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Antonio Fagundes vive dono de editora em ‘Bom Sucesso’ e dá dica: trocar WhatsApp por livros

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Antonio Fagundes em ‘Bom Sucesso’ — Foto: Globo/João Cotta

 

Ator de 70 anos contracena com Grazi Massafera na nova novela das 19h da Globo.

Patrícia Teixeira, no G1

Antonio Fagundes será Alberto Prado Monteiro, dono de uma grande editora, em “Bom Sucesso”. A nova novela das 19h da Globo estreia em 29 de julho.

O personagem começou vendendo enciclopédias de porta em porta, comprou uma editora e foi crescendo. O mercado muda, mas ele não altera sua linha editorial. A novela começa quando ele está passando por problemas com a editora, além do diagnóstico de uma doença terminal.

Prático e ranzinza, Alberto é pai de Marcos (Romulo Estrela) e Nana (Fabiula Nascimento), bem diferentes entre si. Ele passa a viver melhor quando conhece Paloma (Grazi Massafera), que o ensina a redescobrir os pequenos prazeres da vida. Eles se conhecem a partir de uma situação inusitada.

“O grande problema é que nessa troca de exames o personagem da Grazi recebe o exame dele, dizendo que ela tem seis meses de vida”, explica Fagundes.

“Mas logo que eles descobrem essa troca… Esse é o grande interesse da novela, porque aborda esse aspecto da vida e da morte de uma forma diferenciada, com um certo frescor. É uma coisa que a gente quase nunca fala.”

Fagundes diz que é natural e até um pouco engraçado não querer falar da velhice e da morte. “Se a velhice chegar é porque nós não morremos. Se não chegar é porque morremos antes. Essas duas coisas são bastante presentes na vida da gente a partir dos 20 anos.”

Antonio Fagundes e Grazi Massafera em ‘Bom Sucesso’ — Foto: Globo/João Cotta

O ator de 70 anos elogia Grazi: “Ela é uma gracinha de pessoa e uma atriz ótima.”

Mas além do elenco, chama atenção também o cenário da novela. “Eu já falei que vai ficar um buraco [nas estantes], porque vou roubar uns livrinhos de vez em quando”, diz, rindo um pouco.

“Tudo está na cabeça. Temos tudo ao alcance das mãos, inclusive esses aparelhinhos [risos]. Se parar para pensar, o tempo que você leva limpando o WhatsApp, e tem que fazer senão fica muito carregado, mais ou menos, dá umas duas ou três horas por dia. Se você ler durante duas ou três horas por dia qualquer livro, você vai ler dois ou três livros por semana.”

Mas como cuidar da sua saúde e do seu bem-estar? “Eu confesso que sempre fui muito preguiçoso, nunca fiz exercícios. Mas agora comecei a fazer um pouquinho, porque começou a dor nas costas. Tem uma frase do Oscar Wilde que eu adoro, ele dizia assim: ‘tudo com moderação, inclusive a moderação’. Essa frase define o que eu quero para a minha vida.”

Livros de Machado de Assis ajudaram autor da novela das sete a criar diálogos exóticos entre os personagens

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Machado de Assis | Reprodução

Publicado no TNH1

Os “congelados” da novela “O Tempo Não Para” (Globo), que acordaram mais de cem anos depois de “caírem no sono”, não tiveram que se adaptar só às roupas e aos costumes dos tempos modernos. A novela mostra com bom humor que a língua portuguesa falada hoje é totalmente diferente da usada durante o século 19. Um exemplo: no leilão de joias de Cesária (Olívia Araújo), Agustina (Rosi Campos), ao ver os lances dados pelas peças, solta a frase: “Vai encher a burra de cobres!”. Damásia (Aline Dias), agora escrava liberta, não percebe o quanto é explorada por Coronela (Solange Couto) e, quando Elmo (Felipe Simas) questiona o contrato das duas, a mocinha diz com firmeza: “Sinhá tem razão, estou apalavrada com ela”.

