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Que tipo de livro ler para as crianças?

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(Foto: Thinkstock)

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Pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido) constatou que as crianças assimilam menos vocabulário quando os livros infantis têm muitas figuras

Publicado na Crescer

Uma pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido), com crianças de 3 anos, constatou que, quando os livros infantis têm muitas figuras, os pequenos assimilam menos vocabulário. No experimento, um mediador leu dois tipos de livros (com texto e ilustrações), mas um com imagens só na página da direita e, outro, com imagens em ambas as páginas.

Os resultados mostraram que, no segundo modelo, as crianças ficavam um pouco perdidas e não associavam os objetos desenhados ao texto. Já quando as figuras ocupavam apenas um lado, elas armazenaram o dobro de palavras. Os pesquisadores descobriram, ainda, que se o adulto direciona o olhar dos pequenos para a palavra, apontando o objeto correspondente, esse “excesso” de imagens não interfere na aquisição de vocabulário. Mas, atenção, isso não quer dizer que a leitura precise ser sempre feita dessa maneira.

“Se, por um lado, a mediação entre a criança e o livro é fundamental para desenvolver uma cultura da leitura, por outro, desde cedo a criança é capaz de desenvolver uma leitura própria – o ler para si –, que possibilitará que ela adquira uma atitude voluntária e espontânea, em uma experiência independente, lúdica e gratificante”, explica a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Aprender novas palavras é importante, mas os desenhos estimulam a imaginação e o gosto pelas artes. Então, busque o equilíbrio, sem estresse.

4 motivos para ler (mais)

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Wanessa Magalhães, no Administradores

Há pouca novidade em afirmar que ler faz bem para o cérebro e para a vida, mas é interessante ressaltar como isso acontece, na prática, na vida de um leitor assíduo e, caso você seja daqueles que não curtem muito a leitura, convido a refletir com profundidade ainda maior.

Um primeiro grande motivo para ler (ou ler mais) é compreender que as leituras que um indivíduo realiza são uma das maiores fontes de informação, tornando o leitor mais atualizado e menos manipulável, uma vez que, quanto mais se lê, por fontes variadas e confiáveis, mais é possível desenvolver seu senso crítico e aumentar sua capacidade de análise, dando espaço a outros pontos de vista, contribuindo para formar sua própria noção da realidade. Quanto menos se lê, menos se compreende sobre o que acontece além da sua rotina, como acontece e o que se pode fazer a respeito.

Um segundo motivo para ler (mais) é saber que leitores possuem uma probabilidade maior de escreverem bem, pois a leitura melhora o vocabulário, já que quando lemos, rotineiramente encontramos novas palavras (e as aprendemos) e reforçamos no nosso cérebro a escrita correta dos vocábulos, evitando aqueles deslizes comuns que minam a credibilidade do nosso conteúdo, quando escrevemos errado.

Como se esses dois grandes motivos não bastassem para nos convencer de que a leitura precisa ser incorporada como um hábito, ainda há um terceiro, necessário aos profissionais das mais diversas áreas, inclusive conhecida como uma das características mais desejáveis pelas empresas e que os indivíduos se perdem sobre como desenvolvê-la: ler aguça a criatividade e desenvolve a capacidade de empatia.

Cada pessoa que lê o mesmo livro produz imagens mentais diferenciadas, de acordo com suas experiências e referências, o que significa que a leitura possibilita que você forme a sua própria imagem do que está sendo lido ou até crie uma própria imagem para os personagens de cada leitura, e tudo aquilo que estimula a criação de imagens mentais próprias está automaticamente desenvolvendo sua criatividade e seu modo de ver e modificar os cenários, em seu raciocínio, tornando-o mais empático e criativo para situações reais.

Além desses motivos, ainda há mais um potencialmente destacável, na prática da leitura: ler sobre a sua área de atuação é compatível com fazer cursos de aperfeiçoamento, com uma diferença: gastar bem menos ou quase nada. Penso até na possibilidade futura de que um currículo poderia abarcar os livros que o indivíduo já leu, se os selecionadores começassem a valorizar mais essa prática, e a entrevista de emprego poderia “investigar” os aprendizados proporcionados por eles (“que livro você leria novamente e por qual motivo?”, “qual a maior lição que um livro já te proporcionou?”).

