Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged novos autores

Casa França-Brasil recebe o ‘1º Salão do Livro’

0

Evento estará disponível até a próxima quarta-feira (4)

Publicado em O São Gonçalo

A Casa França-Brasil, no Centro do Rio, recebe o I Salão Internacional do Livro até o dia 4 de abril. Além de apresentar diversas obras do Brasil e do exterior, o evento conta com palestras sobre literatura e o mercado editorial. Há também uma grande homenagem ao poeta e escritor Ferreira Gullar, falecido em 2016.

O evento é aberto ao público e com entrada franca. Organizado pela ZL Editora, o projeto internacional existe há mais de 7 anos e já foi realizado em Nova York (EUA), Lisboa (Portugal), Berlim (Alemanha), em algumas cidades da França e em Montreal (Canadá). Segundo a idealizadora, a escritora Jô Ramos, os salões de livros surgiram da necessidade de divulgar o autor independente e as pequenas editoras, ambos sem acesso ao circuito oficial literário brasileiro.

“É um estímulo para preservação da nova literatura e dos novos autores. Em quase uma década de trabalho, conseguimos reunir mais de dois mil autores. Além disso, mais de cem mil visitantes tiveram a oportunidade de conhecer novas obras literárias de escritores independentes”, contou.

Jô comenta ainda que o projeto consegue divulgar de maneira mais ampla a língua portuguesa e vários autores brasileiros no exterior. “Queremos não só levar a literatura brasileira para diversos cantos do planeta. O nosso foco é dar voz e visibilidade aos novos autores”.

Goodreads aposta em retrospectiva do ano em livros

0

10-livros-que-podem-te-ajudar-a-ficar-rico-em-2016-notic

Plataforma aposta em novidade e permite que seus usuários revejam seu ano em livros.

Thais Souza Passos, no Blasting News

Agora é possível fazer a sua própria retrospectiva do ano, só que em #Livros. O Goodreads, rede social norte-americana destinada a #Leitores de livros, revistas e jornais, lançou no início deste mês o My Year in Books, que permite ver e relembrar o conteúdo lido por seus usuários desde o início do ano. O site permite também ver quantas páginas foram lidas e até qual livro foi o mais bem classificado dentre os lidos pelos usuários.

É possível ainda ver os mais recentes lançamentos do mundo editorial, curiosidades sobre os autores e quantos leitores já leram e classificaram determinado título.
O que é essa rede social?

Goodreads é uma empresa fundada a partir de uma startup em 2007. Com o intuito de reunir resenhas e comentários sobre livros, em um único site, e de aproximar ainda mais os autores e seus leitores, a empresa hoje forma um rico ecossistema, que envolve autores, editores e leitores, e que permite a interação entre eles, e que mais tarde foi integrado por varejistas e comprado pela Amazon, a gigante editorial que permite que autores se auto-publiquem.

Estima-se que a cada segundo, quatro livros são descobertos no Goodreads, e, desde sua criação, a plataforma apresentou um crescimento exponencial, passando dos 525 milhões de livros cadastrados.

Com o lema “O livro certo, nas mãos certas, pode mudar o mundo”, o site permite a interação entre diversas redes sociais, como o Twitter, Facebook e até a conta da Amazon. A plataforma serviu ainda de inspiração para outras redes sociais genéricas, como a brasileira Skoob e a alemã Readageek, que permitem, dentre as diversas opções de marcação de livros, marcar como “relendo”, “abandonei” e até mesmo excluir o livro da sua estante.
Principais problemas da plataforma

Um dos principais problemas enfrentados pelos usuários desta rede social é a falta de opção na hora de marcar um livro. Diferentemente de sua versão brasileira, o Goodreads carece de outras opções além de “Lido” ou mesmo “Lendo”. Enquanto o Skoob apresenta as opções “Relendo” e “Abandonei”, o Goodreads perde pontos nesse quesito.

Porém, compensa apresentando outras opções, como montar uma meta de leitura com um número indeterminado de livros, ou seja, o usuário pode ler quantos livros quiser durante o ano todo e todas as obras lidas entram na meta, chamada no site de Reading Challenge (Desafio de Leitura).

Outra dificuldade encontrada é a falta de autores estrangeiros no catálogo do site. Mesmo possuindo um vasto números de livros e autores cadastrados, por muitas vezes, usuários estrangeiros não conseguem encontrar autores de seus países ou de outras localidades.

