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Literalmente blogando

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Internet e literatura andam de mãos dadas sim! O Buchicho Teen conversou com uma nova geração de blogueiras literárias e traz dicas e características desse mundo cultural on-line

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André Bloc, no O Povo

Quem nunca ouviu que ficar o tempo todo navegando na Internet é uma perda de um tempo que poderia ser dedicado a algo mais cultural – ler um livro, por exemplo. Entre o “desliga a TV e pega um livro” e o “sai da Internet e vive a vida”, dois dos clichês mais repetidos por mães, pais, irmãos mais velhos, avós, tios e padrinhos, existe todo um mundo equilibrado entre o dia a dia on-line e outros hábitos. Afinal, ninguém precisa ficar sempre nas redes sociais e sem nenhum contato social físico, não é?

Nessa busca por equilíbrio, a escritora cearense Socorro Acioli, uma das autoras infanto-juvenis mais famosas do Brasil, em entrevista a O POVO indicou essa tendência, lembrando um post que escrevera em outubro do ano passado em seu blog (socorroacioli.wordpress.com). “Uma coisa que tem me animado nos últimos tempos é o crescimento dos blogs literários, escritos por garotas que leem muito e comentam as suas leituras”, escreveu. “A quantidade de livros que elas conseguem ler por mês é impressionante”. Socorro fez, então, uma listinha e o Buchicho Teen entra no mesmo espírito e reúne indicações e dicas para quem quer, também, virar uma blogueira literária.

Young adults – YA

Com algumas exceções, os blogs focam na chamada “literatura para Young Adults”, ou YA. Quem sabe inglês, já sacou: literatura para jovens adultos. São aqueles livros que podem ser lidos para todos, mas são focados para o público na adolescência, até os 20 e poucos anos. Harry Potter, Crepúsculo, Fazendo meu Filme, Jogos Vorazes e muitos outros são os marcos recentes desse tipo de literatura que faz a ponte entre os romances para adultos e a literatura infantil – uma espécie de acervo intermediário. Afinal, não se passa do Sítio do Picapau Amarelo, do Monteiro Lobato, direto para Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

A blogueira Raiana Alves, 20, lembra bem do momento em que mergulhou na literatura, e esse instante atende pelo nome Harry Potter, obra da inglesa J. K. Rowling. “Foi o que me fez me apaixonar pela literatura”, lembra a estudante de Engenharia Mecânica. Hoje, ela destaca Jogos Vorazes, de Suzanne Collins e Fazendo meu Filme, de Paula Pimenta. Segundo a moça, os blogs são ótimas ferramentas para se conhecer novos livros. “Eu sempre acompanho os lançamentos de editoras e leio resenhas em alguns blogs, para saber se são bons”, disse Raiana, que diz ler, pelo menos três ou quatro livros por mês – e outros mais, quando a faculdade permite.

Skoob

Outra ferramenta eficaz para um leitor voraz é a comunidade virtual Skoob, na qual você pode cadastrar livros lidos, obras a serem lidas e fazer comentários. É uma rede social de literatura. O funcionamento acaba sendo o mesmo dos blogs, mas com opiniões mais diversas. Ser blogueiro (a), porém, é mais pessoal e você vê a sua influência em cada reply. “Os comentários que mais marcam são aqueles ‘Ah, eu vou ler esse livro porque você indicou’. Eu criei o blog justamente para apresentar coisas legais para as pessoas”, diz Raiana, do Território Pop.

Território Pop

(territoriopop.com) (Made in Ceará)
Estudante de Engenharia Mecânica, Raiana Alves estava frustrada por não escrever tanto quanto no Ensino Médio. Aí nasceu o Território Pop, que fala de livros, música, moda, filmes (e um pouco mais de livros).

Garota IT

(garotait.com.br)
Funcionando desde 2009, o Garota It é comandado pela estudante catarinense de Publicidade Pâm. A atualização diária é um dos destaques.

Literalmente Falando

(literalmentefalando.com.br)
A carioca Iris Figueiredo equilibra suas crônicas com resenhas de livros e playlists musicais.

Amount of Words

(amountofwords.com)
Não se engane pelo nome em inglês, o Amount of Words é 100% nacional. A autora, Giu Fernandes, é uma grande defensora da literatura YA!

Dicas!

O Buchicho Teen, em suas conversas com blogueiras, reuniu algumas dicas básicas para quem quer também entrar no mundo dos blogs de literatura YA.

1. “Leia muito”. Raiana Alves é bem direta e defende que boas resenhas só são fruto de quem lê muito e se mantém informado o tempo todo.

