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Obra ‘O Pequeno Príncipe’ vira domínio público em 2015

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Reprodução

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Publicação está entre os três livros mais vendidos no mundo.

Publicado no Almanaque

A obra literária “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, se tornou domínio público neste ano. A morte do autor do livro completou 70 anos em 2014.

Dessa forma, qualquer pessoa pode copiar, reproduzir ou criar obras derivadas do famoso livro sem infringir os direitos autorais.

A publicação foi traduzida para mais de 250 línguas e está entre os três livros mais vendidos do mundo. “O Pequeno Príncipe” foi publicado originalmente em 1943 e conta a história de um piloto cujo avião cai no Deserto do Saara, onde encontra um personagem que o leva para uma jornada filosófica.

A pintura “O Grito”, de Edvard Munch, também se tornou domínio público em 2015.

Animação de “O Pequeno Príncipe” chega aos cinemas em 2015 e o trailer já é emocionante

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Publicado por Hypeness

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” A famosa frase é do livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Sanint-Exupéry, uma das obras mais vendidas em todo o mundo e que, até o fim de 2015, será lançada em forma de animação. A adaptação será dirigida por Mark Osborne, diretor de do longa animado “Kung Fu Panda” e traz vozes de famosos como James Franco (raposa), Marion Corillard (a rosa) e Benicio Del Toro (a cobra).

O trailer do filme, liberado esta semana pela Paramount Pictures, traz como trilha sonora o belíssimo cover de Lily Allen da música Somewhere Only We Know e é em francês, sem legendas. Para quem não entender o que é dito durante os 1 minuto e 26 segundos de vídeo, a gente dá uma mãozinha no final.

Confira o vídeo:

Trailer Le Petit Prince

Segue o diálogo em tradução livre:

Piloto: Oh! Oh! Eu estou aqui em cima! Boa noite!

Menina: Era uma vez em que um pequeno príncipe… que precisava de um amigo?

Piloto: Eu viajei para quase todos os lugares do mundo, até que um milagre aconteceu…

Pequeno Príncipe: Por favor, desenhe para mim uma ovelha

Piloto: Eu sempre quis encontrar alguém com quem eu pudesse compartilhar minha história, mas eu acho que o mundo se tornou adulto demais. (…) Este é apenas o começo da história.

Lily Allen – Somewhere Only We Know (Keane)

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Dia do livro: dez deles para você “devorar”

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Publicado por Terra

Sabe aquela sensação gostosa que dá quando você fecha um livro pela última vez ao terminar a leitura e pensa: “e agora, qual o próximo?”. Às vezes são tantas opções que fica difícil de fazer uma escolha.

Neste Dia Nacional do Livro, celebrado neste 29 de outubro, o Terra e a Nuvem de Livros pensaram nisso e prepararam uma lista com dez obras que são leitura “obrigatória” para um bom devorador de livros.

Confira:

1. Romeu e Julieta, de William Shakespeare (Editora Nemo)
A história do amor imortal de Romeu e Julieta ganha nova vida nas páginas desta adaptação em estilo mangá. Uma HQ com todo romantismo e emoção da maior história de amor de todos os tempos!

2. Viagem ao centro da terra, de Julio Verne (Editora Melhoramentos)
Mesclando ficção, informação científica e humor, Julio Verne oferece ao leitor um romance empolgante, em que os personagens são lançados em situações extremas, necessitando dar o melhor de si para superá-las.

3. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (Editora Agir)
“O Pequeno Príncipe” foi escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “desenha-me um carneiro”? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.

A obra mostra como as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. É nesse livro em que surge a Raposa, terno personagem que ensina ao menino o segredo do amor. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

4. Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe (Editora Ediouro)
O homem sempre sentiu medo, sobretudo daquilo que não pode entender, do incerto e — por que não dizer? — do proibido. Talvez por isso o horror tenha algo que nos afaste, mas que também nos atraia e nos deixe fascinados. E foi desbravando essa estranha e ambígua sensação que o contista, crítico e poeta americano Edgar Allan Poe se consagrou como um dos mestres do gênero do terror e o pai da literatura policial.

5. Um rio chamado Atlântico, de Alberto da Costa e Silva (Editora Nova Fronteira)
A obra reúne 16 textos sobre as relações históricas entre o Brasil e a África, sobre a África que moldou o Brasil e o Brasil que ficou na África, publicados desde 1961 em jornais e revistas ou lidos em seminários sobre a história do continente africano. Os autores procuraram não se desatar do poeta Costa e Silva. Se é o poeta quem anda pelas ruas dos bairros brasileiros de Lagos e Ajuda, quem desenha as fachadas das casas térreas e dos sobrados neles construídos pelos ex-escravos retornados do Brasil e quem traz das páginas dos documentos e dos livros as personagens com que se povoam estes ensaios, é o historiador quem lhe guia cuidadosamente os passos.

