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Escritora Meg Cabot lança ‘O Casamento da Princesa’ no Brasil

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Autora viaja pelo Brasil para divulgar novo livro e celebrar 15 anos de "O Diário da Princesa"

Autora viaja pelo Brasil para divulgar novo livro e celebrar 15 anos de “O Diário da Princesa”

 

Cinthya Oliveira, no Hoje em Dia

Após escrever mais de dez livros sobre a saga da garota normal que descobriu que tinha sangue azul na série “O Diário da Princesa”, Meg Cabot decidiu voltar a escrever sobre a personagem. Dessa vez sob uma perspectiva adulta: Mia agora tem 26 anos, terminou a faculdade, tem uma carreira e um país para orientar em plena crise econômica europeia. “O Casamento da Princesa” acabou de chegar às livrarias por meio da Galera/Record e a autora está viajando por cidades brasileiras para divulgá-lo.

Um pouco antes de seu encontro com fãs em um shopping da capital, anteontem, Meg conversou sobre os novos livros. Exibiu a mesma simpatia e bom humor que leva para seus romances – a maior parte dedicados a adolescentes.

“Decidi escrever este livro porque o primeiro está completando 15 anos. Achei que seria interessante revisitar os personagens tanto tempo depois e ver o que estariam fazendo. Agora a personagem passou pela faculdade, deu início a uma carreira, tem novos problemas”, conta a escritora americana, que teve de pesquisar bastante sobre casamentos (ela não teve uma grande festa quando se casou com poeta Benjamin D. Egnatz, há 22 anos) e sobre a crise europeia para desenvolver o romance.

NOVA PRINCESA

O mais interessante é que “O Casamento da Princesa” oferece uma chave para uma nova série de livros. Nele, Mia descobre que tem uma irmã mais nova, fruto de um amor não oficial de seu pai. No ano que vem, a autora lança o livro “From the Notebooks of a Middle School Princess”, com o ponto de vista dessa irmã, a nova princesinha Olivia. Será possível acompanhar a mesma história sob dois pontos de vista.

A autora conta que se inspira nos seus próprios diários da adolescência, que permanecem guardados. Também lê revistas voltadas para o público teen, além de conversar com os editores sobre as possíveis abordagens.

“Os livros tratam de assuntos que fazem parte da vida de toda adolescente, como as maluquices da família, ou quando se fica caidinha por um garoto. Coisas que me preocupavam quando tinha aquela idade”, explica Meg, citando uma diferença: a relação com a internet. Mia tem de lidar com um perseguidor cibernético e com todas preocupações que envolvem sua imagem na mídia.

ESCOLA

Informada sobre uma “escola de princesas” que estaria sendo criada em BH, Meg acredita que é importante ter aulas de etiqueta. “Os garotos precisam saber que não podem usar celulares na mesa de um restaurante, especialmente se estiverem com seus chefes. Há aulas sobre isso nas faculdades dos Estados Unidos. Mas o casamento certamente não é algo sobre o qual possa ser ensinado, para isso não há regras”, esclarece.

Em entrevista, Meg Cabot fala sobre novo livro, feminismo e negociações com a Disney

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meg cabot

Escritora americana conquistou jovens pelo mundo com O Diário da Princesa. Foto: Ali Smith/Divulgação

 

Novo romance O Casamento da Princesa, lançado hoje no Recife, acompanha versão madura da protagonista Mia Thermopolis

Publicado no Diário de Pernambuco

Uma garota com idade suficiente para ler um livro com quase 300 páginas no ano 2000, quando O diário da princesa (Galera Record, R$ 42) foi lançado, provavelmente crescera durante a década de 1990. Meninas adeptas de gargantilhas de elástico, estampas vichy e batons marrons, retirados de filmes como As patricinhas de Beverly Hills, as leitoras da norte-americana Meg Cabot estão, hoje, no início da fase adulta. Depois de colecionar figurinhas das Spice Girls e dos Backstreet Boys há duas décadas, elas gerenciam o início da carreira e até planejam constituir família – ou simplesmente lutam pela autonomia de não fazê-lo. São o público-alvo de O casamento da princesa (Galera Record, R$ 39), que a escritora autografa nesta segunda-feira (19), no Recife, a partir das 17h.

Mia Thermopolis, protagonista da série que inclui títulos como A princesa apaixonada, A princesa em treinamento e Princesa para sempre, ressurge mais velha (aos 26 anos), mais madura, em um mundo também diferente: o pager que queria ganhar de Natal no início dos anos 2000 deu lugar à internet banda larga, aos stalkers, ao FaceTime e ao Netflix. A cobrança da mídia pelo casamento com o namorado de longa data Michael serve de pano de fundo à trama, na qual a busca pela autorrealização supera a utopia do felizes-para-sempre. “Se isso não ficou claro, preciso falar com meu editor!”, brinca Meg Cabot. De passagem pelo Brasil, encerrou ontem a Feira Internacional de Cachoeira, na Bahia, ao lado da brasileira Paula Pimenta – que assina a apresentação da edição comemorativa de O diário da princesa, 15 anos após o lançamento original. E se dispusesse de mais tempo no país? “Gostaria de tomar muitas caipirinhas!”, dispara Meg Cabot. No Recife, a rodada de autógrafos será limitada a 500 senhas, distribuídas a partir do meio-dia, no Terraço de Eventos do Shopping Recife, na Zona Sul da cidade.

