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Bienal do Livro do RJ começa nesta quinta-feira e espera receber 600 mil pessoas

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Com 27 autores estrangeiros, programação homenageia a Alemanha e terá um novo espaço dedicado a debates sobre futebol

Jovens folheiam livros em estande da 15ª Bienal do Livro, em setembro de 2011 Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Jovens folheiam livros em estande da 15ª Bienal do Livro, em setembro de 2011 Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

André Miranda em O Globo

RIO – Com um pé na Alemanha e outro no futebol, a XVI Bienal Internacional do Livro do Rio começa hoje, no Riocentro. O evento terá mais de cem debates e bate-papos com autores, sendo que 27 deles convidados estrangeiros, como Mia Couto, Javier Moro, Nicholas Sparks, Emily Giffin, James Hunter e César Aira. A expectativa dos organizadores é que cerca de 600 mil pessoas passem pelo centro de convenções até o dia 8 de setembro, encerramento da Bienal.

Como país homenageado, a Alemanha trouxe uma delegação de escritores, ilustradores, editores e agentes para a cidade. Um dos principais nomes do grupo é Ilija Trojanow, autor de “O colecionador de mundos” e “Degelo” (ambos da Companhia das Letras). O ex-jogador de futebol Michael Ballack também veio para o evento. O estande alemão tem 400 mil metros quadrados — de um total de 55 mil divididos em três pavilhões da Bienal —, e terá abertura oficial hoje, às 18h, com a presença de Wilfried Grolig, embaixador da Alemanha no Brasil; Sônia Jardim, presidente da Bienal do Livro; Wolfgang Bader, diretor do Instituto Goethe; e Marifé Garcia Boix, vice-presidente da Feira do livro de Frankfurt. Em outubro, será a vez de a Feira de Frankfurt ter o Brasil como país homenageado.

— Os editores alemães estão muito interessados no mercado brasileiro. Este ano, mais de 40 editoras de língua alemã estão publicando romances brasileiros — diz Marifé. — Muitas estão fazendo isso pela primeira vez. Então nós podemos afirmar que o interesse alemão nos autores e na literatura brasileiros é imenso.

Porta dos Fundos no Domingo

A programação cultural da Bienal manteve as já tradicionais mesas do Café Literário e do Mulher e Ponto, espaços montados para receber autores em conversas com o público. Uma novidade, porém, é a criação do Placar Literário, onde a euforia do brasileiro com o futebol será debatida: hoje, por exemplo, a diretora do Museu da Imagem e do Som do Rio, Rosa Maria Araújo, e o diretor do Museu do Futebol de São Paulo, Leonel Kaz, vão falar, às 19h, sobre como o futebol e a música popular vêm ganhando atenção nos estudos da cultura brasileira.

Outra novidade é o Acampamento na Bienal, um espaço interativo criado para jovens leitores. Nele, estarão nomes como Felipe Neto, Eduardo Spohr, Isadora Faber, Corey May e Raphael Draccon. No domingo, às 15h, a equipe do portal de humor Porta dos Fundos vai falar com o público numa sessão intitulada “Como entrar pela porta dos fundos e sair pela porta da frente?”.

Os ingressos para a Bienal, à venda na bilheteria do Riocentro ou no site www.ingressomais. com.br, custam R$ 14 por pessoa, sendo que estudantes e maiores de 60 anos pagam meia-entrada. Hoje, o horário de funcionamento é das 13h às 22h, mas a partir de amanhã a Bienal fica aberta entre 9h e 22h nos dias úteis, e entre 10h e 22h nos fins de semana.

dica do Ailsom Heringer

Alunos do ITA fazem a primeira paralisação da história do instituto

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Eles reivindicam reforma nos sistemas avaliativo e pedagógico; reitor promete atender

Estudantes do ITA protestam durante a primeira paralisação da história do instituto Divulgação/Fotografita

Estudantes do ITA protestam durante a primeira paralisação da história do instituto Divulgação/Fotografita

Lauro Neto em O Globo

RIO — Alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José do Campos (SP), fizeram a primeira paralisação da história da instituição, nesta terça-feira (27). Os estudantes reividicam uma reforma nos sistemas avaliativo e pedagógico, entre outras reclamações. Um dos cartazes do protesto trazia dizeres como “Não é Bin Laden, é professor do ITA”. O reitor Carlos Américo Pacheco se reuniu com os alunos e professores e, em entrevista ao GLOBO, prometeu atender parte das demandas ainda neste semestre. Nesta quarta (28), as atividades voltaram à normalidade.

Segundo o presidente do Centro Acadêmico Santos Dumont (Casd), Marcus Gualberto Ganter, a paralisação foi aprovada em assembleia geral na semana anterior. Em nota (leia a íntegra aqui), o Casd informa que entre as reivindicações estão a abertura de sindicância para casos críticos e abusos evidentes por parte de professores; afastamento de docentes se for de concordância unânime dos alunos; e presença dos estudantes na Comissão de Verificação de Aproveitamento Escolar, com ampla defesa.

De acordo com Ganter, algumas propostas do Casd precisam de atendimento imediato, como a maior transparência na divulgação da nota númerica, quantificação da distribuição de pesos entre as questões e esclarecimento dos critérios de correção.

