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7 razões para ler “Extraordinário”, mesmo se você já assistiu ao filme

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Raul Felipe Sennger, no Burn Book

É inegável. As sessões de Extraordinário seguem abarrotadas. No Brasil, por exemplo, o filme já soma mais 37 milhões de espectadores. A adaptação baseada na obra de R.J. Palacio está liderando as bilheterias nacionais! Mas nem todo mundo que foi ao cinema testemunhar o drama do pequeno Auggie Pullman na telona, leu o livro.

Se você faz parte do grupo que pulou a leitura, por favor, nada de desculpas! Ainda há razões, mais precisamente sete, para você, depois de ter umedecido a pipoca, encharcar o papel.

1 – A paixão de Auggie por Star Wars é maior no livro.

2 – Entender que Izabela Vidovic nasceu para interpretar Olivia Pullman, a nossa Via.

3 – Auggie não usa o famoso capacete rumo ao primeiro dia de aula, o que deixa o momento ainda mais desafiador para ele e para o leitor.

4 – O refeitório da escola é mais acolhedor. Ou não! E Summer é ainda mais linda e radiante. E Jack Will, bem, é o Jack, né?

5 – FOLHEAR os preceitos do Sr. Broune nos dá uma sensação de otimismo e coragem fora do comum.

6 – O capítulo narrado por Via te fará chorar com certeza!

7 – Conhecer Auggie Pullman através de sua história original, não fazendo nenhuma referência ao título da obra, é Extraordinário!

É inegável, repito! EXTRAORDINÁRIO virou o mais recente e legítimo clássico moderno.

Após 200 anos, ‘Frankenstein’ continua referência do gênero terror

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‘Frankenstein de Mary Shelley’ com Robert De Niro, em 1995 Foto: Tristar Pictures

 

Livro publicado em 1º de janeiro de 1828 pela autora inglesa Mary Wollstone Shelley teve primeira versão cinematográfica em 1910

Publicado no Estadão

O livro Frankenstein, publicado em 1º de janeiro de 1828, chega aos 200 anos como referência indiscutível do gênero terror tanto na literatura quanto no cinema, no qual teve inúmeras adaptações.

A inglesa Mary Wollstone Shelley (1797-1851), segunda mulher do poeta Percy Shelley, de quem adotou o sobrenome, publicou sua grande obra quando tinha apenas 20 anos, embora tivesse começado a escrevê-la aos 18, desafiada pelo poeta Lord Byron, com quem ela e o marido passavam férias na Suíça em 1816.

O romance, cujo título completo é Frankenstein, ou o Moderno Prometeu (em alusão ao mito grego que influenciou muitos artistas românticos), saiu inicialmente sem o nome da autora. Recebeu críticas variadas na estreia, mas depois alcançou fama com as adaptações feitas primeiro para o teatro, e, já no século 20, para o cinema.

A primeira versão cinematográfica da obra é de 1910. A ela se seguiram mais de 150 adaptações em múltiplos formatos, todas contribuindo para definir para o grande público o “monstro” criado no romance pelo cientista Victor Frankenstein.

O filme que forjou a imagem do ser fabricado em laboratório, que no livro não tem nome, foi Frankenstein, de 1931, no qual Boris Karloff aparece com um par de parafusos no pescoço como evidência de sua origem antinatural. Segundo críticos, a sequência de 1935, A Noiva de Frankenstein, é muito mais fiel ao romance, no qual o monstro, longe de ser inconsciente e desalmado, é um ser complexo, que faz perguntas profundas sobre sua origem e o propósito de sua existência.

Fruto da imaginação de uma quase adolescente, não é de se estranhar que a história de Frankenstein tenha cooptado tantas gerações de jovens e inspirado séries como Os Monstros, A Família Adams e até Scooby-Doo.

Com A Maldição de Frankenstein, de 1957, no qual Christopher Lee aparece com cicatrizes e pele transplantada – caracterização mais condizente com o romance –, chega ao público o primeiro filme de terror em que são vistos sangue e vísceras.

A adaptação franco-italiana Carne para Frankenstein, de 1973 (à qual o artista americano Andy Warhol teria “emprestado” o nome no título original (Andy Warhol’s Flesh for Frankenstein), tem uma pegada mais sexy, sangrenta e cruel e, segundo especialistas, pode ser interpretada como uma crítica ao fascismo.

Outra versão, mais sofisticada, é Frankenstein de Mary Shelley, protagonizada por Robert De Niro e dirigida por Kenneth Branagh.

No Reino Unido, Danny Boyle dirigiu em 2011 uma adaptação teatral com Benedict Cumberbath e Jonny Lee Miller alternando-se nos papéis de Victor Frankenstein e de seu monstro. Atualmente está em cartaz em Londres, com grande sucesso de público, o musical Mel Brook’s Young Frankenstein.

Em maio de 2017, a Universal anunciou uma nova versão de A Noiva de Frankenstein, ainda sem data de lançamento, que em princípio será dirigida por Bill Condon e poderá ser protagonizada por Javier Bardem e Angelina Jolie.

