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O dia em que o mundo dedica um pouco de seu tempo para ler Tolkien

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Hoje, em diversos países, pessoas dedicam um pouco de seu tempo a ler a obra de um dos autores mais célebres da literatura mundial: J.R.R. Tolkien. Leia você também

Marcos  Nunes Carreiro, no Jornal Opção

J.R.R. Tolkien: o autor é celebrado neste 25 de março

J.R.R. Tolkien: o autor é celebrado neste 25 de março

“Num buraco no chão vivia um Hobbit”. Foi com esta frase que o mundo conheceu John Ronald Reuel Tolkien, o homem que não apenas colocou a escrita de fantasia de volta nas prateleiras de todo o mundo, como também criou as bases para que fosse considerado o “pai da fantasia moderna”.

Geralmente lembrado como o autor de “O Senhor dos Aneis”, Tolkien possui uma obra que abrange mais de 50 livros — grande parte deles publicados postumamente. Essa vasta obra contém a criação de um autor que formou uma mitologia completa para compor o mundo que mudou a forma de escrever sobre fantasia e, até os dias atuais, serve de guia para diversos autores, músicos, cineastas, pintores etc.

Por isso, Tolkien é o motivo que levou à formação de várias sociedades ao redor do mundo, como a Tolkien Brasil, que divulga o trabalho do autor no País e aglomera fãs e pesquisadores de sua obra. A principal dessas sociedades, como não poderia deixar de ser, é a internacional Tolkien Society, que tem sede na Inglaterra. Em 2003, essa organização deu início ao dia que motiva a escrita desta matéria: o Dia de Ler Tolkien.

O dia comemorativo foi escolhido pela Tolkien Society depois que um jornalista perguntou ao comitê: “Existe um dia dedicado informalmente para ler o autor, da mesma forma que o ‘bloomsday’ é dedicado a Joyce?”. Bloomsday é o único feriado no mundo dedicado à leitura de um livro não religioso, em que milhares de pessoas param o trabalho na Irlanda para ler James Joyce.

Por isso, o comitê da Tolkien Society, liderado à época por Chris Crawshaw, escolheu o dia 25 de março como o marco para ler a obra do autor britânico. Em homenagem a este dia, o Jornal Opção reproduz um dos trechos mais marcantes de “O Silmarillion”, obra central da mitologia tolkieniana, em que o autor descreve a criação das árvores que regem as histórias do mundo antigo, as Árvores de Valinor:

E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não o canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim, surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos Dias Antigos.

Uma tinha folhas verde-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém-aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada em Valinor; mas Laurelin era a outra.

19 livros que todos deveriam ler na escola

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(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

Luciana Galastri, na Galileu

Perguntamos a nossos fãs no Facebook que livros eles gostariam de ter lido na escola – e quais deles eles indicariam para os estudantes de hoje, para estimular o gosto pela leitura. Confira aqui algumas das respostas e veja a lista completa de indicações no fim do post – vale comentar por lá e deixar a sua indicação também:

O Diário de Anne Frank, Anne Frank

O emocionante relato de uma menina judia, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, quando se manteve escondida dos nazistas com sua família.

O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

‘Romance filosófico’, funciona como um guia básico para as principais ideias da filosofia, usando a história de Sofia Amundsen, uma garota prestes a completar 15 anos.

Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Um romance distópico que servia como crítica à sociedade americana quando foi publicado, em plena Guerra Fria, faz uma análise interessante e atual sobre o conceito de censura e de acesso ao conhecimento.

Série Harry Potter, J.K. Rowling

As famosas aventuras do bruxinho foram apontadas por vários de nossos leitores como porta de entrada para o mundo da literatura.

O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger

O livro foi publicado, originalmente, para adultos – mas com o passar dos anos se tornou uma obra juvenil, por tratar de temas típicos da adolescência. O protagonista, Holden Caulfield, pode ser considerado um ícone da rebeldia da juventude.

Série Vaga-Lume, editora Ática

Publicado especialmente para o público infanto-juvenil, as aventuras da série Vaga-Lume são praticamente unanimidade entre os nossos leitores. Contém clássicos como ‘O Escaravelho do Diabo’ e ‘A guerra do lanche’. Veja uma lista completa com todos os livros da coleção.

