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Templo do livro, modelo em xeque

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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais – e o seu incontornável impacto na formação de leitores

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.

Márcio Fernandes/AE Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

“A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil”, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais – algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.

Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.

Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.

O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.

De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos – caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras. (mais…)

Interesse estrangeiro leva editoras a ampliar catálogo de ficcionistas nacionais

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Poucos escritores não gostariam de passar pelo dilema que atormentou Andrea del Fuego, 37, no fim do ano passado: avaliar ofertas de mais de cinco editoras para decidir qual publicaria seu novo romance. Quem levou foi a Companhia das Letras, que planeja o título para abril.

Dias atrás, foi a vez de Edney Silvestre, 62. Com dois livros pela Record, recebeu propostas de mais duas casas para sua nova ficção. O valor de adiantamento de direitos autorais chegou a seis dígitos, fenômeno raro para um romance nacional. Escolheu a Intrínseca, que planeja “Vidas Provisórias” para agosto.

Os casos acima ainda são exceções. Ao contrário do que já ocorria com a não ficção nacional, títulos isolados de ficção não costumam gerar disputas –especialmente quando os autores são relativamente novos na área, como Del Fuego e Silvestre.

Mas os exemplos são simbólicos do momento que a literatura nacional vive hoje, com a ampliação do interesse das editoras pelo que se produz atualmente no país.

A escritora Andrea del Fuego em sua casa em São Paulo - Eduardo Knapp/Folhapress

A escritora Andrea del Fuego em sua casa em São Paulo – Eduardo Knapp/Folhapress

O novo romance de Silvestre junta-se ao de Letícia Wierzchowski na estreia da Intrínseca na ficção nacional -o da gaúcha, ainda sem título, está previsto para junho. A editora também contratou um romance de Miguel Sanches Neto, que deve sair no ano que vem.

A Companhia das Letras deve dobrar seu número de romances nacionais neste ano. Será mais de um por mês, podendo alcançar o total de 16, se Chico Buarque e Milton Hatoum entregarem os seus.

A Record, casa das que mais investem em nacionais, costuma chegar a 20 ao ano.

Com as contratações das editoras Heloisa Jahn e Marta Garcia, que na Companhia das Letras trabalharam grandes obras nacionais, a Cosac Naify planeja aumentar a frequência de sua ficção brasileira, que nunca foi regular.

“Vamos nos organizar assim que a Marta começar a trabalhar com a gente, no dia 18. Queremos reservar espaço para seis ficções de autores nacionais contemporâneos por ano”, diz a diretora editorial Florencia Ferrari.

A Globo, que tem no catálogo quase só infantojuvenis entre os ficcionistas nacionais em atividade, vem sondando nomes. Já fez alguns convites.

REFLEXO

Considerando que a ficção feita hoje no país não costuma vender mais que poucos milhares de cópias, impressiona o interesse de um mercado que se acostumou a comercializar centenas de milhares de seus best-sellers.

Para editores, o olhar internacional fez casas nacionais perceberem a importância de oferecer um catálogo de autores locais. O interesse estrangeiro foi estimulado pelo anúncio do Brasil como convidado de honra em 2013 da Feira de Frankfurt, maior evento editorial do mundo.

“Somos um raro caso de país que não consome a literatura local. O bom editor sabe que isso é anomalia e aposta na mudança”, diz a agente literária Luciana Villas-Boas, que atende 40 autores, incluindo Edney Silvestre.

Luciana, que por 15 anos foi diretora editorial da Record, é também personagem desse cenário. Em 2012, ao abrir sua agência, chamou atenção ao declarar foco na produção nacional, enquanto o mercado ansiava por aquisições estrangeiras.

Acabou se antecipando a outras agências, como a de Marianna Teixeira Soares, ex-Rocco e Ediouro, hoje com 20 autores. As agências se tornaram mais um filtro para seleção de nomes por editoras.

“Sempre buscamos nacionais por uma questão de prestígio”, diz Otávio Marques da Costa, publisher da Companhia das Letras, “mas é inegável que há uma boa safra”.

A editora agora busca ampliar as vendas. “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera, saiu há dois meses com 8.000 cópias, mais do dobro da tiragem média de romances nacionais, que costumam demorar anos a esgotar. Já vendeu mais de 11 mil.

Embora a ficção adulta de autores em atividade não seja o centro das compras de livros por governos estaduais e federal, que tendem a preferir clássicos e infantojuvenis, ela tem surgido nas listas.

O maior programa do gênero, o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), investiu R$ 75 milhões, entre aquisição e distribuição, na edição de 2013. “Pó de Parede” (Não Editora), de Carol Bensimon, foi um dos contemplados, com 29 mil cópias.

Os governos selecionam títulos por meio de comissões de especialistas e costumam comprá-los com descontos de até 90%. Para as editoras, vale pela quantidade, bem superior à que os títulos alcançam em vendas nas livrarias.

