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Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

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Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas mundiais para a educação, diz Unesco.
Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos.

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. (Foto: Reprodução / TV Globo)

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. (Foto: Reprodução / TV Globo)

Publicado no G1

Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. (Unesco)

Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa “Educação para Todos”, a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.

“Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da Educação para Todos (EPT) estabelecidos no ano 2000”, destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que “na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos”. O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.

O principal objetivo – a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental – foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.

“Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes”, destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. “Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90”.

“Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização”, acrescentou Bokova.

O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina

Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, “mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização”.

“Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado” e esta situação “não sofreu qualquer mudança desde 1999”.

“Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo”, assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname “vão atingir a meta estabelecida”.

A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos “que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita” na América Latina, “sendo 55% mulheres”.

O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se “cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo”, uma “educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar”, a aplicação dos “convênios internacionais sobre idade mínima” para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às “necessidades das comunidades” e a redução das “disparidades de gênero em todos os níveis”.

Para professor da Unicamp, ensino superior deve se aproximar dos alunos

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Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes, doutor em Filosofia pela USP e professor da Unicamp (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes, doutor em Filosofia pela USP e professor da Unicamp (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

Eleonora de Lucena, na Folha de S.Paulo

Massificar, descentralizar, popularizar. Esses devem ser os objetivos do ensino superior no Brasil, na visão de Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes, 64, professor de ciência política da Unicamp.

Sua análise foi consolidada com a pesquisa sobre os modelos de educação em vários países. Parte dela está sendo lançada agora no livro “Educação Superior nos Estados Unidos: História e Estrutura” (Editora Unesp), que percorre as metamorfoses do sistema desde a colônia.

A obra mostra como os norte-americanos transformaram um modelo elitista e privado em outro flexível e majoritariamente público.

Doutor em filosofia e autor de “O Peso do Estado na Pátria do Mercado” (2013), Moraes afirma que o dinheiro público foi decisivo para essa evolução. “Em lugar nenhum do mundo o ensino superior se paga”, diz.
Leia a entrevista a seguir.

Folha – Como foi a evolução do ensino superior nos EUA e o que ela nos ensina?

Reginaldo Moraes – Os Estados Unidos foram muito pragmáticos e pouco ortodoxos na construção de instituições de ensino superior. Mesmo durante os tempos de colônia, quando hipoteticamente tinham o modelo inglês, fizeram adaptações no sentido de ter um sistema mais aberto. Até a Segunda Guerra Mundial, as escolas eram basicamente privadas e elitistas. Depois, isso mudou muito -hoje, 70% do ensino superior é público. Houve uma enorme expansão, com a chegada do ensino à classe média baixa. Mais importante, ocorreu uma capilarização. O acesso é mais democrático, não só pelo aumento do número de vagas, mas pelos pontos de acesso espalhados pelo território. O jovem tem, a 40 minutos de sua casa, um ponto de acesso para o ensino superior.

O sr. destaca a importância do Estado nessa evolução. Como isso ocorreu?

O Estado subsidiou e estimulou a educação desde o começo. Por exemplo, com doação de terras e prédios e com dotações, bolsas e financiamento de pesquisa. O dinheiro público foi decisivo. Em lugar nenhum do mundo o ensino superior se paga. É preciso uma parcela grande do dinheiro público para a expansão. Também no setor privado dos EUA o dinheiro público é decisivo.

Qual é a sua avaliação do ensino superior no Brasil?

Temos um debate viciado e provinciano. Ensino superior e universidade são coisas diferentes. Universidade não é só ensino superior, tem pesquisa. E ensino superior não se faz só em universidade em lugar nenhum do mundo. Aqui temos a ideia de expandir o ensino superior replicando uma Unicamp em cada aldeia. Os norte-americanos foram inteligentes em dividir e diversificar as instituições e os cursos para poder estabelecê-los próximos das pessoas e de suas necessidades. Fazem adaptações. Algumas que vão durar pouco tempo.

Pode dar exemplos?

Capilarizaram os “junior colleges”. Universidades criaram campi auxiliares fora de sua sede para oferecer os dois primeiros anos. Depois, se o estudante tiver pique, pode fazer curso em outro campus. Se não, fica com aquilo que fez e tem um diploma. Os franceses começaram a fazer isso nos anos 1970: diplomas de cursos de curta duração usando até a estrutura de liceus. Temos uma coisa parecida com as escolas técnicas federais, agora chamadas de IFs (institutos federais de educação), mas o ritmo é lento. É preciso multiplicar por quatro e capilarizar.

As federais não estão passando por ampliação?

O Reuni [programa federal de expansão criado em 2007] obrigou a uma expansão para fora da sede. Na Paraíba, há quatro campi fora de João Pessoa. No Maranhão, a universidade saiu de São Luís. Foi uma imposição, e é o único jeito que funciona. E expansão com curso noturno. Esse fato é importante, porque 85% dos alunos das escolas particulares estudam à noite. Nas públicas é o inverso, só 30% das vagas nas federais estão em cursos noturnos. É pouco. Mesmo que as federais aumentassem muito as suas vagas, na estrutura atual, nunca iriam acolher esse estudante.

Alguns dizem que o Prouni é uma forma de apoio a escolas privadas de qualidade duvidosa. O sr. concorda?

O Prouni [programa de bolsas em faculdades particulares] não criou isenções [fiscais]. Elas estão na Constituição. O Prouni regulou isenções. Estipulou que as bolsas tinham que ser oferecidas segundo critérios do MEC, como renda [do aluno]. As escolas privadas faziam coisas que não se acredita. Davam bolsas para filhos de funcionários e professores e incluíam isso em acordos coletivos como moeda de troca em negociação salarial. O Prouni tentou disciplinar isso. E se tornou uma coisa boa para os empresários.

