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Abertura da Flip terá Fernanda Montenegro e Jocy de Oliveira

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Fernanda Montenegro e Jocy de Oliveira: leitoras de Hilda Hilst – Divulgação / Agência O GLOBO

 

Atriz e compositora farão juntas tributo a Hilda Hilst, autora homenageada da festa em 2018 

Publicado em O Globo

RIO — A Festa Literária Internacional de Paraty vai reunir grandes mulheres na abertura de sua 16ª edição. O evento começa no dia 25 de julho em uma mesa-espetáculo com a atriz Fernanda Montenegro, um dos mais importantes nomes da dramaturgia brasileira desde a década de 1950, e a compositora Jocy de Oliveira, pioneira na criação de uma obra multimídia que envolve música, teatro, instalações, textos e vídeo. Elas farão um tributo a Hilda Hilst, escritora homenageada deste ano. As duas também devem lançar livros em Paraty. A atriz apresenta a fotobiografia “Fernanda Montenegro itinerário fotobiográfico” (Edições do Sesc), enquanto a compositora terá sua trajetória comentada por autores e especialistas em “Leiture de Jocy” (Sesi-SP Editora). O anúncio programação completa da festa, com todas as atrações nacionais e internacionais, deve acontecer no final de maio.

— A escolha das duas, autoras da geração de Hilda e que continuam a produzir com imensa vitalidade, é também um modo de homenageá-las — diz Joselia Aguiar, curadora da Flip.

Além de serem leitoras de Hilda, Fernanda e Jocy vêm realizando coisas juntas há mais de meio século. Colaboraram na encenação dos espetáculos “Apague meu spotlight”, de 1961, e “As Malibrans”, ópera multimídia estreada quase quarenta anos depois.

— São duas artistas que dominam a arte do palco — diz Joselia. — A Jocy se voltou para a realização de óperas multimídia e hoje a Hilda tem no teatro um grande campo para sua obra, muitas montagens sendo realizadas.

Além de lançar “Fernanda Montenegro itinerário fotobiográfico”, com uma seleção de fotos inéditas do seu acervo, a atriz prepara o seu aguardado livro de memórias. Previsto ainda para este ano, “Meus Papeis” (Companhia das Letras) narra a sua trajetória pelo teatro, cinema e TV. Já “Leituras de Jocy” reúne uma amostra abrangente do estado atual da pesquisa que focaliza a obra da compositora.

 

Leonardo DiCaprio viverá Leonardo Da Vinci nos cinemas

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AP Imagens/Invision)

 

Leonardo será Leonardo

Publicado na Poltrona Nerd

Uma dose dupla de Leonardos está chegando aos cinemas. Leonardo DiCaprio será o pintor e inventor, Leonardo da Vinci, nos cinemas. A Paramount conseguiu adquirir os direitos do filme após uma pequena batalha com a Universal.

A trama será baseada no livro de Walter Isaacson que carrega o nome do italiano. O mesmo narra a história de vida de Da Vinci, assim como a influência de suas artes na área da ciência. A cinebiografia já tem num nome para assinar seu roteiro, John Logan, de “007 – Operação Skyfall”. Além de protagonizar o longa, DiCaprio irá produzi-lo ao lado de Jennifer Davisson. Infelizmente, ainda não foram revelados mais detalhes sobre a produção e nem quando deve chegar as telas.

O livro foi publicado em outubro de 2017 e desde então segue na lista dos mais vendidos. De acordo com a Editora Intrínseca, responsável pela publicação da obra, o autor usou mais de 7 mil anotações do artista para compor sua biografia, mostrando o lado mais humano desta personalidade mundial. O autor pretende mostrar em seu filme, como o entusiasmo de Da Vinci influenciou suas pinturas e invenções. De acordo com seu livro, o italiano vivia um tanto quanto deslocado por ser ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, histérico e distraído.

Curiosidades

*Walter Isaacson já publicou livros sobre Albert Einstein, Henry Kissinger, Steve Jobs e Benjamin Franklin.
*Leonardo DiCaprio não têm o nome do pintor italiano por acaso. Em 1974, quando sua mãe estava grávida e ele deu o primeiro chute, ela examinava uma obra de Da Vinci.
*Leonardo Da Vinci não é o primeiro livro de Isaacson a ganhar adaptação para o cinema. O filme “Steve Jobs”, lançado em 2015 e protagonizado por Michael Fassbender, também é baseado em uma obra do autor.

7 razões para ler “Extraordinário”, mesmo se você já assistiu ao filme

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Raul Felipe Sennger, no Burn Book

É inegável. As sessões de Extraordinário seguem abarrotadas. No Brasil, por exemplo, o filme já soma mais 37 milhões de espectadores. A adaptação baseada na obra de R.J. Palacio está liderando as bilheterias nacionais! Mas nem todo mundo que foi ao cinema testemunhar o drama do pequeno Auggie Pullman na telona, leu o livro.

Se você faz parte do grupo que pulou a leitura, por favor, nada de desculpas! Ainda há razões, mais precisamente sete, para você, depois de ter umedecido a pipoca, encharcar o papel.