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ROMANCES QUE VÊM POR AÍ
Alguns títulos previstos por grandes editoras para 2013

ALFAGUARA
“Hanói”, Adriana Lisboa
“Divórcio”, Ricardo Lísias
“Esquilos de Pavlov”, Laura Erber
“A Travessia de Suez”, Reinaldo Moraes
“Noites de Alface”, Vanessa Barbara
“Papis et Circenses”, José Roberto Torero

COMPANHIA DAS LETRAS
“Machu Picchu”, Tony Bellotto
“A Tristeza Extraordinária do Leopardo-das-Neves”, Joca Reiners Terron
“Terceiro Tempo”, Marcelo Backes
“Digam a Satã que o Recado Foi Entendido”, Daniel Pellizzari
“Ithaca Road”, Paulo Scott
“Edifício Midori Filho”, Andrea del Fuego
“República das Abelhas – a Família Política de Carlos Lacerda”, Rodrigo Lacerda
Carlos de Brito e Melo1, Simone Campos1, Juliana Frank1, Sérgio Rodrigues1, Carlos de Brito e Melo1, Luiz Ruffato1, Bernardo Carvalho1, Chico Buarque2 e Milton Hatoum2

COSAC NAIFY
“Pessoas que Passam pelos Sonhos”, Cadão Volpato
João Anzanello Carrascoza1

INTRÍNSECA
“Vidas Provisórias”, Edney Silvestre
Letícia Wierzchowski1

RECORD
“O Brasil”, Mino Carta
“Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada”, Elisa Lucinda
“Tangolomango: Ritual das Paixões deste Mundo”, Raimundo Carrero
“Vila Vermelho”, Jeter Neves
“Só o Pó”, Marcelino Freire
“Carta ao Filho”, Betty Millan
“Cardano”, Raul Emerich

ROCCO
“As Pequenas Mortes”, Wesley Peres
“Os Olhos de Touro São”, Ieda Magri
“Terra de Casas Vazias”, André de Leones
“Flores sem Folhas”, Natália Nami
“Aldeia do Silêncio”, Frei Betto
“A Querida Saiu”, Luciana Pessanha
“Enquanto Ela Contava Histórias”, José El-Jaick
“As Mil Mortes de César”, Max Mallmann

1 Título do romance indefinido
2 Pode ficar para 2014 e tem o título indefinido

dica do Tom Fernandes

Empresa paga 14º salário para funcionário que lê um livro por mês

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Cristinei Melo, presidente do Grupo Cometa, diz que funcionários estão mais qualificados após as leituras

Cristinei Melo, presidente do Grupo Cometa, diz que funcionários estão mais qualificados após as leituras

Larissa Coldibeli, no UOL

Uma empresa com sede em Cáceres (MT) encontrou uma forma de aumentar as vendas, ampliar o conhecimento dos funcionários sobre o negócio e melhorar o relacionamento entre eles com a criação de um programa de leitura. Para incentivar a participação, a rede de concessionárias Cometa paga um 14º salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a unidade do empregado bata as metas de vendas e administrativas.

O principal objetivo do programa “Cometa Leitura” é o desenvolvimento profissional, por isso, é comum que líderes recomendem leituras para desenvolver certas habilidades nos funcionários e vice-versa.

“Alguns colaboradores comentam o quanto cresceram depois que passaram a ler com frequência, dizem que o relacionamento em casa melhorou e até voltaram a estudar”, diz Cristinei Melo, presidente do Grupo Cometa.

Segundo Melo, na área de vendas, é possível perceber a relação entre o nível de leitura e a quantidade de vendas. Já na área administrativa, é mais difícil mensurar os benefícios, embora seja perceptível que os funcionários estão mais qualificados.

Para contar pontos e concorrer ao salário extra, o funcionário deve ler os livros das bibliotecas da empresa. Cada concessionária tem a sua, com cerca de 300 livros. Os temas vão de liderança, gestão, relações interpessoais, autoajuda, até publicações sobre a área de atuação do negócio.

Os funcionários também podem sugerir novos títulos e a direção decide se são pertinentes ou não. Além da leitura, é necessário entregar um resumo para a área de recursos humanos.

Cada concessionária tem uma biblioteca

Cada concessionária tem uma biblioteca

Programa começou informalmente antes de integrar a cultura da empresa

Durante as visitas nas lojas, Francis Maris Cruz, fundador da empresa, entregava livros para os funcionários e, sempre que tinha oportunidade, perguntava se eles tinham lido e o que tinham aprendido. Aos poucos, o hábito foi sendo incorporado pelos funcionários e, em 2006, o projeto foi formalizado.

A leitura é opcional, mas a adesão é superior a 80%. A empresa tem 1.350 funcionários e 15 lojas nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, além do escritório central em Cáceres (MT).

