingir quem precisa”, afirma a pedagoga.

Na opinião de Maria Margarida Romeiro Araújo, mãe de um dos atores que gravaram os vídeos, o material precisa se espalhar. Ela e o filho, Antonio Araujo da Silva Filho, 34 anos, visitam escolas e divulgam a ferramenta. “A coisa mais importante na vida de uma pessoa é a alfabetização. O Tonico tem qualidade de vida, uma vida social, por causa disso. Procuro colaborar ao máximo, porque o método é excelente e nem todas as crianças tiveram a oportunidade do Tonico para aprender”, diz.

Ao contrário do que se fazia à época do nascimento de Antonio, o Tonico, Margarida nunca escondeu o filho do mundo. Procurou todas as atividades – terapia, equoterapia, fonoaudiologia, psicomotricidade, fisioterapia – possíveis para ajudá-lo a se desenvolver. “Eu fiz o contrário. Contava pra todo mundo, para descobrir as melhores atividades. O Tonico estudou até a 8ª série. Hoje, ele pinta, vende os próprios quadros, tem conta no banco, usa o próprio cartão”, fala.

Futuro

Qualquer interessado pode fazer o download do programa no site http://www.projetoparticipar.unb.br/. Em breve, o Somar também estará disponível. Alguns países africanos de língua portuguesa solicitaram a utilização do material e, em audiência com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ele sugeriu que a ferramenta fosse traduzida para o espanhol e partilhada com outros países da América Latina.

Veneziano garante que a metodologia tem potencial para ser expandida em mais versões que permitam uma alfabetização completa desses jovens. A limitação agora é financeira. Os dois professores já chegaram ao limite do que poderiam gastar do próprio bolso com o projeto. “A gente precisa que o governo assuma isso para dar continuidade. O mais caro foi feito”, pondera Maraísa.

Nova biografia de Salinger fala sobre como traumas de guerra influenciaram na escrita d’O Apanhador no Campo de Centeio

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JD Salinger

Diego Santos, no Literatortura

Resultante de um trabalho de 9 anos pesquisa e mais de 200 entrevistas, acaba de ser lançada a biografia de Jerome David Salinger.

JD Salinger, escritor americano que, de certa forma, introduziu um novo estilo na literatura, terá nova biografia, com mais de 700 páginas, escrita pelo cineasta Shane Salerno e o escritor David Shields.

A obra conta sobre os momentos vividos por Salinger em relação a sua família, o período em que esteve na 2ª Guerra Mundial e sua aproximação com a filosofia oriental e o zen-budismo.

Os autores acreditam que os traumas da guerra tiveram extrema importância para a formação de Salinger, até no que diz respeito a sua literatura. Eles afirmam que “Ele esteve em cinco batalhas sangrentas na 2.ª Guerra e, durante algum tempo, transformou seu sofrimento acumulado em arte perecível”, escrevem os autores(…) Esses golpes físicos não só definiram sua arte como também o transformaram em um artista que exigia de si mesmo nada menos que a perfeição.”

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Salinger e os rascunhos de “O Apanhador”. Foto tirada durante a Guerra.

Eles afirmam ainda que, os traumas convertidos em Literatura, como em O Apanhador no Campo de Centeio foi o que levou tanta gente a se identificar com as obras. Identificação essa que levou John Hinckley a tentar assassinar o presidente Ronald Reagan em 1981. E até mesmo Mark David Chapman, que quando assassinou seu ídolo John Lennon, carregava nos braços um exemplar d’O Apanhador.

Shields e Salerno tentam compreender várias questões e traumas de Salinger que teriam sido transferidas para sua obra em forma de arte. Acreditam que pelo fato do escritor ter nascido com apenas um dos testículos, fizeram com que ele associasse a sexualidade adulta a vulgaridade, por isso, em seus contos era possível notar um tipo de atração por pés femininos, uma espécie de “sexualidade não genital”. Além disso, acreditam que o envolvimento dele com mulheres mais jovens seria devido a inexperiência sexual de suas parceiras, que fariam com que seu “defeito físico” passasse despercebido.

