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Autonomia e controle nas escolas; online e offline

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Alexandre Le Voci Sayad. no Estadãoblognasaladeaula

Uma dualidade clássica acompanha pensamentos e práticas educativas: se a escola indubitavelmente almeja a construção de autonomia no estudante, porque costuma exercer controle no seu dia a dia. Ora, a escola é um espaço de muito mais restrições que liberdades – seja na vida acadêmica ou pessoal do estudante.

Esta é uma questão que ultrapassa os limites e percepções entre progressistas e conservadores, esquerdistas ou liberais; se arraiga na estrutura mínima do “educar” e paira como uma grande esfinge sobre diretores de escola e gestores de políticas.

As recentes experiências que levaram a comunicação e a arte para dentro do ambiente escolar esbarram na dicotomia diariamente. O diretor deve ou não ler jornal criado pelos alunos antes de ser publicado? E a peça de teatro do grupo artístico, passa por algum crivo? Até onde o professor deve acompanhar um estudante de ensino fundamental, por exemplo,  na elaboração de um trabalho fora dos muros da instituição, ou mesmo estimular que os pais o façam? Criatividade tem limites?

Hoje, essa delicada e imbricada situação esbarra também na ampliação do espaço e tempo escolares: a internet. Autonomia e controle devem ser consideradas hoje num mundo físico (offline) e também virtual (online). Quem imagina o segundo como um espaço mais livre, pode estar enganado.

Segundo o jornal The New York Times, os professores particulares ganharam recentemente uma nova tarefa pela qual têm sido muito bem remunerados: acompanhar o cotidiano de seus estudantes, e auxiliá-los, quando estes mudam de cidade para estudar. Os “tutores”, na tradução livre desse tipo de profissional, assumem agora o sentido pleno de seu ofício. Por trás disso, há pais preocupados e escolas ávidas por organização na vida dos estudantes em novas cidades: um exemplo vivo de controle no mundo real.

No mundo virtual não tem sido muito diferente. Colleges gastaram milhões de dólares em 2012 em serviços como o Brand Youself (brandyourself.com) que funcionam como uma espécie de queima de arquivo virtual: o site apaga imagens comprometedoras de estudantes (festas, brincadeiras, bebidas ou cigarro), bem como prioriza as melhores informações no topo da busca do Google. Um gasto que garante melhores empregos aos egressos,  prova de forma cabal como a vida dos jovens é controlada no ciberespaço pelas próprias instituições de ensino.

Por outro lado, usando como exemplo o Brasil, sites como o Descomplica (de aulas em vídeo) são cada vez mais reconhecidos como ferramentas online válidas e eficientes pelas instituições de ensino – cena inimaginável há alguns anos.  Os games seguem pelo caminho de passarem de bandidos a mocinhos em uma educação que parece valorizar cada mais a autonomia do aluno em aprender na internet paralelamente à sala de aula. O livro didático vai lentamente deixando de ser fonte única sob a ótica da escola.

Longe de um consenso ou mesmo de uma solução, o quanto de autonomia o estudante irá adquirir “oficialmente” pela escola que frequenta irá direcionar investidores para o campo da educação online e fazer essa fatia crescer como grande parceira do aprendizado nos próximos anos.

O próprio Descomplica acabou de receber um investimento significativo para subir de 2 mil para 10  mil aulas para que estudantes – encorajados na sua independência -, aprendam na internet.

* ALEXANDRE LE VOCI SAYAD É JORNALISTA E EDUCADOR. DESENVOLVE PROJETOS INTERDISCIPLINARES COMO FOCO EM EDUCAÇÃO PARA ESCOLAS, GOVERNOS E EMPRESAS. é AUTOR DO LIVRO IDADE MÍDIA: A COMUNICAÇÃO REINVENTADA NA ESCOLA, PUBLICADO PELA EDITORA ALEPH.

imagem: Internet

Brasileira cria biblioteca com livros apanhados no lixo

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Publicado no Boas Notícias

 

Brasileira cria biblioteca com livros apanhados no lixo

Parece uma daquelas histórias de Hollywood com um final feliz. Uma brasileira que vive da reciclagem de objetos deitados ao lixo, na cidade de Marissol, estado de São Paulo, foi, ao longo dos anos, resgatando das lixeiras centenas de livros. Agora, Cleuza Oliveira disponibiliza todas as obras a quem as quiser ler numa associação local.

Segundo relata o jornal Folha de S. Paulo, Cleuza Aparecida Branco de Oliveira, de 47 anos, era quase analfabeta quando começou a vasculhar o lixo em busca de objetos que pudesse reaproveitar.

Nas lixeiras, começou a encontrar obras de autores famosos como Machado de Assis, José Saramago e outros escritores. Cleuza levava sempre os livros consigo para depois os ler em casa.

