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Posts tagged O Mundo

Concurso Cultural Literário (16)

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filhos do jacarandá

Em 1983, uma menina chamada Neda nasce dentro de uma prisão em Teerã, capital do Irã. Sua mãe é uma prisioneira política que só consegue cuidar da filha recém-nascida por alguns meses antes que ela seja levada, à força, para longe de seu convívio. Neda é uma personagem fictícia de Filhos do jacarandá, primeiro romance escrito por Sahar Delijani, mas sua história se mescla com a da própria autora, que passou seus primeiros 45 dias de vida na penitenciária de Evin, na capital iraniana.

Filhos do jacarandá não chega a ser uma biografia, mas é inspirado em experiências reais dos pais e familiares de Delijani depois que o país passou de monarquia a república, com a revolução de 1979 – que derrubou o xá Reza Pahlevi e instituiu o comando do aiatolá Khomeini. Seu tio foi executado e seus pais, contrários a ambos os regimes, foram encarcerados. Para a autora, o romance “é uma tentativa de manter viva a memória de meu tio e de todos aqueles que foram mortos naquele verão sangrento, para além de colocar um pouco de luz nesse momento negro da história iraniana. É também uma narrativa de violência, prisão e morte, que permaneceu inédita por muito tempo”.

Publicada em mais de 20 países, a história recebeu elogios de Khaled Hosseini, autor que emocionou o mundo com O caçador de pipas e, mais recentemente, com O silêncio das montanhas: “ambientado no Irã pós-revolução, o emocionante romance de Sahar Delijani é uma poderosa denúncia da tirania, um tributo comovente àqueles que carregam as cicatrizes de tempos sombrios e uma celebração da eterna procura do homem pela liberdade”.

Filhos do jacarandá conta a história de três gerações de homens e mulheres inspirados pelo amor e pelo idealismo, que perseguem sonhos de justiça e liberdade. É um tributo às crianças da revolução, segundo a autora. “Muitas pessoas acabaram sendo aprisionadas pelo novo regime, e os filhos do título são os filhos delas – crianças que nasceram no período pós-revolução e foram educadas por seus avós, tios e tias, já que seus pais estavam na cadeia”. É um livro que trata de repressão política, mas que também revela como fortes laços familiares não são desfeitos nem nas piores circunstâncias.

Imperdível! Vamos sortear 3 exemplares de “Filhos do jacarandá“.

Se você deseja concorrer a esse grande sucesso, é só responder: Qual é a importância da família nas circunstâncias mais difíceis?

O resultado será divulgado no dia 9/10 às 17h30 aqui no post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Lembrete: se participar via Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Talita Rodrigues, Luciana França Campos Brito e Universo dos Leitores.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

Para manter saga, fãs de Campinas recriam ambiente de ‘Harry Potter’

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Universitários afirmam que mantém encontros para preservar amizade.  Eventos e reuniões simulam cenas vivenciadas nos livros e filmes.

Anaísa Catucci, no G1

Júlia desfila com a fantasia de Hermione durante um encontro de anime (Foto: Arquivo pessoal/ Júlia Fioretti)

Júlia desfila com a fantasia de Hermione durante um encontro de anime (Foto: Arquivo pessoal/ Júlia Fioretti)

Após acompanhar a série “Harry Potter”, fãs “marmanjos” de Campinas (SP) e região recriam cenas da obra de J.K. Rowling para simular as histórias de magia, além de manter o legado e a paixão pela fantasia da feitiçaria. Apesar do último filme da saga ter sido lançado há dois anos, os personagens dos livros ainda são lembrados nas discussões em fóruns pela internet, em eventos de anime e também em reuniões particulares. O cenário é recriado em salas com as cores das casas de Hogwarts (colégio para bruxos onde se passa boa parte do enredo), livros, acessórios, sapos de chocolate, uniformes e jogos com o tema.

Os laços da ficção também uniram os leitores que acompanham a série desde 1997 e se identificam com Harry, Hermione e Ron. A estudante de artes Júlia Luchiari Fioretti, 18 anos, de Americana (SP) tem o costume de usar a fantasia da Hermione, com o uniforme, a varinha e também o “vira-tempo” nos encontros que envolvem jovens da mesma faixa etária. “O mundo fantástico criado por J.K. é o que mais me deixa fascinada. Um dos meus maiores desejos é poder um dia ser uma bruxa e explorar tudo o que ela criou. Gosto muito também do forte laço de amizade e esperança desenvolvidas durante a série”, explica.

