Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged OCDE

Curso universitário ruim pode significar prejuízo para o resto da vida

0
Protesto de estudantes no Chile em defesa de acesso universal à educação pública

Protesto de estudantes no Chile em defesa de acesso universal à educação pública

 

Érica Fraga, na Folha de S.Paulo

A perspectiva de renda mais alta é provavelmente o principal motivo pelo qual as pessoas buscam estudar mais.

Um profissional com diploma universitário tem salário significativamente maior do que outro que tenha parado no ensino médio. No Brasil, por exemplo, a diferença é mais do que o dobro.

O que pouco se fala é que esse tipo de número representa uma média por trás da qual há grande dispersão. Ou seja, dependendo de fatores como o investimento financeiro feito e a qualidade do curso, o ganho adicional varia bastante.

Menos discutido ainda é o risco de que algumas pessoas amarguem prejuízo com o ensino superior.

No Chile e na Colômbia, duas e três em cada dez pessoas, respectivamente, nunca vão recuperar o dinheiro gasto com um diploma universitário.

Se forem considerados cursos de ensino superior de duração mais curta e perfil técnico nesses mesmos países, os números pioram para, respectivamente, cinco e seis em cada dez.

São profissionais que teriam contabilizado maior retorno até a aposentadoria se tivessem ido do ensino médio diretamente para o mercado de trabalho.

Os números fazem parte de um estudo feito para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no ano passado.

A insatisfação com o custo do ensino superior e a ausência de cursos gratuitos têm provocado protestos dos estudantes chilenos desde 2010. E os dados do estudo ajudam a entender essa crise.

Os retornos crescentes à educação são, corretamente, muito enfatizados por trazerem benefícios individuais enormes em termos de bem-estar e mobilidade social.

Do ponto de vista coletivo, também há ganhos importantes, já que populações mais escolarizadas são mais eficientes, o que contribui para o crescimento econômico.

É compreensível que cause enorme revolta descobrir que o investimento de tempo e dinheiro num curso universitário está sendo jogado fora.

A relevância do tema fica mais evidente quando pensamos no perfil dos estudantes que podem sair no prejuízo.

A pesquisa ressalta que os alunos de cursos universitários técnicos e tecnológicos –que apresentam os piores retornos– normalmente vêm de famílias de baixa renda, para quem o custo de um erro financeiro é maior.

Não tenho conhecimento de um estudo detalhado como o do BID para o Brasil. Como a estrutura do ensino superior –em termos de fonte de financiamento, duração dos cursos e outros fatores– varia bastante de um país para o outro, não é possível inferir quais seriam as conclusões de pesquisa similar para a realidade brasileira.

Seguindo uma tendência mundial, o número de matrículas nas universidades brasileiras aumentou 74% entre 2005 e 2015. Parte significativa do crescimento ocorreu no setor privado, com subsídios do governo federal a financiamentos estudantis.

Essa expansão foi freada com a crise fiscal e os empréstimos ficaram mais caros. No ano passado, pela primeira vez desde 2009, o número de novos ingressantes no ensino privado caiu.

É urgente reverter essa parada. A fatia de brasileiros de 25 a 34 anos com diploma universitário era de apenas 16% em 2015, contra 42% na média do OCDE.

Mas medidas nessa direção deveriam ser acompanhadas de passos para garantir transparência sobre o retorno que as pessoas —principalmente as que cursam instituições privadas— podem efetivamente esperar investindo no ensino superior.

Temos boas fontes de informação sobre a aprendizagem e a qualidade dos cursos, como o Enade (prova oficial feita pelos concluintes do ensino superior) e o RUF (Ranking Universitário Folha ).

Devemos ir além.

Chile e Colômbia criaram em anos recentes websites oficiais onde é possível consultar dados sobre empregabilidade e salários (veja aqui o site do Chile e da Colômbia )

Essas bases ajudaram a viabilizar a pesquisa feita para o BID. Um passo nesse sentido seria muito bem-vindo no Brasil.

Professor primário no Brasil ganha pouco, mas universitário tem ‘salário de país nórdico’, diz OCDE

0
Professores de ensino fundamental e médio no Brasil ganham menos da metade da média nos países da OCDE

Professores de ensino fundamental e médio no Brasil ganham menos da metade da média nos países da OCDE

 

Daniela Fernandes, na BBC Brasil

Os professores brasileiros do ensino público fundamental e médio ganham menos da metade da média salarial dos professores de países analisados em um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira.

O estudo, Um Olhar sobre a Educação 2016, também revela que os salários de professores universitários de instituições federais públicas no Brasil – entre US$ 40 mil e cerca de US$ 76 mil por ano (de R$ 133,7 mil a R$ 254 mil) – “são bem mais elevados do que em muitos países da OCDE e comparáveis aos dos países nórdicos, como Finlândia, Noruega e Suécia”.

