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‘Vão se f…’, diz autor de ‘Game of thrones’ para quem acha que ele morre antes de terminar a saga

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George R.R. Martin, de 65 anos, diz considerar especulações sobre seu estado de saúde ofensivas

O escritor George R. R. Martin manda um recadinho para os fãs ansiosos - Reprodução

O escritor George R. R. Martin manda um recadinho para os fãs ansiosos – Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – O sexagenário George R. R. Martin, autor da saga que inspirou a série “Game of thrones”, é frequentemente questionado sobre a demora em lançar os últimos volumes de “A song of ice and fire”. Fãs da série de TV e dos livros temem que o americano, de 65 anos, morra antes de completar a história de fantasia. Para eles, seu recado é curto e grosso.

“Francamente, acho bastante ofensivo quando as pessoas começam a especular sobre a minha saúde e a minha morte. Então quero que essas pessoas se f****”, disse, levantando o dedo do meio para reforçar sua opinião (assista aqui ao vídeo).

“A dança dos dragões”, o quinto e o último livro lançado, em 2011, levou seis anos para ser escrito. Ainda faltam outros dois volumes para completar a saga, com um total de sete livros. Martin está trabalhando em “The winds of winter”, mas não deu previsão de lançamento.

Uma análise do ritmo de escrita de George R.R. Martin com base nos livros anteriores determinou que o autor escreve, em média, apenas 350 palavras por dia. Nesta velocidade, portanto, o livro só ficaria pronto em 2017. Em uma entrevista recente ao site “Mashable”, Martin admitiu que “precisa escrever mais rápido”, mas completou:

“Eu não faço promessas. Descobri há muito tempo que quando você olha o todo, a catedral que você tem que construir, tudo parece tão assustador que você apenas desiste, senta no sofá e vai jogar videogame”.

Efeito Maracanã

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De 1950 a 2014, nossa educação viveu fenômeno oposto ao dos estádios padrão Fifa: massificou-se, mas perdeu qualidade
Um dos cartazes mais marcantes - 'Se tem dinheiro pra a copa, tem que ter pra educação!'_thumb[1]

Antônio Gois

‘Me chama de Copa e investe em mim. Assinado: educação.” Nas manifestações de junho do ano passado, esse foi um dos cartazes mais replicados pelo país entre aqueles que cobravam para nossas escolas o mesmo padrão Fifa de qualidade que estava sendo entregue aos estádios.

Tanto no futebol quanto na educação, há quem sinta saudade dos tempos em que o Brasil sediou seu primeiro Mundial. O curioso é que, de lá para cá, nossas escolas públicas sofreram uma espécie de efeito Maracanã ao contrário: perderam qualidade, mas ficaram mais democráticas.

No dia mais triste do futebol brasileiro, quando perdemos a Copa de 1950 para o Uruguai, 200 mil torcedores sofreram mal-ajambrados no recém-inaugurado Maracanã. Depois de sucessivas reformas que consumiram mais e mais recursos públicos, a lotação caiu para 79 mil pessoas, e o estádio foi se elitizando até chegar ao atual padrão Fifa, em que poucos têm acesso aos jogos, mas com conforto incomparável ao que se via no passado.

Enquanto isso, a educação pública trilhava caminho oposto. Há 64 anos, segundo estatísticas do IBGE, havia 4,9 milhões de alunos matriculados no que hoje chamamos de ensinos fundamental e médio. Considerando que a população de 5 a 19 anos, em 1950, era de 19 milhões de brasileiros, podemos estimar que apenas um em cada quatro crianças ou jovens estudava. Atualmente, nessa mesma faixa etária, há 49 milhões de brasileiros, e 87% deles estão matriculados em algum nível de ensino.

O atraso brasileiro na educação não foi fruto do acaso. Em 1950, 51% da população adulta não sabiam ler e escrever. Nos Estados Unidos daquele mesmo ano, essa proporção era de apenas 3%, patamar que até hoje não conseguimos alcançar. A taxa mais recente de analfabetismo divulgada pelo IBGE foi de 9%.

Não há dados objetivos para comparar a qualidade do ensino de meados do século passado com a de agora, mas, pelos relatos de quem estudou nas escolas públicas daquele período e por circunstâncias que nunca mais se repetiram em nossa História, é razoável supor que tivemos uma época de ouro na educação, ao menos para uma minoria de alunos.

Um dos fatores que contribuíram para isso foi o perfil dos professores. Em 1950, o magistério era ainda uma profissão de prestígio e uma das poucas a abrir suas portas para as mulheres. Aos poucos, no entanto, a carreira foi ficando menos atrativa em termos salariais. Além disso, uma parcela da força de trabalho feminina que antes tinha como única opção ser professora foi superando barreiras e conquistando espaço em outras profissões universitárias.

