Contando e Cantando (Volume 2)

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Relembre os livros infantis que marcaram décadas

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(foto: Divulgação)

(foto: Divulgação)

 

Publicado no Bem Paraná

No mês de maior homenagem à literatura infantil, com a comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil e Dia Mundial do Livro, a Leiturinha, maior clube de assinaturas de livros infantis do Brasil, preparou uma surpresa para os leitores de plantão.

Para relembrar os livros que marcaram as últimas 10 décadas, o clube reuniu os clássicos que encantaram gerações ao longo dos anos. “Todas as obras escolhidas como representantes de sua década são importantes. Além de carregarem um valor histórico, trazem consigo uma carga afetiva contextualizada em seu tempo”, explica a curadora da Leiturinha, Cynthia Spaggiari.

Preparem-se para voltar no tempo!

Década 1920: A Menina do Narizinho Arrebitado – Monteiro Lobato. Lançado em 1920
Este é o primeiro clássico infantil do autor Monteiro Lobato. Esta obra deu início a uma série de personagens eternizados no Sítio do Picapau Amarelo.

Década 1930: Aventuras do Avião Vermelho – Érico Veríssimo. Lançado em 1936
Este clássico conta a história de Fernando e seu pai. Com um aviãozinho vermelho, a imaginação do leitor é transportada por uma grande aventura..

Década 1940: O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry. Lançado em 1943
Uma sensível história que se passa num planeta muito, muito distante. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou este clássico há 70 anos, mas transcende gerações e gostos literários.

Década 1950: As crônicas de Nárnia – de C.S. Lewis. Lançado entre 1949 e 1954
Esta é uma série de fantasia criada pelo autor irlandês C. S. Lewis. Nesta aventura, os animais falam, os objetos têm vida e as crianças são inseridas em batalhas entre o bem e o mal.

Década 1960: Flicts – Ziraldo. Lançado em 1969
O clássico de Ziraldo conta uma história emocionante que permite refletir sobre respeito, diferença e aceitação.

Década 1970: O Escaravelho do Diabo – Lucia Machado de Almeida. Lançado em 1974
Este é um clássico juvenil de mistério e muito suspense. Sua primeira publicação aconteceu em 1953, na revista O Cruzeiro. Em 1974, O Escaravelho do Diabo alcançou maior sucesso ao ser republicado pela Série Vaga-Lume.

Década 1980: O Menino Maluquinho – Ziraldo. Lançado em 1980
O menino maluquinho é uma série de quadrinhos eternizados por muitas crianças, servindo de inspiração para peças teatrais, filmes, óperas e séries de tv.

Década 1990: Harry Potter e a Pedra Filosofal – J.K. Rowling. Lançado em 1997
Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro dos sete volumes da série de fantasia Harry Potter. As obras deram origem a filmes que fizeram com que o bruxinho virasse uma febre entre crianças, adolescentes e até adultos de todo o mundo.

Década 2000: O Diário de um Banana – Jeff Kinney. Lançado em 2007
Não é nada fácil ser criança e esse banana sabe bem disso! Quem entende sobre ser criança melhor do que todo mundo é Greg, um menino comum que, como qualquer outro, passar por disputas na escola e sofre com sua baixa popularidade. Diário de um Banana é sucesso até hoje entre crianças e pré-adolescentes de todo o mundo.

Década 2010: Malala, a Menina que Queria Ir Para a Escola – Adriana Carranca Corrêa – Lançado em 2015
Malala é um best-seller, escrito pela brasileira Adriana Carranca, que conta a história de Malala Yousafzai, que sofreu um atentado de membros do movimento Talibã por defender a educação feminina no Paquistão. Uma emocionante história sobre coragem e resiliência.

Depois do ‘Escaravelho’, mais livros da Coleção Vaga-Lume vão virar filme

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Projeto levará às telas histórias de autores nacionais que fizeram sucesso nos anos 1970, 80 e 90. Conheça as escolhidas.

Tadeu Goulart, no Blasting news

Estreou na última semana em todo o circuito nacional o filme ‘Escaravelho do Diabo’, obra de Lúcia Machado de Almeida escrita originalmente para a Coleção Vaga-Lume e adaptada agora para o cinema. Ainda não foram divulgados quantos espectadores foram ver a produção, mas antes mesmo disso já está previsto o lançamento de mais filmes baseados nas histórias da série de livros que fez sucesso nos anos 1970, 1980 e 1990, voltados todos para o público infanto-juvenil.