Segundo o documento – um compêndio de estatísticas que analisa a situação da educação nos 35 países membros da organização e em 11 economias parceiras, como Brasil, China, Índia e Colômbia -, os professores no Brasil têm o mesmo salário mínimo legal da categoria, US$ 12,3 mil por ano (cerca de R$ 41 mil), independentemente de lecionarem no ensino fundamental ou médio.

Eles ganham menos da metade da média nos países da OCDE e abaixo de professores de outros países latino-americanos como Chile, Colômbia e México.

E além disso, são os que trabalham o maior número de semanas por ano entre todos os países do estudo que disponibilizaram dados a respeito.

“Os professores brasileiros, nesses níveis de ensino, lecionam, em média, 42 semanas por ano. A média na OCDE é de 40 semanas no pré-primário e de 37 semanas nos cursos técnicos.”

Investimento e diploma

O documento revela também que o Brasil gasta mais com o ensino universitário, por aluno, do que vários países, mas o número de diplomados no país – apenas 14% da população na faixa etária de 25 a 64 anos -, está abaixo de todos os países da América Latina analisados pelo estudo (Colômbia, Costa Rica, Chile, Argentina e México).

Os gastos públicos para cada estudante do ensino superior no Brasil somam US$ 13,5 mil por ano (cerca de R$ 45 mil), calculados com base na paridade do poder de compra (PPC) para efeito de comparação internacional.

Esse valor é bem acima da média de US$ 3,8 mil por ano (R$ 12,7 mil) investida por aluno do fundamental e médio no Brasil, segundo o estudo.

Os gastos públicos para cada estudante do terceiro grau no Brasil somam US$ 13,5 mil por ano (cerca de R$ 45 mil)

Os gastos públicos para cada estudante do terceiro grau no Brasil somam US$ 13,5 mil por ano (cerca de R$ 45 mil)

 

Os gastos com cada estudante universitário brasileiro, de US$ 13,5 mil por ano, estão próximos à média dos países da OCDE, que é de US$ 15,8 mil.

Já as despesas por aluno do fundamental e médio no Brasil, abaixo de US$ 4 mil, representam menos da metade da média da OCDE, de US$ 8,5 mil no fundamental e de US$ 9,8 mil no médio.

Apesar dos gastos elevados por aluno do superior, o Brasil tem uma das menores taxas de diplomados nesse nível de ensino entre os países analisados no estudo: apenas 14% entre pessoas de 25 a 64 anos. Na Costa Rica, o índice é de 23% e, na Colômbia, de 22%.

“A geração mais jovem no Brasil, entre 25 e 34 anos, mostra alguns sinais de progressos: 16% concluíram o ensino superior, enquanto para as pessoas com 55 a 64 anos a taxa é de 11%”, afirma a OCDE.

O Brasil está à frente apenas da China e da Indonésia em relação ao percentual da população que cursou o ensino superior.

Diferença salarial

O estudo também revela que a média de salários de pessoas com nível universitário no Brasil chega a ser duas vezes maior que a de trabalhadores com ensino secundário.

Essa diferença salarial no Brasil é uma das maiores apontadas no estudo da OCDE. A organização atribui isso, em parte, ao baixo número de pessoas que cursam universidades no Brasil.

Na Dinamarca, na Suécia e na Noruega, os trabalhadores com ensino superior ganham 25% a mais do que os com nível secundário.

No caso de quem concluiu mestrados ou doutorados no Brasil, a renda pode ser acima de quatro vezes maior que a de trabalhadores que têm apenas o segundo grau.

Como o número de estudantes universitários no Brasil é comparativamente baixo, diz a OCDE, os gastos públicos, embora mais elevados por aluno, representam apenas uma pequena fatia, pouco acima de um quinto, do total dos investimentos em educação.

Aumento dos investimentos

Os professores dos cursos primário e secundário no Brasil ganham menos e são os que trabalham o maior número de semanas por ano entre todos os países do estudo

Os professores dos cursos primário e secundário no Brasil ganham menos e são os que trabalham o maior número de semanas por ano entre todos os países do estudo

 

A organização destaca que uma ampla fatia dos investimentos públicos no Brasil é destinada à educação. Em 2013 (último dado disponível), o custeio do ensino primário ao superior no país representou 16,1% do total dos gastos do governo, “bem acima”, diz a organização, da média da OCDE, de 11,3%.

“Embora os investimentos públicos tenham aumentado em todos os níveis de ensino entre 2005 e 2013 no Brasil, o crescimento foi consideravelmente acentuado no primário e secundário, de 1.1 ponto percentual, passando para 4,3% do PIB”, afirma o estudo.

No ensino superior, o aumento dos investimentos foi mais “modesto”, passando de 0,7% para 0,9% do PIB.