O bicentenário do influente romance de Mary Shelley está sendo comemorado no Reino Unido com uma edição especial de moedas de £ 2, enquanto em países como os Estados Unidos (onde tem legiões de seguidores) estão sendo promovidos inúmeros eventos científicos e literários.

Embora seja particularmente conhecida pelo livro Frankenstein, Mary Shelley, filha do filósofo político William Godwin e da filósofa e pioneira feminista Mary Wollstonecraft – que morreu pouco depois do nascimento da filha –, também escreveu biografias, ensaios, artigos de viagens e peças de teatro.

Após a morte do marido, em 1822, no naufrágio de seu barco na costa italiana de Viareggio, Mary Shelley, que dedicou boa parte da vida a promover sua obra, voltou para a Inglaterra, concentrando-se em criar o único filho do casal e cuidar da carreira.

A precoce escritora, que perdeu um filho nascido prematuro e teve vários abortos, passou seus últimos anos sofrendo de várias doenças. Morreu de um tumor cerebral aos 53 anos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

10 autores que odiaram os filmes baseados em seus livros

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Alguns dos filmes são verdadeiros clássicos do cinema

Luiz Carlos, no Meio Norte

1. P.L. Travers – “Mary Poppins”

A autora até tinha uma suposta influência no roteiro do longa-metragem, mas várias de suas anotações foram sumariamente ignoradas. Uma das coisas que Pamela Lyndon mais odiava era a insistência dos estúdios Disney em manter as cenas de animação de “Mary Poppins”. Ela passou a maior parte da estreia chorando e não deixou que outros filmes com a personagem fossem adaptados para a telona.

2. Stephen King – “O Iluminado”

Apesar de ser idolatrado por muitos cinéfilos, “O Iluminado” desagradou seu autor. Stephen King disse que apesar de admirar demais o diretor Stanley Kubrick, ele não conseguiu captar a essência sobrenatural e maquiavélica do próprio Hotel Overlook. Ao invés disso, preferiu apostar na maldade humana dos personagens. Nem mesmo Jack Nicholson escapou das críticas: seu papel não era para ser o de um lunático, como aconteceu no longa-metragem.

3. Anne Rice – “Entrevista com o Vampiro”

O filme juntou alguns dos maiores galãs dos anos 90, como Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas, mas Anne Rice disse que não haveria elenco mais bizarro para sua obra. Apesar disso, ela mordeu a língua e aceitou que Cruise teve uma boa atuação como o vampiro Lestat. Já “A Rainha dos Condenados” foi odiado pela autora, que pediu para seus fãs não assistirem ao filme.

4. Winston Groom – “Forrest Gump”

É com a frase “Nunca deixe ninguém fazer um filme sobre a história de sua vida” que o segundo livro de “Forrest Gump” começa. A revolta do autor é porque os produtores do filme teriam alterado demais a sua obra original. Para piorar a relação de Groom e Hollywood, ele não recebeu os 3% sobre os lucros do filme e sequer foi citado nos discursos de agradecimento do Oscar – “Forrest Gump” arrecadou US$ 677 milhões ao redor do mundo e ganhou seis estatuetas.

5. J.D. Salinger – “Meu Maior Amor”

Você ainda sonha com uma versão cinematográfica de “O Apanhador no Campo de Centeio”? Então pode ir tirando seu cavalinho de chuva: depois de “Meu Maior Amor”, o escritor prometeu que nunca mais permitiria que outra obra sua fosse adaptada para as telonas.

6. Anthony Burgess – “Laranja Mecânica”

Sejamos justos: Burgess não odiou apenas a versão cinematográfica de “Laranja Mecânica”, já que ele também se arrependeu de ter escrito o livro no qual o filme foi baseado. Apesar de pensar em um jogo mental para suas escritas, Anthony Burgess diz que o longa-metragem glorificou a parte violenta e sexual de sua obra. “Isso vai me perseguir até eu morrer”, reclamou.

7. Bret Easton Ellis – “Psicopata Americano”

A reclamação principal do autor é que “Psicopata Americano” foi pensado para ser um livro em que o narrador é o centro de tudo – algo que não funcionou muito bem nas telonas. No longa-metragem, como a narrativa é mais visual, gera pouco espaço para sabermos se aquilo que o protagonista faz é real ou fruto de sua imaginação.

8. Roald Dahl – “A Fantástica Fábrica de Chocolates”

O autor odiou tanto o Willy Wonka interpretado por Gene Wilder que prometeu que nunca iriam fazer um filme da continuação de sua obra, intitulada “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”. Isso não impediu que outros filmes baseados em livros de Dahl chegassem aos cinemas, como “James e o Pêssego Gigante”, “Matilda” e “O Fantástico Sr. Raposo”.