Confira uma resenha-crítica literária exclusiva feita pelo Blasting News a respeito do livro:

Novas adaptações

Com isso, novas histórias já estão na linha para irem às telonas. Dentre os títulos escolhidos está ‘O Mistério do Cinco Estrelas’, livro escrito por Marcos Rey, autor paulista que vendeu quase três milhões de exemplares apenas com essa história. A história fala sobre Leo, mensageiro do Emperor Park Hotel, hotel de luxo da grande São Paulo. No local, ele descobre um assassinato e corre atrás de pistas para provar que o que ele viu é real.

O título fez tanto sucesso que teve continuidade em outras histórias. Todas elas devem ir para as telas: ‘O Rapto do Garoto de Ouro’ e ‘Um cadáver ouve rádio’, sucessos que sucedem as a história iniciada no hotel de luxo. Contudo, ‘Um rosto no computador’ ainda não foi confirmado para ir para o cinema.

As duas primeiras tiveram os direitos comprados por Rodrigo Teixeira, produtor da RT Feautures, responsável por filmes como ‘Alemão’ e também coproduções gringas: ‘A Bruxa’ e ‘Indignação’, ambas adaptados de livros de Philip Roth.

Segundo o diretor Carlo Milani, que adaptou ‘O Escaravelho’, a ideia é que os filmes sofram algumas adaptações, com um pouco de tecnologia e se passando na atualidade. Quem foi ao cinema ver o lançamento não se chocou com mudanças e elogiou o filme ao final.

Sucesso até hoje

Pouca gente sabe, mas os livros da Coleção ainda rendem dinheiro para seus autores. Até hoje já foram vendidos mais de 8 milhões de exemplares, número expressivo que representa também crianças, jovens e adultos que formaram sua estrada literária a partir das histórias contadas pelos escritores da coleção. Uma característica era a valorização da cultura popular e de personagens do cotidiano, sem apelar para o clichê. Seu catálogo ativo tem mais de 100 obras, adotadas em escolas públicas a pedido dos professores.

Relembre dez clássicos infantojuvenis que mereciam virar filmes

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Rodolfo Vicentini, no UOL

Entre tantos clássicos da literatura infantojuvenil que marcaram a infância, quais você escolheria para ver nos cinemas? Com o lançamento na quinta-feira (14) da versão cinematográfica de “O Escaravelho do Diabo”, o sentimento nostálgico tomou conta dos adultos.

O livro de Lúcia Machado de Almeida é um dos principais nomes da antiga coleção “Vaga-Lume”, da editora Ática, que desde a década de 1970 mexe com o imaginário de tantos jovens leitores.

A falta de filmes para o público infantojuvenil chama atenção no cinema nacional. “Talvez o cinema nacional tenha visto a criança até agora como criança. E a criança cresceu, amadureceu no sentido de ser tão antenada quanto o adulto”, falou o ator Marcos Caruso em entrevista ao UOL nesta semana.

Mergulhando em fantasia, suspense, investigação e terror, os jovens que leram a coleção Vaga-Lume e outros clássicos infantojuvenis quando estavam no ensino fundamental agora já estão adultos. Entre tantas obras, selecionamos algumas que seriam grandes apostas para conquistar novos e antigos fãs nas telonas.

. “O Mistério do Cinco Estrelas” (Marcos Rey)

a-capa-de-o-misterio-do-cinco-estrelas-da-colecao-vagalume-1394557996468_300x420Figura carimbada na coleção Vaga-Lume, Marcos Rey (pseudônimo de Edmundo Donato) lançou o suspense em 1981. Léo, um carregador de malas de um hotel luxuoso em São Paulo, acaba encontrando o corpo de um homem debaixo da cama de um dos hóspedes mais importantes, o Barão.

O garoto de 16 anos chama a polícia, mas decide resolver o caso sozinho, claro, com a ajuda dos amigos do colégio. A turma entrevista inúmeros funcionários e clientes do hotel, passando por situações perigosas para chegar à verdade.

. “O Esqueleto Atrás da Porta” (Stella Carr)

Stella Carr aborda o comércio de drogas nas escolas e descreve personagens típicos encontrados em todos os colégios. O empolgante e misterioso enredo sobre a discussão do tema central, do envolvimento de menores com questões ilícitas, transmite uma mensagem ao leitor. O nome “O Esqueleto Atrás da Porta” vem da ideia de algo que tenta ser escondido para não denegrir a imagem de alguém.

