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São Paulo estipula meta de alfabetizar alunos até os 7 anos

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Publicado por Folha de S.Paulo

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo estipulou como nova meta alfabetizar alunos até os 7 anos de idade. No país, a meta é 8 anos.

A mudança ocorre após o Estado ter alcançado o índice de 95% de alfabetização na faixa dos 8 anos, segundo o último dado do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

Pela primeira vez, serão incluídos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental no exame, que este ano será realizado nos dias 26 e 27 de novembro, conforme resolução publicada ontem (11) no Diário Oficial. A expectativa é avaliar, no mínimo, mais 300 mil crianças e aferir as estratégias de ensino adotadas para promover a habilidade em leitura e escrita.

Até o ano passado, a avaliação era aplicada para estudantes dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio. Neste ano, com a ampliação para o 2º ano, o total de alunos avaliados passa de 2,2 milhões para 2,5 milhões, um aumento de 13%.

No Saresp deste ano, permanece a avaliação em língua portuguesa e matemática para todas as séries participantes, incluindo agora os matriculados no 2º ano.

A secretaria aplica ainda avaliações de história e geografia no 7º e 9º anos do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio.

Para promover a alfabetização nesta faixa etária, a secretaria tem uma série de ações em andamento, que fazem parte do programa “Ler e Escrever” e incluem o 1º e 2 º anos do ensino fundamental.

Texto em blog rende a autor contrato em Hollywood

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Em 31 de agosto de 2011, James Erwin, um americano de Iowa e escritor de livros técnicos e manuais de tecnologia, resolveu aproveitar o seu intervalo de almoço para responder a uma pergunta postada por um usuário do Reddit, um misto de rede social e blog colaborativo no qual usuários divulgam conteúdos diversos, enquanto outros podem votar favoravelmente ou contra o conteúdo compartilhado.

Bruno Garcez, na BBC

Em poucas horas, história de Erwin atraiu milhares de comentários e convite de Hollywood

Em poucas horas, história de Erwin atraiu milhares de comentários e convite de Hollywood

Erwin, que já havia escrito uma enciclopédia sobre o Império Romano, respondeu a uma pergunta em que um usuário indagava se um batalhão de marines dos Estados Unidos que viajasse no tempo seria capaz de destruir todo o Império Romano.

A série de pequenas histórias assinadas por Erwin, intitulada Rome Sweet Rome, um relato detalhado da missão americana após sua viagem no tempo, em poucas horas havia sido avaliada favoravelmente por milhares de usuários do Reddit.

Passadas mais algumas horas, ele foi contactado por empresários de Hollywood para transformar seu post em um roteiro de cinema, um desfecho tão inusitado quanto a premissa da história assinada por ele.

“Não escrevi pensando em Hollywood. Quando criei a história, pensei: ‘bem, vou escrever isso aqui para outros nerds. E depois volto para o trabalho’. E foi assim que aconteceu.”

“Mas algumas horas depois, percebi que a coisa estava ficando extremamente popular. A cada nova postagem, era um verdadeiro frenesi. Dias mais tarde, um dos produtores de 300 de Esparta entrou em contato com meu empresário e disse: ‘Eu quero trabalhar com esse cara’.”

Trama de autor imagina viagem no tempo de marines americanos e combate contra Império Romano

Trama de autor imagina viagem no tempo de marines americanos e combate contra Império Romano

Um mês depois, Erwin havia assinado um acordo com a Warner Bros. para transformar sua história em um roteiro de longa-metragem.

De lá para cá, o projeto evoluiu bastante. No ano passado, ele deu início ao segundo tratamento do roteiro. Mas agora com a colaboração de um outro roteirista.

Para muitos dos “outros nerds” que inicialmente saudaram o feito de Erwin, a evolução do processo mostrou que Hollywood acabou levando a melhor.

‘Você se vendeu’

“Sempre haverá alguém apontando o dedo e dizendo que você se vendeu. Mas quando se trabalha em uma empreitada desse porte, com orçamentos de milhões de dólares, ao lado de um grande grupo de profissionais experientes, apaixonados e cheio de ideias fortes, sempre haverá a necessidade de se fazer concessões.”

“Um filme é muito mais do que um cara escrevendo em uma mesa, com pleno controle de tudo. Se você pretende fazer um filme, você terá de colaborar com outros.”