Sala de aula com as bandeiras com as cores das casas de Hogwarts (Foto: Arquivo Pessoal/ Isis do Espírito Santo)Sala de aula com as bandeiras com as cores de Hogwarts (Foto: Arquivo Pessoal/ Isis do Espírito Santo)

Júlia comprou o primeiro livro da série em 2002 e desde então não deixa de revisitar as histórias. “Gosto de me aprofundar e absorver cada vez mais sobre os detalhes da série”, conta.

Isis mantém coleção com uniforme, objetos, livros e filmes (Foto: Arquivo Pessoal/ Isis do Espírito Santo)Universitária mantém coleção com uniforme, livros
e filmes (Foto: Arquivo Pessoal/ Isis Santo)

Além dos livros e filmes, integram a lista de objetos que coleciona feijões de todos os sabores, uma caneca da cerveja amanteigada e bichos de pelúcia.

A universitária que faz o curso de jornalismo Isis do Espírito Santo, 26 anos, também mantém a coleção e já chegou a fazer parte de um fã-clube. Desde o último lançamento no cinema reúne os amigos para discutir trechos da obra e rever os filmes. “Tentamos sempre guardar datas para rever os filmes, como o dia 17 de julho, quando foi lançado o último filme, ou no dia 31 de outubro, no Dia das Bruxas”, afirma.

Segundo a universitária, o que incentivou seguir os personagens até a fase adulta são os valores humanos. “O livro na verdade é baseado em amor, amizade e família. Valores que hoje são desfocados pela loucura do dia a dia”, disse Isis.

A nova era digital

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1Cora Ronai, no Facebook

Um dia — que já devia ter sido ontem — todos os pais e mães terão uma conversa muito séria com os filhos a respeito da vida online. Essa conversa é ainda mais importante do que aquela clássica conversa sobre sexo da qual todos querem fugir, e deve começar cada vez mais cedo: a internet não esquece nada, e pode ser que, lá na frente, o destino profissional de uma pessoa possa ser prejudicado por uma bobagem que ela postou na adolescência. Pela primeira vez desde que o mundo é mundo, a vida das pessoas começa a ser registrada antes mesmo que elas venham o mundo, com as ultrassonografias postadas por pais orgulhosos nas redes sociais; o registro continua, implacável, pelos anos escolares, pela universidade, pelo trabalho. Uma busca das mais simples pode revelar hábitos alimentares, culturais e de consumo, amores e ódios. Nos tempos pré-internet, os humanos gozavam o benefício do esquecimento. Fomos geneticamente programados para isso, numa prova de que a natureza é sábia até socialmente: uma pessoa de 30 anos guarda muito pouco de quem era aos 15. Basta ver os cortes de cabelo e as roupas que tínhamos coragem de usar…

Mas a máquina não está só contra nós; ela está sobretudo a nosso favor. Calcula-se que, até 2025, toda a população mundial, estimada então em oito bilhões de pessoas, terá um celular em mãos — e, através dele, acesso a mais conhecimento do que nossos antepassados tinham mesmo nas melhores bibliotecas. Nunca nada se difundiu tão rápido quanto a tecnologia da informação. Apenas na primeira década do nosso século o número de pessoas conectadas à internet passou de 350 milhões para dois bilhões; os usuários de celulares saltaram de 750 milhões para mais de cinco bilhões. Estamos dando os primeiros passos num mundo radicalmente novo.

A nova era digital: como será o futuro das pessoas, das nações e dos negócios“, de Eric Schmidt e Jared Cohen (Intrínseca, 320 páginas, tradução de Ana Beatriz Rodrigues e Rogerio Durst) é uma ótima pensata sobre este mundo. Se você acha que o nome Eric Schmidt é vagamente familiar, você acha certo: ele foi o CEO do Google durante dez anos, e continua na companhia como presidente executivo; Jared Cohen é diretor do Google Ideas, e foi membro da equipe de planejamento político do departamento de estado norte americano. É muito interessante ler o que têm a dizer sobre os caminhos da tecnologia, quanto mais não seja pelos cargos que ocupam. Peter Drucker disse, uma vez, que a melhor forma de prever o futuro é inventá-lo; pois Schmidt e Cohen estão em posição privilegiada para faze-lo.