. “A Droga da Obediência” (Pedro Bandeira)

capa-do-livro-a-droga-da-obediencia-1984-de-pedro-bandeira-1409180839458_300x420Publicado em 1984, “A Droga da Obediência” é o primeiro livro da série “Os Karas”, grupo formado por jovens talentosos e inteligentes que precisam lutar contra o misterioso doutor Q.I e sua poderosa droga, transformando todos em fiéis seguidores.

Esse foi o primeiro livro da série. Ainda na sequência, “Pântano de Sangue”, “Anjo da Morte” e mais três obras contam as aventuras da turma.

. “Na Mira do Vampiro” (Claudio José Lopes dos Santos)

Um vampiro à solta na cidade do Rio de Janeiro é motivo para qualquer jovem ficar preocupado ou destemido. A dupla Duda e Toninho criam coragem e vão atrás do misterioso caso. Passando por aventuras e situações engraçadas, os dois acabam criando uma história que intriga o leitor e não o deixa descansar o livro até saber se o bendito monstro foi encontrado.

 

. “A Turma da Rua Quinze” (Marçal Aquino)

a-turma-da-rua-quinze-1397697776636_300x420Outro clássico da década de 1990, “A Turma da Rua Quinze” conta a série de sumiços de moradores de um bairro, que acabavam como desaparecidos. Marcão é um desses que não foram encontrados ainda, levando os pais à polícia e os amigos a bolar um plano para tentar resolver o problema. Enquanto isso, o cachorro Napoleão cisma com um sinistro vizinho, que se mudou faz pouco tempo e cuja enorme cicatriz no rosto chama a atenção.

. “A Ilha Perdida” (Maria José Dupré)

Publicado originalmente em 1944, estima-se que já tenha vendido mais de 3 milhões de unidades. Resgatado pela editora Ática, o livro apresenta os irmãos Eduardo e Henrique, que passam as férias na fazenda da família.

Após ficarem o dia montando a cavalo, brincando no lago e percorrendo o grande terreno da localidade, a dupla encontra uma ilha distante do outro lado da margem do rio. Curiosos, eles se preparam para chegar à misteriosa região.

. “O Rapto do Garoto de Ouro” (Marcos Rey)

a-capa-de-o-rapto-do-garoto-de-ouro-da-colecao-vagalume-1394557994345_300x420Um dos livros mais lembrados da coleção “Vaga-Lume”, a obra de Marcos Rey é contada em São Paulo. O recente sucesso de Alfredo como músico foi logo seguido pelo sequestro do garoto. Os amigos mais próximos acabam tomando o caso como investigadores profissionais e vão apurar os fatos para tentar desvendar quem fez isso com o amigo.

. “O Segredo da Casa Amarela” (Giselda Laporta Nicolelis)

Wanderlei, Zarolho, Camaleão, Jaime e Pedro são amigos e xeretas por natureza. Intrigados com uma misteriosa casa amarela, que fica justamente na frente do campinho onde eles jogam bola, o quinteto decide investigar. Homens misteriosos entram e saem da casa a toda hora, e algo está enterrado no quintal.

. “A Vida Secreta de Jonas” (Luiz Galdino)

O escritor Luiz Galdino baseou o livro em uma notícia que viu quando ainda era pequeno: um garoto do interior de Goiás que, além de estranho, não sabia de onde vinha. Com o caso na cabeça por tanto tempo, o livro foi publicado em 1989, com um enredo semelhante, que mistura ficção científica e suspense.

. “Meninos Sem Pátria” (Luiz Puntel)

a-capa-de-meninos-sem-patria-da-colecao-vagalume-1394557991586_300x420Introduzindo um tema mais complexo aos adolescentes, Luiz Puntel apresenta uma família que procura exílio durante a ditadura militar. Em cada país, uma mudança acaba acontecendo e a família precisa se ajustar para conseguir lidar com a situação e deixar de lado a saudade da pátria.

O narrador da história é Marcos, filho mais velho de Zé Maria e Tereza, cujo pai era dono do jornal “O Binóculo” e foi responsável por denunciar casos de corrupção na cidade onde moravam.

Coleção Vaga-Lume ainda rende milhares de reais para alguns de seus autores

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Capas dos livros "O Escaravelho do Diabo", "A Turma da Rua Quinze" e "Deu a Louca no Tempo", da Coleção Vaga-Lume

Capas dos livros “O Escaravelho do Diabo”, “A Turma da Rua Quinze” e “Deu a Louca no Tempo”, da Coleção Vaga-Lume

 

Rodrigo Casarin, no UOL

Mais de 8 milhões de exemplares. É esse o expressivo número de livros que a Coleção Vaga-Lume já vendeu. Responsável por marcar gerações de crianças, jovens e adultos, a série está novamente em destaque graças à adaptação cinematográfica de “O Escaravelho do Diabo”, livro de Lúcia Machado de Almeida, publicado em 1972. A obra pontuou o início da coleção lançada pela editora Ática e que, atualmente, após fusões de empresas, pertence à Somos Educação.