6. O tigre em casa e a caça do tigre, de Eduardo Lizalde (Editora Alameda)
É impossível não sentir a grandeza da descrição do tigre, animal plástico que representa o ser humano em suas várias facetas e relações. É impossível não reconhecer o impacto de seus poemas sobre o ódio, ódio que constitui a única prova da existência de alguma coisa. É impossível permanecer impassível diante da mordacidade da série de poemas “Lamentação por uma cadela”. Eduardo Lizalde, nascido em 1929, é um dos grandes poetas mexicanos do século 20.

7. Há prendisajens com o xão, de Ondjaki (Editora Pallas)
Do chão promovido a almofada, do nosso limite a ele, do nosso encontro sob ele em algum tempo desconhecido, Ondjaki nos transporta para um diálogo com o tempo, com a palavra, com a liberdade da escrita, com a imaginação de seres misteriosos. Descrições de uma natureza em brisa de jangada e zunzum de abelha. E há também o encontro do sentimento com os seres que somos. Mais conhecido como prosador no Brasil, o autor nos oferece sua escrita em poesia construindo (ou desconstruindo) com muita intimidade cada palavra, cada verso, à sombra das árvores, pela alma das gaivotas, perto de um cardume de tardes. Ou do chão.

8. Relembramentos, de Vilma Guimarães Rosa (Editora Nova Fronteira)
Vilma Guimarães Rosa viaja por memórias para tecer um retrato comovente de seu pai, Guimarães Rosa, considerado por muitos o maior escritor da nossa literatura. Por meio de fotos, cartas, lembranças de um passado rico e cheio de histórias, o pai, sempre rememorado com carinho pela filha, é revelado como um homem singular, amoroso, profundamente religioso e com um senso de humor surpreendente. Relembramentos é uma ode a um gênio feita com a delicadeza de uma escritora inspirada e o amor de uma filha saudosa.

Bastante famosa pelo filme de Stanley Kubrick, a obra Laranja Mecânica é um clássico da literatura Foto: Nuvem de Livros / Reprodução

Bastante famosa pelo filme de Stanley Kubrick, a obra Laranja Mecânica é um clássico da literatura
Foto: Nuvem de Livros / Reprodução

9. Laranja Mecânica, de Anthony Burgerss (Editora Aleph)
Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado nove anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, “Laranja Mecânica” não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20. Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.

10. Angu de sangue, de Marcelino Freire (Livro Falante)
Neste audiolivro, Marcelino Freire lê os 17 contos que compõem a obra homônima impressa, incluindo Muribeca, Belinha, Moça de Família, Volte Outro Dia, Socorrinho, Filho do Puto, Troca de Alianças, Angu de Sangue, A Senhora que Era Nossa, Os casais, O Caso da Menina, Sentimentos, Faz de Conta que Não Foi. Nada, A Cidade Ácida, The End, J.C.J. e Mataram o Salva-vidas. Ninguém melhor do que o próprio autor, nesse caso, para reafirmar a vida das suas palavras, que cortam, rasgam, furam, rebolam, vão se embrenhando na gente.

Obra Infantil: se é para crianças, por que serve para os adultos?

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Maik Barbara, no Homo Literatus

Diferente quando lido ontem, hoje e amanhã.

Das habilidades criativas e literárias de alguns autores, consegue-se apenas em alguns casos textos que fazem das histórias uma narrativa tão rica que conduz o leitor para dentro não apenas do livro, mas principalmente para dentro de si. Dos grandes nomes espalhados pela história da literatura, dois se destacam. Um de maior projeção e outro um pouco mais modesto, porém não de menor valor. O diferencial desses dois é a capacidade que seus textos têm ao invocarem o conhecimento próprio e do mundo através da fabula que contam.
O primeiro, Antoine de Saint-Exupéry, era um exímio piloto e também tinha aptidões como ilustrador e, melhor ainda, como escritor. Fruto de suas viagens como piloto de guerra e reconhecimento territorial, sua imaginação sempre retratou este aspecto em suas obras. Todavia, uma delas se destacou: Le Petit Prince – O Pequeno Príncipe – de 1943, lançado apenas um ano antes de sua morte.

o pequeno principe - capa

No caso de Exupéry, seu romance mostra uma profunda mudança de valores em suas personagens, sugerindo o quão equivocados podem ser os julgamentos adultos, e como isso pode levar à solidão. O livro conduz a reflexões sobre a maneira como as crianças se tornam adultas no mundo da época (e por que não nos dias atuais?!). Sendo uma obra atemporal, ela aponta comportamentos culturais e descreve como os adultos, ou segundo o autor: “as pessoas grandes”, são entregues às preocupações do dia a dia, e esquecem da criança que foram um dia, ou que ainda podem continuar a ser. Haja vista que: “O essencial é invisível aos olhos”.