A biografia também dá destaque a reclusão do escritor. JD Salinger morreu aos 91 anos de idade, na cidade de Cornish em North Hampshire, onde se isolava há mais de 50 anos. Preferia não dar entrevistas, mas gostava de saber o que acontecia ao seu redor. Era querido pelas pessoas da cidade onde morava e aparecia de vez em quando em algumas festas, numa forma de não ser esquecido.

Gostava de saber o que era dito obre ele e sobre sua obra e aparecia para o mundo quando algum tipo de resposta era necessário.

O biógrafo Paul Alexander teria dito que Salinger era um recluso que gostava de flertar com o público para lembrá-lo de que era um recluso.

Livro recupera trajetória do Roupa Nova

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Biografia oficial conta a história da banda que, forjada pelo mercado, conseguiu sobreviver a ele

Renato Vieira, no Estadão

A questão da autorização prévia para biografias no Brasil ainda não havia tomado a dimensão dos últimos meses quando a jornalista Vanessa Oliveira começou a escrever Tudo De Novo, livro que conta a história do Roupa Nova e leva em seu subtítulo a palavra “oficial”. Mas, procure saber: o adjetivo não caracteriza o livro como chapa-branca. Bem apurada, a publicação relata sem maniqueísmo as personalidades de cada um dos seis integrantes, o preço do sucesso e, principalmente, a capacidade de se adaptar dentro do mercado que os forjou.

Wilian Aguiar/Divulgação Em Londres: Para autora, músicos foram alvo de preconceitos ao longo da carreira

Wilian Aguiar/Divulgação
Em Londres: Para autora, músicos foram alvo de preconceitos ao longo da carreira

Inicialmente, o grupo resistiu à ideia do livro. Na primeira reunião entre a autora e os músicos, em 2010, eles perguntaram a Vanessa se o livro seria publicado mesmo sem autorização. “Se vocês não autorizarem eu coloco de graça na internet. A história de vocês precisa ser conhecida”, foi a resposta. Aos poucos, Cleberson Horsth, Ricardo Feghali, Kiko, Nando e Paulinho abriram suas casas, corações e baús. A exceção foi Serginho. De personalidade reservada, não forneceu depoimento e nem compareceu às sessões de autógrafos do livro.

“No caso do Serginho, tive de recorrer a outras fontes. Ele é uma pessoa que gosta de manter a vida privada. Mas nada foi imposto em nenhum momento por nenhum deles, ninguém me impediu de nada”, afirma Vanessa, fã do Roupa Nova desde criança. Ela conta que sua principal motivação ao escrever o livro era desfazer alguns mitos, entre eles o de que o grupo só fez sucesso por conta de músicas em trilhas de novela.

Os integrantes do Roupa Nova começaram a carreira no final dos anos 1960, em conjuntos de baile do subúrbio carioca. Na década seguinte se aglutinaram na banda Famks, com a qual registraram diversos compactos, dois LPs e álbuns com sucessos do momento. Em 1979, o produtor Mariozinho Rocha, então na gravadora Polygram, precisava de um grupo no estilo de A Cor do Som e 14 Bis para seu elenco. Foi ele quem batizou o grupo, inspirado na música de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Baile. Mas foi graças a um impulso agressivo de um dos integrantes que o Roupa Nova passou a existir definitivamente. O livro relata que o grupo chegou aos anos 1980 dividido entre o dinheiro garantido como Famks e a possibilidade de uma carreira com nova denominação. Após um baile no interior de Minas sob o antigo nome, vendo os colegas comendo churrasco com farofa e batata frita de lanche, o guitarrista Kiko ficou paralisado e reagiu, chutando o tabuleiro com a comida. “É isso que vocês querem? Porque não é isso que eu quero”, disse. Foi – literalmente – o pontapé que faltava para convencer os outros músicos.