Agora, além do longa metragem, o autor também está escrevendo um livro. “Será uma obra de ficção científica, que falará de como coisas que estamos começando a ver hoje em dia, como inteligência artificial e viagens espaciais, também transformarão a nós mesmos”, comenta.

Mais uma vez, Erwin pretende se valer dos recursos da Internet para impulsionar as suas chances de mercado.

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Os dias em que um único artista conseguia capturar a atenção de uma nação inteira, como Elvis, Michael Jackson ou Stephen King, estão encerrados. Surgirão cada vez mais canais, diferentes audiências e diferentes formas de alcançá-las”
James Erwin

“Nos próximos meses, eu pretendo financiar o livro por meio do Kickstarter”, afirma, em referência à empresa criada em 2009 que utiliza doações em seu site para financiar projetos artísticos diferentes, que vão desde filmes ou obas musicais, até projetos jornalísticos e video games.

Erwin acredita que empreitadas como a dele em breve se tornarão rotineiras. “Creio que a minha história será a primeira de muitas. Recentemente soube de algumas pessoas conseguirem se lançar como autores de livros a partir de histórias que escreveram no Reddit.”

“Os estúdios tradicionais e as editores nunca irão desaparecer, porque eles contam com grande expertise. Mas os computadores põem muito poder nas mãos de um criador individual. Estamos vendo o surgimento de um verdadeiro efeito de rede. No futuro, os caminhos do crowdsourcing e os da mídia tradicional irão se misturar mais e mais”, comenta, em referência ao modelo de produção em rede que usa ações de voluntários na Internet para criar conteúdo, financiar projetos ou desenvolver novas tecnologias.

O processo criativo, diz ele, será profundamente afetado por esses novos modelos, que farão com que os artistas do futuro tenham um perfil radicalmente diferente dos ídolos do passado.

“Acredito que os dias em que um único artista conseguia capturar a atenção de uma nação inteira, como Elvis, Michael Jackson ou Stephen King, estão encerrados. Vamos ver o surgimento de cada vez mais canais, de diferentes audiências e de diferentes formas de alcançá-las”, afirma.

Livros que podem ajudar na preparação de candidatos a concursos públicos

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Obras que falam de superação, disciplina e perseverança, entre outros temas, funcionam como estímulo, dizem especialistas

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Publicado em O Globo

RIO – Superação, perseverança, como lidar com os problemas, disciplina… Essas são algumas atitudes que o mercado costuma dizer que devem ser desenvolvidas por candidatos a concursos públicos. E são alguns ensinamentos que podemos captar ao ler um bom livro. Assim, o Boa Chance resolveu unir o útil ao agradável e pedir a especialistas de diferentes áreas que sugerissem alguns títulos para nossos leitores. Confira o que eles responderam. E também a lista de filmes que foi indicada por outros especialistas esta semana.

“Endurance — A Lendária expedição de Shackleton à Antártida” (Caroline Alexander/Companhia das Letras) — “O livro conta a historia de determinação de um grupo de marinheiros náufragos, que venceram as dificuldades do Ártico, no século passado. Com certeza uma leitura que nos prende pelos fatos verídicos narrados e nos ensina muito sobre a vida. De outro lado, para os que têm em seu caminho uma prova física, ou mesmo para aqueles que veem no esporte fonte de oxigenação da mente (o que defendo) e de relaxamento (idem), a indicação certamente recai sobre o festejado livro do preparador físico Nuno Cobra, “A Semente da vitória” (Senac/São Paulo). Certamente o livro encerra a ultima pagina inaugurando uma nova fase de vida nos leitores”. (Leonardo Pereira, diretor do IOB Concursos)

“A Felicidade, desesperadamente” (André Comte-Sponville) — “Nesta obra curta, que é apenas a transcrição de uma fala do autor, o filósofo francês lembra que na palavra “esperança” subjazem espera e passividade. Por isso, segundo sua percepção, é que é necessário perder as esperanças e apropriar-se da própria história, como protagonista que não espera nada, mas que toma o destino e a história nas próprias mãos e nos próprios termos, sem esperar pela sorte. Me parece que é exatamente isso que cada candidato tem de fazer”. (Carlos Rogério Duarte, professor de português e literatura do Instituto de Desenvolvimento e Estudos de Governo -Ideg)