Reuniões ajudam a difundir o conhecimento

A empresa também promove reuniões mensais chamadas de “Círculo do Livro”, em que alguns funcionários são sorteados para comentar suas leituras. “Assim, mais pessoas conseguem entrar em contato com aquele conteúdo e o colaborador trabalha a oratória, vai se desinibindo”, diz Melo.

A presença nessas reuniões e em treinamentos promovidos pela empresa também conta pontos para conseguir o 14º salário. Quem não participa de pelo menos 80% dos encontros perde 25% do bônus.

Investimento em educação ajuda a reter funcionários

Outro incentivo oferecido é o MBA em gestão de concessionária. Professores contratados pela empresa elaboram um curso voltado às necessidades do negócio. O certificado não é válido perante o MEC, mas, segundo o presidente do grupo, tem mais importância do que um MBA de uma universidade. “O curso forma a mão de obra que nós precisamos no nosso negócio.”

Os funcionários que participam do curso não assinam nenhuma cláusula de exclusividade, ou seja, estão livres para ir para a concorrência caso recebam uma proposta melhor. No entanto, Melo afirma que os funcionários não têm interesse de sair. “Nós fazemos várias campanhas de incentivo, damos bônus, premiações, inclusive viagens ao exterior. São coisas que dificilmente eles encontrarão em um concorrente junto com as possibilidades de crescimento que oferecemos.”

dica do Chicco Sal

5 sebos virtuais que você não pode deixar de conhecer

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Quer um livro antigo e já não sabe mais onde procurar? Que tal fazer uma pesquisa nos sebos online? Confira uma lista com 5 opções que vão facilitar a sua busca por livros raros

Publicado no Universia Brasil

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Crédito: Shutterstock.com
Os viciados em leitura sabem como é difícil encontrar algumas edições antigas e raras de um livro

Os viciados em leitura sabem como é difícil encontrar algumas edições antigas e raras de um livro. Por não estarem mais disponíveis nas livrarias, esses livros levam um bom tempo para serem encontrados em sebos. Além de paciência e dedicação, também é necessário um ótimo sistema respiratório para passar horas entre as prateleiras de livros antigos. Se você tem interesse por esse tipo de leitura, mas não conta com toda a paciência necessária para consegui-la, que tal optar pelos sebos virtuais? Confira uma lista com 5 sebos online que podem facilitar sua busca por livros antigos.

1. Estante Virtual

O portal conta com um acervo de mais de 1.200 sebos em todo o Brasil. O seu sistema de buscas permite pesquisar os conteúdos de sebos, livreiros e internautas ao mesmo tempo. Além disso, o site ainda possui um blog atualizado com informações sobre o universo dos livros.

2. Sebo do Messias

Com mais de 40 anos de história, o Sebo do Messias é um dos sebos mais tradicionais de São Paulo – e se anuncia como o maior do Brasil. Em sua página na internet é possível encontrar todo o acervo disponível na loja física.

3 Livros Difíceis

O site está há aproximadamente 10 anos no ar e é considerada uma ótima opção para a busca de livros raros e esgotados nas livrarias. Não possui um acervo específico, pois recebe as solicitações e faz as pesquisas em bibliotecas pessoais à venda, bem como em outros sebos ou mesmo em editoras.

4. Traça

O site conta com um acervo de mais de 60 mil obras e cataloga aproximadamente 300 novos títulos por dia. Além disso, o site possui um blog com as tirinhas da “Traça”, mascote do sebo.

5. Sebos Online

O site conecta sebos, livreiros e leitores ao redor do Brasil e do mundo. Nele é disponibilizado um vasto acervo de livros e revistas, bem como CDs, DVDs e vinis. Conta com peças novas até as esgotadas nas demais lojas.

Lição das prostitutas ao Brasil

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Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

As prostitutas de Belo Horizonte que, como noticiou a Folha, começam a estudar inglês para receber os turistas para a Copa do Mundo, são uma interessante lição ao Brasil.

Uma das mais consistentes mudanças na paisagem social brasileira é como as pessoas mais pobres estão descobrindo a educação e demandando mais repertório cultural. Basta andar pelas favelas e periferias, vendo o número de pessoas interessadas em fazer cursos profissionalizantes, técnicos e superior.

Daí se entende a explosão dos cursos à distância mais baratos –é a modalidade que mais cresce, e de longe, em ensino superior. É crescente o sucesso na internet de videoaulas gratuitas. Há sites ganhando milhões de leitores apenas traduzindo essas aulas para o português.

Estou cada vez mais convencido de que se o país conseguir disseminar a inclusão digital com esses novos materiais, o país dará um salto educacional –mesmo sem ter mudado radicalmente suas escolas públicas.

Afinal, há uma vontade de aprender –e as prostitutas de BH simbolizam isso– com materiais pedagógicos cada vez mais baratos e eficientes.

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