Mas, apesar de todos os problemas, a plataforma se sustenta como uma das maiores e mais acessadas de todas por um público que procura suas próximas leituras, encontrar outros leitores e novos autores e até buscar conhecer mais sobre determinado autor.

Seguindo à risca seu lema, o Goodreads compensa tanto na facilidade do acesso quanto em qualidade em suas publicações e em seu catálogo, e é uma ótima dica para quem se interessa pelo mundo editorial e suas #Novidades.

Apesar de revelar novos autores, autopublicação ainda gera pouco lucro

0

Origem de autores como E.L. James, iniciativa sofre com baixa remuneração e visibilidade

O popular e-book Kindle - / AFP

O popular e-book Kindle – / AFP

Publicado em O Globo

FRANKFURT — Para qualquer escritor frustrado por rejeições de editoras ou querendo cortar intermediários, nunca houve um momento mais fácil (ou mais barato) de ser um autor autopublicado. Uma série de plataformas gratuitas oferecidas por Amazon, Apple e serviços como o Smashwords criaram novas oportunidades e um enorme mercado — tanto para desconhecidos que galgam lugares mais altos quanto para escritores estabelecidos.

Louvada por alguns (pois teria democratizado o mercado), e criticada por outros (porque teria banalizado a cultura literária), a autopublicação transformou a ideia de o que significa ser um escritor. O ato de enviar um arquivo PDF e gastar um pouco com o design da capa pode transformar qualquer um em um autor publicado através de uma plataforma de livros digitais como o Kindle, da Amazon, recebendo até 70% do preço de capa.

Este fenômeno reflete uma eliminação do papel tradicional das editoras — fazer a seleção entre vários manuscritos, editar os selecionados e criar o pacote, fazer o marketing e distribuir o livro finalizado. Elas, no entanto, não estão muito preocupadas. A autopublicação pode funcionar a favor das companhias também.

A escritora E.L. James é um exemplo. Seu mega-seller “Cinquenta tons de cinza” foi autopublicado. A obra foi então selecionada pela Random House e se tornou um livro físico — que hoje acumula centenas de milhões de exemplares vendidos, somando-os com os digitais. No Brasil, fato semelhante aconteceu com a brasileira Camila Moreira, que com “O amor não tem leis”, erótico a la “Cinquenta tons”, era autopublicada e acabou contratada pelo selo Suma de Letras, da Objetiva.

Jeff Bezos revolucionou o mercado editorial e inovou no varejo digital - Terceiro / Agência O Globo

Jeff Bezos revolucionou o mercado editorial e inovou no varejo digital – Terceiro / Agência O Globo

No entanto, poucos escritores autopublicados veem este tipo de sucesso. Mas aqueles que promoverem ativamente seus próprios trabalhos e definirem preços com perspicácia — às vezes tão baixos quanto 99 centavos por cópia — podem conseguir uma audiência de massa.

“Muitos livros autopublicados, embora não atendam os padrões que as editoras estabelecidas desejam, são bons o bastante”, diz o editor-chefe da revista online Publishing Perspectives, Edward Nawotka, durante a Feira do Livro de Frankfurt, maior congregação do mercado editorial. “Eles têm preços em um ponto que atende a demanda do leitor. Acredito que isso tenha ampliado o mercado para outro tipo de livros.”

Para se conseguir viver da escrita é preciso “uma sorte incrível, ou determinação e senso de negócios”, afirma a escritora alemã de ficção Ina Koerner. Ela vendeu mais de 300 mil livros pela Amazon sob o pseudônimo Marah Woolf.

“Você tem que entregar um livro a cada meio ano, caso contrário será esquecido”, diz a autora de 42 anos, mãe de três filhos. “Eu escrevo para um mercado e o livro é um produto.”

Se os resultados pessoais são pouco efetivos, o aumento pela procura é marcante. Em 2014, cerca de meio milhão de títulos foram autopublicados somente nos Estados Unidos, um aumento de 17% na comparação anual e um salto de 400% frente a 2008, de acordo com um relatório publicado na semana passada pela empresa Bowker. O que resta saber é se, com a procura, quando os escritores do formato verão vantagem econômica.

Go to Top