Segundo a organização, os gastos públicos com educação no Brasil representaram 5,5% do PIB em 2013 contra 4,1% do PIB em 2005, se situando na média dos países da OCDE e acima de países como o Chile e o México.

Brasil é um dos piores em educação de matemática e ciências

0
De acordo com o relatório, melhoramos nossa preparação em relação à tecnologia da informação, mas estamos entre os piores na apreensão de conceitos matemáticos e científicos (Thinkstock/VEJA/VEJA)

De acordo com o relatório, melhoramos nossa preparação em relação à tecnologia da informação, mas estamos entre os piores na apreensão de conceitos matemáticos e científicos (Thinkstock/VEJA/VEJA)

 

Ranking publicado pelo Fórum Econômico Mundial coloca o país na 133ª posição entre 139 países

Publicado na Veja

Na avaliação do Fórum Econômico Mundial, a qualidade da educação em matemática e ciências no Brasil é uma das piores do mundo. De acordo com o relatório Global Information Technology, divulgado nesta quarta-feira em Genebra, na Suíça, apesar de termos melhorado nossa preparação em relação à tecnologia da informação, estamos entre os últimos colocados na apreensão de conceitos matemáticos e científicos: o país está na 133ª. posição entre 139 nações.

Segundo o relatório, que desde 2001 avalia como os países estão se preparando para a nova era de inovação tecnológica e de que forma estão aproveitando competências de informação e comunicação, subimos algumas posições no ranking geral. Nessa lista, passamos do 84º lugar para o 72º, “revertendo em parte a forte tendência dos últimos anos”, de acordo com a publicação. As razões estão na popularização do acesso à internet e celulares, bem como políticas para reduzir os preços da banda larga. Contudo, “o ambiente de inovação ainda é um dos piores do mundo”, afirma o estudo. Nessa área, a qualidade da educação em matemática e ciência – habilidades importantes para se destacar no cenário internacional – ainda é fraca.

No ranking de qualidade de educação dessas áreas do conhecimento recebemos nota 2,5 em uma escala de 1 a 9, em que 1 significa “extremamente pobre, entre os piores do mundo” e 9 “excelente, entre os melhores do mundo”. Estamos empatados com Moçambique e um pouco melhor que Guatemala, Nicarágua, Peru, República Dominicana, Paraguai e África do Sul. Cingapura ocupa a primeira posição.

Quando considerada a educação geral, subimos poucas colocações: 131º. lugar. Suíça ocupa a primeira posição dessa lista, enquanto o Paraguai está em último.

Outros rankings internacionais de conhecimento de matemática e ciências já haviam trazido dados semelhantes. Segundo um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é um dos dez países com mais alunos com baixo rendimento escolar em matemática, leitura e ciência. De acordo com o levantamento, 1,1 milhão de estudantes brasileiros com 15 anos não têm capacidades elementares para compreender o que leem nem conhecimentos essenciais de matemática e ciências. Já o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o mais importante teste de educação do mundo, também feito pela OCDE, mostra o Brasil na 58ª colocação entre 65 países em conhecimentos de matemática. Isso significa que dois em cada três estudantes não atingem o patamar mínimo de conhecimento. Um levantamento divulgado no fim do ano passado e feito em 25 cidades brasileiras com 2.632 adultos com mais de 25 anos mostrou que 75% dos entrevistados não sabia fazer média simples e 63% não era capaz de responder perguntas sobre porcentuais.

PIB do Brasil pode crescer ‘7 vezes’ com educação para todos, diz OCDE

0
Pela primeira vez, avaliação global da OCDE inclui número significativo de países em desenvolvimento na comparação

Pela primeira vez, avaliação global da OCDE inclui número significativo de países em desenvolvimento na comparação

Publicado na BBC Brasil

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgará nos próximos dias um dos mais completos rankings globais de qualidade de educação.

Nele, o Brasil aparece apenas em 60º lugar entre 76 países estudados. No entanto, a organização vê um grande potencial de crescimento econômico no país se este proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos.

Em outras palavras, a OCDE estima que um cenário em que todos os adolescentes de 15 anos estejam estudando e alcançando um nível básico de educação pode ajudar o PIB do país a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.

A análise se baseia na pontuação de alunos de 15 anos em testes de matemática e ciências. E configura o mapa mais completo dos padrões de educação em todo o mundo.

Países asiáticos dominaram as primeiras posições do ranking: no topo da lista está Cingapura, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.

Os resultados do relatório, parcialmente obtidos pela BBC, serão apresentados no Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, na semana que vem.
Educação e crescimento

A OCDE argumenta que melhorar o padrão da educação impulsionará o crescimento econômico dos países. E afirma que o baixo nível da educação em um país pode resultar num “estado permanente de recessão”.

