Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged O Rio

Jane Fonda inclui o Rio de Janeiro na rota de sessões de autógrafos de seu livro

0

Estrela desembarca na cidade no domingo (30) e encontra fãs na Livraria da Travessa, no Leblon.

Heloisa Tolipan no JB

É realmente muito difícil resistir ao charme do Rio de Janeiro. Como contamos na semana passada, Jane Fonda está em São Paulo hoje (27), para participar do Fórum da Longevidade da Bradesco Seguros, mas tratou de incluir uma passagem na Cidade Maravilhosa antes de voltar para casa. Jane chega em terras cariocas no domingo (que promete ser de altas temperaturas na cidade depois de uma semana chuvosa – oba!) e vai direto para a Livraria da Travessa do Shopping Leblon, onde receberá fãs a partir das 14h, na sessão de autógrafos de seu livro ‘Prime time’, lançado em maio nos Estados Unidos.

Jane Fonda passará menos de um dia no Rio de Janeiro, mas pretende encontrar muitos fãs no Leblon

A publicação tem perfume de autoajuda e fala sobre amor, saúde, sexo, boa forma, amizades e dá até conselhos espirituais, seguindo a linha na qual Jane vem apostado em suas incursões literárias. Vale lembrar que a atriz também é ativista política de esquerda e superguru de exercícios físicos, aos 74 anos.

Entre um autógrafo e outro, torcemos para que a loura conte alguns de seus pequenos e valiosos segredinhos para manter a forma e essa pele de dar inveja a muita adolescente por aí…

Moradora da Rocinha vira escritora e volta a estudar

1

A moradora da Rocinha Lindacy da Silva: volta à escola
A moradora da Rocinha Lindacy da Silva: volta à escola Foto: Fernanda Dias / EXTRA

Bruno Rohde, no Extra

Quando Lindacy Fidélis da Silva Menezes, de 55 anos, coloca a ponta do lápis no papel sua vida se transforma de alguma maneira. A vontade dela de preencher com histórias as folhas em branco de seu caderno está mudando, aos poucos, a trajetória desta doméstica e hoje escritora. Lindacy é uma das autoras do livro “Pensa Flupp”, lançado este mês na Festa Literária das Unidades de Polícia Pacificadora. A obra reúne textos de escritores moradores de comunidades do Rio.

E foi esse desejo de se tornar autora que levou Lindacy de volta para a sala de aula este ano. Moradora da Rocinha, ela cursa o 6º ano do ensino fundamental, na Escola Municipal Rinaldo de Lamare, em São Conrado.

Na última sexta-feira, Lindacy apresentou o conto “Último cliente” para os colegas numa feira de ciências da escola. No texto, que integra o livro recém-lançado, ela relata parte da infância, no Recife, em Pernambuco. O título da história faz referência ao local de trabalho de sua mãe adotiva: um bordel.

— Nunca conheci meus pais. Fui adotada por uma prostituta. Apesar de toda a pobreza, eu era amada por ela. O problema é que ela começou a beber e foi perdendo tudo. Eu tinha 6 ou 7 anos quando ela morreu — diz.

Entre idas e vindas de Recife para o Rio, Lindacy casou e teve três filhos. O estudo ficou de lado. Ainda sim, vez ou outra ela “conversava com os cadernos”, como Lindacy mesmo define. Ao saber que a Flupp procurava novos autores, ela se ofereceu:

— Pedi para minha filha me inscrever. Fiz um texto sobre o Rio e me chamaram.

Gerações diferentes

Além de Lindacy, outras quarenta e duas pessoas colaboraram com textos para o livro. Elas passaram por uma seleção que envolveu 102 candidatos e durou quatro meses. Colega de Lindacy, Francisca Paula de Araújo, de 44 anos, também estuda na Rinaldo de Lamare. Ela não ficou surpresa quando soube que a colega participaria da publicação:

— Já conheço a Lindacy há anos. Achei muito legal. Ela é a prova que nunca é tarde.