Os dois se conheceram em Bagdá, em 2009, durante uma conferência sobre o uso da tecnologia para a reconstrução social. Nos três anos seguintes, rodaram o mundo atrás de soluções originais, e da visão, em primeira mão, do eterno jogo de gato e rato entre governos e governados. Estiveram em países como a Coréia do Norte, o Malawi, a Mongolia, o Paquistão; conversaram com todo mundo que poderia ter algo a dizer, de Julian Assange a Carlos Slim, que se tornou o homem mais rico do mundo construindo um império de telecomunicações. Não por acaso, o forte do livro está nas considerações sobre governo e rede, sobre a inesperada força que ela passou a dar ao indivíduo e sobre o que significa o poder num mundo conectado.

“A nova era digital” não é um livro para nerds — ou só para nerds: os autores até se dão ao trabalho de explicar o que é a Lei de Moore. Também não é um “page turner”, que se leia como um romance. Mas se você se interessa por tecnologia e pela internet, e quer saber como o futuro está sendo visto a partir deste ano de 2013, ele é a melhor leitura que posso sugerir.

dica do Ailsom Heringer

O mundo cabe em 196 livros

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A escritora britânica Ann Morgan decidiu que durante um ano leria uma obra de cada país do globo. Criou um site, escreveu sobre a experiência e prepara-se para publicar o resultado em livro. Diz que falta traduzir mais literatura lusófona.

Hélder Beja, no Ponto Final

ann2Ann Morgan fez a lista de países que queria visitar, ajustou planos de viagem para um ano, meteu o backpack às costas e partiu em direção à estante lá de casa. Sentou-se no sofá e pôs-se a ler.

Cada um viaja como quer e, no lugar de andar por aí nas aventuras do mundo, esta escritora britânica decidiu chamar a si as histórias dos 195 países reconhecidos pelas Nações Unidas, e ainda de Taiwan. “Descobri que os meus hábitos de leitura eram muito anglocêntricos. A maioria dos livros que lia eram de escritores britânicos e americanos, nunca lia traduções”, conta a autora por email. “Decidi passar um ano a ler um livro de cada país do mundo.”

A tarefa, pode imaginar-se, não foi fácil. Aos naturais constrangimentos de tempo – era preciso ler cada livro em menos de dois dias para atingir o objectivo de cumprir tudo num ano – houve também dificuldade em conseguir encontrar títulos de vários países. As ajudas chegaram através das redes sociais e do site criado pela autora (ayearofreadingtheworld.com), com vários escritores, tradutores e leitores a facilitarem o processo.

As nações africanas de expressão portuguesa, particularmente São Tomé e Príncipe, foram um grande desafio, já que “os países africanos francófonos e lusófonos têm muito pouca literatura traduzida”. São Tomé acabou por ser uma das experiências mais interessantes de todo o processo. Confrontada com a ausência de qualquer livro de ficção traduzido para inglês, e depois de muitas dicas de cibernautas, Ann Morgan acabou por comprar uma série de exemplares de “A Casa do Pastor”, livro de contos de Olinda Beja publicado pela Chiado Editora, e por reenviá-los para vários voluntários na Europa e nos Estados Unidos da América que se ofereceram para fazer a tradução propositadamente para este projeto, dando origem ao novo “The Shepherd’s House”. “Foi uma das mais extraordinárias experiências colaborativas que alguma vez tive o privilégio de testemunhar”, diz Morgan.

De Moçambique veio uma das boas surpresas desta maratona de leitura. “Ualalapi”, romance de Ungulani Ba Ka Khosa, foi a escolha pouco óbvia de Ann Morgan, num país com outros nomes grandes e traduzidos, como Mia Couto e Paulina Chiziane. “Estava a preparar-me para ler ‘A Varanda do Frangipani’, de Mia Couto, quando recebi um comentário no site em que me diziam que devia ler ‘Niketche’, de Paulina Chiziane, porque é um cliché ler apenas Mia Couto e ela precisa de mais atenção”, conta a autora.

Influenciada pela sugestão, e com vontade de fugir aos lugares comuns, Morgan contactou a Alfama Books em busca da tradução inglesa do livro de Chiziane. Só que a tradução nunca chegara a ser terminada, apesar de existir até uma capa do pretenso livro – a editora faliu antes de publicá-lo.