Diferentemente de se aproveitar de diálogos de outras novelas de época, o autor Mário Teixeira conta que se preocupou em usar palavras mais coloquiais, utilizadas no dia a dia daquele século. “Algo que me seduz muito é quando as palavras fogem do dicionário”, conta o autor, lembrando que algumas citadas pelos “congelados” nem no dicionário ele encontrou. “Só entendi o termo após me aprofundar no contexto”, completa. E revela suas fontes. “Usei basicamente os livros da época, o ‘Quincas Borba’ [1891], o ‘Memorial de Aires’ [1908], livros do Machado de Assis, que têm mais a temperatura das ruas, menos intimistas que os livros mais conhecidos dele.” Com o decorrer da trama, os personagens devem soar mais modernos, mas é difícil que percam sua essência. “É normal que incorporem termos, mas sem jamais perder a identidade léxica do seu tempo.” E vão continuar distribuindo amor, como disse Paulina (Carol Macedo) a Marocas, sua amiga do século 19. “Você diz muitas palavras difíceis, mas te entendo no olhar”.

“Orgulho e Paixão” faz disparar procura por livros de Jane Austen nas livrarias

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Casal Emma e Ernesto caiu no gosto do público

Publicado no UOL

Sendo finalizada nesta segunda-feira (24), a novela “Orgulho e Paixão” fez aumentar a procura e as vendagens de obras da escritora inglesa Jane Austen, que serviu de inspiração para a criação do folhetim de Marcos Bernstein, que agradou público e crítica.

Em sites de livrarias, como Saraiva e Cultura, dois livros de Austen aparecem na lista de mais vendidos: “Razão e Sensibilidade”, de 1811, e “Orgulho e Preconceito”, de 1813.

Além disso, em lojas físicas, Jane voltou a ter seus livros na prateleira dos mais vendidos, além de outros que não estão nesta lista colocados em posições estratégicas para o público, como na vitrine principal de entrada das lojas.

 

Foi isso que o NaTelinha encontrou em duas grandes livrarias do Brasil. A primeira é um estabelecimento da Livraria Saraiva, localizada no Shopping da Bahia, em Salvador (BA), o maior do estado. Lá, os livros “Emma”, “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito” tinham alto destaque na vitrine.

Já a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a maior da empresa em todo o Brasil, também expõe com destaque os três livros de Austen, além de outros três usados como base para a novela das 18h da Globo: “Lady Susan” (1871), “A Abadia de Northanger” (1818) e “Mansfield Park” (1814).

Por fim, o NaTelinha também visitou a Livraria Saraiva do Shopping Riomar, em Aracaju (SE), e viu “Emma” e “Orgulho e Preconceito” na estante dos mais vendidos. Entrevistamos Fernando Silva, gerente da loja, que confirmou o aumento da procura.

“Teve um aumento significativo, principalmente entre jovens. A novela ajudou muito nisso”, afirmou. Ele também diz que a loja fez um reforço de estoque por causa disso: “Pedimos pelo menos mais duas remessas de ‘Emma’, que tem saído acima até de ‘Orgulho e Preconceito’, que é o mais conhecido dela”.

De fato, quem tem sido redescoberto pelo público é “Emma”. Na trama, ela é interpretada por Agatha Moreira. No decorrer do folhetim, o seu par romântico com Ernesto (Rodrigo Simas) decolou nas redes sociais, o que pode ajudar a explicar o crescimento nas vendagens.

“O casal ter emplacado foi bom mesmo, porque ‘Emma’ tem saído muito. E muito adolescente mesmo, pré-adolescente, tem vindo comprar o livro”, conclui o gerente. O fato é que Jane Austen chegou em um novo público e passou a ser interessante para gente que sequer conhecia seu universo.

“Orgulho e Paixão” terminará sua trajetória com 22 pontos de Ibope na Grande São Paulo. Ela dará lugar para “Espelho da Vida”, novela de Elizabeth Jhin que conta com Vitória Strada, Rafael Cardoso, João Vicente de Castro e Alinne Moraes nos papéis principais.