“A História de Minha Vida” (Hellen Keller/Ed.Antropofásica) – “Para aqueles que querem vencer dificuldades indescritíveis em sua vida para chegar onde desejam, a recomendação é a biografia de Hellen Keller que, aos cinco anos, ficou cega, surda e muda e, com uma disposição inacreditável e o auxílio de uma enfermeira conseguiu transpor os desafios para comunicar-se e construir uma vida e uma história que inspira a todos que tiveram o privilégio de conhecer seu extraordinário relato. Outra obra que aconselho a leitura é “A incrível história de Shackleton, a mais extraordinária aventura de todos os tempos”, que fala sobre a persistência e caráter de Shackleton como um homem capaz de vencer todas as adversidades e, contra todas as probabilidades, liderar conseguir salvar todos os tripulantes de uma expedição à Antártica em 1.914. (coach Sílvio Celestino)

“A arte da guerra” (Sun Tzu/Ediouro) – “Esta obra normalmente é uma indicação para aqueles que buscam motivação extra para o concurso público. Estratégias de como vencer e disciplina são ensinamentos encontrados neste livro. Outra boa indicação é “O segredo” (Rondha Byrne/Ediouro), que também traz ensinamentos válidos, como controle da mente, concentração, foco. (Orlando Stiebler, professor de atualidades do Canal dos Concursos)

“O Código da superação – Uma fascinante jornada além da conquista” (José Luiz Tejon/Editora Gente) — “Através desse material, os candidatos podem estabelecer um paralelo entre sua vida e a vida do personagem do livro, e constatar que, por pior que seja esta ou aquela situação, é possível superá-la. O livro retrata parte da história de José Luiz Tejon. Trata-se do relato de uma viagem realizada em abril de 2010 para Tel Megiddo, o Armageddon, em Israel. Aos três anos, Tejon teve seu rosto todo queimado num acidente doméstico. Até os 15, foi submetido a inúmeras cirurgias plásticas. Ele queria ser igual a todo mundo. Mas foi obrigado a aceitar a diferença. O livro enumera as reflexões de Tejon a partir de cada dia de meditação no Armageddon, sobre as 12 causas mais relevantes da alma humana e do que deve ser superado: trauma, abandono, infância, amor, competição, carreira, educação, derrota, morte, agressão, beleza e sucesso. Mesmo não sendo um livro direcionado, do ponto de vista didático, para quem faz concursos, é uma leitura estimulante, já que ensina como faz diferença o modo como lidamos com nossos problemas”. (Alberto Almeida – professor da Academia do Concurso)

“Fernão Capelo Gaivota” (Richard Bach/Editora Record) – “O livro é uma alegoria sobre a importância de se buscar propósitos mais nobres para a vida. O autor usa uma gaivota como personagem principal. Um pássaro que, diferente dos outros de sua espécie, não se preocupa apenas em conseguir comida. Este está preocupado com a beleza de seu próprio vôo, em aperfeiçoar sua técnica e executar o mais belo dos vôos. Uma metáfora sobre acreditar nos próprios sonhos e buscar o que se quer, mesmo quando tudo parece conspirar contra isso. Outra leitura que não pode faltar aos concurseiros é “A Lei do Triunfo”, de Napoleon Hiil. O autor mostra mostra, já em 1928, que estamos vivendo na era da incerteza e do desanimo e que precisamos de força em dobro e meios eficientes de luta para vencer os desafios! É sempre útil para os concurseiros descobrir e poder aplicar em suas vidas o que levou os vencedores de outras épocas, apesar de tantos obstáculos, a alcançar a vítória e a realizar os seus sonhos. Não é um livro pequeno, são 738 páginas, porém, hoje, com as técnicas eficazes de leitura dinâmica disponíveis, ler o livro vai ser o primeiro desafio a ser ultrapassado”. (Juarez Lopes, especialista em leitura dinâmica e memorização do Instituto IOM)