Você já imaginou que a leitura de um livro, por exemplo, pode representar a mesma proporção de conhecimento aprendida num curso que você realize? Ainda mais numa realidade em que se espera cada vez mais do autodidatismo e se utilizam recursos de Ensino a Distância, com a presença reduzida ou inexistente de um tutor. É como se cada livro que você lê, da sua área de atuação, fosse mais um curso de aperfeiçoamento que você faz, embora não conte com a emissão de um certificado (e talvez por isso os livros lidos não sejam pauta nas entrevistas de emprego!). E é possível fazer isso a qualquer hora e em qualquer lugar, muitas vezes sem pagar um centavo (pegue livros emprestados ou adquira o hobby de passar uma tarde lendo, numa livraria, por exemplo!).

Imagine a quantidade de conhecimento contida num livro, cujo autor passou anos pesquisando e compilando ideias de outros especialistas, para passar para você, que lê, às vezes numa única semana, aquela obra. São conhecimentos de anos, absorvidos numa semana!

Definitivamente a leitura tem um potencial incrivelmente transformador e quem lê está à frente de quem não lê ou lê pouco. Quer uma dica? Leia mais!

5 exercícios para o cérebro sugeridos por um mestre em memória

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publicado na Época Negócios

EDCooke, CEO e cofundador do Memrise, tem uma bagagem inusitada para um empresário. Esqueça as escolas de negócios ou anos de atuação como consultor. Cooke dedicou a maior parte de seus 20 anos competindo em campeonatos de memória. Mais que isso: ganhando competições por realizar façanhas como memorizar a ordem das cartas de 16 baralhos em menos de uma hora.

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A experiência pode ser boa para a maioria dos líderes de negócios, mas foi realmente a preparação perfeita para o papel que hoje Cooke desempenha. Seu site, Memrise, é uma ferramenta para ajudar pessoas a aprender qualquer coisa – de fatos científicos a uma língua estrangeira – rapidamente, usando associações divertidas para assimilar novas palavras ou ter boas ideias.

A base da empresa é o conhecimento científico – o cofundador é o neurocientista Greg Detre – e baseia-se na mais recente pesquisa sobre aprendizado e memória assim como na expertise incomum de Cooke. A companhia está desenvolvendo um teste para descobrir quais técnicas de memorização funcionam melhor para todos.

A seguir, algumas dicas de Cooke para quem quer aperfeiçoar a própria memória, originalmente publicadas na revista Inc.

1. A chave é o lugar

Você está na cozinha e pensa: “Eu tenho que pegar minha capa de chuva no quarto”. Então, sobe as escadas em direção ao quarto. Quando chega lá, não lembra o que foi fazer. Resignado, desce as escadas. Ao fazê-lo, imediatamente lembra-se da capa de chuva. Sobe a escada outra vez, e, de novo, de um minuto para o outro, não faz a menor ideia do que está procurando. Quantas vezes você já se viu em uma situação similar a essa?

A sugestão de um campeão de memória para casos como o descrito acima é: quando pensar em pegar algo em algum lugar, imagine também o lugar. Visualize a cena completa. Assim, o novo contexto conterá a memória do que você estava procurando.

2. Treine seu cérebro

Para manter a memória afiada, as exigências são praticamente as mesmas indicadas para manter uma mente afiada: muito estímulo, manter-se intelectualmente ativo, aprender conceitos novos. Vale fazer isso enquanto preenche a palavra cruzada do jornal, enquanto conversa sobre assuntos densos, aprende um idioma ou simplesmente faz uma tarefa manual interessante. Manter-se ativo é o cerne da saúde mental e da manutenção da memória em seu apogeu, mesmo com o passar dos anos.

3. Participe de jogos mentais

Cada memória é de um tipo diferente, então não há um teste geral para avaliar sua capacidade. Mas há vários jogos científicos dos quais você pode participar. Por exemplo: peça para alguém escrever uma lista de 20 palavras, leia-as por um minuto e, em seguida, tente reproduzir as palavras na mesma ordem em que foram escritas. Acertar 14 é considerado um bom resultado.

