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It – A Coisa: Segunda parte do filme trará o ritual mais bizarro do livro

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Um desafio visual para o diretor Andy Muschietti.

Renato Furtado, no Adoro Cinema

Os responsáveis pela adaptação audiovisual de It – A Coisa não estão dispostos a abrir mão da fidelidade – mesmo que, para isso, precisem encarar uma das cenas mais bizarras, estranhas e abstratas do livro de Stephen King: o Ritual de Chüd. Em entrevista ao CinemaBlend, o roteirista Gary Dauberman (A Freira) revelou que a peculiar sequência fará parte da continuação de It – A Coisa, novamente dirigida por Andy Muschietti:

“O Ritual de Chüd é desafiador, mas é um componente tão importante do livro que nós precisamos abordá-lo. É uma cena difícil, mas como todos trabalhamos juntos anteriormente, nosso trabalho funciona mais como um diálogo […] É um processo orgânico; nós simplesmente temos que arriscar para encontrar o jeito mais focado e acessível para retratar um dos aspectos mais metafísicos do livro”, contou o escritor, explicando sua relação de trabalho com o cineasta de It – A Coisa: Capítulo 2.

Conhecido como o único meio que possibilita a vitória sobre o Palhaço Dançante (Bill Skarsgård), o Ritual de Chüd é um elemento recorrente nas obras de King e foi criado pelo autor com base em ritos tibetanos e nativo-americanos. Também presente na saga “A Torre Negra” (ed. Suma de Letras), o supracitado Ritual é apresentado ao Clube dos Perdedores por Maturin, a milenar e mística tartaruga gigante que se opõe a It na constituição do universo. No livro, a sequência é descrita como uma “batalha física de vontades” e envolve línguas que se entrelaçam e se mordem e uma sequência de piadas intermináveis. Complexo, hein? Capaz de nem o próprio King ter entendido o que ele escreveu…

De qualquer forma, Dauberman está confiante de que a esquisita cena será traduzida para as telonas com habilidade porque Muschietti já teria encontrado uma “brilhante” forma visual de retratá-la. E a julgar pelo ótimo It – A Coisa, só resta mesmo acreditar que o roteirista e o cineasta sabem bem o que estão fazendo em relação à obra de King. Coestrelado por Jessica Chastain, James McAvoy e Bill Hader, It – A Coisa: Capítulo 2 estreia no dia 5 de setembro, prometendo ser ainda mais assustador e triste que o primeiro filme.

Beren e Lúthien chega ao país e livros de Tolkien serão relançados em 2019

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Publicação faz parte do Projeto Tolkien da HarperCollins

Fábio de SouzaGomes, no Omelete

A HarperCollins vai lançar em novembro no Brasil Beren e Lúthien, livro ainda inédito em português. Além disso, a editora confirmou que em 2019 chegam às livrarias novas versões de clássicos de J.R.R. Tolkien como O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Além das obras máximas do autor, a editora também publicará O Silmarillion, Contos Inacabados e As Cartas de J.R.R. Tolkien. O projeto tem um conselho de tradutores semelhantes ao que é feito na tradução da Bíblia, já que as obras de Tolkien possuem um vocabulário próprio. O conselho é formado por Ronald Kyrmse, Reinaldo José Lopes, Gabriel Brum e Samuel Coto.

As publicações fazem parte do “Projeto Tolkien”, idealizado pela HarperCollins Brasil, que adquiriu os direitos de toda a obra do autor. Todos os títulos serão relançados pela editora com nova tradução

Para entender Caio Fernando Abreu: confira livros, filmes e peças sobre o poeta gaúcho

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Obras de outros autores ajudam a entender a figura de um dos escritores mais populares do Brasil até hoje, data em que completaria 70 anos

Publicado na Gaúcha ZH

Extensa e muito rica, a obra de Caio Fernando Abreu, que completaria 70 anos nesta quarta-feira (12), reúne um vasto número de contos, romances, novelas e peças, que versam sobre temas tão diversos como sexo, relações amorosas, política, psicologia, movimentos contraculturais e a própria trivialidade da rotina. Porém, o tamanho do autor nascido em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, faz com que haja muito mais sobre Caio Fernando Abreu do que compõe seus livros.

A vida e a obra do autor gaúcho, um dos mais populares do Brasil até hoje, rende uma produção contínua e crescente de peças, discos, filmes, documentários, biografias, espetáculos, fotografias e livros que se relacionam à sua figura. Com a ajuda de quem estuda e consome Caio Fernando Abreu, reunimos uma série de obras que ajudam a entender o autor além de sua produção.