Foi o editor da Alfama, Richard Barlett, quem acabou por colocar esta aventureira dos livros no caminho de Ungulani Ba Ka Khosa, dizendo-lhe que tinha uma tradução inédita de “Ualalapi”, livro que consta da lista de 100 melhores obras africanas do século XX publicada pelo Modern Library Board dos EUA. “Ter sido uma das poucas pessoas que algumas vez leu este poderoso clássico em inglês foi um enorme privilégio. Deixou-me triste pensar em tudo o que devemos estar a perder na nossa pequena bolha da língua inglesa e fiquei zangada por a literatura moçambicana, que existe numa língua tão comumente falada como o português, não ser mais traduzida e lida.”

Portugal clássico

Quando chegou a hora de ler um livro português, Ann Morgan esteve tentada a escolher um dos romances do único Nobel da Literatura das nossas letras, José Saramago, mas, mais uma vez, os conselhos dos leitores e amigos que foram acompanhando o seu projeto conduziram-na a outras paragens e a uma das obras mais curiosas de Eça de Queiroz: “O Mandarim”. “Este livro foi-me emprestado por uma mulher portuguesa que trabalhava no Guardian, onde eu também estava nessa altura. Ela soube do que eu estava a fazer e deu-me o livro. Foi um dos primeiros livros que alguém me deu para este projeto e fiquei muito sensibilizada com esse gesto de alguém que não conhecia. Foi por isso que decidi lê-lo.”

Ao conhecer as desventuras da personagem Teodoro, que viaja até à China, Morgan deu de caras com um autor do século XIX que, no entanto, “tem uma frescura na linguagem que a faz parecer muito mais recente”.

A obra lida pela escritora britânica foi na verdade “The Mandarin and Other Stories”, com outros contos de Eça a juntarem-se ao texto principal. “O Eça é divertido e experimental, e delicia ao meter-se com os leitores em certas ocasiões, desafiando-os do mesmo modo que desafia as suas personagens”, continua Ann Morgan, que espera pegar noutra obra do autor de “Os Maias”. “Provavelmente em 2020, quando der conta do acumular de todas as outras coisas maravilhosas em que fui tropeçando durante esta tentativa de ler o mundo”, brinca.

Dos outros países lusófonos, o projecto Reading the World levou a autora britânica a títulos como “A Casa dos Budas Ditosos”, do brasileiro João Ubaldo Ribeiro; “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, do cabo-verdiano Germano Almeida; “Unidade e Luta”, do guineense Amílcar Cabra; “O Assobiador”, do angolano Ondjaki; e “Crónica de uma travessia – A época do ai-dik-funam”, do timorense Luís Cardoso.

Foi aqui, no livro de Cardoso, que Ann Morgan encontrou aquilo que descreve como um dos melhores cruzamentos entre realidade e ficção. “The Crossing”, título da obra em inglês publicada pela Granta, é uma espécie de auto-biografia em que o autor hoje a viver em Portugal recorda a sua infância e adolescência. Ao mesmo tempo que torna a narrativa o mais pessoal possível, Luís Cardoso vai também pintando um fresco do passado recente muitíssimo conturbado de Timor-Leste. “Este livro é tanto sobre esquecer como sobre recordar. Enquanto o pai de Cardoso, traumatizado e exilado, molda a narrativa, o próprio Cardoso tenta reconciliar-se com as versões parciais de acontecimentos que encontra através das próprias memórias fragmentárias que tem da sua terra natal”, explica Ann Morgan. Para a autora, “The Crossing” é um livro “tocante, lírico e às vezes divertido sobre a busca de identidade numa terra que pôde apenas fugazmente ser chamada sua”. Cardoso consegue criar “uma obra de arte convincente a partir de um caleidoscópio de mudanças e de alianças pessoais e políticas”.

A grande China

Pensar em encontrar um livro das ilhas Comoro ou de Madagáscar que seja interessante e esteja disponível em inglês não pode ser uma tarefa fácil. E a certa altura percebe-se que Ann Morgan deixou cair o primeiro critério, da qualidade, para simplesmente conseguir encontrar um título que lhe permitisse seguir em frente.