>> ANOS 1990

MODA: Gargantilhas pretas de elástico, t-shirts despojadas, estampas vichy, street style, grunge, bandanas, look total jeans, batons marrons, cabelos coloridos, blusas com decote ombro a ombro, tatuagens de mentirinha, tererês, sandálias birkenstock e tênis esportivos com roupas casuais. Vale ressaltar que boa parte dessas tendências está de volta, senão todas.

MÚSICAS: Spice Girls, Backstreet Boys, Britney Spears, ‘N Sync, Destiny’s Child, Hanson, Oasis, The Calling, The Cranberries, The Verve, Mariah Carey, Shakira, Thalía, Avril Lavigne, que se estenderam pelos anos 2000 adiante, isso só para começar a lista…

FILMES: Na TV, seriados como Buffy: a caça-vampiros, Friends e Barrados no Baile. Nas telonas, As patricinhas de Beverly Hills, Jurassic Park, Edward-mãos-de-tesoura, Esqueceram de mim, Uma linda mulher, Ghost, Pulp fiction, 10 coisas que eu odeio em você, Meu primeiro amor, Pânico, Beleza americana, entre outros.

>> ENTREVISTA: Meg Cabot

Quando você escreveu O casamento real, pensou que se destinava a novos leitores, de uma outra geração? Ou aos leitores que seguiram Mia desde o lançamento de O diário da princesa, há 15 anos?
O primeiro O diário da princesa foi publicado no ano 2000, nos Estados Unidos. Muitos dos leitores daquela fase têm, hoje, a idade da personagem Mia no novo livro, entre 25 e 26 anos. Eles estão encarando os mesmos desafios da vida que ela encara em O casamento da princesa: a formatura, o primeiro emprego, o início da carreira, um possível casamento e o começo da própria família. Nos Estados Unidos, esse livro é voltado para jovens adultos. Mesmo que Mia esteja mais velha, ela ainda é a mesma pessoa. Tem os mesmos medos, obsessões e, como muita gente, tenta encontrar seu lugar no mundo. Eu espero ter escrito um livro para qualquer pessoa, fãs antigos e novos fãs, que possam apreciá-lo mesmo sem ter lido os livros anteriores ou visto os filmes.

Na internet, os fãs antigos são maioria. Você acredita que Mia Thermopolis acompanhou o crescimento das garotas dos anos 1990? Qual o segredo para manter essa relação?
Eu acredito que Mia tem muito em comum com as garotas da idade dela. Isso porque eu conheço muitas garotas de 25 ou 26 anos que estão nas mesmas circunstâncias que ela, mesmo não sendo princesas. Muitas têm incertezas sobre o que fazer com suas próprias vidas, carreiras e romances. Elas sentem como se tivessem bebido um pouco demais e não compreendessem o que preocupa suas famílias, seus pais. Não é tão diferente de como eu me sentia nessa fase da vida. Ou até mesmo de como me sinto na minha idade atual!

No começo dos anos 2000, a construção psicológica da protagonista encorajou as garotas a lutarem contra alguns paradigmas, como padrões de beleza. Mia não era a garota mais bonita, nem a mais graciosa. Você acredita que essa “batalha” seria mais fácil agora, quando o feminismo está mais forte?
Eu espero que sim. Mas, de algum modo, acredito que está piorando. Pelo menos nos Estados Unidos, temos algumas celebridades que insistem em não ser feministas por que não entendem o que essa palavra significa. Para elas, isso parece algo negativo, quando, no fundo, significa exatamente o que a Jennifer Lawrence está pedindo: recompensas iguais por trabalhos iguais. Ainda existe uma enorme pressão para que as garotas sejam as mais bonitas, as mais magras, as mais populares. Isso é algo que percebemos em O casamento da princesa, quando Mia comenta o fato de ser sempre comparada a Kate Middleton. É a comparação entre uma jovem e uma princesa, Mia tem que aprender quem é, enquanto luta contra os paparazzi e os stalkers, tudo isso enquanto é exposta pela mídia. Crescer na era das redes sociais é um fenômeno completamente novo. Essa geração é a primeira a enfrentá-lo. Escrever sobre isso é um desafio interessante e engraçado.

Como as referências modernas acrescentadas ao livro, como seriados do Netflix, ajudam a atrair os leitores atuais para uma história criada há 15 anos?
O casamento da princesa é a história de uma jovem mulher de 26 anos que vive em Nova York e, por acaso, é a herdeira do trono de um pequeno principado europeu. Não havia como contar essa história sem usar referências do mundo atual. São muitas referências atuais que ela, como nobre, precisa conhecer, pois ameaçam seu país. E até mesmo os seriados mencionados ajudam a entender que aquele é o mundo onde os personagens vivem, e que ele é real. Eu acho que as referências à cultura pop ajudam os leitores a reconhecer a si mesmos. Isso dá veracidade à história.

Sobre O diário da princesa, que comemora 15 anos, muitas mudanças ocorreram entre 2000 e 2015. Isso modificaria o que você escreveu, caso o livro fosse construído hoje? Há algum ponto que modificaria, algum conflito ou personagem ao qual daria maior destaque?
Como todos os autores, eu também tenho, certamente, pontos que gostaria de refazer, se pudesse voltar atrás. E faria diferente. John Green mencionou, por exemplo, que o uso da palavra “retardado” em um dos seus livros é algo do qual (mais…)

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