2. Faça contato com outros blogueiros. Seja no Skoob, nos comentários de blogs, divulgue sempre seu trabalho e procure retorno. Uma crítica pode ser ruim, mas pode ser usada para crescer.

3. Encontre seu layout. Seja encomendando para especialistas ou criando com ferramentas gratuitas como o WordPress, o Blogspot ou mesmo o Tumblr, saiba bem com o que vai lidar sem dar um nó na própria cabeça.

Vida de blogueira!

Ao lado de outra Lara, a Frota, Lara Aguiar Cunha, 14, é uma das mais jovens blogueiras de literatura do Estado do Ceará. Com o blog Menina de Muitos Vícios (meninademuitosvicios.

blogspot.com.br), as duas resenham livros, seja por meio de textos ou até vídeos –um vlog de literatura. Em entrevista ao Buchicho Teen, a jovem blogueira fala da criação do blog e da relação da literatura e da plataforma audiovisual na Internet.

O POVO – Como surgiu a ideia do blog?

Lara Aguiar Cunha – A Lara Frota começou com o blog. Ela queria ter um espaço pra falar pras pessoas as novidades que ela conhecia. Aí ela me chamou. A gente fala sobre o que a gente gosta, os nossos vícios.

O POVO – Você já costumava ler muito?

Lara – A gente sempre gostou de ler e a gente criou o blog pra isso: falar pras pessoas o que a gente lia, indicar.

O POVO – E essa coisa de fazer resenha nos vlogs?

Lara – Eu acho que torna mais pessoal, né? O leitor está vendo a pessoa. A pessoa tem a expressão e é diferente.

O POVO – Como você acha que a internet tem ajudado a divulgar a literatura?

Lara – Eu acho incrível. Tem o skoob, que é uma rede social só de livros, tem resenhas também. E os blogs: quando eu tô com vontade de ler um livro, não preciso olhar cada livro na estante de uma livraria como essa, por exemplo, que é muito grande! Eu vou lá no site, tem os livros que já são indicados, o meu gosto é parecido e eu vou atrás. A gente agora tem como conversar com os autores.

Tem autor que grava vídeo também. É incrível isso, a gente pode falar pelo twitter, facebook, é como falar com uma celebridade. É incrível.

Dia da Poesia

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Hoje é comemorado o “Dia da Poesia”. Pra comemorar essa data, escolhemos o vídeo “Amarello Amor”, escrito, narrado e estrelado pela atriz Carolina Ferraz.

Vi no Vimeo

MEC planeja dar acesso ao livro digital a alunos da rede pública nos próximos anos

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Estadão

Ministério já distribuiu 382.317 tablets a professores; está prevista a distribuição de conteúdos de domínio público e também da Khan Academy

Em 2013, a estudante Beatriz Aguiar ingressou no 1.º ano do ensino médio em uma escola particular de Brasília. Além de todas as mudanças já esperadas para o período, mais uma: o material escolar agora não ocupa mais do que o espaço de um tablet na mochila. Por quatro parcelas de R$ 277 ela comprou as obras que serão usadas e atualizadas durante o período letivo. O Ministério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso a esse material aos alunos da rede pública.

Consta no edital para os livros a serem distribuídas em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. “Além de termos acesso aos textos, temos outros recursos para ajudar no aprendizado, eu estou gostando muito”, diz Beatriz. Nesta quart-feira, 27, é comemorado o Dia Nacional do Livro Didático. A Agência Brasil procurou a opinião de especialistas sobre as tendências nessa área da educação.

Segundo a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Priscilla Tavares, a digitalização do material didático apresenta pontos favoráveis como a aproximação dos alunos por meio de um material mais atrativo. “Avaliações do ensino reportam que os alunos não frequentam a biblioteca por falta de interesse pela leitura. Por outro lado, além de atrair, essas obras têm alcance restrito: o aluno, em casa, pode não ter computador ou internet”. Dados do Ibope Media mostram que no terceiro trimestre de 2012, 94,2 milhões de brasileiros, menos da metade (47,5%) tinham acesso à internet.

Priscilla afirma também que os meios digitais podem ajudar no desempenho dos estudantes ou atrapalhar. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência, que se reflete no desempenho dos estudantes. O mesmo estudo mostrou que os laboratórios podem ser mal utilizados, levando ao pior desempenho por “alocar equivocadamente” o tempo dos estudantes. “Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar”, diz a pesquisadora.

Para melhorar o acesso, o Ministério da Educação (MEC) já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.

De acordo com o presidente Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), o setor busca o aperfeiçoamento na área para atender à demanda cada vez maior. Ele explica no entanto, que os preços não devem sofrer muitas alterações: “É possível que fique mais barato com a eliminação da cadeia de custo do papel. No entanto, surge outra cadeia, que envolve hospedar a obra em algum servidor para acessá-la pela internet entre outros. No fim, trocam-se alguns custos por outros”.

