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Estudante tira nota máxima na OAB: “é só uma prova, difíceis são os 5 anos da faculdade”

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Ex-aluna de escolas públicas, Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, está focada nas provas finais do curso de direito e acredita que serão mais desafiadores que o exame da Ordem

Publicado na Época Negócios

Vicenza Sousa Santos, 24 anos, tirou nota máxima na segunda fase do XVII exame da OAB (Foto: Reprodução/Vicenza Sousa Santos)

Vicenza Sousa Santos, 24 anos, tirou nota máxima na segunda fase do XVII exame da OAB (Foto: Reprodução/Vicenza Sousa Santos)

Antes de mergulhar em inúmeras páginas de processos e passar horas dentro de escritórios, quem quer se tornar um advogado precisa superar um obstáculo. O aspirante tem de ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, conseguiu tal feito. Mas além de estar apta a advogar, carrega uma marca ainda mais impressionante: a nota máxima no teste.

A jovem, prestes a concluir a graduação em direito, estudou toda a sua vida em escolas públicas estaduais na cidade de São Paulo. Após terminar o ensino médio, ficou um ano parada por questões financeiras até se matricular na Universidade São Judas, onde conta com bolsa de estudos de 40%, dada pela própria instituição. Para ajudar nos 60% restantes, desde o segundo semestre do curso, ela recorreu ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), do governo federal.

Vicenza dedicou os últimos cinco anos aos estudos e, boa parte deste tempo, a estágios. Ela atuou nas áreas trabalhista e tributária — esta última, escolheu para a prova da OAB. “Me ajudou. Se você faz isso no seu dia a dia fica mais fácil”, diz ela. Na segunda fase do teste, os alunos podem escolher a área com que mais se identificam.

O exame da Ordem, obrigatório para obter o direito de advogar no Brasil, é composto de duas fases. A primeira com questões de múltipla escolha e a segunda apenas com perguntas dissertativas. Vicenza conseguiu nota 10 na segunda prova, a máxima possível para os candidatos. “Para a primeira fase, eu não estudei. Para a segunda fase, fiz um cursinho e foi suficiente.”

Embora a marca que alcançou seja notável, Vicenza minimiza a dificuldade. “É claro que é diferente, mas eu nunca me preocupei absurdamente com a OAB, como a maioria das pessoas. Eu sempre falei ‘gente, é mais difícil passar cinco anos na faculdade do que fazer a OAB, é só uma prova’.”

Para o futuro, ela tem como planos iniciar uma pós-graduação e seguir na profissão. “Agora, eu estou focada nas provas da faculdade que, inclusive, acho que serão mais difíceis que a OAB. Depois eu pretendo advogar, talvez montar meu próprio escritório. Ainda estou pensando em possibilidades para o ano que vem”, diz. “O que tenho certo mesmo é começar uma pós-graduação em direito tributário e continuar a advogar. O mercado de trabalho não perdoa.”

Estudantes se mobilizam para ajudar morador de rua a cursar o último ano de Direito

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Publicado no Catraca Livre

Por conta de um post no Facebook, a vida de Laedison dos Santos pode se transformar. Laedison é morador de rua em São Paulo e passa os dias em um barraca de camping embaixo do Viaduto de Chá, na região central da cidade. Na semana passada, três estudantes que preferem não se identificar no momento, tiveram um encontro ao acaso com Laedison, que lhes contou sua história.

“Sim, ele é negro, e não, ele não rouba, ele não usa drogas e não me parou pra pedir esmola”, assim começa o relato. Com sua Carteira de Trabalho e o documento de sua matrícula na faculdade, ele comprovou que é bolsista integral e cursa o último ano de Direito na UNIESP (União das Instituições de Ensino de São Paulo).

Mas Laedison perdeu os livros – apreendidos por fiscais encarregados de recolher mercadorias de camelôs, segundo a descrição – e não tinha nenhum terno, roupa essencial para os profissionais da área. “Eu tenho vergonha de entrar na faculdade vestido assim”, confessou ele. Foi aí que elas resolveram se mobilizar para ajudá-lo.

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O post na rede social de uma das estudantes, relatando a situação de Laedison, teve mais de 200 mil curtidas em um fim de semana. Por conta da repercussão gigantesca, as estudantes criaram a página no Facebook Ajudando Laedison para concentrar informações sobre doações e novidades.

De acordo com Manuela Paulino, de 19 anos, estudante de Direito que responde pelo projeto, a mobilização on-line foi uma surpresa e, agora, a ideia é que ele saia das ruas e volte a frequentar a faculdade.

É possível doar roupas e calçados (confira as numerações neste link), livros preparatórios para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e também dinheiro para mantimentos. Para este último foi criada uma “vaquinha” que já está batendo a meta. Clique aqui e veja como ajudar.

Segundo as estudantes, ele veio de Salvador (BA) em 2007 e instalou-se em São Paulo desde estão. “Ele veio acompanhado da esposa em busca de melhores condições de vida. Em 2009 ela faleceu e como não podia ter filhos, ele ficou sozinho. Quando perguntamos de seus parentes ele disse que tem até o telefone de seu pai, mas que o mesmo o rejeita e o disse uma vez que o único caminho dele era ser marginal, então foi aí que ele decidiu que seria diferente”, diz a publicação.