9. Ken Kesey – “Um Estranho no Ninho”

O filme é um dos três únicos a levar os cinco Oscars principais (filme, diretor, ator, atriz e roteiro), mas mesmo assim não agradou o escritor original da obra. A principal reclamação foi a mudança de narradora, que no livro ficava a cargo de Chefe Bromden, uma índia norte-americana que estava, desde a Segunda Guerra Mundial, internada no hospital psiquiátrico em que ocorre os eventos de “Um Estranho no Ninho”.

10. Richard Mateson – “Eu Sou a Lenda”

Não basta uma e nem duas adaptações ruins: Mateson detesta as três adaptações do livro “Eu Sou a Lenda”. O filme “Mortos que Matam” (1964) é o que mais segue a história do autor, mas falhas de direção e elenco fizeram com que ele se decepcionasse. Já “A Última Esperança da Terra” (1971) é o que menos incomoda, justamente por ter mudado praticamente tudo que Mateson escreveu. Por fim, o filme “Eu Sou a Lenda” (2007) destruiu completamente o final criado pelo escritor. Que sina, hein?

Fonte: Com informações do Megacurioso

Flip 2018 prestará homenagem à escritora Hilda Hilst

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Hilda Hilst, escritora (Dario Castro/Divulgação)

Hilda Hilst, escritora (Dario Castro/Divulgação)

Em sua 16ª edição, Festa Literária de Paraty será realizada entre 25 e 29 de julho, com destaque para a autora paulista

Publicado na Veja

A paulista Hilda Hilst (1930-2004) será a homenageada da próxima Festa Literária de Paraty (Flip), em julho de 2018. Nesta terça-feira, o arquiteto Mauro Munho, diretor geral do evento, anunciou a decisão, ressaltando que a obra da escritora extrapola qualquer fronteira.

Leitora de Samuel Beckett, Friedrich Hölderlin, Fernando Pessoa, Rainer Maria Rilke, René Char e Saint-John Perse, ela escreveu poesia, ficção, teatro e crônica, resultando em uma obra singular na segunda metade do século XX. Entre os temas favoritos, destacam-se o amor, o sexo, a morte, Deus, a finitude das coisas e a transcendência da alma. Lançou dezenas de livros – o primeiro, aos 20 anos – que foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol, basco, alemão, italiano, norueguês e japonês.

Segundo Munho, a literatura de Hilda é “inovadora do ponto de vista da linguagem que exerce, por exemplo, forte influência na cena da dramaturgia brasileira de hoje”. A curadora Joselia Aguiar vê paralelos entre a obra da autora e a de Lima Barreto, homenageado em 2017. “Ambos foram transgressores, cada um a seu modo e em seu tempo e se dedicaram à escrita de modo tal que ultrapassaram o limite do que era esperado de cada um: ele como autor negro de baixa renda, ela como mulher livre numa sociedade que não estava acostumada a isso”, disse.

Mr. Mercedes: Série inspirada em obra de Stephen King é renovada para a segunda temporada

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Produção estrelada por Brendan Gleeson e Harry Treadaway vai se basear nos demais livros da trilogia de King.

Vitória Pratini, no Adoro Cinema

Mr. Mercedes, adaptação da obra homônima de Stephen King, foi renovada para a segunda temporada. O anúncio foi feito pela emissora AT&T’s Audience Network nesta terça-feira (10), às vésperas da exibição do último episódio do primeiro ano da série.

A primeira temporada foi focada em Brady Hartsfield (Harry Treadaway), um motorista de caminhão de sorvete que, secretamente, é um assassino em série, e no detetive Bill Hodges (Brendan Gleeson), que deixou sua aposentadoria para cuidar do caso do Assassinato do Mercedes. Já a segunda será inspirada nos outros livros da trilogia protagonizada por Bill Hodges: Finders Keepers (Achados e Perdidos, em português) e End of Watch (Último Turno).

O showrunner David E. Kelley (Big Little Lies) novamente vai escrever o roteiro dos novos episódios, enquanto Jack Bender (Game of Thrones) voltará à cadeira de diretor. Os dois também vão continuar como produtores executivos, ao lado de Stephen King e de Dennis Lehane, que contribuirá para o roteiro.

“Estamos emocionados que a primeira parte de Mr. Mercedes chamou a atenção de um público tão amplo”, disse Christopher Long, presidente da Audience Network (via Variety). “David E. Kelley, Jack Bender, Dennis Lehane e Sonar [Entertainment] fizeram um trabalho magistral criando uma série que honrou a obra original de Stephen King. Estamos ansiosos para ter a oportunidade de criar uma segunda temporada com essa equipe incrível”.

“Mr. Mercedes é Stephen King escrevendo sobre os monstros dentro de seus personagens ao invés de fora”, afirmou Bender. “Nós fomos extremamente sortudos por atrair um elenco impressionante, liderado por Brendan Gleeson e Harry Treadaway, para trazer à vida esses personagens complexos e imperfeitos. Com a Sonar e a AT&T, juntamente com ótimos roteiros e nossa talentosa equipe em Charleston, estou feliz por continuar contando esta história.”

Com dez episódios, a nova temporada deve começar a ser filmada em fevereiro de 2018.

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