“Virando a própria mesa” (Ricardo Semler/Editora Rocco) – “OO livro fala sobre um jovem administrador, 28 anos, que herda uma empresa indo à falência e precisa fazer com que ela volte a ser lucrativa. Todo o processo de reestruturação do capital e de gestão de pessoas é feito com muita criatividade, inovação e talento. Tomando decisões ousadas, reestruturou a empresa, conseguindo torná-las lucrativa. Semler não reinventou a roda. Ele procurou transportar para nossa realidade métodos e sistemas que vinham sendo empregados com sucesso em países escandinavos industrializados. Outra obra que recomendo é “Metas que desafiam: a ciência dos feitos extraordinários”, Mark Murphy (Clio Editora). Segundo o autor, é preciso estabelecer metas que ponham à prova os limites da sua capacidade. Ele dá quatro dicas práticas para alcançar feitos extraordinários. O quanto você quer? Metas sinceras; Entusiasmo – Metas animadas; intensidade e determinação – Metas necessárias; Feitos extraordinários – Metas difíceis. Murphy compara a necessidade da meta com a sobrevivência: “Há rumores de que Steve Jobs trabalhava no iPad enquanto se recuperava de um transplante de fígado. O desejo de atingir as metas precisa ser muito intenso – sua sobrevivência depende de atingir estas metas”, diz o autor. (Aline Cataldi – psicóloga educacional do Universo do Concurso Publico)

Um em cada cinco adolescentes pratica bullying no Brasil

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A prática, mais comum em grupo e entre meninos, tem como vítima 7,2% dos estudantes consultados em nova pesquisa do IBGE feita com alunos do 9º ano

Foto: Thinkstock

Foto: Thinkstock

Pollyane Lima e Silva, na Veja on-line

O bullying é um dos vilões da adolescência, que envolve quase 30% dos estudantes brasileiros – seja praticando ou sofrendo a violência caracterizada por agressões verbais ou físicas, intencionais, aplicadas repetidamente contra uma pessoa ou um grupo. Mas a grande maioria desse total, 20,8%, é formada por agressores. Ou seja, um em cada cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos pratica bullying contra colegas no Brasil. O índice é destaque da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram entrevistados 109.104 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental (antiga 8ª série), de um universo de 3.153.314, grupo no qual 86% dos integrantes estão na faixa etária citada.

Os outros 7,2% são vítimas desse tipo de abuso. “A grande diferença entre os dois índices reforça a ideia de que essa é uma prática comum em grupo, geralmente, contra uma pessoa”, explica Marco Antônio de Andreazzi, gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE. O perfil dos agressores também aponta para uma predominância masculina: 26,1% dos meninos praticam bullying, em comparação com 16% das meninas. Também são eles os que mais sofrem a agressão (7,9%), em relação a elas (6,5%).

A Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (HBSC, na sigla em inglês), feita também em 2012 em 41 países da Europa e América do Norte, mostra que a prática se torna menos frequente à medida que as vítimas ficam mais velhas: 13% dos alunos de 11 anos diziam sofrer bullying na escola, número que caiu para 12% entre os de 13 anos e para 9% entre os de 15.

FONTE: IBGE

FONTE: IBGE

Uma das consequências comuns dessa violência é psicológica, e leva ao descontentamento da vítima quanto à própria imagem, por exemplo. “Tanto o déficit como, principalmente, o excesso de peso, podem gerar insatisfação e até mesmo distorções em relação à forma como o próprio corpo é percebido”, destaca o estudo do IBGE. Esse é um problema que atinge principalmente as meninas. Cerca de um terço delas (31,1%) dizia estar tentando emagrecer, mas uma proporção bem menor, de 19,1%, respondeu que se achava gorda ou muito gorda. Para acelerar esse processo, 6,4% revelaram ter chegado a induzir o próprio vômito ou tomar laxantes – prática característica de distúrbios alimentares, como a bulimia. Por outro lado, entre os meninos, a prioridade era ganhar peso para 19,6% dos entrevistados, e 8,4% deles admitiram ter recorrido a medicamentos sem orientação profissional com esse objetivo.

Saúde – Na verdade, tendo ou não crises com o próprio corpo, o que a maioria desses adolescentes precisa mudar são os hábitos alimentares. Entre os entrevistados, 41,3% contaram consumir guloseimas (doces, balas, chocolates, chicletes etc.) em cinco dias da semana ou mais. Em contrapartida, somente 30,2% afirmaram comer frutas com a mesma frequência. Já o refrigerante é presença constante na vida de 33,2% deles, e os biscoitos salgados e doces para 35,1% e 32,5%, respectivamente. Também foi questionada a oferta de alimentos nas cantinas das escolas, e constatou-se que os salgados de forno estavam disponíveis para 39,2% dos estudantes, enquanto as frutas eram acessíveis a apenas 10,8%.

