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Aconteceu: Festa Literária das UPPs agitou o Morro dos Prazeres (RJ)

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O Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, Centro do Rio: pacificado há cerca de dois anos, o local recebe a primeira edição da Flupp (Foto: Lorice Araújo/Governo do Estado)

Em 2010, o jornalista e escritor pernambucano Julio Ludemir completou 50 anos. Autor de um livro que conta a história do crime no Complexo do Alemão, o flamenguista fanático recebeu a notícia que sua obra estava encalhada na editora e os exemplares seriam incinerados.

Fã da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), Julio recolheu mil exemplares e foi para Paraty na expectativa de vender vários exemplares. A experiência foi malsucedida e traumática. No entanto, como acontece com a musa-canção de Milton Nascimento, escritores possuem “a estranha mania de ter fé na vida”.

Ao voltar de Paraty, compartilhou com o amigo Ecio Salles a ideia de criar uma festa literária, nos moldes da FLIP, numa favela carioca. Nascia a Festa Literária das UPPs, a Flupp. Heloísa Buarque de Hollanda e Luiz Eduardo Soares entraram no grupo e a profecia-poema de Pessoa se cumpriu: “Quando Deus quer e o homem sonha, a obra nasce”.

Durante cinco dias (7 a 11 de novembro), livros, leituras, escritores do Brasil e do mundo inteiro, oficinas, teatro, exposições, ações cultturais diversas ocuparam criativamente o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa,  zona central do Rio de Janeiro.

Cerca de 7 mil pessoas passaram pelas três tendas (Policarpo Quaresma), Bruzundangas e Pontocom) para ouvir gente ilustre como Ariano Suassuna, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro e Ana Maria Machado. Entre os convidados estrangeiros, o alemão Thomas Brussig, o palestino Najwan Darwish e o quadrinista francês Étienne Lécroart.

Para 2013, o autor homenageado já foi escolhido: será o poeta Waly Salomão, morto em 2003. A Flupp também deve ter casa nova, na Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão.

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Desempregado, pedreiro mantém biblioteca de 40 mil livros com a ajuda de amigos

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Depois de um dia de trabalho, Evando encontrou uma pilha de cerca de 50 livros. Ao levar os livros para casa, surgiu a ideia de criar uma biblioteca comunitária

Felipe Martins, no UOL

Uma das maiores felicidades do pedreiro Evando dos Santos, 52, é a biblioteca comunitária Tobias Barreto de Meneses. Fruto do seu esforço pessoal, a instituição tem mais de 40 mil livros.

No entanto, a biblioteca virou uma dor de cabeça constante. A realidade de Evando é levantar cedo todos os dias para receber as pessoas e manter limpo o espaço. Tudo sozinho. Semanalmente ele lava os 280 metros quadrados do prédio dividido em três andares.

Para os custos com água e energia elétrica Evando conta com a ajuda financeira de amigos e da mulher, Maria José, companheira em seu sonho. “Eu me contagiei pelo entusiasmo do Evando. Eu era alérgica à poeira, mas essa alegria dele me fez não sentir mais nada. A biblioteca é um presente de Deus para nós”, afirmou.

Evando lamenta não ter dinheiro para enviar 3500 livros para a construção de bibliotecas comunitárias no interior da Bahia e de Pernambuco. Ou para oferecer cursos gratuitos utilizando as duas salas de aula, com 50 lugares cada uma.

Mas o homem de “intelecto lapidado”, como ele costuma dizer, não desiste do projeto. “Às vezes eu quero desanimar. Sem dinheiro, desempregado, mais duro que um coco. Mais uma voz me vem na memória e me diz ‘levanta!’ Eu, um nada, fiquei uma hora na casa do maior arquiteto do mundo, Oscar Niemeyer. Lembro da minha mãe, das medalhas. Homenageado pela Academia Brasileira de Letras pela escritora Nélida Piñon. Aí eu sacudo a poeira e, como uma águia, renovo as forças e fico a voar no mundo das ideias, criando, inventando e indo para a prática”, definiu.

Sem “burrocracia”

Criada em 1998, na Vila da Penha, subúrbio do rio de Janeiro, a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses tem mais de 40 mil livros e funciona em um prédio próprio, desenhado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Nessa biblioteca, as regras para o empréstimo são simples: o leitor preenche um cadastro e pode ficar com o volume pelo tempo que achar necessário. “Se a pessoa não devolve o livro é porque precisa”, diz Evando dos Santos.

Cheio de orgulho, Evando diz que esse era seu sonho: uma biblioteca sem “burrocracia”, funcionando de domingo à domingo. Segundo ele, com livros que não se encontram na Biblioteca Nacional. Exemplo disso é uma gramática da língua bunda que era a falada pelos escravos.

fotos: Luciano Belford/Divulgação


Conforme a história de Evando foi ficando conhecida, as doações foram aumentando. Os livros, em maioria, eram colocados na garagem da humilde casa na Vila da Penha. Ele calcula ter reunido mais de 40 mil livros tornando a Tobias Barreto de Meneses, a maior biblioteca comunitária do país 

Promoção: “O homem que venceu Hitler”

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Dia 1 de novembro, às 23:59h, vamos sortear 3 exemplares de “O homem que venceu Hitler”, um superlançamento da Ed. Gutenberg.

Para participar é só seguir as regras abaixo:

Viu? Facinho! =)

Parabéns aos ganhadores: César dos Anjos, Aluizio Teixeira e Francielly =)

 

 

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