O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamado Recursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC. “O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor”. O REA consta no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo.

Paquistanesa baleada pelo Talibã aparece em vídeo pela 1ª vez

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Publicado por O Globo

Malala Yousufzai disse que está se recuperando ‘dia após dia’ e anuncia a criação de uma fundação para educação

Malala Yousufzai, a jovem paquistanesa de 15 anos baleada pelo Talibã, fez sua primeira declaração desde que quase foi morta em outubro do ano passado. Em um vídeo, divulgado nesta segunda-feira, a estudante aparece falando com clareza – embora seu lábio superior esteja um pouco rígido – e diz que está se recuperando “dia após dia”.

– Essa é a minha segunda vida. É uma nova vida. E eu quero ajudar as pessoas. Quero que toda mulher, toda criança seja educada. E por isso criamos a Fundação Malala.

No sábado, Malala passou por uma cirurgia de cinco horas no hospital britânico onde foi internada para reconstruir o crânio e restaurar a audição perdida. A adolescente chamou a atenção do mundo quando foi baleada por militantes talibãs em um ônibus escolar no noroeste do Paquistão, por defender o direito à educação para as mulheres. Ela contribuía para um blog da emissora BBC, onde escrevia sobre o dia a dia das jovens em seu país e a opressão do Talibã contra a educação feminina.

Após sobreviver ao ataque, ela chegou a ser cogitada para o Prêmio Nobel da Paz de 2012, e seu pai ganhou um cargo diplomático na Inglaterra, o que dá garantias de que Malala permanecerá no Reino Unido enquanto necessitar de tratamento.

dica do Jarbas Aragão

Aposentada fica 31 anos sem estudar, passa na Fuvest 2013 e será caloura do próprio filho

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Procuradora aposentada, Lindamir agora pensa em ser professora de geografia

Procuradora aposentada, Lindamir agora pensa em ser professora de geografia

Lucas Rodrigues, no UOL

Esta sexta-feira (1º) foi de comemoração para os aprovados na Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2013, que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. A lista foi divulgada por volta das 14h.

Lindamir Monteiro da Silva é uma dos estudantes que têm muito a celebrar. Prestes a fazer 54 anos, a aposentada passou no curso de geografia após 31 anos fora das salas de aula e será caloura do próprio filho. “Consegui me aposentar em 2011 e no ano passado comecei a fazer cursinho extensivo”, contou. “Eu tive que estudar muito, porque estava longe da escola há um bom tempo”.

Acompanhada da filha de 17 anos, Inae Monteiro Negrão, que prestou arquitetura, mas não entrou na primeira chamada, a aposentada conta que o dia da matrícula será ainda mais especial. “Meu próprio filho irá fazer o meu trote. Ele é veterano do segundo ano no curso de geografia também”, disse, rindo da coincidência.

Antes procuradora do Estado e formada em direito em 1981, Lindamir agora pensa em exercer a carreira de professora. “Prestei só na Fuvest mesmo, e agora é só alegria. Talvez eu queira lecionar depois de terminar essa nova faculdade”, afirmou.

Dedicação

A estudante Beatriz Balthasar, 18, é outra aprovada da Fuvest 2013.  A agora caloura do curso de gestão ambiental também havia prestado hidráulica e saneamento ambiental na Fatec (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo) e passou em letras pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Eu fiquei muito feliz porque foi um ano inteiro batalhando com os meus amigos e é uma satisfação muito grande”, disse. “Lembro que quando ficava ansiosa para a prova tinha insônia e estudava a madrugada inteira”.

Beatriz não é a única. Isabeli Ariel, 19, passou no curso de psicologia e usava a mesma técnica. “Quando ia mal nos simulados, eu virava a madrugada em cima dos livros”. A estudante também conseguiu uma vaga na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Já Ramon Silva de Lima, 17, afirma que estudou com tranquilidade para as provas da Fuvest 2013. “Eu fiz Olimpíadas Científicas. Eu acho que isso me ajudou bastante”, afirma o aprovado em engenharia da computação, que conciliou o último ano do ensino médio com cursinho.

Luís Toledo, 23, que passou em engenharia química na Escola Politécnica da USP, também falou da sua superação. O estudante fez dois anos de cursinho e teve de abrir mão da vida social. “Foi muito sofrimento, mas eu só cheguei aqui com o apoio da minha família, da minha mãe, da minha irmã, e dos meus amigos próximos”, disse. “Foi fundamental para eu ter força”.

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