Além disso, a atividade física ainda não é um hábito para a maioria dos adolescentes – mesmo que, nesse quesito, esteja incluída a aula de Educação Física obrigatória no currículo escolar. Para a pesquisa, o IBGE considerou até o percurso feito entre a casa e a escola, desde que a pé ou de bicicleta, somando no total 300 minutos por semana (cerca de 1 hora por dia, durante cinco dias). Mesmo assim, 69,9% foram considerados insuficientemente ativos ou inativos e só 30,1% foram classificados como ativos. Os meninos se movimentam quase duas vezes mais do que as meninas (39,1% ante 21,8%). Mas quando o assunto é TV, nenhum deles se salva. A PeNSE 2012 mostra que 78% deles assistem a duas horas ou mais de televisão por dia, hábito considerado extremamente sedentário. “É uma atividade muito passiva, e um estímulo ao consumo de alimentos não saudáveis”, enfatiza Andreazzi.

Violência – Os jovens entrevistados pelo IBGE também falaram sobre a violência em seu cotidiano. Cerca de 6,4% deles disseram ter se envolvido em brigas com armas de fogo nos 30 dias que antecederam a pesquisa, e 7,3% com a chamada arma branca (faca, por exemplo). Em ambos os casos, os meninos tiveram uma participação maior, 8,8% e 10,1% respectivamente, quase o dobro na comparação com elas. Os estudantes de escolas públicas também se envolvem mais em brigas do que os da rede privada: 6,7% ante 4,9%, no caso das armas de fogo. A violência, muitas vezes, começa em casa. Mais de 10% desses adolescentes disseram ter sido fisicamente agredidos por um adulto de sua família. Nesse caso, o ataque às meninas é mais comum (relatado por 11,5% delas) do que aos meninos (9,6%).

O instituto também abordou a violência no trânsito. O estudo lembra que acidentes dessa natureza “constituem uma das principais causas de morte e hospitalizações de adolescentes e jovens no Brasil”. Apesar de a legislação brasileira só permitir a condução de veículos por maiores de 18 anos – e devidamente habilitados –, 27,1% desses adolescentes com idades entre 13 e 15 anos afirmaram ter o costume de dirigir um carro. Cerca de 16% dos estudantes consultados disseram não ter o costume de usar cinto de segurança e 22,9% deles admitem ter sido transportados em um veículo dirigido por alguém que havia consumido bebida alcoólica. Itens de segurança também são dispensados no caso das motos: 19,3% declararam não usar capacete.

Mais de 70 instituições de ensino oferecem vestibular de inverno

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Estudantes que estavam indecisos no início do ano têm nova oportunidade.
Muitos dos cursos oferecidos oferecem menor concorrência.

Publicado por G1

1Mais de 70 instituições de ensino estão com inscrições abertas para o vestibular do meio do ano em todo o Brasil. As provas de inverno oferecem aos estudantes a oportunidade de tentar ingressar em uma boa universidade caso não tenham sido aprovado no vestibular de verão, descansar por alguns meses ou fazer um intercâmbio após o ensino médio, ou ainda se preparar mais meio ano para disputar o vestibular. Além disso, em alguns casos, a concorrência é menor.

A cada ano mais universidades optam por oferecer aos jovens a oportunidade de prestar vestibular no meio do ano. Isso se tornou uma excelente oportunidade para as instituições preencherem as vagas remanescentes do vestibular convencional.

O vestibular no meio do ano também é uma boa opção para quem estava em dúvida e enfim decidiu que curso fazer. “Agora existem as redes sociais, as pessoas devem procurar se informar, conversar com aquelas pessoas que já estão no mercado para ver se é isso mesmo que elas querem”, orienta Célio Tasinafo, diretor de um cursinho pré-vestibular.

Um diploma na mão pode fazer a diferença no mercado de trabalho. Levantamento do IBGE feito em 2011 mostrou que profissionais com curso superior tiveram salário 219% maior que na comparação com quem não tinha essa formação.

Quem investiu nos estudos, ganhou mais: o salário médio em 2011 para quem tinha o ensino superior foi de R$ 4.135,06 e para quem não tinha graduação foi de R$ 1.294,70. O levantamento mostra ainda que os homens tiveram ganhos 25% maiores do que as mulheres.

1A professora Margarida Limena, pró-reitora de graduação da PUC, participou de um chat ao vivo no site do Jornal Hoje e respondeu dúvidas sobre a escolha da carreira. Veja no vídeo ao lado.

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