Agora, depois de muitos anos a acumular livros de diversos autores, Cleuza realizou o seu sonho de disponibilizar estas obras a outras pessoas que não tenham dinheiro para comprar livros.

A biblioteca com as obras recuperadas do lixo foi inaugurada no espaço da associação local de ‘catadores’ (apanhadores) de lixo e conta já com um acervo de 300 títulos.

A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser pode compras os títulos que estiverem repetidos por um valor simbólico. Esse pequeno rendimento reverte a favor da associação.

[Notícia sugerida por Patrícia Caixeirinho]

Vencedor do Prêmio Camões, Dalton Trevisan mantém tradição e não aparece

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Dalton Trevisan posa para o Jornal da Tarde em 1968, época em que dava entrevistas com prazer. (Foto: AE)

Cassiano Elek Machado, na Folha de S.Paulo

Avesso a aparições públicas desde o início de sua carreira, o escritor Dalton Trevisan, 87, honrou sua tradição. O autor curitibano não compareceu nesta quarta (12) ao evento onde receberia a maior distinção literária da língua portuguesa, o Prêmio Camões, dado pelos governos de Portugal e Brasil desde 1988.

A vice-presidente da editora Record Sonia Machado recebeu o prêmio em nome do escritor e leu um fax enviado por ele.

“Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio”, diz Trevisan, em um trecho da carta, que manifestou espanto por receber o que chamou de “o prêmio dos prêmios”, que lhe rendeu 100 mil euros.

Com a ausência do “Vampiro de Curitiba”, como é apelidado, o evento na Biblioteca Nacional, no Rio, foi uma festa da editora Record, que o publica.

O grupo editorial, um dos maiores da América Latina, comemorou na ocasião seus 70 anos.

Além de exibir um vídeo em que várias personalidades da cultura brasileira falavam sobre a Record, foram feitas homenagens a alguns autores da casa, como Marina Colasanti e Eduardo Spohr, que ganharam o prêmio Recordista, dado pela editora aos que vendem mais de 100 mil exemplares por ano.

A editora anunciou no evento a doação de 70 mil livros para a Biblioteca Nacional e algumas ações, como a venda com preços promocionais de 70 livros de sucesso, como “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez.

A Record, que é composta hoje por 13 selos diferentes, fará ainda 70 debates em 7 capitais nacionais.

Escritor Luis Fernando Verissimo é hospitalizado e está em estado grave

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Luis Fernando Verissimo fala durante a abertura da Flip 2012 (4/7/12)
Luis Fernando Verissimo fala durante a abertura da Flip 2012 (4/7/12)

Publicado no UOL

O escritor Luis Fernando Verissimo, 76, foi internado na quarta-feira (21) no Hospital Moinho de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital nesta quinta, o estado de Verissimo é grave e ele está sedado e dependente de aparelhos.

O boletim é assinado pelo Dr. Eubrando Oliveira, coordenador do Centro de Terapia Intensiva do Hospital.

A assessoria de imprensa do Moinho de Vento não confirma a causa da internação, mas o jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre, afirma que Verissimo tem uma suspeita de infecção.

Biografia
Verissimo, que é filho do também escritor Érico Verissimo, nasceu em Porto Alegre (RS) em 26 de setembro de 1936. Cronista do cotidiano, o escritor tem mais de 60 títulos publicados e é colunista dos jornais “O Globo”, “O Estado de São Paulo” e “Zero Hora”. Ele publicou seu livro mais recente, a coletânea de crônicas “Diálogos Impossíveis”, em outubro deste ano.

Entrevistado pelo UOL antes de abrir a décima edição da Flip, em julho deste ano, Verissimo, que é saxofonista desde a década de 1950, revelou planos de lançar mais um CD com sua banda Jazz 6, que é considerada “o menor sexteto do mundo” por contar apenas com cinco integrantes.

foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Michael Jackson morreu virgem, diz nova biografia do cantor

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Publicado no UOL

Michael Jackson morreu virgem, segundo uma nova biografia do cantor escrita pelo ex-editor da “Rolling Stone” Randall Sullivan. De acordo com o jornal “New York Times”, no livro “Intocável: A Estranha Vida e a Trágica Morte de Michael Jackson”, o escritor relata que o artista nunca teve relações sexuais.

“Ele morreu como um virgem de 50 anos e nunca teve relação sexual com qualquer homem, mulher ou criança, o que o colocou num estado de solidão que era uma grande parte do que o fez tão único como artista e tão infeliz como ser humano”, escreveu Sullivan ao comentar as acusações de pedofilia que pairam sobre Jackson.

O escritor ainda comentou a respeito da turnê “This Is It’, que estava sendo elaborada pelo cantor pouco antes de sua morte, em 2009. Segundo fontes envolvidas na produção, os shows iriam ajudá-lo a se estabilizar financeiramente. E para Kenny Ortega, diretor do espetáculo, com a turnê Jackson poderia recuperar “sua dignidade como artista”.

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