E mesmo que um de seus títulos mais famosos não estivesse virando filme, o protagonismo da Vaga-Lume continuaria existindo. Hoje, seu catálogo ativo tem 54 títulos, das mais de cem obras que publicou ao longo do tempo, e seu filhote luminoso, a Vaga-Lume Júnior, criada na década de 1990, possui 20 volumes. Parte deles –a editora prefere não divulgar quais– ainda é adotada em escolas públicas de todas as esferas governamentais, a pedido dos próprios professores, e nas particulares.

Buscando continuar em sintonia com o público jovem, e por ocasião dos 50 anos da casa editorial, em 2015 foram relançados dez títulos do catálogo, com novo projeto gráfico, capa que brilha no escuro e mascote, o vaga-lume Luminoso, repaginado.

Livros continuam rendendo aos autores

Dentre as obras que foram lançadas repaginadas no ano passado estão o próprio “O Escaravelho do Diabo” e “Deu a Louca no Tempo”, de Marcelo Duarte, escritor que também publicou pela coleção os livros “Jogo Sujo”, “O Ladrão de Sorrisos”, “Tem Lagartixa no Computador” e “Meu Outro Eu”. Juntos, até dezembro de 2015, venderam 249 mil exemplares. Segundo o autor, esses trabalhos lhe rendem, em direitos autorais, em média R$ 2 mil por mês, e “nos meses em que há adoção pelas escolas, o valor é maior”, explica.

Outro nome conhecido que teve obras publicadas na Vaga-Lume é Marçal Aquino. “Como os livros tinham tiragens e vendas altas, renderam e continuam rendendo direitos até hoje, quase 30 anos depois de lançados, caso do ‘A Turma da Rua 15’. Mas estou impedido, por contrato, de divulgar esses valores”, diz ele sobre as vendas. “Não tenho os números de venda dos meus livros. O que posso afirmar é que são números altíssimos, na casa das centenas de milhares, impensáveis se comparados à literatura adulta”.

Além de “A Turma da Rua 15”, também são de Aquino “O Jogo do Camaleão”, “O Mistério da Cidade Fantasma” e “O Primeiro Amor e Outros Perigos”, que proporcionaram ao escritor uma experiência singular. “A Vaga-Lume tem vários significados para mim, como o desafio de ter escrito especificamente para o público juvenil e o fato de ter recebido uma calorosa acolhida. Mas talvez a coisa mais relevante seja outra, que comprova a importância da coleção na formação de leitores: invariavelmente, em eventos de que participo, até hoje é grande a presença de pessoas que descobriram meu trabalho via Vaga-Lume e passaram a ler meus livros adultos depois que cresceram”.

Aquino também se lembra da diferença desses trabalhos para os que vieram depois, como “O Invasor” e “Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”. “Acho que, afora o prazer e a responsabilidade de escrever para jovens, que estão se aproximando da literatura pela primeira vez, foi um grande aprendizado. Impossível de ser repetido na literatura adulta, já que, no caso dos livros juvenis, você já sabe durante o processo de escrita a quem se destinam e qual a faixa etária, por exemplo”.

Mas um título publicado pela coleção não significa ter uma renda permanente para o resto da vida, vale frisar. Rubens Francisco Lucchetti, por exemplo, é o autor de “O Fantasma de Tio William”, publicado em 1992 e reeditado em 2005, cujas vendas alcançaram os cem mil exemplares. Apesar do número expressivo, a obra não ganhou reimpressões e os direitos autorais pagos pelos volumes vendidos cessaram, evidentemente.

“O livro está totalmente esgotado e recebo diariamente cartas e mensagens de pessoas interessadas em saber onde poderiam encontrá-lo”, conta o escritor. “É uma história que não envelheceu. Está tão atual quanto na época em que a escrevi. Está entre os livros de que mais gosto. Daria para fazer uma nova edição. Tenho, inclusive, um distrato do livro. Estou, no momento, à procura de uma nova editora para ele”.

Fábrica de obras memoráveis

Lembrando da narrativa que acaba de estrear no cinema, Lidiane Olo, diretora editorial da Somos Educação, diz que “O Escaravelho do Diabo” é uma história com “pitadas de suspense, emoção, aventura, personagens cativantes. E boas histórias são atemporais, ultrapassam décadas, como é o caso de toda a coleção Vaga-Lume, que marcou gerações por mais de 40 anos, descartando modismos. E esse é um dos grandes méritos e prazeres da literatura, a capacidade de transpor aparentes limitações”.