Literatura

O livro mais relevante sobre Caio Fernando Abreu é Para sempre teu, Caio F., lançado em 2009 por Paula Dip, escritora e amiga pessoal de Caio – na obra, a autora reúne cartas, bilhetes e particularidades que dividiu com o escritor, além de depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio, como Cazuza, Ney Matogrosso, entre outros. Há ainda Caio Fernando Abreu: Inventário de um Escritor Irremediável, lançada no ano anterior por Jeanne Callegari, que usa técnicas de reportagem para cobrir a vida do escritor até sua morte.

Outra obra importante para conhecer mais sobre a personalidade do escritor gaúcho foi lançada em 2016, também por Paula Dip: Numa hora assim escura, a paixão literária de Caio F. e Hilda Hilst reúne correspondências inéditas trocadas entre a poeta paulista – uma das grandes influências literárias de Caio – e o autor gaúcho entre 1971 e 1991.

Há obras, no entanto, que revelam outras facetas de Caio: 360 Graus – Inventário Astrológico de Caio Fernando Abreu, lançado em 2011 pela astróloga Amanda Costa, traça um paralelo entre o campo astrológico e as tramas do autor, um apaixonado pelo misticismo. Já em Caio Fernando Abreu e o Cinema: O Eterno Inquilino da Sala Escura, o cineasta gaúcho Fabiano de Souza traça as relações entre o escritor e a sétima arte, área que também era de sua adoração.

– Nas aulas de literatura que dava, Caio sempre sugeria que seus alunos imaginassem como queriam que as cenas que estavam escrevendo fossem filmadas: em qual enquadramento, com qual movimento, sob que ponto de vista. Apesar de nunca ter feito filmes, ele achava que a imagem da câmera sobre os personagens ajudava a montar uma cena – conta a escritora Paula Dip.

Cinema

O cinema era não só uma paixão de Caio, mas uma influência. Não à toa, muitas de suas obras geraram produções audiovisuais. Em 2016, um evento intitulado Semana Caio Mon Amour, com curadoria de Paula Dip, reuniu uma série de obras relacionadas ao escritor – entre os filmes, uma série de curtas foram exibidos: Dama da Noite (1999), de Mario Diamante; Pela Passagem de Uma Grande Dor (2006), de Bruno Polidoro; Linda, Uma História Horrível (2013), de Bruno Gularte Barreto e Bruno Polidoro; Para Sempre Teu, Caio F. (2014), de Candé Salles e Onde Andará Dulce Veiga (2008), de Guilherme de Almeida Prado.

Outro curta baseado em obra de Caio bastante respeitado é A Visita, com direção de Gilberto Perin, que foi exibido como atração do programa Curtas Gaúchos, da RBS TV.

Mas uma das obras cinematográficas mais relevantes relacionadas a Caio Fernando Abreu, no entanto, é Sobre Sete Ondas Espumantes (2013), documentário de Bruno Polidoro que usa trechos de obras e depoimentos de pessoas relacionadas ao escritor para mostrar lugares que fizeram parte de sua produção literária.


Teatro

Para comemorar os 70 anos de nascimento do autor, uma das peças mais conhecidas entre as baseadas na obra de Caio terá montagem no prédio 40 da PUCRS: Caio do Céu, montagem da Cia. de Solos & Bem Acompanhados, estrelada por Deborah Finocchiaro, parte de textos, cartas e entrevistas do autor para reconstruir dramaticamente o seu universo criativo.

Há outras peças, baseadas ou inspiradas em textos do autor, que se tornaram referência entre os fãs do gaúcho de Santiago: a performance Dama da Noite, de Gilberto Gawronski; o espetáculo de dança Graxa, com Diogo Granato e Henrique Lima; e a peça O Homem e a Mancha: Releitura Drama Multimídia, de Marcos Breda e Luis Artur Nunes, foram exemplos recentes de homenagens a Caio Fernando Abreu que ganharam montagens.


Música

Não é raro encontrar referências a músicas, discos e cantores (normalmente, cantoras) nos textos de Caio Fernando Abreu. Adorador da MPB, citou Angela Rô-Rô como trilha sonora obrigatória para o conto Os Sobreviventes, por exemplo. Com base em trechos de suas obras e em passagens de cartas ou de biografias, o fã Elder Ferreira criou uma playlist de músicas relacionadas a Caio Fernando Abreu, com direito a Cazuza, Marina, Cida Moreira e Caetano Veloso.