No caso de nações como o Brunei e o Bahrain, o caso foi diferente: Morgan confrontou-se com histórias de escritores que, não tendo o inglês como primeira língua, decidem escrever em inglês para chegarem a maiores audiências. As insuficiências gramaticais e vocabulares encontradas em títuilos como “QuixotiQ”, de Ali Al Saeed, fizeram Morgan “valorizar ainda mais o papel das traduções”, para que escritores não se sintam compelidos a usar uma língua que não lhes é natural.

Se houve casos de escassez, houve naturalmente vários outros de fartura de opções, como por exemplo a China. “O meu conhecimento sobre literatura chinesa era praticamente inexistente, e fiquei muito feliz quando a tradutora Nicky Harman se ofereceu para me guiar por algumas opções”, prossegue Morgan. Depois de muita conversa e sugestões, a leitora escolheu “Banished!”, de Han Dong, um romance sobre uma família, a família Tao, banida da cidade de Nanjing e obrigada a recolher-se na aldeia de Sanyu no final dos anos 1960.

A trama de “Banished!” acompanha todas as mudanças na vida de uma família enredada nas teias do maoismo e “o resultado é uma narrativa comovente sobre o poder dos seres humanos para assumirem as suas identidades”, mesmo nas circunstâncias mais sombrias. “Há países como a Índia e a China onde o desafio é selecionar apenas um livro quando há tantas histórias maravilhosas por onde escolher”, conclui Morgan.

A vez de escrever

Ann Morgan não consegue eleger um livro ou um autor entre os muitos que leu, da América Latina ao Sudeste Asiático, nem mesmo entre os títulos portugueses que selecionou: “É impossível responder a isso. Direi apenas que há histórias extraordinárias e excepcionais, que mudaram a minha forma de pensar em muitos aspectos”.

Depois de um ano em que o mais importante foram a disciplina e a capacidade de dormir poucas horas para continuar a ler, a autora está agora a trabalhar no livro que reunirá todos os textos que escreveu sobre esta experiência e que será publicado em 2015. “Será uma obra sobre a minha busca e sobre explorar a ideia de leitura e de cultura mundial, e no que isso pode ensinar-nos sobre a vida e as pessoas que nos rodeiam.”

O próximo projeto de Ann Morgan mantém o espírito de partilha de conhecimento e de apelo a outras pessoas para que participem daquilo que está a fazer – tudo porque “muitos cérebros são melhores que um”. Chama-se “If Women Ruled” e pretende ser um retrato de grupos de mulheres à volta do globo, que ocupem diferentes posições e tenham diferentes papéis nas sociedades em que estão inseridas. O site já existe (ifwomenruled.com) e o lema também: “What if History was Herstory?”.

Você sabia que o captcha que você digita na internet pode ajudar a mudar o mundo?

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Ademilson Tiago de Miranda Ramos, no Engenharia é:

Tempo atrás, o Captcha, aquelas palavras que digitamos antes de baixar alguma coisa ou verificação de contas, não tinham utilidade nenhuma além de evitar fraudes.

Percebendo isso, um dos inventores da ferramenta, Luis von Ahn, resolveu dar outra utilidade para o Captcha. Quando você digita uma palavra nesta ferramenta, você pode estar ajudando a digitalizar livros.

O que? Como assim?

Sim, se você perceber que o Captcha que está escrevendo é do projeto ReCaptcha, você está ajudando a passar livros para o computador.

Para entender: há um processo automático que digitaliza as obras para um formato digital, mas o sistema do computador tem dificuldades em ler algumas palavras de livros mais antigos. Assim, essas palavras que o sistema não compreende são jogadas no Captcha, nós as reconhecemos e ajudamos o mundo a ter mais livros digitais. Legal né?

Para saber que o que escrevemos está correto, eles disponibilizam duas palavras: uma que o computador sabe e outra que ele não compreende. Ao acertar a que o computador já sabe, ele automaticamente entende que você também acertará a que ele não entende.

São mais de 200 milhões de ReCaptchas resolvidos todos os dias, o que dá cerca de 5 milhões de livros por ano. Isso tudo está explicado no vídeo abaixo, em que Luis também fala sobre outro projeto colaborativo para aprender novas línguas: é o Duolingo.

Portanto, da próxima vez que aparecer um ReCaptcha para você, pense que você não está perdendo o seu tempo e sim ajudando a transmitir o conhecimento para o mundo digital. (:

dica da Suelen Vargas

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