O sonho de Laedison é ser advogado. E ele vai realizar.

OAB lança biblioteca digital com mais de 70 livros para download gratuito

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Foto: Reprodução/OAB

Foto: Reprodução/OAB

Publicado no Bahia Notícias

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disponibilizou para download gratuito uma biblioteca digital que oferece mais de 70 livros para os internautas.As obras foram assinadas por nomes importantes da instituição. “Cidadania da Mulher: Uma Questão de Justiça”, “Defesa da Democracia e da Ordem Constitucional”, “Processo Judicial Eletrônico”, “Novo Código de Processo Civil: Comparativo das Redações do Senado Federal e da Câmara dos Deputados” são alguns dos títulos. Para conferir a biblioteca da OAB, clique aqui.

Ex-morador de rua se forma em Direito e publica livro

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Carlos Viegas morou nas ruas de Belo Horizonte e chegou até a ser internado na Febem do Estado
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Publicado no Terra

O mineiro Carlos Viegas, 50 anos, é um exemplo de superação. Depois de viver como morador de rua na infância em Minas Gerais, na década de 1980, ele dedicou-se aos trabalhos e aos estudos para alcançar uma posição de destaque: formou-se e pós graduou-se em Direito, é funcionário público na área da assistência social e até escreveu um livro.

Carlos morou nas ruas de Belo Horizonte quando criança por aproximadamente seis anos e chegou até a ser internado na Febem-MG (Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor) por cerca de dois anos. Ao sair de lá, conseguiu um emprego como metalúrgico em Betim, em julho de 1984, e viu sua vida tomar novos rumos.

De 1987 a 1992, Carlos foi diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim. Um ano depois, tornou-se assessor legislativo da Câmara Municipal da cidade e iniciou o projeto de conselho tutelar em Betim. Elegeu-se vice-presidente da organização em 1994 e ficou no cargo até 2001.

No entanto, Carlos Viegas buscou novas vitórias em 2002: foi aprovado em um concurso público da prefeitura de Betim e, também, no vestibular de Direito. Ele concluiu o bacharelado em 2009, pela Faculdade Asa de Brumadinho.

Para obter o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Viegas se matriculou em um curso preparatório online em 2011 e foi aprovado no exame da Ordem, obtendo o direito de exercer a profissão de advogado.

A evolução profissional do ex-morador de rua não estacionou: ele concluiu a pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho em 2013, pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) e lançou o livro “A Polêmica Súmula 584 do STF e Segurança Jurídica no Direito Tributário”, pela Editora Baraúna.

“Acredito que o ser humano tem que aceitar os desafios que a vida proporciona, justamente porque são por intermédio deles que nós descobrimos o real sentido da vida”, conta Carlos Viegas. “Sempre acredito na capacidade de superação do ser humano nas mais variadas dificuldades que possamos enfrentar”, acrescenta.

O educador e advogado também detalha a sigla que norteia sua vida. “POF: persista, ouse e tenha fé. Só assim descobriremos o real sentido da vida, que é dignidade, respeito e perseverança”, acrescenta.

Hoje em dia, Carlos Viegas concilia o cargo de educador social com o exercício do Direito na área trabalhista e previdenciária e ainda concluiu uma nova pós-graduação pela UFMG, de Especialista em Políticas Públicas em 2014. Possui artigos doutrinários publicados em vários sites e revistas especializadas como Âmbito Jurídico, Informativo Consulex, O Estado de Minas, dentre outros.

Em 126 faculdades, nenhum candidato foi aprovado na OAB

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Órgão divulgou resultados do XI Exame de Ordem detalhados por campi universitários
A prova foi concluída em setembro do ano passado e estudantes de Direito de 1.291 unidades de ensino foram avaliados

Publicado em O Globo

BRASÍLIA – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou o resultado do XI Exame de Ordem Unificado nesta segunda-feira. A prova foi concluída em setembro do ano passado e estudantes de Direito de 1.291 campi universitários de todo o país foram avaliados. Dentro deste universo, 126 unidades de ensino não tiveram nenhum candidato aprovado.

Além da divulgação do resultado, a Coordenação de Exame Unificado do Conselho Federal da OAB realizou um estudo pormenorizado sobre a porcentagem de aprovação dos candidatos da primeira fase, resultando na elaboração de índices de acertos obtidos pelos candidatos em cada área de conhecimento em que foram avaliados. O objetivo é permitir que as universidades percebam em quais matérias, especificamente, o ensino não vai bem.

Na primeira fase – composta por provas objetivas de 16 áreas do Direito e mais o Estatuto da OAB – o índice de aprovação foi de 19,64%. Na análise unificada por Instituições de Ensino Superior, o destaque das instituições públicas foi para o campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP): 88,46% dos 26 candidatos foram aprovados.

Confira aqui o resultado detalhado.

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