1 – A paixão de Auggie por Star Wars é maior no livro.

2 – Entender que Izabela Vidovic nasceu para interpretar Olivia Pullman, a nossa Via.

3 – Auggie não usa o famoso capacete rumo ao primeiro dia de aula, o que deixa o momento ainda mais desafiador para ele e para o leitor.

4 – O refeitório da escola é mais acolhedor. Ou não! E Summer é ainda mais linda e radiante. E Jack Will, bem, é o Jack, né?

5 – FOLHEAR os preceitos do Sr. Broune nos dá uma sensação de otimismo e coragem fora do comum.

6 – O capítulo narrado por Via te fará chorar com certeza!

7 – Conhecer Auggie Pullman através de sua história original, não fazendo nenhuma referência ao título da obra, é Extraordinário!

É inegável, repito! EXTRAORDINÁRIO virou o mais recente e legítimo clássico moderno.

Após 200 anos, ‘Frankenstein’ continua referência do gênero terror

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‘Frankenstein de Mary Shelley’ com Robert De Niro, em 1995 Foto: Tristar Pictures

 

Livro publicado em 1º de janeiro de 1828 pela autora inglesa Mary Wollstone Shelley teve primeira versão cinematográfica em 1910

Publicado no Estadão

O livro Frankenstein, publicado em 1º de janeiro de 1828, chega aos 200 anos como referência indiscutível do gênero terror tanto na literatura quanto no cinema, no qual teve inúmeras adaptações.

A inglesa Mary Wollstone Shelley (1797-1851), segunda mulher do poeta Percy Shelley, de quem adotou o sobrenome, publicou sua grande obra quando tinha apenas 20 anos, embora tivesse começado a escrevê-la aos 18, desafiada pelo poeta Lord Byron, com quem ela e o marido passavam férias na Suíça em 1816.

O romance, cujo título completo é Frankenstein, ou o Moderno Prometeu (em alusão ao mito grego que influenciou muitos artistas românticos), saiu inicialmente sem o nome da autora. Recebeu críticas variadas na estreia, mas depois alcançou fama com as adaptações feitas primeiro para o teatro, e, já no século 20, para o cinema.

A primeira versão cinematográfica da obra é de 1910. A ela se seguiram mais de 150 adaptações em múltiplos formatos, todas contribuindo para definir para o grande público o “monstro” criado no romance pelo cientista Victor Frankenstein.

O filme que forjou a imagem do ser fabricado em laboratório, que no livro não tem nome, foi Frankenstein, de 1931, no qual Boris Karloff aparece com um par de parafusos no pescoço como evidência de sua origem antinatural. Segundo críticos, a sequência de 1935, A Noiva de Frankenstein, é muito mais fiel ao romance, no qual o monstro, longe de ser inconsciente e desalmado, é um ser complexo, que faz perguntas profundas sobre sua origem e o propósito de sua existência.

Fruto da imaginação de uma quase adolescente, não é de se estranhar que a história de Frankenstein tenha cooptado tantas gerações de jovens e inspirado séries como Os Monstros, A Família Adams e até Scooby-Doo.

Com A Maldição de Frankenstein, de 1957, no qual Christopher Lee aparece com cicatrizes e pele transplantada – caracterização mais condizente com o romance –, chega ao público o primeiro filme de terror em que são vistos sangue e vísceras.

A adaptação franco-italiana Carne para Frankenstein, de 1973 (à qual o artista americano Andy Warhol teria “emprestado” o nome no título original (Andy Warhol’s Flesh for Frankenstein), tem uma pegada mais sexy, sangrenta e cruel e, segundo especialistas, pode ser interpretada como uma crítica ao fascismo.

Outra versão, mais sofisticada, é Frankenstein de Mary Shelley, protagonizada por Robert De Niro e dirigida por Kenneth Branagh.

No Reino Unido, Danny Boyle dirigiu em 2011 uma adaptação teatral com Benedict Cumberbath e Jonny Lee Miller alternando-se nos papéis de Victor Frankenstein e de seu monstro. Atualmente está em cartaz em Londres, com grande sucesso de público, o musical Mel Brook’s Young Frankenstein.

Em maio de 2017, a Universal anunciou uma nova versão de A Noiva de Frankenstein, ainda sem data de lançamento, que em princípio será dirigida por Bill Condon e poderá ser protagonizada por Javier Bardem e Angelina Jolie.

O bicentenário do influente romance de Mary Shelley está sendo comemorado no Reino Unido com uma edição especial de moedas de £ 2, enquanto em países como os Estados Unidos (onde tem legiões de seguidores) estão sendo promovidos inúmeros eventos científicos e literários.

Embora seja particularmente conhecida pelo livro Frankenstein, Mary Shelley, filha do filósofo político William Godwin e da filósofa e pioneira feminista Mary Wollstonecraft – que morreu pouco depois do nascimento da filha –, também escreveu biografias, ensaios, artigos de viagens e peças de teatro.

Após a morte do marido, em 1822, no naufrágio de seu barco na costa italiana de Viareggio, Mary Shelley, que dedicou boa parte da vida a promover sua obra, voltou para a Inglaterra, concentrando-se em criar o único filho do casal e cuidar da carreira.