A partir de 1984, com a ida para a RCA, o grupo chega ao seu auge comercial. O primeiro disco na gravadora teve total interferência do produtor Miguel Plopschi. Tudo de Novo mostra que os integrantes ficaram divididos entre entregar o álbum nas mãos de Plopschi, que queria torná-los mais pop e comerciais, ou manter a linha dos álbuns anteriores, com repertório fornecido por compositores alinhados com a MPB. A partir daí, o grupo emplaca hits como Whisky A Go Go e permanece nas paradas de sucesso até o início dos anos 1990, quando o sertanejo e o pagode passaram a reinar absolutos.

O renascer da banda acontece nos anos 2000, após o projeto Roupacústico, bancado pela própria banda. A ideia inicial era de que o Roupa Nova gravasse um Acústico MTV. Mas a emissora negou a proposta, alegando que a banda não atingia seu público-alvo. “Eles sofreram muito preconceito desde o início, porque têm diversas influências e não se encaixam em nenhum estilo. Foi o talento deles e a vontade de fazer música, além do contato com o público, que os fez permanecer na ativa”, observa Vanessa.

O livro também disseca os bastidores das colaborações do Roupa Nova com grandes nomes da MPB. Milton Nascimento, fã de primeira hora da banda, chamou o grupo para fazer a base de duas músicas do álbum Caçador de Mim (1981), entre elas Nos Bailes da Vida, e se tornou uma espécie de padrinho da banda. Com Rita Lee e Roberto de Carvalho, eles participaram do álbum lançado pela dupla em 1982, no qual consta Flagra e Cor de Rosa Choque.

E artistas internacionais também cruzaram seus caminhos com o do grupo, como o ex-Deep Purple e vocalista do Whitesnake David Coverdale. Enquanto o inglês ficou encarregado de interpretar o jingle de uma marca de cigarros, a banda fez a base instrumental. O cantor questionou a pronúncia de trechos da letra e quase abandonou o estúdio quando o Roupa Nova tocou, de improviso, Smoke On The Water. “Uau, nunca vi essa música ser tocada tão bem”, disse ele. A partir daí, tudo transcorreu sem problemas.

Cabine Literária: Lançamentos Literários de Agosto e Setembro de 2013

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Publicado por Cabine Literária

Depois de um mês sem vídeo de lançamentos, trazemos a vocês um compilado de tudo que saiu desde a última vez! E mais: conheçam Lúcia Robertti, a nova integrante do Cabine Literária! *-*

Maior biblioteca pública da Europa tem 10 andares, jardim suspenso e wi-fi

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Publicado no UOL

http://imguol.com/c/entretenimento/2013/09/18/fachada-da-maior-biblioteca-publica-da-europa-em-birmingham-com-wi-fi-gratuito-em-seus-10-andares-e-jardins-suspensos-o-predio-faz-parte-do-plano-de-renovacao-da-segunda-maior-cidade-1379473483953_956x500.jpg

Esqueça a imagem de livros de páginas amareladas, acumulados em prateleiras poeirentas. Combinando arquitetura, inovações e raridades shakespearianas, a maior biblioteca pública da Europa em número de visitantes redefine o conceito de local de conhecimento.

Localizada a cerca de 2 horas de Londres, a nova biblioteca de Birmingham deve atrair 3,5 milhões de frequentadores por ano, de acordo com as expectativas da organização. Com wi-fi gratuito em seus 10 andares e jardins suspensos, o prédio faz parte do plano de renovação da segunda maior cidade inglesa, mas já serve como referência a outras grandes bibliotecas no velho continente.

O UOL visitou o local, inaugurado no dia 3 de setembro pela jovem paquistanesa Malala Yousafzai. A ativista, que foi levada para Birmingham para receber tratamento após ser baleada pelo Talibã por defender a educação de meninas em seu país, mora atualmente na cidade.

Em um momento em que o governo britânico tem fechado bibliotecas públicas pelo país, abatidas pela recessão, os números estimados para o espaço impressionam.