Esse movimento veio acompanhado do aumento das matrículas. A educação pública foi ficando menos excludente, e nela passaram a ingressar mais filhos de pais de instrução precária e dos mais pobres entre os pobres do país. Ainda estamos longe de garantir um ensino universal de qualidade, mas nas escolas públicas, ao menos no nível fundamental, há espaço para todos.

Vai ter Copa, e minha camisa do Brasil já está separada. O fato de confrontarmos os investimentos no esporte chamado de paixão nacional com a situação do ensino público é um sinal positivo de que estamos amadurecendo e, aos poucos, colocando as prioridades em seus devidos lugares. É hora mesmo de cobrar um padrão alto de qualidade na educação. Para todos.

Fonte: O Globo

Até que ponto o ensino é prejudicado…

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FONTE: DADOS DA ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE) COMPILADOS PELA FUNDAÇÃO LEMANN

Dois sucos e a conta com Manoel Andrade

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O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará

O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará Hélio Sousa / Divulgação

O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará Hélio Sousa / Divulgação

Mauro Ventura em O Globo

Tudo começou em 1994, com sete jovens — seis rapazes e uma moça — estudando numa casa de farinha desativada ou debaixo de pés de juazeiro, sentados em cadeiras velhas. Moravam em Cipó, comunidade rural de apenas dez famílias a mais de cem quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Hoje eles são milhares e estão provocando uma pequena revolução educacional no estado. É o Prece, o Programa de Educação em Células Cooperativas, que em 2014 completa 20 anos. Por trás de tudo está Manoel Andrade, de 53 anos, doutor em Química da Universidade Federal do Ceará (UFC). Um dos dez filhos de um casal de agricultores, o pai mal sabia ler e a mãe tinha apenas a quarta série primária. Como em seu lugarejo não havia escola, Manoel foi aos 9 anos morar com os avós em Fortaleza para estudar. Quando começou a pós-graduação, passou a voltar todo fim de semana a Cipó, onde teve a ideia do Prece. No programa, não há professor. Cada estudante ensina aos demais sua disciplina favorita. Juntos, esses alunos do interior compartilham conhecimentos, apoiam-se mutuamente, superam deficiências de aprendizagem e passam no vestibular.

O GLOBO: Quem eram esses sete estudantes pioneiros?
MANOEL ANDRADE:
Eram todos excluídos educacionalmente e hoje, dos sete, só um abandonou os estudos. Os demais se graduaram. Um que na época havia parado na quarta série e estava com 20 anos virou doutor em Química e pesquisador na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Outro que tinha 20 anos e cursava a sexta série está terminando o doutorado em Fitopatologia. Tem ainda um agrônomo, uma professora de História, um mestre em Educação e um graduado em Teologia.

Na época, houve reação dos pais dos jovens da região?
Sim. Os pais eram agricultores analfabetos. Na visão deles, os filhos precisavam trabalhar para ajudar a sustentar a família. Como aqueles jovens, que liam e escreviam de forma precária, entrariam na universidade? Mas, dois anos depois, um dos estudantes, Francisco Antônio, o Toinho, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular de Pedagogia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Seis meses depois, outro também passou. Em 1988, eram quatro na UFC. O sucesso deles atraiu outros jovens.

Como surgiu a ideia do Prece?
Tem origem num episódio que me ocorreu aos 16 anos. Um jovem, Flávio Tabosa Barroso, me convidou para participar de um grupo de estudos. Perguntou o que mais eu gostava de estudar. “Biologia.” E ele: “Então você vai nos ensinar Biologia.” Cada um ensinava aquilo de que mais gostava. Foi uma revolução na minha vida. Quando comecei a voltar a Cipó, resolvi repetir a experiência. Eu botava os meninos para estudar juntos e os levava no meu carro para conhecer a universidade. Eles se animavam ao ver que alguém da região teve sucesso graças ao estudo.

O que essa metodologia de aprendizagem em grupo mostra?
A experiência dos grupos de estudo (também chamados de células de aprendizagem cooperativa) deu certo. Não pode ser só o professor dando aula, uma transferência impositiva de um lado para o outro. Você aprende muito mais interagindo, cooperando, compartilhando conhecimentos e trocando saberes com os outros do que apenas recebendo informação.