ABL frustra expectativas de campanha por Conceição Evaristo e elege Cacá Diegues como novo imortal

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A escritora Conceição Evaristo. Joyce Fonseca Divulgação

Escritora de Belo Horizonte recebeu apenas um voto, apesar da campanha feita por movimentos negros e feministas. Cineasta vai ocupar a cadeira de número 7, vaga desde abril deste ano

Felipe Betim, no El País

A Academia Brasileira de Letras (ABL) escolheu na tarde desta quinta-feira o cineasta Cacá Diegues, de 78 anos, para ocupar a cadeira de número 7 da instituição, vaga desde abril deste ano com a morte do também cineasta Nelson Pereira dos Santos. A entidade literária, fundada em 1897 no Rio de Janeiro com o objetivo de cultivar a língua portuguesa e a literatura brasileira, frustrou a expectativa daqueles que esperavam que a escolhida fosse a escritora Conceição Evaristo. Negra e nascida em uma comunidade de Belo Horizonte há 71 anos, sua candidatura foi impulsionada por movimentos negros e feministas que buscam uma maior representatividade dentro da ABL, composta por 40 membros efetivos e perpétuos que são, em sua maioria, homens e brancos.

A mobilização em torno de Evaristo começou quando a jornalista Flávia Oliveira lançou a ideia na coluna de Anselmo Gois, no jornal O Globo. “Eu voto em Nei Lopes ou Martinho da Vila. Sem falar na Conceição Evaristo. ‘Tá’ faltando preto na Casa de Machado de Assis”, disse em abril. Uma petição na Internet chegou a reunir mais de 25.000 assinaturas e a hashtag #ConceiçãoEvaristoNaABL foi criada, fazendo com que a escritora finalmente formalizasse a sua candidatura, no dia 18 de junho. “Assinalo o meu desejo e minha disposição de diálogo e espero por essa oportunidade”, dizia um trecho do documento entregue. Apesar de toda essa campanha, ela recebeu apenas um dos 35 votos. Diegues recebeu 22, enquanto que o editor e colecionador carioca Pedro Aranha Corrêa do Lago, de 60 anos, ficou com 11. A eleição é secreta. Ao todo, havia 11 candidatos.

Diegues é um cineasta reconhecido internacionalmente e um dos fundadores, junto com Glauber Rocha, do Cinema Novo, movimento que nasceu nos anos 60 com o objetivo de discutir as questões brasileiras consideradas urgentes, como a desigualdade social.

Já Evaristo tem dois romances publicados, sendo o principal deles Ponciá Vicêncio (2003), um livro de poema e três de contos, além de ter tido sua obra publicada em dezenas de antologias. Olhos D’Água” recebeu o Prêmio Jabuti em 2015 como melhor obra de contos. A autora é conhecida por abordar sobretudo temas relacionados ao racismo, gênero e classe. Ela é também mestra em literatura brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Sua eleição, ainda que improvável (Diegues e Corrêa do Lago sempre foram considerados os favoritos), despertava expectativas, segundo disse nesta quinta Cristina Warth, diretora da Pallas Editora, que publica as obras de Evaristo. “Sem dúvida ela é o melhor nome entre os que estão concorrendo. Com uma obra literária consistente, é reconhecida nacional e internacionalmente como uma grande escritora da literatura contemporânea”, explicou ao EL PAÍS. “Está mais do que na hora de uma autora negra e mulher fazer parte do grupo de acadêmicos da ABL, especialmente para ocupar a cadeira que tem como patrono Castro Alves, autor de fundamentais textos sobre a condição do negro escravizado no Brasil. Este é o momento de se reconhecer Conceição Evaristo como um dos cânones da literatura de língua portuguesa, para além da sua condição de autora negra”, completou. A escritora ainda não se manifestou.

Livro inédito de J.R.R. Tolkien inicia projeto de sua nova editora no Brasil

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‘A Queda de Gondolin’, organizado e editado pelo filho Christopher Tolkien, tem lançamento simultâneo nos EUA, Reino Unido e Alemanha, e no Brasil, em português, pela HarperCollins Brasil

Guilherme Sobota, no TERRA

Uma nova geração de edições e livros de J.R.R. Tolkien (1892-1973) começa a chegar nesta quinta-feira, 30, às livrarias brasileiras: A Queda de Gondolin, livro inédito do autor, organizado e editado pelo filho Christopher Tolkien, é lançado hoje simultaneamente no Brasil, EUA, Reino Unido e Alemanha – uma iniciativa também inédita alcançada pela nova editora de Tolkien no País, a HarperCollins Brasil.