— Decidimos paralisar as atividades pedindo mudanças tanto no sistema pedagógico quanto no processo avaliativo. Próximo à paralisação, o reitor pediu para chamar os professores para debater os problemas junto a eles. A reunião foi muito positiva. Muitos professores não tinham ideia do quão desmotivados os alunos estavam. Já tínhamos tratado dessas reivindicações antes, mas sem um resposta mais efetiva e um prazo da direção. Com a paralisação, tivemos a palavra do reitor de que haveria a formação de um grupo de trabalho para dar encaminhamento a 90% dessas reivindicações — diz Ganter, que tem 23 anos e está no 4º ano de Engenharia Mecânica Aeronáutica.

O presidente do Casd esclarece que os alunos são favoráveis ao programa de expansão do ITA, que prevê a duplicação do número de vagas, além de uma série de inovações. No entanto, ressalta que as falhas no no sistema e no modelo atuais devem ser corrigidas em conjunto com a administração o quanto antes. “Se não, passaremos de 600 alunos, para 1.200 desmotivados”. A previsão é de que 50% das novas vagas já entrem no processo seletivo do fim do ano.

— O Casd e os alunos são a favor da duplicação e temos um otimismo muito grande em relação à expansão. Mas não deixamos de estar desmotivados agora. Se nada for feito em relação ao sistema pedagógico e não melhorar a didática, a prática de engenharia, não adianta ampliar o alojamento. Temos que corrigir as falhas que existem o mais rápido possível — acrescenta Ganter.

Carlos Américo Pacheco, reitor do ITA, reconheceu que a maior parte das reivindicações dos alunos é convergente com a agenda da instituição e será atendida. Ele explicou que o instituto passa por uma reformulação, que inclui a parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, por isso, a reforma do sistema educacional já está prevista, mas demanda tempo.

— A agenda dos alunos é bastante pragmática, de coisas menores. A reforma é mais ampla, de tentar mudar a abordagem do ensino da engenharia. Boa parte das reivindicações dos alunos é fácil de atender no curto prazo. O ITA tem um regime muito duro de avaliação. É muito difícil entrar na escola. O questionamento maior são de poucos casos, um em cada curso, em que há uma sobrecarga de trabalho ou critérios de avaliação pontuais. Eles reclamam do regime muito duro no conjunto: carga e pressão muito grandes. Boa parte do que foi conversado vamos ver como operacionalizar ainda este semestre — afirma Pacheco.

O reitor antecipa que já em setembro haverá um curso de pós-graduação em conjunto com MIT na área de transporte aéreo, com intercâmbio de professores e alunos entre as duas instituições.

— Será um curso experimental: vão 13 alunos de graduação e outros de pós. Do pessoal de civil e aeronáutica, todo mundo vai fazer. A ideia é que consigamos um jeito de financiar que todos passem pelo menos uma semana lá. A escola precisa renovar sua forma de ensinar. Temos tido sucesso na formação de bons profissionais, mas podemos fazer melhor e nos adaptar a um perfil da nova geração Y, mais conectada ao mundo, sem perder as qualidades da formação técnica. O desafio é como despertar a curiosidade científica independente do sistema de cobrança, como produzir qualificações usando processo pedagógico diferente — reconhece Pacheco. — No acordo com o MIT a partir do ano que vem, um dos componentes é o reexame do código de educação do engenheiro.

Crianças escrevem livro e conseguem editora para lançar

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História infantil foi escrita sobre supervisão de mãe dos três meninos autores

Márcio Menasce em O Globo

Que a imaginação das crianças é fértil, todo mundo sabe. Mas a engenheira Renata Caruso, moradora da Barra, resolveu transformar em livro uma das histórias engendradas pela criatividade de seus filhos João, de 6 anos; Felipe, de 11; e Pedro, de 12.

Editado pela Outrasletras, o livro “Quinquim e o dragão, diferentes amigos”, escrito pelos meninos sob a supervisão de Renata, conta a história de um menino viking e sua amizade com um dragão.

— A ideia partiu do João. Eu sempre contava uma história com dragão para ele dormir, mas era no improviso, e nunca me lembrava exatamente o que tinha contado na noite anterior. Então ele pediu aos irmãos para escreverem a história da forma como ele gostava, para que eu não inventasse coisas diferentes — conta Renata.

Deste exercício de escrever a história de Renata, os meninos começaram a criar sua própria obra, de forma coletiva.

— Um de nós contava uma parte da história. Se todos gostassem, colocávamos no livro. Se não, ficava de fora — conta João sobre o processo criativo.

O resultado foi agradando tanto à família que Felipe teve a ideia de editar um livro de verdade. Renata mais uma vez aprovou a iniciativa dos filhos. Ela procurou uma amiga editora para oferecer o texto e, assim, a obra nasceu.

dica do Ailsom Heringer

Estudantes constroem torre de Lego mais alta do mundo nos EUA

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Com 40 metros de altura e cerca de 500 mil peças, contrução recebeu certificado do Guinnes World Record

Publicado em O Globo

A torre de Lego erguida em Red Clay, Delaware, EUA Reprodução do Facebook

A torre de Lego erguida em Red Clay, Delaware, EUA Reprodução do Facebook

RIO – Estudantes e professores do distrito de Red Clay, em Delaware, nos EUA, quebraram um recorde ao construir a torre de Lego mais alta do mundo.