A unidade em que as duas estudam atende basicamente ao ensino infantil e ao Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja). Entre os 245 alunos do Peja, adolescentes e adultos dividem as salas de aula de olho num futuro melhor. Se a diferença de gerações às vezes gera conflito, também acrescenta. Jacqueline Nogueira Rodrigues, de 49 anos, e Diego Vinícius da Silva, de 17, são prova disso. O compromisso da aluna mais velha vem auxiliando o estudante mais novo a manter o foco.

— É uma troca. Um ajuda o outro — diz Jacqueline.

O estudante agradece:

— Ela ganhou um “filho”.

Profeta Gentileza pode se tornar ‘patrimônio afetivo’ no Rio

0

Profeta Gentileza, José Datrino, conhecido pela frase: “gentileza gera gentileza”.
Divulgação

Heloisa Aruth Sturm, no Estadão.com

Talvez poucos conheçam José Datrino. Mas não há, no Rio, quem já não tenha ouvido falar, ao menos uma vez, no profeta Gentileza. Ele já foi tema de filme, livro, música. Agora, recebe homenagem da Companhia Crescer e Viver de Circo, que transformou sua história em show circense. Se “existe amor em São Paulo”, no Rio o que estampa camisetas e adesivos é “Gentileza gera Gentileza”.

Passados mais de 15 anos de sua morte, a figura de túnica branca e longas barbas e cabelos continua no imaginário carioca. Para que não se perca, organizadores de Universo Gentileza querem que ele vire “patrimônio afetivo do Rio”. Na pré-estreia do espetáculo, no início do mês, fizeram o pedido a Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

Fajardo disse que essa categoria de patrimônio ainda não consta na lei municipal e prometeu estudar o assunto. A peça mostra a trajetória do homem nascido em Cafelândia, interior paulista, que se mudou ainda jovem para o Rio e teve a vida transformada em 1961, após o incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que deixou centenas de mortos. Datrino abandonou empresa, mulher e filhos e foi montar um jardim sobre cinzas do circo. Considerado louco por uns e poeta por outros, viveu anos como andarilho, fazendo pregações pela cidade, distribuindo flores e deixando mensagens de amor e solidariedade nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no centro do Rio. Apesar de o governo planejar a remodelação da área, com o fim da Perimetral, todas as pilastras com escritos serão preservadas.

Segundo um dos coordenadores da companhia circense, Vinícius Daumas, a ideia da montagem foi inspirada na leitura do livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman. “A gente hoje faz com o circo aquilo que ele fez durante muitos anos sozinho, tentando passar mensagem de gentileza, de amor. Parece um ciclo que se fecha, é a volta do profeta ao circo, mas não um circo queimado, e sim vivo”, disse Daumas. Trata-se da segunda montagem da peça, encenada pela primeira vez em 2008.

Vida. No palco, 15 artistas fazem referência a esses e outros episódios do “profeta”, como internação em hospitais psiquiátricos e restauro de seus escritos após a Companhia de Limpeza Urbana “limpar” o viaduto em 1997. Muitos dos jovens artistas são provenientes de comunidades carentes da capital e litoral fluminense que participam do Programa de Formação do Artista de Circo, da Crescer e Viver.

Com ilustração de Ziraldo, 13 mil alunos escrevem livro sobre o Rio

0

Alunos da unidade Mangueira já tiveram primeiro contato com a obra
Foto: Divulgação


Publicado originalmente no Terra.com

Assistir ao longa Rio, participar de debates e fazer pesquisas na internet estiveram na agenda de 13 mil alunos de ensino fundamental do Rio de Janeiro. A programação fez parte da Oficina do Texto, um dos projetos do Portal Educacional, mantido pelo Grupo Positivo, em que alunos escrevem livros em coautoria com escritores consagrados – neste ano, foi a vez dos estudantes do Santa Mônica Centro Educacional, que contaram com ilustrações de Ziraldo.