Quais são suas críticas ao Fies?

O problema é que é uma dívida, o aluno pagando pela escola com o empréstimo do governo. É ruim também porque transforma a relação entre estudante e escola numa questão de mercado. Hoje, 40% dos estudantes das escolas privadas têm um dos dois [Fies ou Prouni]. Elas se transformaram num setor estatal, mas que não é controlado na qualidade. De cada dez intervenções do MEC, sete ou oito vão ser malsucedidas, porque o judiciário vai dar ganho de causa para as escolas.

O Fies deveria ser revisto?

Completamente. Deveria ser mais limitado e mais rigoroso. Se houvesse um setor público que crescesse de outro modo, ele poderia competir com o setor privado. O setor privado não tem pejo de se instalar em locais menos solenes. Universidade aqui quer ter um campus que é uma catedral. É preciso construir coisas mais acessíveis, fazer pequenos prédios, aproveitar os existentes.

O currículo de 2014

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Para 46% dos gestores, dois erros de digitação já podem eliminar candidato

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Maíra Amorim, em O Globo

Em seu livro “Socialnomics”, de 2012, o consultor americano Erik Qualman prevê que, por volta de 2022, o currículo de papel estará morto. Mas, enquanto isso não acontece, o documento continua sendo a principal ferramenta utilizada para se conseguir um novo emprego, embora cada vez mais complementado por informações de redes sociais, especialmente as incluídas no LinkedIn.

E, por mais que alguns profissionais apostem na renovação do formato, elaborando currículos criativos e cheios de design, a grande maioria usa mesmo o bom e velho Word. O que não representa qualquer problema, dizem especialistas, desde que alguns aspectos sejam observados.

— O currículo é a primeira apresentação e tem que ter conteúdos básicos, que permitam ao recrutador saber se o candidato atende aos requisitos da vaga — afirma Jacqueline Resch, sócia e diretora da Resch RH, para quem erros de gramática e ortografia são imperdoáveis em um currículo.

Segundo pesquisa feita recentemente nos EUA pela consultoria Robert Half, entretanto, a tolerância dos gestores e recrutadores americanos em relação à quantidade de erros de digitação nos currículos varia. Para 46% dos entrevistados, dois erros bastam para que o candidato seja desconsiderado com base no currículo, enquanto 27% toleram até três erros e 17% só relevam um.

O curioso é que o resultado mostra que os gestores estão mais tolerantes que há cinco anos. Levantamento de 2009 revelava que um erro era o bastante para que um currículo fosse desconsiderado por 40% dos entrevistados. Outros 36% apontaram dois erros e 14%, três. Para Sócrates Melo, diretor de operações da Robert Half, no Brasil, a exigência costuma ser maior.

— Acredito que somos menos tolerantes, mas a necessidade, de fato, gera tolerância. Erros podem existir, sim. Se for grave ou se o volume for grande, eles ganham relevância. Mas se for algo que ocorreu por falta de atenção, por exemplo, eu realmente não vejo tanto problema.

Veja o que destacar e o que não precisa ser incluído no documento:

EDUCAÇÃO:

SIM: É importante destacar os cursos de graduação, pós, mestrado ou doutorado que tenham sido realizados, mas sempre de forma objetiva, indicando o ano de conclusão e, apenas se for relevante, algumas disciplinas cursadas.

NÃO: Não é necessário listar todo o histórico educacional, desde o ensino fundamental. Também não é recomendado incluir cursos que não tenham sido concluídos ou aqueles que foram feitos há muito tempo.

EXPERIÊNCIA:

SIM: Essa parte conta muitos pontos, mas o profissional deve saber resumir bem suas atividades, para o recrutador entendê-las de cara. O currículo ideal não deve ter mais de duas páginas, então longas experiências correm risco de nem serem lidas.

NÃO: Listar todas as experiências profissionais só é pertinente para um recém-formado ou universitário. Se o candidato está em um nível mais sênior no mercado, não faz diferença se ele trabalhou em loja ou deu aula particular no início da carreira.

IDIOMAS:

SIM: A fluência em língua estrangeira deve ser destacada, pois é bastante valorizada. Mas, se o inglês está enferrujado, vale a pena ser honesto e colocar, por exemplo, o ano de conclusão do curso, para indicar possível necessidade de atualização, o que nem sempre será um problema.

NÃO: Indicar que tem “espanhol básico” ou “inglês intermediário” é um dos erros mais cometidos por candidatos. Se a fluência for realmente necessária para a vaga, isso será testado, e a informação do currículo, desmentida.

OBJETIVOS:

SIM: Quem opta por incluir o campo “Objetivos profissionais” no currículo precisa ser sucinto e específico: o candidato deve listar a área de atuação pretendida e explicitar os conhecimentos em poucas linhas e com clareza.

NÃO: “Profissional pró-ativo com objetivo de atuar na área de administração e colaborar com a empresa”. Para colocar um objetivo vago e genérico, que não diz muita coisa, é melhor suprimir essa parte do currículo.

NÃO ESQUECER: Nos contatos, e-mail e celular devem estar sempre visíveis. Não é necessário incluir dados como identidade e CPF. Hoje em dia, recomenda-se também colocar no currículo links para os perfis nas redes sociais ou para blogs ou sites pessoais. Mas isso só vale para o que estiver atualizado. Se o recrutador clicar e vir que o último tweet do candidato é de 2011, poderá desconsiderá-lo. O mesmo vale para o LinkedIn, que, além de atualizado, deve ter uma foto que indique profissionalismo.

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