“É a primeira vez que podemos ver a qualidade da educação numa escala verdadeiramente global”, diz o diretor da OCDE para assuntos educacionais, Andreas Schleicher.

“A ideia é dar aos países, ricos ou pobres, a oportunidade de comparar seu desempenho educacional para descobrir pontos fortes e fracos e ao mesmo tempo ver o benefícios a longo prazo de melhoras na qualidade do ensino.”

Schleicher cita como exemplo justamente Cingapura, que nos anos 60 tinha altos índices de analfabetismo.

A referência internacional mais usada para avaliar a educação é justamente o teste Pisa, elaborado também pela OCDE, que até agora focava principalmente nos países industrializados mais ricos.

No entanto, os novos resultados fazem uma análise mais ampla e contemplam uma variedade maior de países – o total de um terço das nações do mundo –, incluindo Irã, África do Sul, Peru, Tailândia e outros.

Os Estados Unidos tiveram um desempenho ruim e aparecem na 28ª posição, atrás, ironicamente, do Vietnã. Mas a OCDE mostrou preocupação especial com o que classifica como declínio da Suécia. Na semana passada, o órgão publicou críticas ao sistema educacional sueco depois de registrar uma queda nos resultados do Pisa entre 2000 e 2012.

Pediu especificamente uma revisão do esquema instituído nos anos 90 que “privatizou” parte da rede pública de ensino.

A conferência na Coreia do Sul está sendo organizada pela ONU, e vai marcar os 15 anos do estabelecimentos da Metas do Milênio para a educação. A mais importante delas, a provisão universal de educação primárias para crianças, ainda não foi atingida.

No Fórum Mundial da Educação, novas metas globais serão estabelecidas para os próximos 15 anos.

 

Ranking geral
Ranking baseado na pontuação de alunos de 15 anos em Matemática e Ciências

1. Cingapura
2. Hong Kong
3. Coreia do Sul
4. Japão
4. Taiwan
6. Finlândia
7. Estônia
8. Suíça
9. Holanda
10. Canadá
11. Polônia
12. Vietnã

 

Potencial de crescimento econômico
Aumento percentual do PIB se todos os estudantes de 15 anos atingissem o nível básico de educação

1. Gana, 3.881%
2. África do Sul, 2.624%
3. Honduras, 2.016%
4. Marrocos, 1.591%
5. Omã, 1.427%
6. Botsuana, 1.303%
7. Macedônia, 1.137%
8. Peru, 1.076%
9. Catar, 1.029%
10. Arábia Saudita, 975%
11. Albânia, 929%
12. Colômbia, 910%

Brasil fica em 60º em ranking mundial da educação

0
País ficou próximo de nações africanas - Thiago Lontra / Agência O Globo

País ficou próximo de nações africanas – Thiago Lontra / Agência O Globo

OCDE avaliou 76 países; Primeiras posições foram ocupadas por nações asiáticas

Publicado em O Globo

RIO— Países asiáticos estão topo de um ranking mundial de educação divulgado nesta quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O primeiro lugar foi ocupado por Cingapura, seguido de Hong Kong (região administrativa especial da China) e Coreia do Sul. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ficou na parte baixa da tabela, ocupando a 60ª posição, próximo de nações africanas. A última colocação ficou com Gana, na África.

Outros três países sul-americanos ficaram entre os 15 últimos colocados: Argentina (62ª), Colombia (67ª) e Peru (71ª). O ranking foi estabelecido com base em resultados de testes de matemática e ciências aplicados nesses países. Além dos resultados Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), foram levados em conta o TIMSS — dos EUA— e o TERCE, aplicado em países da América Latina.

“Esta é a primeira vez que temos uma escala verdadeiramente global sobre a qualidade da educação. A ideia é dar a mais países, ricos e pobres, a possibilidade de comparar a si mesmos com os líderes mundiais em educação para descobrir seus pontos fracos e fortes e ver o ganhos econômicos a longo prazo gerados pela melhoria da qualidade da educação”, afirmou o diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher.

De acordo com o relatório, os índices de educação de um país podem sinalizar os ganhos econômicos que essas nações terão a longo prazo. Além disso, o país que hoje ocupa o primeiro lugar da lista, Cingapura, já registrou altos níveis de analfabetismo na década de 60, o que é visto como um exemplo de que o progresso educacional é possível mesmo em pouco tempo.

“Políticas e práticas educativas deficientes deixam muitos países em um permanente estado de recessão econômica”, conclui o relatório.

O ranking será apresentado oficialmente na próxima semana, durante o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, quando líderes mundiais irão se reunir para traçar novas metas para educação. Os últimos objetivos foram estabelecidos há 15 anos e alguns deles, como fornecer ensino primário a todas as crianças, ainda não foram atingidos.

 

Go to Top