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Tendo um efeito didático para quem lê a obra, mostrando uma forma um pouco mais correta de crescerem, o curioso é que mesmo passando os anos na vida do leitor, o livro continua mutável e cresce com ele. Na contramão, ele ensina como o adulto deve deixar de ser “gente grande” em certas ocasiões e voltar a pensar como criança para o bem não apenas dos outros, mas principalmente de si…

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Já o segundo autor merecedor de destaque é o “recém” falecido (2009) Maurice Druon. Nascido em 1918, também francês, dedicou sua vida à literatura. Diferente de Exupéry, fez parte da Academia Francesa de Letras e viveu intensamente o mundo literário. Sua contribuição em especial às crianças e ao que irão se tornar quando adultas é feita através do livro O Menino do Dedo Verde, publicado em 1957. Esta obra, entre outras do autor, conduz por caminhos similares aos do Pequeno Príncipe, viajante espacial e desbravador de mundos.

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O garoto Tistu nasce filho do mais poderoso homem da cidade, cresce com conforto absoluto devido à atividade principal de seu pai, dono da maior fábrica de canhões do mundo. O conflito se forma quando ele descobre um dom espetacular que possui e vai contra tudo que conhece. Em sua jornada de autodescobrimento, o mundo começa a ter cores diferentes sob seus olhos, e consequentemente do leitor. O que antes apenas brilhava, passou a ter um tom mais cinza. Lições como: “para cuidar direito dos homens é preciso amá-los bastante” são o foco do livro.

O crescimento deste livro é também proporcional à idade do leitor, tal como no citado anteriormente. Ao ler-se enquanto criança, vislumbra-se a jornada, ao se ler enquanto adulto, regride-se à inocência infantil para se analisar o próprio eu e repensar-se como ser humano.

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Ambos os livros passaram por inúmeras adaptações para o cinema. Os dois, inclusive, tiverem famosos desenhos animados em seu país de origem, os quais foram traduzidos para incontáveis línguas espalhadas pelo mundo. Atualmente O Menino do Dedo Verde e O Pequeno Príncipe têm adaptações teatrais viajando pelo planeta, e pelo Brasil.

A mágica de cada obra não se traduz ao visual, a leitura é essencial, mas os espetáculos não deixam de ser marcantes para qualquer idade.

Jovem se fantasia de personagem de ‘Instrumentos Mortais’ para ir à Bienal; veja vídeo

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Carolina Dantas, na Folha de S.Paulo

Na sexta-feira (22), primeiro dia da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Raphael Bianco Silva, 22, resgatou do guarda-roupa uma fivela antiga e pintou com tinta branca. Esperou secar e escreveu em preto: “magic”. Ele é um jovem aficionado por literatura, entre outros milhares que lotaram o Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O cinto é parte de um traje inspirado no personagem favorito de Raphael: Magnus, da série “Os Instrumentos Mortais”, da escritora norte-americana Cassandra Clare. O feiticeiro imortal está em todos os livros da série, tem personalidade complexa e desvendada ao longo da trama.

“Adoro tudo que lembra o mundo mágico, as criaturas do submundo e as histórias que escutávamos quando criança e sentíamos medo”, contou Raphael, que é estudante do último ano de enfermagem.

Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária 'Os Instrumentos Mortais'  / Raquel Cunha/Folhapress

Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária ‘Os Instrumentos Mortais’
/ Raquel Cunha/Folhapress

Ele decidiu vestir-se de Magnus para encontrar Cassandra no sábado (23), na Bienal. Colocou uma calça branca, um mocassim azul, uma camiseta preta, acrescentou mangas verde-musgo. Comprou lentes com olho-de-gato por R$ 90, pintou os cabelos com tinta spray rosa e azul, usou purpurina ao redor dos olhos.

“Imagina se encontro outra pessoa fantasiada de Alec na Bienal? Pode ser o amor da minha vida!”, falou Raphael no metrô, vestido de Magnus.

Nos livros, Alec, ao contrário de Magnus, é mortal. Os dois personagens vivem uma história de amor impossível devido à natureza de cada um.

No quarto de Raphael, outros livros estão na estande. “Li O Pequeno Príncipe quando ainda era criança.” Ele também leu “Harry Potter” e a série “Crepúsculo”, precursores das atuais sagas infantojuvenis.

Cassandra Clare e Kiera Cass atraíram 150 mil pessoas apenas no primeiro final de semana da 23ª Bienal Internacional do Livro.

“Além de ser uma escritora que resgata histórias antigas, cada personagem dos livros de Cassandra parece real, com os seus dilemas e defeitos. A personalidade deles muda ao longo da história, sem o leitor nunca saber o que vai acontecer”, diz Raphael.

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