Até hoje, a obra mais vendida da coleção é “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré –a quantidade de exemplares comercializados é outra informação que a editora não divulga. Alguns outros nomes também chamam atenção quando as planilhas são encaradas, como a própria Lúcia Machado de Almeira –que, além de “O Escaravelho do Diabo”, escreveu “O Caso da Borboleta Atíra”, “Spharion”, “As Aventuras de Xisto”, “Xisto e o Pássaro Cósmico” e “Xisto no Espaço”–, e Marcos Rey, autor de 15 títulos da série, dentre eles os célebres “O Mistério do Cinco Estrelas”, “Um Cadáver Ouve Rádio” e “O Rapto do Garoto de Ouro”.

“A Vaga-Lume publica títulos memoráveis, obras que contribuíram para revolucionar a literatura infantojuvenil, trazendo contribuições até os dias de hoje”, diz Lidiane. Sobre a recente repaginação pela qual alguns títulos passaram, ela diz que “a proposta é despertar e promover no público juvenil o gosto, o prazer pela leitura. A Vaga-Lume é nossa missão, nossa história”.

‘O escaravelho do diabo’, ícone da Série Vaga-Lume, chega aos cinemas

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Cena do filme "O escaravelho do diabo", de Carlo Milani - Aline Arruda / Divulgação

Cena do filme “O escaravelho do diabo”, de Carlo Milani – Aline Arruda / Divulgação

 

Publicado em O Globo

RIO — Iniciada em 1972, a Série Vaga-Lume, da Editora Ática, foi uma febre entre leitores adolescentes e alçou escritores pouco celebrados ao topo das listas de mais vendidos. Entre os cerca de 90 livros da coleção, “O escaravelho do diabo”, que chega hoje aos cinemas sob a direção de Carlo Milani, talvez seja o exemplo mais bem-sucedido do projeto.

Leitura quase obrigatória nas aulas de Português e Literatura nos anos 1980 e 90, o livro de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) foi lançado originalmente em 1956, na revista “O Cruzeiro”. Mas ganhou fama quando foi relançado pela Vaga-Lume em 1972. Fama suficiente para que, 44 anos depois, a obra vire um aguardado filme, com Marcos Caruso e Jonas Bloch no elenco.

RELANÇAMENTO

Antiga capa de 'O escaravelho do diabo' - Reprodução

Antiga capa de ‘O escaravelho do diabo’ – Reprodução

A trama simples, que se passa em Vista Alegre, no interior paulista, mostra a saga de Alberto, um jovem que tenta descobrir a identidade do misterioso assassino do irmão, com a ajuda da menina de quem ele gosta e de um inspetor de Polícia. Um sinistro hábito do criminoso chama a atenção do trio: às vésperas dos crimes, ele envia a suas vítimas caixas com os insetos que dão título à obra.

“O escaravelho…” deve ganhar companhia em breve nos cinemas. A produtora RT Features comprou os direitos de três outros clássicos da série, todos escritos por Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato (1925-1999). São todos dos anos 1980: “O mistério do cinco estrelas” (1981), “O rapto do garoto de ouro” (1982) e “Um cadáver ouve rádio” (1983). A empresa diz que ainda não definiu diretores e atores das produções. Porém, promete que as filmagens começam em 2017.

Há dois anos, a série voltou a ser lembrada por causa da morte de Jayme Leão, o ilustrador de suas impactantes capas. Vários leitores elegeram e compartilharam seus desenhos favoritos, em homenagem ao artista gráfico pernambucano.

Ainda na maré de recordações, a Ática relançou, em 2015, dez títulos da coleção. Além de “O escaravelho…”, voltaram às lojas “A ilha perdida” (1973), de Maria José Dupré; “Tonico” (1976), de José Rezende Filho; “Spharion” (1979), de Lúcia Machado de Almeida; “Os barcos de papel” (1980), de José Maviel Monteiro; “O feijão e o sonho” (1983), de Orígenes Lessa; “Açúcar amargo” (1986), de Luiz Puntel; “A turma da rua quinze” (1990), de Marçal Aquino; “A aldeia sagrada” (1993), de Francisco Marins; e “Deu a louca no tempo” (1999), de Marcelo Duarte. O plano era lançar outros neste ano, mas nada foi anunciado até o momento.

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