Orgulho e Paixão: novela das 18h é releitura de obras de Jane Austen

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A família Benedito: Felisberto (Tato Gabus Mendes) , Ofélia (Vera Holtz) Jane (Pamela Tomé), Cecília (Anaju Dorigon), Elisabeta (Nathalia Dill), Lidia (Bruna Griphão) e Mariana (Chandelly Braz). Divulgação/Globo/Marília Cabral

Com referências a Orgulho e Preconceito, Emma, Razão e Sensibilidade e A Abadia de Northanger, a novela estreia na próxima segunda

Clara Campoli, no Metrópoles

Um mundo em que Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito (1813), é a melhor amiga de Emma Woodhouse, de Emma (1815). Essa é a premissa da nova novela das 18h da Globo, Orgulho e Paixão, com estreia marcada para 12 de março. O enredo consiste em uma adaptação livre dos romances de Jane Austen, numa mistura de personagens e roteiros impossíveis nas obras originais.

Embora os livros da autora se passem nas primeiras décadas do século 19, a novela da Globo acontece 100 anos depois, no período da indústria do café. O enredo principal vai se concentrar na releitura do mais famoso romance de Austen, Orgulho e Preconceito. Na versão brasileira, Ofélia e Felisberto Benedito (Vera Holtz e Tato Gabus Mendes) serão os pais de cinco moças: Jane (Pâmela Tomé), Elisabeta (Natalia Dill), Mariana (Chandelly Braz), Cecília (Anaju Dorigon) e Lídia (Bruna Griphão).

Como no original de Jane Austen, Ofélia vive em função de conseguir bons casamentos para as filhas. Na novela, no entanto, ela conta com a ajuda de ninguém menos que Ema (Agatha Moreira) – o nome em português perdeu um “m” –, a herdeira de um magnata (na novela o personagem é seu avô Afrânio, vivido por Ary Fontoura). A jovem aposta em seus dotes casamenteiros para conseguir bons enlaces para as amigas.

Os romances estão traçados, em sua maioria, como nos livros: Thiago Lacerda viverá Darcy, um rico e orgulhoso empresário que, contra todas as chances, se encanta pela aventureira Elisabeta. Seu melhor amigo, o apaixonante Camilo (Maurício Destri), é a releitura de Charles Bingley, o grande amor da encantadora Jane. A mãe de Camilo, Julieta (Gabriela Duarte), é uma interpretação mais jovem de Lady Catherine de Bourgh, a tia elitista de Fitzwilliam Darcy.

A terceira filha Bennet a ter uma releitura fiel é Lídia, a caçula. No romance, a garota de 15 anos não é muito ajuizada e, sucumbindo aos encantos de um forasteiro mal intencionado, acaba fugindo com ele. O vilão, no original George Wickham, chama-se Diogo Uirapuru (Bruno Gissoni) e vai, de início, disputar as atenções de duas irmãs Benedito. No livro, Wickham paquera com Elizabeth antes de raptar Lydia.

Confira as adaptações:

Acontece que na versão global, o tímido Randolfo (Miguel Romulo) é apaixonado pela irmã mais nova. Resta saber se o destino da garota será triste como o do romance original ou se ela conseguirá escapar do casamento forçado com Uirapuru.

A casamenteira
A Ema da novela é rica, divertida e, como se ocupa de cuidar do avô, prefere não pensar em um romance para si. Sua atividade favorita, no entanto, torna-se ficar por dentro dos mexericos da cidade e formar enlaces amorosos para as amigas.

Na produção global, o personagem Jorge (Murilo Rosa) é apaixonado pela jovem, mas acaba se casando com Amélia (Leticia Persíles) por insistência de Ema. A esposa tem uma doença terminal e incurável, o que deve intensificar o drama nesse triângulo amoroso.

Romances misturados
Outros dois famosos romances de Austen serão homenageados nas histórias das outras duas meninas Benedito. Mariana é uma mistura de Kitty Bennet e de Marianne Dashwood, de Razão e Sensibilidade (1811). Kitty é a grande companheira de Lydia, mas não se mete em encrencas como a irmã. Já Marianne é uma jovem bela e romântica, que se emociona ao tocar piano e recitar poesias. Sonha com um amor aventureiro e fogoso, por isso cede aos encantos de um aproveitador, Willoughby.