Nove cidades brasileiras recebem eventos para celebrar o lançamento daquele que provavelmente é o último livro inédito com escritos de Tolkien (Christopher, o responsável pela obra do pai, está com 93 anos e afirma no prefácio que esse é seu último trabalho). Em São Paulo, o evento está marcado para as 20h na Saraiva do Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1.947), em parceria com os fãs-clubes Tolkien Talk e O Bolseiro. Haverá concurso de cosplay, leituras do livro e debates sobre a história da obra.

O livro marca também o primeiro trabalho assinado por Tolkien no novo projeto da HarperCollins Brasil para a obra do autor de O Senhor dos Anéis: dois livros biográficos já estão nas livrarias (inclusive a biografia de Humphrey Carpenter, considerada a história mais completa da vida do escritor), mas a proposta da editora é lançar tudo que leva o nome dele na capa. Ainda em 2018, sai Beren e Lúthien (inédito no Brasil); no primeiro de semestre de 2019 estão programados O Silmarillion, Contos Inacabados e As Cartas de J.R.R. Tolkien; e no segundo, O Hobbit e O Senhor dos Anéis – todos com novas traduções.

Para a empreitada, a editora organizou um conselho de tradutores, num trabalho parecido com o aplicado à Bíblia. O conselho é formado pelos pesquisadores Ronald Kyrmse e Reinaldo José Lopes, pelo tradutor Gabriel Brum e pelo gerente editorial da HarperCollins Brasil, Samuel Coto, o responsável pelas obras de Tolkien na casa.

Para o editor, a ideia é levar a literatura de Tolkien a outros alcances, e não deixá-la restrita aos fãs de literatura fantástica. “Tolkien pavimentou o caminho para o que chamamos de literatura fantástica, mas mais do que isso ele queria criar uma mitologia para a Inglaterra, dar uma raiz literária para o seu país”, explica. “Nosso plano não é esquecer o que já foi feito no Brasil, mas repensar o projeto. Tem um trabalho de reposicionamento. Temos usado como analogia as portas dentro de uma casa: oTolkien tem uma complexidade e uma profundidade muito grandes, e algumas portas de acesso a essas profundezas. A única porta que sentimos que está escancarada no Brasil é a porta do universo geek. Mas há outras portas importantes: de literatura infantojuvenil, que tem aplicação na formação educacional, mas também de pesquisas acadêmicas, a porta religiosa e teológica, a linguística, até a botânica.”

O tradutor de A Queda de Gondolin é Reinaldo José Lopes, jornalista, mestre e doutor pela USP em tradução e Tolkien. Para ele, o grau de trabalho formal que Tolkien aplicou em suas obras é comparável ao de grandes escritores contemporâneos seus, como James Joyce e Guimarães Rosa. “Embora a abordagem seja diferente desses autores modernistas, não dá para subestimar o trabalho formal. Além disso, na temática, Tolkien também traz questões muito profundas e importantes para o momento atual, como por exemplo a questão ambiental, da ação do homem sobre a natureza, e principalmente a questão do poder de maneira geral”, explica.

“A mensagem é: em quem você pode confiar ao jogar o poder na mão de alguém? A resposta é: ninguém. Existe ali também um aspecto teológico, da decadência do homem em relação a Deus. Esse ceticismo saudável em relação a qualquer forma de poder é importante”, conclui.

O novo livro é um material inédito editado por Christopher Tolkien, e é um dos “três grandes contos” referentes à Primeira Era da mitologia deTolkien – o que seria a Antiguidade para os personagens de O Senhor dos Anéis, da Terceira Era.

Uma parte do material já era conhecida dos fãs, mas o novo livro traz um nível de detalhamento inédito sobre a história da cidade élfica construída para ficar escondida do vilão Melkor – que em última instância a descobre e a leva à queda.

“O livro traz elementos de várias fases da carreira literária de Tolkien, desde os anos 1910 até os 1950, é um corte transversal no qual o leitor vai conseguir ter uma visão de conjunto da mitologia que o autor construiu”, explica Lopes. “Nessa versão original do texto, dragões e monstros têm um aspecto quase robótico. O pessoal costuma fazer relação entre isso e a participação do Tolkien na 1.ª Guerra, quando ele testemunhou a ação de aviões e tanques”, explica.

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