Aqueles sete iniciais hoje são milhares…
Estamos influenciando a rede pública do Ceará. A secretaria de Educação do estado me chamou para montar um programa para cada escola estadual. Já preparamos cerca de 2.500 estudantes para organizarem grupos de estudo. Eles estão se proliferando por todo o estado e já há um programa em Mato Grosso inspirado no nosso. Graças ao Prece, cerca de 500 jovens de origem popular entraram na universidade. E mais de 30 cursam ou já cursaram a pós. E não é um êxodo rural, porque, ao ingressarem na universidade, eles passam a retornar às suas comunidades e fundam novos grupos de estudo no interior, transformando a realidade de suas regiões. Nossa utopia é contribuir para a construção de uma escola pública de qualidade.

Jovens continuam na academia após concluir a graduação

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Formação insuficiente e busca por diferencial no currículo atraem recém-graduados para o mestrado

52% dos portadores do título de mestrado no Brasil têm menos de 39 anos Arte: André Mello

52% dos portadores do título de mestrado no Brasil têm menos de 39 anos Arte: André Mello

Luiza Barros em O Globo

RIO – Com um diploma em Engenharia Mecânica de uma universidade prestigiada na mão em um mercado carente de talentos, Felipe Alfaia certamente não teria dificuldade em encontrar um emprego promissor na iniciativa privada. Ao invés disso, o paraense resolveu se mudar para o Rio de Janeiro e mergulhar a cabeça novamente nos livros, mesmo que isso significasse adiar a sonhada independência financeira por mais alguns anos e viver com uma bolsa de R$ 1.500 por mês.

Aos 23 anos e cursando mestrado na Coppe, na UFRJ, Felipe representa bem a parcela crescente de jovens que crê que apenas a titulação de bacharel não é suficiente para se inserir no mercado de trabalho. Sua decisão de buscar a titulação de mestre, ele explica, faz parte de uma estratégia para ser capaz de abrir sua própria empresa de consultoria técnica dentro de alguns anos.

– O mestrado hoje não é mais só para quem quer dar aula. Para engenheiros, é um certificado de que você é capaz em uma área específica – defende Felipe. – Em uma consultoria, o essencial é que o cliente confie em você tecnicamente. Portanto, tenho que ter um currículo para transmitir essa confiança – acredita o jovem que, na reta final do mestrado, já começa a colher os frutos. Depois de viver um ano como bolsista, ele abriu mão do benefício ao encontrar um emprego em uma prestadora de serviços da Petrobras.

– O fato de eu estar cursando um mestrado, ainda mais na Coppe, foi o que contou ao meu favor para conseguir a vaga – avalia.

Formação insuficiente na graduação, falta de confiança em especializações lato sensu (como os MBAs), possibilidade de seguir a carreira acadêmica, vantagem na pontuação em concursos públicos e aumento na oferta de bolsas estão entre alguns motivos que levam a crescente massa que conclui o ciclo de graduação universitária a encarar o mestrado como caminho natural a ser seguido. Em dez anos, o número de bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pulou de 13.060 em 2002 para 43.595 no ano passado. A juventude dos mestres brasileiros pode ser atestada por dados da plataforma Lattes, que agrega os currículos de pesquisadores. De acordo com dados fornecidos pelo serviço, 52% dos portadores do título de mestrado no Brasil tem menos de 39 anos.

Se o cenário comprova a valorização do ensino na sociedade, também pode ser reflexo da deficiência dos nossos cursos de graduação, aponta o pró-reitor de Pesquisa, Pós Graduação e Extensão da UFF, Antonio Cláudio da Nobrega, que também explica a opção pelo mestrado, mesmo quando não se sonha com a carreira acadêmica, pela falta de regulação de especializações na modalidade lato sensu.

– De um modo geral, o jovem que se forma busca mais qualificação para se enquadrar no mercado. O mestrado é mais valorizado porque tem o aval da Capes, enquanto o lato sensu não tem essa avaliação externa. O aluno se sente mais seguro, já que faz um investimento com retorno mais reconhecido, embora a especialização também tenha sua importância – pondera, ao lembrar que a procura também ocorre devido a um gargalo na formação de ensino superior:

– Os cursos de graduação, em muitas universidades, ainda têm um padrão conservador, com disciplinas muito rígidas e dificuldade de se atualizar conforme as exigências da sociedade. A pós, por outro lado, tem um pouco mais de agilidade para fornecer um conhecimento específico que não foi suficiente na graduação.

A opinião do professor é endossada pelo economista Renato Leripio, mestrando da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

– Sinto que, na área de Economia, a graduação não é suficiente para se ter um domínio razoável das matérias – conta o jovem, que sonha em conciliar a carreira acadêmica com uma colocação no Banco Central.

