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Escola privada de NY chega para sacudir colégios da elite de SP

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Christiana Sciaudone, no UOL

Um colégio importado de Nova York está mexendo com a educação da elite em São Paulo. E o projeto é ir muito além da capital paulista.

A Avenues, escola apoiada por fundos de private equity que tem sede no bairro de Chelsea, em Manhattan, vai abrir um campus na maior cidade do País em agosto, após vários anos de planejamento. Será a primeira expansão fora de Nova York, das muitas planejadas pela escola, que vai até o ensino médio.

O crescimento da demanda ajudou a convencer o cofundador da Avenues, Alan Greenberg, que São Paulo precisava de um campus, que abre seis anos depois do de Nova York. Segundo ele, as escolas internacionais mais baladas de São Paulo têm centenas de crianças em lista de espera.

“Dentro de cinco a dez anos, poderemos encher três Avenues de alunos em São Paulo: a demanda é enorme”, disse Greenberg em entrevista na sede temporária, após uma reunião com pais interessados. “As escolhas aqui são mais limitadas do que em Londres ou Nova York.”

Barato não é

A inauguração do campus em São Paulo coincide com o fim da recessão. E não é a única escola de prestígio que apareceu na cidade ultimamente. Inspirada no Vale do Silício, a Escola Concept foi inaugurada neste ano pelo Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro) entre as mansões do Jardim Paulista.

A Avenues, que atraiu investimentos de fundos como GSV Capital, Liberty Partners e LLR Partners, pretende ser uma escola única com diversos campi ao redor do mundo, de Hong Kong à Cidade do México. A expectativa é começar com 700 alunos em um prédio novo, próximo ao poluído Rio Pinheiros.

Nada disso sai barato. Embora sejam considerados dois prédios da mesma escola, a anuidade em São Paulo sairá por R$ 124.300 (US$ 36.625), menos do que a conta de US$ 54.000 paga pelos pais de alunos em Nova York. Já a tradicional Graded – The American School of Sao Paulo (também conhecida como Escola Graduada) cobra uma taxa única de aproximadamente R$ 45.000 reais e mensalidade de R$ 9.218 no ensino médio. Um dos colégios particulares mais famosos de Nova York, Horace Mann School, cobra anuidade de US$ 48.600 para alunos do ensino médio.

A concorrência

Ivan Amaral, da firma de private equity Principia Capital Partners, concorda que São Paulo precisa de mais opções de ensino de categoria internacional.

“Estamos tentando não ficar atrás de cidades globais que já oferecem opções melhores”, afirmou Amaral.

A chegada da Avenues e da Escola Concept forçou instituições mais antigas e estabelecidas a investir em reformas e outras modernizações para não perder alunos. A Principia tem interesse em apoiá-las.

“A ideia é melhorar infraestrutura e tecnologia e fazer com que as escolas invistam em atividades após o período letivo e tenham períodos letivos mais longos”, explicou Amaral.

Quando a unidade em São Paulo estiver totalmente pronta, o alvo da Avenues será a China, provavelmente daqui a dois anos.

Grande coleção de obras de James Joyce é doada a biblioteca de NY

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Entre as 350 peças está um fragmento do manuscruto de ‘Ulisses’, seu romance mais célebre

Publicado em O Globo

RIO — Uma das maiores coleções privadas de obras do escritor irlandês James Joyce será doada à Morgan Library, uma biblioteca e museu de Manhattan, por um galerista nova-iorquino de origem britânica, segundo informou

A coleção compreende cerca de 350 peças, entre as quais se encontram um exemplar do primeiro livro publicado por James Joyce, “The holy office”, um poema satírico de 1904, do qual se acredita haver menos de 100 cópias.

Também contém um fragmento do manuscrito de “Ulisses”, seu romance mais célebre, considerado por muitos críticos como a obra inglesa mais importante do século XX.

A coleção foi formada desde meados da década de 1990 pelo galerista Sean Kelly e sua esposa Mary.

Para o diretor da Morgan Library & Museum, Colin Bailey, a doação “transforma instantaneamente a Morgan em um grande centro de pesquisa acadêmica dedicado à vida e obra do autor”, explicou a biblioteca nesta sexta-feira em um comunicado.

O museu pretende organizar uma exposição consagrada a James Joyce em 2022, ano do centenário da publicação de “Ulisses”.

Além do James Joyce Centre, situado em Dublin em um casarão do século XVIII, existem outras coleções dedicadas ao escritor e poeta nascido em 1882 e morto em 1941.

A da universidade pública de Buffalo, no estado de Nova York, possui centenas de objetos e documentos que pertenceram a Joyce, e é considerada por muitos como a mais importante do mundo.

A Morgan Library é a antiga biblioteca particular do célebre banqueiro americano John Pierpont “J.P.” Morgan, personagem central do mundo das finanças no começo do século XX.

Após sua morte, seu filho abriu a biblioteca ao público. Depois se transformou em um museu com foco em literatura.

Ben-Haim e a grande biblioteca underground de NY

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Fabiane Secches, na UpDate or Die

O ótimo post da Joana Gama Filho, publicado originalmente no Plush Blush – o lado feminino do Update or Die, merece estar por aqui também. Para quem ainda não leu e para quem quiser reler:

“Existe algo de fascinante no voyeurismo. Na sua essência o voyeurismo, – quando saudável – é apenas um desejo de conexão.” ~ Bem-Haim

 

 

Não sei quanto a vocês, mas toda vez que vejo alguém lendo no transporte público me estico tentando visualizar qual o título que está sendo devorado naquele momento. Geralmente desejo ser melhor amiga daquela pessoa só para passarmos o tempo conversando sobre esse e outros títulos, trocando experiências literárias, rindo dos fiascos da literatura, enfim… Sou daquelas que acha que todo mundo que lê é interessante, independente do quê está lendo. Pessoas que leem são imaginativas e eu adoro gente assim, por isso, acabei me viciando no blog Underground New York Public Library. Nele, a fotógrafa de 28 anos Ben-Haim posta fotos de leitores no metrô de Nova Iorque e não os julga, na descrição simplesmente escreve o nome e o autor do livro.

Em uma época onde os e-Reader e tablets invadiram o transporte público da cidade (quem esteve por lá nos últimos anos notou, com certeza!), seus modelos – que na maioria das vezes não sabem que estão sendo fotografados – optam por continuar lendo no bom e velho papel.

O mais legal é observar a postura que cada um adota durante a leitura em público. Ficam tão imersos em seu mundo particular que parecem esquecer de tudo o que acontece na correria da cidade. Suas fotos, muitas vezes, aproximam aquela ideia de estarmos lendo por cima dos ombros de alguém. Ben argumenta que ser capaz de ver o que um estranho está lendo nos dá a oportunidade de criar uma conexão e não simplesmente julgar o livro pela capa. Ler em público é se expor de maneira vulnerável.

 

De maneira simples, mas muito profunda, seu blog nos lembra da capacidade que os livros tem de nos enriquecer intelectualmente e criativamente, fazer com que nos comprometemos e, porque não, nos entreter.

“São pessoas que estão sozinhas, por vontade própria, e ler é o que que eles escolheram fazer”, diz Ben-Haim. “Quando você vê alguém desfrutando de algo por conta própria, [você pensa]: ‘Espere um minuto, talvez eu possa aproveitar isso também.’ ”

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