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Loucura narrada por Machado de Assis chega à França em história em quadrinhos

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Publicado no Yahoo

Paris, 13 dez (EFE).- Fábio Moon e Gabriel Bá desembarcaram na França com a adaptação para quadrinhos de “O alienista”, inspirada em um conto sobre a loucura de Machado de Assis, um dos grandes escritores da literatura brasileira e do realismo latino-americano.

“O maior desafio foi respeitar o que acho que é a força do original, o engenho e a ironia no emprego das palavras, e transportá-lo à história em quadrinhos acrescentando uma camada visual à história”, explicou à Agênca Efe Moon, roteirista do romance gráfico editado pela Urban Comics na França, o maior mercado da Europa.
Nesta edição o destino de Simón Bacamarte, um obstinado cientista dedicado a decifrar as chaves da demência é descrito em 70 páginas.

Em Itaguai, no interior do Rio de Janeiro, Bacamarte funda a Casa Verde, onde interna os desequilibrados da cidade para estudar as várias dimensões da loucura.

O metódico doutor causa uma onda de medo e indignação ao começar a internar notáveis da cidade, a quem acusa de ter perdido suas faculdades mentais.

A espiral gerada por Bocamarte cria uma história em quadrinhos interessante tanto para “quem gosta de Machado e para que só quer um bom história em quadrinhos e nunca tinha ouvido falar do original”, resumiu Moon, de 38 anos e amante de autores como Moebius, Cyril Pedrosa, Frederik Peeters, Gipi, Toppi, Emanasse e Hugo Pratt.

Moon escolheu o conto “O Alienista”, escrito em 1882 por Machado de Assis (1839-1908), um clássico da literatura brasileira e latino-americana, porque tenta trabalhar com histórias que tenham “potencial para alcançar uma audiência mais ampla que só a brasileira”, comentou.

E entregou os lápis a seu irmão gêmeo, que desenhou um livro em preto e sépia.
“Na França a história em quadrinhos tem muito boa recepção, boa leitura e boa discussão. Sinto que posso participar disso se meu trabalho for lido ali”, explicou Moon, que considera que o universo brasileiro da história em quadrinhos nos últimos anos está crescendo e se diversificando.

“Durante muito tempo, os artistas brasileiros queriam fazer histórias em quadrinhos bem para crianças, de super-heróis ou ‘underground’. Agora há todo tipo de quadrinhos, de tamanhos, extensões, estilos e vozes. É um grande momento para fazer quadrinhos no Brasil embora a maioria dos artistas não possam viver só disso”, explicou.

Além disso, Moon acaba de terminar, junto com seu irmão, o álbum “Dois Irmãos”, uma adaptação do escritor brasileiro contemporâneo Milton Hatoum, que descreve como a história em quadrinhos “maior e mais complexa” que enfrentou desde “Daytripper” (2010) e que será lançada no país em março. EFE

Candidatas a Miss Brasil 2013 trocam ‘O Pequeno Príncipe’ pela Bíblia

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Publicado no Terra

Capa do livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry Foto: DivulgaçãoPode parecer preconceito (e é!), mas para muita gente o famoso livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, ficou estigmatizado como um “livro de miss”. E de onde surgiu esse apelido? Bom, de acordo com o Guia dos Curiosos, do autor Marcelo Duarte, foi nos anos 70, quando parte da imprensa brasileira reparou que as candidatas frequentemente citavam a obra como seu livro de cabeceira. Além disso, as misses costumavam citar as frases do personagem em seus discursos, como “só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

As candidatas ao título de mulher mais bonita do Brasil deste ano, mostraram que essa história de O Pequeno Príncipe é uma tremenda bobagem. Entre as 27 candidatas, apenas uma citou o livro (sim, ele ainda está presente no universo dos concursos de beleza). A miss em questão foi a representante do Piauí, que justificou sua escolha com a seguinte frase: “porque fala sobre valores sentimentos e relacionamento de amor e amizade”. Assuntos que fazem parte e muito do universo deste tipo de competição.

E se vocês querem saber, o livro mais citado é muito mais antigo do que o amigo de 70 anos. Cerca de 14,9% das misses de 2013 preferem a Bíblia. As justificativas lembram muito as da escolha de O Pequeno Príncipe. Algumas dizem que “inspira”, outras porque traz paz, ou então porque é cheia de “ensinamentos”.

Os livros com inspiração religiosa ou de autoajuda também se destacam. Ao menos 11,1% das candidatas apontaram A Cabana, de William P. Young, como livro favorito. Com a mesma porcentagem, outras preferiram O Segredo, de Rhonda Byrne. A obra O Futuro da Humanidade, do psiquiatra Augusto Cury, também foi citado e ficou em terceiro lugar entre os mais lidos pelas candidatas.

Porém, nem só de autoajuda e religião vive o Miss Brasil. Algumas beldades inovaram na escolha e citaram O Alienista, de Machado de Assis, 1808, de Laurentino Gomes, e até A Força Normativa da Constituição, de Konrad Hesse. Este último, foi uma escolha de Cristiana Alves da Silva, do Rio Grande do Norte. “Explica a força normativa da Constituição na concretização dos direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana”, afirmou. Então, tá!

O Miss Brasil acontece no dia 28 de setembro, em Belo Horizonte, e conta com a transmissão ao vivo da Band. Os apresentadores deste ano são Renata Fan e Sérgio Marone.

Candidatas ao título de Miss Brasil 2013 Foto: Carol Gherardi/Band / Divulgação
Candidatas ao título de Miss Brasil 2013
Foto: Carol Gherardi/Band / Divulgação

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