A possibilidade de sair na frente em concursos públicos, inclusive, é uma das vantagens mais citadas pelos jovens ouvidos pela reportagem. Como os editais preveem pontos adicionais para candidatos com mestrado e doutorado, voltar para a faculdade pode valer a pena para concurseiros. Com um diploma de mestre já em mãos e um doutorado em curso na Coppe, Jordana Colmon classifica a Petrobras como “empresa dos sonhos”. Ingressar na pós, a paranaense afirma, foi uma forma de manter o pique dos estudos e se capacitar enquanto tenta conquistar a vaga desejada.

– É um pouco missão impossível estudar para o mestrado e os concursos, mas há semelhança entre os conteúdos. Quero poder usar a pesquisa de forma mais aplicada, em uma empresa como a Petrobras ou a Embraer – explica.

Na outra ponta, uma mudança nas regras de concessão de bolsas em 2010 permitiu a quem já estivesse inserido no mercado somar o benefício ao salário. Segundo a norma, é possível conciliar a bolsa de estudo com o vínculo empregatício, se houver permissão do orientador e a atuação profissional estiver diretamente ligada à pesquisa do aluno. A Capes, no entanto, informa que cada caso é avaliado individualmente e que alunos interessados em acumular o benefício devem procurar a instituição.

A mudança veio a calhar para o historiador Rubens Machado, de 24 anos, que concilia o mestrado em História Social na UFRJ com o trabalho em três colégios diferentes, nas redes pública e privada.

– A prerrogativa de poder acumular a bolsa veio em boa hora, quando eu entrei no mestrado. Há professores que se recusam a assinar a autorização, mas a minha orientadora pensa diferente. A vivência em aula contribui muito para a pesquisa.

Para quem não consegue continuar trabalhando, porém, viver apenas com a bolsa de R$ 1.500 pode ser complicado. Uma das maiores reclamações advém do valor nacional do benefício, o que faz com que estudantes alocados em grandes cidades sofram mais para pagar as contas do que os do interior.

– O valor da bolsa é totalmente insuficiente. Eu vejo que meus amigos que estudaram na mesma faculdade e fazem mestrado e doutorado no Paraná são ricos lá, enquanto eu aqui, no Rio, tenho dificuldades – compara Jordana.

No caso da arquiteta Janaina Matoso, foi justamente o baixo valor da bolsa que a levou a ingressar no mestrado de Urbanismo na UFRJ logo após o fim da faculdade. A jovem de 23 anos avaliou que a única forma de complementar sua formação seria logo no começo da carreira, enquanto ainda vive com a ajuda dos pais, do que mais velha, já empregada, quando possivelmente não teria como abrir mão de um salário para se dedicar exclusivamente à pesquisa.

– O ideal, para o crescimento profissional, seria trabalhar e depois fazer o mestrado. Mas como a bolsa é baixa, é economicamente inviável. Por mais que eu tenha feito essa escolha, foi sobretudo por uma questão econômica. Acredito que, se as bolsas fossem mais atrativas, teríamos profissionais muito mais capacitados – desabafa a mestranda.

Emendar o mestrado com a graduação, porém, pode ser perigoso para quem quer continuar na iniciativa privada, alerta o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa. Segundo o analista, a estratégia só vale a pena para quem quer seguir carreira acadêmica ou quer mudar de profissão.

– Se você percebe durante o seu curso que não é bem o que você queria fazer, é bom logo em seguida fazer a pós-graduação, já na nova área. Agora, se você quer continuar na mesma carreira, diria para não fazer isso. A pessoa precisa ganhar experiência naquilo que aprendeu. O que se recomenda é uma especialização, e não uma pós-graduação – aconselha Rosa, que explica a diferença entre as duas modalidades:

– A especialização é um complemento, enquanto o mestrado é a oportunidade de revisitar o que já se aprendeu com mais profundidade. O ideal é ir atrás da pós, pelo menos, dois anos depois de entrar no mercado. As escolas europeias não aceitam alguém que acabou de sair da faculdade, justamente porque se espera que o mestrado seja uma troca de experiências entre profissionais.

Sobre os valores das bolsas, a Capes informa que fez dois reajustes em suas bolsas de pós-graduação em menos de um ano. No último, o reajuste na categoria de mestrado saltou de R$ 1.350 para R$ 1.500. Antes desses dois reajustes, o último aumento havia ocorrido em junho de 2008, quando as bolsas de mestrado passaram de R$ 940 para R$ 1.200 mil. Ainda segundo a entidade, entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002.

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