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Escrito há alguns séculos, o romance entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy poderia ser uma história água-com-açúcar sobre uma mocinha em busca do amor. Mas Jane Austen usa a ideia desse amor para fazer uma crítica à sociedade inglesa da época e também à construção do casamento.

As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky

Adaptado para os cinemas recentemente, esse novo clássico americano conta a história de Charlie, um adolescente com vários problemas e com dificuldades de fazer amigos. Através de cartas, Charlie conta como conhece Sam e Patrick e como a amizade acaba mudando sua vida. Emocionante.

O Caçador de Pipas, Khaled Hossein

Enquanto conta a história de Amir, homem atormentado pela culpa de trair o seu melhor amigo de infância, Hassan, Hossein também relata acontecimentos políticos que definiram o Afeganistão atual: a queda da monarquia na década de 70, o golpe comunista, a invasão soviética até a implantação do regime Talibã.

1984, George Orwell

Também um clássico, retrata como um regime totalitarista resulta na opressão individual. É famosos por cunhar o conceito do ‘Grande Irmão’, a ideia de que o governo está sempre observando, acabando com a privacidade.

Eleanor & Park, Rainbow Rowell

Apesar de ter sido publicado em 2012 (o livro mais novo da lista) o romance entre Eleanor e Park é ambientado em 1986. Durante a história, que aborda a temática do primeiro amor, os pontos de vista se alternam entre os dois protagonistas.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Se você acha que, pelo nome e pelas belas ilustrações coloridas, se trata de um livro (só) para crianças pequenas, está muito enganado. Com ideias profundas como “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”, tem um alto teor filosófico.

Uma breve história do tempo, Stephen Hawking

Ok, é um livro de forte teor científico – mas Hawking consegue explicar a um leigo conceitos importantes da física e da cosmologia, como buracos negros e a teoria das supercordas.

Bilhões e Bilhões, Carl Sagan

Livro publicado um ano após a morte de Sagan, foi descrito como um testamento do cientista – sim, tem discussões sobre ciência e sobre sua carreira, mas também seus pensamentos em relação a questões como o aborto e até sobre sua própria morte.

A Revolução dos Bichos, George Orwell

O segundo Orwell da lista, conta como animais de fazenda se revoltam contra seu dono humano e instauram um novo regime. Uma sátira da União Soviética, mostra como a corrupção toma conta do sistema e como esse sistema logo se torna uma ditadura.

Capitães da Areia, Jorge Amado

Na Salvador dos anos 30, um grupo de meninos abandonados, liderados por Pedro Bala, rouba para sobreviver e, dentro de sua pequena comunidade, criam um sistema similar ao de uma família na falta de figuras paternas e maternas.

Meu pé de laranja lima, José Mauro de Vasconcelos

Conta a história de um menino de cinco anos chamado ‘Zezé’. Criado em uma família pobre, com muitos irmãos, tem em um pé de laranja-lima seu maior confidente, contando à árvore todas as suas aventuras.

O Hobbit, J. R.R. Tolkien

A introdução ao mundo de Tolkien, que se desenrola em “O Senhor dos Anéis”, conta a jornada de Bilbo Bolseiro, que sai de sua zona de conforto no Condado para ajudar um grupo de anões a recuperar seu tesouro e sua cidade, roubados por um dragão. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história.

Admirável mundo novo, Aldous Huxley

A distopia mostra uma sociedade dividida por castas (os mais bonitos/fortes são das castas principais), em que pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a obedecer a um sistema. Em meio à essa paz, chega um desconhecido, fruto de uma relação espontânea e fora do controle desse sistema, e, com ele, surgem questões sobre o estilo de vida dominante.

Autor de ‘Game of Thrones’ doa primeira edição histórica de ‘O Hobbit’ a biblioteca pública

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Reprodução/Variety Reports

 

Marcus Vinicius, Brasil, na Info

Uma biblioteca do Texas ganhou um presente histórico do autor americano George R.R. Martin, criador da obra em que se baseia a série Game of Thrones: a primeira edição publicada de O Hobbit, clássico de fantasia do escritor inglês J.R.R. Tolkien.