Peça para alguém fazer outra lista com 20 números. Faça o mesmo com a imagem de dez flores e seus respectivos nomes. Ou rostos e nomes. Cada exercício irá testar um tipo de memória por vez. Quanto mais você pratica qualquer tarefa, melhor tende a desempenhá-la.

4. Repita, repita e repita

Se você precisar lembrar algo, repita-o, teste-se em relação à sua lembrança e reveja o conteúdo regularmente. Um excelente hábito é, no fim do dia, lembrar do que fez ao longo das 24 horas. A simples repetição mental das ações será suficiente para sua memória não ficar cheia de lacunas e para que você possa impulsionar sua clareza mental, em geral.

5. Conte uma história

Nós somos criaturas de narrativas, e nossa memória fica especialmente satisfeita com qualquer discurso que tenha o formato de uma história. Transforme lista de compras, intenções e cada fato em narrativas grandes ou pequenas, de acordo com o assunto. Você se lembrará de todas as partes em que prestar a atenção. Como prestar a atenção? A resposta é: sempre encontre o que considera interessante naquilo que gostaria de lembrar. Se for uma história, as experiências ganham significado e se tornam divertidas. Se for uma conversa, trabalhe sobre o que pode ser interessante em seus altos e baixos.

Boa prática.

Os 5 erros mais comuns de brasileiros ao falar inglês

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publicado no UOL

Uma piada feita pelo dono de um restaurante irlandês sobre o erro de inglês – dizer chicken (frango) quando queria dizer kitchen (cozinha) – cometido por um brasileiro em uma entrevista de emprego despertou uma forte reação nas redes sociais nos últimos dias.

Muitas pessoas se sentiram ofendidas não apenas pela piada inicial do dono do restaurante, como também com comentários posteriores feitos por ele, caçoando do nível de domínio do inglês por brasileiros – o que lhe rendeu acusações de preconceito.

“Tem um ditado que diz: nunca ria de alguém que tem inglês ruim. Significa que essa pessoa fala outro idioma”, escreveu um leitor na página da BBC Brasil no Facebook.

“Muitos jovens com quem estudei sequer falavam outro idioma e se achavam no direito de zoar o sotaque do estrangeiro e fingir que não o entendiam. Aconteceu comigo”, disse outra leitora.

Mas também houve quem achasse a piada inicial inofensiva.

“Não vi preconceito. Deve ter sido engraçado mesmo. Como também é quando meu marido, que é alemão, fala coisas erradas em português. Morro de rir”, afirmou uma leitora.

“Achei hilário. Quem nunca errou? Uma vez eu disse: ‘We must wipe the chicken straightaway’ (precisamos limpar o frango imediatamente). Meu chefe riu muito”, disse um leitor.

Polêmicas à parte, a verdade é que dominar um idioma estrangeiro não é tarefa fácil e cometer um erro pode, por vezes, podem gerar constrangimento – ou tornar alguém alvo de uma piada.

A BBC Brasil consultou professores de idiomas para identificar os equívocos mais comuns cometidos tanto por brasileiros ao falar inglês quanto por quem tem o inglês como língua nativa ao falar português.

“Mas é importante ter em mente que aprender uma língua não é simplesmente colocar etiquetas com novas palavras em coisas que já existem. É se apropriar de uma outra forma de recortar a realidade e imergir em outra cultura. Errar faz parte desse processo”, afirma Bianca Garcia, pesquisadora e fundadora da Espiral Consultoria Linguística.

Por sua vez, a educadora Maria Eugênia Sanson, diretora de soluções acadêmicas da rede de escolas de idiomas Cultura Inglesa, afirma que os alunos não devem ter medo de errar.

“O erro é necessário, porque é assim que testamos hipóteses ao aprender um novo idioma. Para avançar no conhecimento de uma língua, é preciso se arriscar.”

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AO APRENDER INGLÊS

1. Confundir palavras de grafia e pronúncia parecidas
Não apenas kitchen e chicken são um desafio. Há no inglês diversas palavras de pronúncias muito parecidas que, se trocadas uma pela outra, podem deixar uma pessoa em uma saia justa. É o caso, por exemplo, de beach (praia) e bitch (cadela).