Depois de meses de muito trabalho, que envolveu até um guindaste, a comunidade escolar local recebeu o certificado do Guinness World Record ao erguer uma torre de quase 40 metros de altura, o equivalente a um prédio de 11 andares, com cerca de 500 mil peças de Lego.

Para alcançar quebrar o recorde anterior, que havia sido atingido na cidade de Praga, República Tcheca, na Europa, os alunos de todas as escolas de Red Clay abriram mão de seus meses de férias. Eles circularam por toda a cidade e arredores coletando peças de Lego de porta em porta, e até realizaram uma campanha na mídia local e nas redes sociais para reunir doações e, assim, viabilizar um sonho de verão que pesa cerca de 1 tonelada.

Conheça sete criações inovadoras que saíram de universidades

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Inventos feitos por alunos e professores podem trazer grandes avanços para a sociedade

Publicado em O Globo

Se universidade é local de conhecimento e pesquisa, é natural que ideias inovadoras saiam de dentro delas a todo momento. Confira uma lista com criativos inventos produzidos por alunos e professores que podem trazer grandes avanços para a sociedade.

1 – Beauty Technology – PUC-RJ

A aluna do curso de doutorado do Departamento de Informática da PUC-Rio, Katia Vega, desenvolve pesquisas sobre o conceito de “Beauty Technology”, que agrega tecnologia a diferentes partes do corpo humano. A pesquisadora já desenvolveu cílios postiços capazes de emitir comandos eletrônicos através do movimento do piscar dos olhos, como passar slides em uma apresentação, e criou unhas postiças com dispositivos que emitem comandos como acender luzes e abrir portas.

Ana Branco / Agência O Globo

Ana Branco / Agência O Globo

2 – Cadeira de rodas controlada pelo cérebro – Cesupa

Discentes de Ciência da Computação do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) criaram uma cadeira de rodas que capta as ondas cerebrais capazes de comandar o movimento do equipamento. Os comandos são enviados por uma rede de transmissão sem fio que facilitará a locomoção de paraplégicos com baixa mobilidade nos braços e tetraplégicos.

José Cruz / Agência Brasil

José Cruz / Agência Brasil

3 – PediPower – Universidade Rice (EUA)

Já imaginou recarregar seu celular enquanto caminha? Se depender deste grupo de estudantes de engenharia da Universidade Rice, nos Estados Unidos, isso será possível. Eles criaram o protótipo de um aparelho, batizado como PediPower, que pode ser acoplado ao tênis das pessoas para aproveitar a energia cinética gerada pelos passos. Cada vez que a sola do sapato toca o chão, uma série de mecanismos conectados a um motor produzem essa energia.

4 – Carro de corrida elétrico – Unicamp

Na Unicamp, alunos de cursos, que vão das diferentes engenharias ao Departamento de Artes, criaram um carro de corrida elétrico capaz de alcançar 100 km/h em 4 segundos, além de atingir a velocidade máxima de 170 km/h. De acordo com o estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe envolvida na construção do carro, Diego Moreno Bravo, o modelo pesa 250 quilos e o desafio agora é chegar a 200 quilos. “Quanto mais leve, melhor a performance do carro”, justifica.

Divulgação / Willen Grimm Balaniuc

Divulgação / Willen Grimm Balaniuc

5 – Casa sobre rodas – Universidade de Minesota (EUA)

O estudante de arquitetura Hank Butitta resolveu transformar um ônibus escolar em uma confortável casa móvel. O projeto foi tocado por ele no último período do curso, que fez na Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, e o resultado é surpreendente. Finalizado em 15 semanas, o espaço tem camas, cozinha e banheiro.

6 – Treini vest – UFMG

Trata-se de uma veste biomecânica que simula a tração das estruturas do corpo humano, proporcionando suporte para postura e movimento de pessoas com disfunções motoras. Criada por alunos e professores da Escola de Fisioterapia, Educação Física e Terapia ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a roupa pode ser usada de modo terapêutico na recuperação de pessoas com deficiência física e até para prevenir tendinites e bursites sofridas por pessoas que trabalham nas linhas de produção. A comercialização já deve começar no ano que vem.

Divulgação / UFMG

Divulgação / UFMG

7 – Veículo aéreo não tripulado – UFJF

Criado pelo professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Leonardo de Mello Honório, a aeronave não tripulada é destinada à vistoria de torres de energia elétrica. O aparelho poderá ser usado para monitorar linhas de transmissão e subestações em locais de difícil acesso, como áreas alagadas de represas. Atualmente, esse serviço é feito com helicópteros. O projeto está em desenvolvimento há cerca de um ano, pelo Departamento de Energia Elétrica da instituição, junto com bolsistas da graduação e do pós-doutorado.

Divulgação / UFJF

Divulgação / UFJF

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