Por fim, a Marianne do romance acaba descobrindo que o amor verdadeiro pode estar na constância dos pequenos gestos: se casa com o Coronel Brandon, um homem mais velho. A Mariana da novela parece seguir o mesmo caminho, já desinteressada pelo apaixonado Coronel Brandão (Malvino Salvador).

Por fim, Cecília Benedito, a traça de livros, é uma mistura de Mary Bennet e de Catherine Morland, a tola protagonista de A Abadia de Northanger (1817). A primeira é a mais tímida das cinco irmãs Bennet, detesta bailes e acredita que existem formas mais eficazes de interação social. Catherine, por sua vez, é personagem de uma paródia dos romances góticos – famosos entre os jovens da época.

Quando idealizou A Abadia de Northanger, Jane Austen estava enfastiada do tipo de livros que mulheres liam e escreviam naquela virada de século: eram romances tolos, com toques de mistério pastelão e heroínas sem grande carisma. Ela escreveu as desventuras de uma jovem de classe baixa que se hospeda em uma misteriosa propriedade depois de fazer amizade com os herdeiros.

A Cecília da novela é descrita como uma fã de livros de mistério, dedica a criação de teorias para absolutamente tudo. Interessada pelo belo Rômulo (Marcos Pitombo), ela desconfia que o pai dele, Tibúrcio (Oscar Magrini), tenha algum envolvimento com o sumiço da esposa.

Próxima novela das seis, “Orgulho e Paixão” é baseada em obras de Jane Austen

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Nathalia Dill assume o papel de protagonista na trama que se passa no início do século 20
Foto: Raquel Cunha / Globo

Publicado no ClicRBS

De um lado, uma jovem camponesa que precisa aprender a se entregar à paixão. Do outro, um aristocrata que precisa vencer o orgulho e acreditar que o amor pode superar as diferenças sociais. Orgulho e Paixão, nova novela das seis da Globo, é baseada não em um, mas em quatro livros da escritora inglesa Jane Austen.

Com previsão de estreia em março deste ano, a novela escrita e dirigida por Marcos Bernstein traz os atores Nathalia Dill e Thiago Lacerda como os personagens Elisabeta e Darcy, casal protagonista da trama que se passa no início do século 20.

Mas ela é uma jovem com desejos de liberdade e não de casamento — comportamento que bate de frente com os planos de sua mãe, interpretada pela atriz Vera Holtz.

A matriarca vivida por Vera Holtz vai fazer de tudo para ver as filhas bem-casadas Foto: João Miguel Júnior / Globo

Mãe de cinco meninas, Ofélia quer ver todas com matrimônio marcado, e fará de tudo para conseguir bons partidos para as herdeiras, interpretadas pelas atrizes Chandelly Braz, Pamela Tomé, Anaju Dorigon, Bruna Griphão e a própria Nathalia Dill.

Milionário e de bons modos, o galã Darcy vai se sentir contrariado com a presença da camponesa Elisabeta, que além de não sonhar com casamento, é dona de um comportamento espontâneo.

O ricaço Darcy, vivido pelo ator Thiago Lacerda, não esperava se encantar por uma camponesaFoto: João Miguel Júnior / Globo

Gravada nas cidades de Vassouras e Valença, no interior do Rio de Janeiro, a novela traz os casarões das fazendas de café do século passado. Na história, as localidades receberam o nome fictício de Vale do Café. Segundo a coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a novela é inspirada nos livros Orgulho e Preconceito (1813), Razão e Sensibilidade (1811), A Abadia de Northanger (1818) e Emma (1815). Além da trama central focada no romance entre uma mulher libertária e um homem conservador, a novela traz questões atuais como feminismo e crise financeira.

Gabriela Duarte integra elenco da novelaFoto: Mauricio Fidalgo / Globo

Em seu elenco também estão os atores Gabriela Duarte, Malvino Salvador, Alessandra Negrini, Ary Fontoura, Tato Gabus Mendes, Murilo Rosa, entre outros.

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