O livro, publicado originalmente em 1937, teve uma tiragem inicial de apenas 1 500 cópias. A capa é simples, ilustrada com um desenho do dragão Smaug feito pelo próprio Tolkien. Há também correções gramaticais escritas a mão, o que torna esse volume ainda mais especial.

Martin participou de uma cerimônia na biblioteca A&M’s Cushing Memorial para celebrar a doação, no dia 27 de fevereiro. Ele leu trechos do livro, e fez um discurso lembrando a importância da preservação da literatura:

“Até mesmo em nossos séculos modernos, nós estamos perdendo histórias. Tudo isso é uma incrível tragédia para mim. Por isso acredito que bibliotecas, como a grande Biblioteca de Alexandria, são as fortalezas de nossas civilizações. As histórias que contamos, as histórias com que crescemos, as histórias que ajudam a dar forma às nossas vidas, nós ainda amamos e nos lembramos delas. Este é o tipo de coisa que deveria ser preservada.”

Fonte: Variety Reports.

Suíça ganha museu dedicado ao universo de “O Hobbit”

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A entrada do Museu Greisinger tem portas de carvalho com apenas 1,5 metro de altura, janelas emolduradas com tijolos vermelhos e maçanetas de cobre

A entrada do Museu Greisinger tem portas de carvalho com apenas 1,5 metro de altura, janelas emolduradas com tijolos vermelhos e maçanetas de cobre

O Museu Greisinger, em Jenins, é o primeiro sobre o universo das famosas histórias do escritor J.R.R. Tolkien, autor de “O Senhor dos Anéis”

Publicado no Pure Viagem

Não é preciso ir a um parque de diversões para se entrar em cenários fora do comum e cheios de fantasia. Depois de a companhia aérea Air New Zeland ter criado vídeos de segurança baseados na trilogia de “O Hobbit”, um fã das histórias do escritor J.R.R. Tolkien criou um museu totalmente inspirado em seu universo: o Museu Greisinger, que fica em Jenins, na Suíça.

A uma hora de Zurique, a cidade é conhecida como um dos melhores destinos no país para conhecer vinícolas na região de Bündner Herrschaft. Porém, desde de outubro de 2013 o local ganhou mais um atrativo: o primeiro museu totalmente dedicado ao universo do escritor J.R.R. Tolkien. Ele é o criador das trilogias de “O Hobbit” e “Senhor dos Anéis”, que depois, pelas mãos do diretor Peter Jackson, se transformaram em alguns dos longas mais famosos dos últimos tempos.

Ao observar a porta redonda de carvalho com apenas 1,5 metro de altura, maçanetas de cobre e janelas emolduradas com tijolos vermelhos embaixo do nível do chão, não se tem dúvidas que se trata de uma casa típica dos hobbits. Entrando no local, o primeiro cômodo é uma sala com móveis de madeira, lareira e mapas da Terra Média espalhados por todos os lados. No total, são 11 salas e três quartos de hobbits e cada um deles é decorado como um dos locais das histórias.

O local funciona com visitas guiadas com guias fantasiados e explicações em alemão, italiano, inglês e francês

O local funciona com visitas guiadas com guias fantasiados e explicações em alemão, italiano, inglês e francês

O fundador, Bernd Greisinger é um gerente de banco aposentado que, há anos, coleciona objetos relacionados às histórias do escritor. Tempos depois, ele resolver abrir um espaço inspirado nessa temática, com um acervo de mais de 3,5 mil livros, 600 obras de arte e objetos raros. Algumas das peças mais importantes de sua coleção são o lustre que pertenceu ao bangalô de Tolkien, na Inglaterra, e um calendário ilustrado pelo artista Tim Kirk. Há também itens usados na trilogia de “O Senhor dos Anéis” como roupas, móveis e outros objetos da produção. Greisinger afirma, no entanto, que os longas não são o destaque do museu, e sim o universo do escritor.

A visita ao Museu Greisinger funciona com passeios guiados de duas horas com guias fantasiados e explicações em alemão, italiano, francês e inglês. O custo é de CHF 50 (cerca de R$ 154).