A precoce escritora, que perdeu um filho nascido prematuro e teve vários abortos, passou seus últimos anos sofrendo de várias doenças. Morreu de um tumor cerebral aos 53 anos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

10 autores que odiaram os filmes baseados em seus livros

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Alguns dos filmes são verdadeiros clássicos do cinema

Luiz Carlos, no Meio Norte

1. P.L. Travers – “Mary Poppins”

A autora até tinha uma suposta influência no roteiro do longa-metragem, mas várias de suas anotações foram sumariamente ignoradas. Uma das coisas que Pamela Lyndon mais odiava era a insistência dos estúdios Disney em manter as cenas de animação de “Mary Poppins”. Ela passou a maior parte da estreia chorando e não deixou que outros filmes com a personagem fossem adaptados para a telona.

2. Stephen King – “O Iluminado”

Apesar de ser idolatrado por muitos cinéfilos, “O Iluminado” desagradou seu autor. Stephen King disse que apesar de admirar demais o diretor Stanley Kubrick, ele não conseguiu captar a essência sobrenatural e maquiavélica do próprio Hotel Overlook. Ao invés disso, preferiu apostar na maldade humana dos personagens. Nem mesmo Jack Nicholson escapou das críticas: seu papel não era para ser o de um lunático, como aconteceu no longa-metragem.

3. Anne Rice – “Entrevista com o Vampiro”

O filme juntou alguns dos maiores galãs dos anos 90, como Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas, mas Anne Rice disse que não haveria elenco mais bizarro para sua obra. Apesar disso, ela mordeu a língua e aceitou que Cruise teve uma boa atuação como o vampiro Lestat. Já “A Rainha dos Condenados” foi odiado pela autora, que pediu para seus fãs não assistirem ao filme.

4. Winston Groom – “Forrest Gump”

É com a frase “Nunca deixe ninguém fazer um filme sobre a história de sua vida” que o segundo livro de “Forrest Gump” começa. A revolta do autor é porque os produtores do filme teriam alterado demais a sua obra original. Para piorar a relação de Groom e Hollywood, ele não recebeu os 3% sobre os lucros do filme e sequer foi citado nos discursos de agradecimento do Oscar – “Forrest Gump” arrecadou US$ 677 milhões ao redor do mundo e ganhou seis estatuetas.

5. J.D. Salinger – “Meu Maior Amor”

Você ainda sonha com uma versão cinematográfica de “O Apanhador no Campo de Centeio”? Então pode ir tirando seu cavalinho de chuva: depois de “Meu Maior Amor”, o escritor prometeu que nunca mais permitiria que outra obra sua fosse adaptada para as telonas.

6. Anthony Burgess – “Laranja Mecânica”

Sejamos justos: Burgess não odiou apenas a versão cinematográfica de “Laranja Mecânica”, já que ele também se arrependeu de ter escrito o livro no qual o filme foi baseado. Apesar de pensar em um jogo mental para suas escritas, Anthony Burgess diz que o longa-metragem glorificou a parte violenta e sexual de sua obra. “Isso vai me perseguir até eu morrer”, reclamou.

7. Bret Easton Ellis – “Psicopata Americano”

A reclamação principal do autor é que “Psicopata Americano” foi pensado para ser um livro em que o narrador é o centro de tudo – algo que não funcionou muito bem nas telonas. No longa-metragem, como a narrativa é mais visual, gera pouco espaço para sabermos se aquilo que o protagonista faz é real ou fruto de sua imaginação.

8. Roald Dahl – “A Fantástica Fábrica de Chocolates”

O autor odiou tanto o Willy Wonka interpretado por Gene Wilder que prometeu que nunca iriam fazer um filme da continuação de sua obra, intitulada “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”. Isso não impediu que outros filmes baseados em livros de Dahl chegassem aos cinemas, como “James e o Pêssego Gigante”, “Matilda” e “O Fantástico Sr. Raposo”.

9. Ken Kesey – “Um Estranho no Ninho”

O filme é um dos três únicos a levar os cinco Oscars principais (filme, diretor, ator, atriz e roteiro), mas mesmo assim não agradou o escritor original da obra. A principal reclamação foi a mudança de narradora, que no livro ficava a cargo de Chefe Bromden, uma índia norte-americana que estava, desde a Segunda Guerra Mundial, internada no hospital psiquiátrico em que ocorre os eventos de “Um Estranho no Ninho”.

10. Richard Mateson – “Eu Sou a Lenda”

Não basta uma e nem duas adaptações ruins: Mateson detesta as três adaptações do livro “Eu Sou a Lenda”. O filme “Mortos que Matam” (1964) é o que mais segue a história do autor, mas falhas de direção e elenco fizeram com que ele se decepcionasse. Já “A Última Esperança da Terra” (1971) é o que menos incomoda, justamente por ter mudado praticamente tudo que Mateson escreveu. Por fim, o filme “Eu Sou a Lenda” (2007) destruiu completamente o final criado pelo escritor. Que sina, hein?

Fonte: Com informações do Megacurioso

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