Com o título “Rio: Conhecer para cuidar”, alunos das 13 unidades da rede privada escreveram sobre pontos turísticos da capital fluminense e os problemas da cidade, além de dar sugestões para melhorá-la. Depois de receber as ilustrações de Ziraldo, cada criança criou a sua historinha. Entre as participantes do projeto, está a unidade da Mangueira, que atende gratuitamente alunos carentes da comunidade. Segundo a diretora instituição, Marcia Moura, o projeto começou a tomar forma no início do ano.

Na unidade da Mangueira, 636 escreveram seu livrinho. “Houve muita conversa sobre os pontos turísticos. Ao visualizar as imagens, eles reconheciam o Carnaval, o Maracanã. Assistir ao filme Rio ajudou muito, já que, como o número de alunos era muito grande, não conseguiríamos levar todo mundo até os pontos turísticos”, afirma.

Na Oficina do Texto, cada aluno produz sua obra escrevendo as histórias e fazendo suas escolhas no ambiente virtual disponibilizado no portal da instituição, com gerenciamento pelo professor. A criança ou jovem assina a produção como coautor, recebe livros impressos e ainda tem acesso a um arquivo em PDF. “Eles abraçaram a ideia com muita vontade, ficavam ansiosos pela produção, que acontecia de duas a três vezes por semana, quando iam para o computador”, explica a diretora.

Projeto já lançou mais de 1 milhão de livros

Realizado desde 2000, o projeto já lançou mais de um milhão de livros escritos por crianças e jovens em parceria com grandes personalidades da literatura brasileira. Além de Ziraldo, nomes como Luis Fernando Verissimo e o professor Pasquale Cipro Neto já assinaram obras em coautoria.

Na Mangueira, o projeto atingiu alunos do 1º ao 5º ano. A aluna do 5º ano Samara Viana de Carvalho da Silva conta que não conhecia muitos dos pontos turísticos da cidade. “Antes, eu só conhecia a praia, mas aprendi sobre as belezas e as necessidades do Rio. Agora sei que preciso cuidar melhor da minha cidade. Fiquei com vontade de saber mais”, diz. A professora de Samara, Tânia Cristina da Costa Rodrigues, explica que um dos grandes feitos do projeto foi unir a turma. “Muitos deles não conheciam a maioria dos pontos turísticos do Rio de Janeiro. Era nessas horas que uns ajudavam aos outros. O envolvimento entre eles foi muito grande, o que tornou a produção ainda mais dinâmica”, avalia.

A Oficina de Texto reforçou a ligação das crianças com a internet. Segundo Tânia, a rede colaborou para que os alunos conhecessem bem os pontos turísticos. Ainda assim, as contribuições que saíam de dentro da sala de aula ajudaram a produção a tomar forma. “Fizemos um levantamento sobre quais pontos eram conhecidos. Queríamos compreender a vivência que tinham nossos alunos. Quem conhecia o local ajudava os colegas que não conheciam. Um tinha uma ideia, o outro complementava”, diz.

A equipe de Ziraldo se envolveu na criação das ilustrações. O autor, que completa 80 anos em 2012, é parceiro antigo da Positivo Informática. “Esse é um esforço muito grande para que os jovens compreendam o que é ser cidadão. Não se trata só de aproveitar as belezas do Rio, mas de conhecer os problemas e poder participar disso”, diz. Para ele, é papel da escola ser um agente de conscientização. “É na sala de aula que nasce a consciência a respeito de direitos e deveres. Eles precisam saber que podem usufruir do Rio de Janeiro, mas que devem cuidar dele”, acrescenta.

Ziraldo contou com ajuda de uma equipe de profissionais. “Nós caprichamos nas ilustrações. Queríamos estimular as crianças a perceber a veia artística, e o que se viu foi uma aliança que ficou ainda melhor com a ajuda da internet”, destaca. Os estudantes devem receber a versão impressa em outubro. O lançamento oficial dos livros escritos na unidade Mangueira está previsto para 10 de novembro, em evento com apresentações culturais e presença da comunidade.

Go to Top