O prédio de 31 mil metros quadrados foi projeto por arquitetos holandeses para abrigar um milhão de volumes impressos – o maior acervo público no Reino Unido. Desses, 400 mil estão disponíveis para o público.

Conforme o diretor, Brian Gambles, o projeto totalizou £ 188,8 milhões (cerca de R$ 680,95 milhões) – £ 4,2 milhões (R$ 15,15 milhões) a menos do que o orçado.

“É sobretudo um local de transformação: sobre como temos transformado a vida das pessoas, com educação, e sobre como tornar uma biblioteca para a era digital”, ressalta.

Após passar cinco anos trabalhando no projeto, a arquiteta Francine Houben, do escritório holandês Mecanoo, conta que tentou refletir no prédio uma cidade de população jovem e multicultural. Sua obra foi criada para desenvolver os sentidos.

“É uma ode ao círculo”, explica Francine, em referência às formas circulares de diferentes elementos do edifício, como a rotunda de livros, que compreende três andares e conta com luz natural.

Não é apenas a leitura que deve atrair cerca de 10 mil visitantes por dia: o local inclui dois jardins suspensos, anfiteatro ao ar livre, área musical, biblioteca infantil e espaços para estudos com diferentes configurações, entre outros.

“Cada biblioteca é diferente. O que é único na de Birmingham é seu acervo e seu patrimônio”, ressalta a arquiteta, que deve ir a São Paulo no final de outubro para uma palestra.

Área dedicada a Shakespeare tem 43 mil livros, incluindo as quatro primeiras coleções publicadas das peças teatrais do autor (conhecidos como “Folios”) e edições raras de obras individuais impressas antes de 1709

Shakespeare no topo

A biblioteca de Birmingham conta com uma das maiores coleções de William Shakespeare no mundo. O dramaturgo inglês – nascido em Stratford-Upon-Avon, cidade na mesma região inglesa – é homenageado em um espaço histórico, remontado no topo do moderno edifício.

A sala fazia parte originalmente da segunda biblioteca da cidade, inaugurada em 1882 (após um incêndio ter destruído o primeiro prédio). Em estilo vitoriano, com painéis de madeira e gabinetes de vidro, ela foi removida inteiramente e restaurada.

Apesar de a coleção shakespeariana ter se tornado maior do que a capacidade da sala já no início do século 20, ela ainda está abrigada no prédio. São 43 mil livros, incluindo as quatro primeiras coleções publicadas das peças teatrais do autor (conhecidos como “Folios”) e edições raras de obras individuais impressas antes de 1709.

As prateleiras do espaço também dispõem de outros importantes acervos, que passam por digitalização para ser disponibilizado ao público. Alguns podem ser conferidos em mesas com touch screen, desenvolvidas especialmente para a biblioteca.

Uma das preciosidades é o arquivo da empresa Boulton & Watt, o mais importante da Revolução Industrial, com cerca de 29 mil desenhos industriais da época.  No catálogo online, há menção da venda de uma máquina a vapor para a cunhagem de moedas para o Brasil, em 1811.

Entre as mais de 8,2 mil publicações datadas antes de 1701, estão três livros impressos em 1479 pelo primeiro gráfico inglês, William Caxton, em perfeito estado. A edição do “Birds of America” (“Aves da América”), publicado pelo naturalista John James Audubon na primeira metade do século 19, figura entre os mais caros do mundo devido sua raridade e é um dos destaques.

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Além disso, a biblioteca pública de Birmingham é a única no Reino Unido a ter uma das coleções nacionais de fotografias, com mais de 3,5 milhões de imagens.

Em outubro, o espaço deverá receber escritores renomados como Lionel Shriver (autora de “Precisamos Falar sobre Kevin” e “O Mundo Pós-Aniversário”) e Carol Ann Duffy (escritora e poetisa escocesa, primeira mulher a ser indicada como “Poeta Laureado” do Reino Unido) durante o festival de literatura de Birmingham.

A expectativa é que a biblioteca se torne um novo destino turístico na região central da Inglaterra.

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