“É preciso ensinar que há uma diferença entre vogais curtas e longas, por exemplo, que muda o sentido da palavra”, diz Rane Souza, que dá aulas particulares para brasileiros e estrangeiros.

“No português, mesmo quando temos uma vogal mais longa, algo característico da pronúncia no Nordeste, isso não altera o significado de um termo.”

Outros desafios comuns para os brasileiros são as pronúncias de word (palavra) e world (mundo); ear (orelha) e year (ano); e sheep (ovelha) e ship (navio).

“Tenho alunos de nível avançado que têm dificuldade em diferenciar world e word. Tem quem não consiga dominar isso de jeito nenhum e acaba falando a mesma palavra para diferentes significados”, afirma Souza.

2. Usar uma palavra em inglês com seu significado em português
Cair na cilada dos falsos cognatos é um dos erros mais comuns apontados por professores ouvidos pela BBC Brasil.

Trata-se de palavras em inglês com grafia bastante parecida à forma como são escritas em português, como, por exemplo, pretend (fingir), que se parece com “pretender”.

“Um aluno meu trabalhou em uma loja de uma estação de esqui em um programa de intercâmbio, onde tinha de dar informações sobre as condições da montanha”, conta Maria Eugênia Sanson, da Cultura Inglesa.

“Quando alguém perguntou se a situação estava boa para praticar o esporte, ele respondeu: ‘It depends if you are pretending to ski fast’ (Depende de se você fingir esquiar rápido). A pessoa pensou que o rapaz estava fazendo pouco caso dele. Nesse caso, ele deveria ter usado intend (pretender).”

Também se incluem nessa categoria palavras como costume (fantasia), contest (competição), collar (colarinho) e fabric (tecido).

3. Não pronunciar o dígrafo “th” corretamente
Este dígrafo não existe em português, mas é bastante comum no inglês, usado em palavras para think (pensar), thank (agradecer) e thick (grosso).

Para produzir seu som corretamente, é necessário colocar a ponta da língua nos dentes superiores, um movimento na boca que os brasileiros não estão acostumados a realizar e acabam pronunciando-o com som das letras “F” ou “T”.

“Se existe um som que você não fala normalmente e não tem um bom ouvido para captar essa diferença, é difícil mesmo reproduzi-lo”, diz Bianca Garcia, da Espiral Consultoria Linguística.

Garcia reuniu, junto com outros professores, os erros mais comuns cometidos por brasileiros – e este foi apontado por eles e outros ouvidos pela BBC Brasil de forma quase unânime como um dos principais problemas de pronúncia.

“Se você diz por exemplo ‘I’m going to thank her’ (Vou agradecê-la) e pronuncia com som de ‘T’, vira tank (afundar), e a pessoa pode entender que você ‘irá afundá-la’, o que pode ser até ofensivo”, afirma Garcia.

“Se a pessoa está no nível iniciante, não vai conseguir se explicar e sair da encrenca.”

4. Usar a preposição correta em verbos frasais
O uso de preposições no inglês é tão ou mais variado quanto no português, com uma diferença: estas palavras são usadas para compor verbos frasais, que não existem no idioma do brasileiro.

A mudança de uma preposição nestes casos altera o significado da expressão, como, por exemplo, em look out (ter cuidado) e look into (verificar).

“Por conta dessa pluralidade de sentidos gerada por uma infinidade de combinações possíveis, é preciso ter atenção redobrada ao usá-los”, afirma a professora Rane Souza.

“Se você trocar o verbo make up (inventar ou fazer as pazes) por make out (ficar, no sentido de namorar), este erro pode colocar a pessoa numa situação difícil.”

5. Traduzir diretamente do português
Ao aprender inglês, é preciso ter em mente que algumas expressões ou construções do português não existem no outro idioma.

É comum, principalmente entre brasileiros começando seus estudos, recorrer ao repertório de sua língua nativa ao falar inglês.

É o caso por exemplo de locuções verbais, como quando dizemos “vou ver/falar com minha mãe”, que alguns alunos acabam traduzindo diretamente para I go see my mother ou I go talk to my mother, quando o correto seria I’m going to see/talk with my mother.