O interior do museu também remete às casas inspirados nas histórias do escritor

O interior do museu também remete às casas inspirados nas histórias do escritor

Essa não é a primeira vez que o universo do cinema invade o turismo. O filme “50 Tons de Cinza”, por exemplo, foi a inspiração de pacotes temáticos em diversos hotéis, assim como o Four Seasons Beverly Wilshire, em Los Angeles, que ofereceu um final de semana especial recriando cenas do famoso longa “Uma Linda Mulher”.

Como ‘O Senhor dos Anéis’ virou um ícone da contracultura

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Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

, na BBC Brasil

Em um tempo de sexo, drogas e rock’n roll – sem falar em protestos contra a Guerra do Vietnã e marchas por direitos civis e das mulheres – quem diria que um grande papel de influência foi desempenhado por um filólogo cristão de Oxford?

Mas nos anos 1960, em um tempo de mudanças sociais aceleradas nos Estados Unidos, os livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, de JRR Tolkien, se tornaram leitura obrigatória para a contracultura que nascia na época. As obras eram devoradas por estudantes, artistas, escritores, roqueiros e outros intelectuais mentores da mudança cultural. Slogans como “Frodo vive” e “Gandalf para Presidente” eram pichados nas estações de metrô de diversas partes do mundo.

A Terra Média – o universo mítico meticulosamente criado por JRR Tolkien – começou a nascer entre as duas grandes guerras mundiais. Professor de línguas em Oxford, Tolkien lecionava anglo-saxão, islandês arcaico e galês medieval.

Sua visão fantasiosa, com a ideia de que o mau está a espreita, ameaçando o bem, surgiu de sua experiência como católico devoto, e também como alguém que perdeu muitos amigos e familiares na Primeira Guerra Mundial.

“Os Pântanos Mortos e a região de Morannon se assemelham ao norte da França, que foi palco da Batalha de Somme”, escreveu Tolkien em uma carta nos anos 1960.

A saga de Frodo e Sam para chegar a Mordor é inspirada nos tormentos dos jovens soldados que combateram no front ocidental durante a guerra.

Os livros sempre tiveram uma certa popularidade desde seu surgimento – “O Hobbit” em 1937 e “O Senhor dos Anéis” em 1954 (primeiro volume). Mas eles explodiram em um fenômeno cultural de massa de verdade apenas nos anos 1960.

Hoje em dia, os mágicos, anões e orcs do imaginário de Tolkien parecem coisa de “nerds” aficcionados por histórias em quadrinhos. Mas o primeiro público a realmente cultuar esse universo foi o “hippie”. Como isso aconteceu?
Viagem

O consumo de drogas nos livros de Tolkien pode ajudar a explicar a sua popularidade nos anos 1960. Muitos dos personagens da Terra Média usam plantas alucinógenas.

'Frodo vive' foi um slogan da contracultura dos anos 1960

‘Frodo vive’ foi um slogan da contracultura dos anos 1960

As “pequenas pessoas do Shire” usavam uma erva alucinógena em seus cachimbos. Saruman, o mago perverso, também fica “viciado” em uma folha específica do Shire. Havia até mesmo um boato de que Tolkien escrevera grande parte do livro sob influência de drogas.

Outro fator que sempre teve grande apelo junto a esse público foi uma forma mais simples e medieval de vida, muito diferente do caos urbano e da modernidade. Tolkien exaltava os elementos mais comuns da natureza, como as pedras, a madeira, o ferro, as árvores e o fogo. Esse estilo de vida com menos modernidade e contra a poluição era defendido por muitos vegetarianos que construíam suas próprias casas e roupas e viviam em comunidades.

Um fator muito importante para quem combatia guerras e lutava por direitos civis e das mulheres era o contexto político dos livros. Os heróis de Tolkien eram os hobbits, as pessoas pequenas, que lideravam uma revolução.

O complexo militar industrial da época era parecido com Mordor e sua visão mecanizada de guerra. Ao saber de sua missão para levar o anel para sua destruição em Mordor, Frodo sente uma “vontade irresistível de descansar e ficar em paz em Rivendell”. Mas aqueles que lutavam ao seu lado viam o conflito como a chance de travar “a guerra que vai acabar com todas as guerras”.

Algumas passagens refletem particularmente o sentimento de (mais…)

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