Esse erro também é bastante comum no emprego de gírias e expressões idiomáticas.

“A pessoa diz que vai ‘break the branch’ (quebrar o galho), ‘make beatiful’ (fazer bonito) ou que alguém ‘stepped on the ball’ (pisou na bola), sem perceber que é necessário adaptar expressões”, afirma Sanson.

Um de seus alunos fez uma tradução literal assim quando estava viajando e, em uma boate, acabou se envolvendo em uma discussão.

“Ao ser retirado da boate por um segurança, ele gritava: ‘I don’t have cockroach blood!’ (Eu não tenho sangue de barata). Ninguém entendeu nada, é claro.”

Cientistas desbloquearam um estado infantil de aprendizagem rápida no cérebro adulto

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Publicado por Hypescience

As crianças são como esponjas que absorvem todo e qualquer estímulo que recebem. Não é novidade para ninguém que essa é a fase da vida em que mais aprendemos e mais temos facilidade em aprender, sejam novas habilidades, novas palavras, novos movimentos.

Isso porque, quando somo crianças, nossos cérebros são capazes de formar novas conexões neurais de forma extremamente rápida. Essa é uma habilidade conhecida como “plasticidade”, que nos permite aprender dentro de poucos anos a andar, falar e nos comportar como seres humanos.

O que também não é novidade para ninguém é que. à medida que envelhecemos, esta capacidade vai gradativamente desaparecendo e, infelizmente, isso faz com que a gente demore mais tempo para aprender coisas novas. Você sabe do que eu estou falando, não?

Aprender inglês no ensino fundamental parece tão simples quanto natural. Depois de adulto, o bicho pega.

A boa notícia é que agora, cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, conseguiram “desbloquear” essa plasticidade do cérebro infantil nos cérebros de camundongos adultos, interferindo com uma proteína conhecida como PirB (ou LilrB2 em seres humanos).

A descoberta é muito emocionante, uma vez que não só poderia levar a novos medicamentos para melhorar a mente dos adultos, como também poderia nos ajudar a descobrir como tornar o cérebro mais maleável e capaz de se recuperar de danos sofridos ao longo do tempo.

O que é PirB e o que tem a ver com aprendizagem?

PirB é um receptor que, tanto em ratos como nos seres humanos, parece estabilizar conexões neurais. Isso é extremamente útil, uma vez que nos ajuda a armazenar informações e habilidades, mas também parece nos impedir de aprender rapidamente.

No experimento, uma equipe de cientistas liderada pela neurobióloga Carla Shatz interrompeu a expressão do receptor PirB no córtex visual do cérebro dos ratos, através de técnicas de engenharia genética ou por meio de uma droga conhecida como sPirB – uma forma solúvel de PirB que inunda a corrente sanguínea e se liga com todo o PirB disponível antes que a proteína tenha qualquer chance de fugir.

Estes ratos, bem como um grupo de controle, foram então forçados a usar apenas um olho – algo que requer que seus cérebros se reconectem internamente a fim de recuperar a visão normal. Em ratos que tiveram atividade PirB interrompida, os circuitos neurais foram reformados mais rapidamente, e a visão normal foi restaurada muito mais rapidamente do que nos ratos cujo PirB estava funcionando normalmente.

Enquanto este é um resultado realmente incrível que parece abrir um mundo de possibilidades, temos que ter muita calma. Afinal, infelizmente as coisas não são tão simples nos seres humanos. Nós temos cinco versões diferentes da proteína LilrB2, e os cientistas agora vão ter que trabalhar a fim de desbloquear benefícios semelhantes em nossos cérebros.

E, claro, ainda terão que observar os efeitos secundários que bloquear a atividade desta proteína terá em seres humanos.

Mas, de qualquer forma, é importante notar que essa pesquisa nos ajudará a entender mais sobre como o cérebro aprende, e também o que faz com que o aprendizado desacelere com o tempo.

A proteína LilrB2 tem sido associada à doença de Alzheimer em humanos e, no futuro, um medicamento semelhante ao testado nesta experiência poderia potencialmente ajudar as pessoas com essa condição.[sciencealert]

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