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10 bibliotecas totalmente singulares

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Publicado por Hypescience

Se você tiver que fechar os olhos e imaginar uma biblioteca, ela com certeza vai ser algo bem padrão: um prédio ou construção qualquer com muitas estantes cheias de livros, um balcão e uma bibliotecária, ou bibliotecário, uma pessoa provavelmente já mais velha e de óculos.

Mas não as bibliotecas abaixo. Confira dez delas muito incomuns:

10. Biblioteca na praia

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Surfe, areia, biblioteca… Biblioteca?! Sim, você leu direito. Herman Kompernas construiu uma biblioteca na praia búlgara do resort Bulgarian Black Sea, em Albena, e a abasteceu com mais de 2.500 livros em 10 idiomas. Os hóspedes são convidados a pegar os livros (de graça) e deixar outros ali para que demais pessoas possam ler.

9. Biblioteca em um ônibus público

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O cobrador de ônibus brasileiro Antônio da Conceição Ferreira, 42 anos, é um exemplo de como um pouco de cooperação e generosidade podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas. Há 11 anos, inspirado pelo seu gosto por leitura, ele criou sozinho o projeto “Cultura no Ônibus”, transformando o ônibus no qual trabalha em uma pequena biblioteca.

Atual morador de Brasília, Antônio oferece cerca de 15 títulos em uma prateleira dentro do ônibus todos os dias. O cobrador empresta esses livros aos passageiros da linha. Além de ser uma distração para ajudar a passar o tempo no trabalho, a biblioteca móvel é uma forma de oferecer cultura para as pessoas.

Quando ele começou, Antônio carregava uma caixa de papelão cheia de livros e escrevia os nomes dos passageiros que os emprestavam fora do veículo. Hoje, ele já não se importa se as pessoas não os devolvem – a ideia é que os livros sejam transmitidos de pessoa para pessoa. Além disso, Antônio sonha em expandir o projeto para todas as linhas de ônibus do Distrito Federal.

8. Biblioteca na caixa de correio

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Cuidar de uma biblioteca é mais fácil do que você pensa. Tudo que você precisa é de uma caixa de correio e um monte de livros para montar uma pequena biblioteca de sua preferência, permitindo que você compartilhe o seu amor pela leitura com a comunidade a sua volta.

A ideia por trás das “Pequenas Bibliotecas” não poderia ser mais simples – retire tudo o que as pessoas não gostam sobre bibliotecas, como custos de aluguel, placas de “silêncio”, multas por atraso, cartões de biblioteca, crianças debruçadas sobre livros chatos que ninguém mais lê, e fique só com o melhor dela: os livros.

Há 300 ou 400 pequenas bibliotecas livres em operação em 24 estados e oito países, de acordo com o cofundador da ideia Rick Brooks. Se você quiser encontrar uma, o site littlefreelibrary.org mantém um mapa de bibliotecas, além de instruções sobre como construir a sua própria. Infelizmente, a informação está disponível somente em inglês.

7. Biblioteca em cabine telefônica

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Quando a British Telecom resolveu tirar a cabine de telefone vermelha icônica na cidade do sul da Inglaterra Westbury-sub-Mendip, os moradores entraram em ação. A cabine telefônica resgatada tornou-se uma das menores bibliotecas do mundo, cuidada por voluntários.

A biblioteca de Westbury-sub-Mendip fica aberta 24 horas por dia e tem uma luz interior para leitura a meia-noite. A seleção de 100 livros, CDs e DVDs vem inteiramente de bibliotecas particulares dos habitantes da cidade. Eles trazem os livros que já leram e os trocam por livros que ainda não leram.

Periodicamente, os voluntários verificam quais livros estão se movendo e quais não. Os livros mais lidos são enviados para uma loja de caridade local e substituídos por novos livros. É muito parecida com a biblioteca que você tem em sua cidade, só que é mais eficiente e significativamente mais compacta.

6. Biblioteca em mulas

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Em 2009, nas montanhas do estado de Trujillo, na Venezuela, a Universidade del Valle Momboy começou um serviço incomum – biblio-mulas, bibliotecas móveis nas costas de mulas que entregam livros a crianças camponesas.

5. Biblioteca ao ar livre em miniatura

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Instalada no bairro Nolita em Nova York, nos EUA, em 2013, esta unidade de prateleiras ao ar livre temporária funciona também como uma biblioteca totalmente gratuita. O design inteligente da biblioteca protege os livros dos elementos como chuva e vento, permitindo que as pessoas fiquem sob uma tampa para ver o que está disponível.

A biblioteca foi projetada pela empresa de design venezuelana Stereotank como parte de uma colaboração com a Architectural League de Nova York e o Pen Mundial Voices Festival, que selecionou 10 designers para construir bibliotecas livres em miniatura no centro de Manhattan.

4. Biblioteca gigante ao ar livre

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Em 2012, o artista italiano Massimo Bartolini desenvolveu uma biblioteca pública ao ar livre ampla chamada Bookyard, para o festival belga de arte “TRACK”.

Bartolini empregou seus talentos criativos para desenvolver um conjunto de doze estantes instaladas em um estabelecimento originado durante a Idade Média. A forma arrebatadora das prateleiras verdes foi construída em um pequeno campo gramado, e se inclina gradualmente.

As unidades foram cheias com livros para venda por bibliotecas públicas de Gante e Antuérpia, com os lucros desses itens beneficiando as instituições.

3. Biblioteca com fachada de livros

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Esta é a única biblioteca “convencional” da lista, mas o que a torna única é a sua fachada. Este design inovador foi projetado para inspirar o povo de Kansas City, nos EUA, a enfiar seus narizes em um bom livro e, ao mesmo tempo, revitalizar a comunidade.

A característica mais marcante dessa fachada é uma prateleira de livros composta por 22 títulos clássicos escolhidos pelos moradores, que atua como estacionamento da biblioteca. A estante arquitetônica corre entre as ruas Wyandotte e Baltimore e é, definitivamente, a única maneira possível de estacionar dentro de uma cópia gigante de Romeu e Julieta.

2. Biblioteca em tanque de guerra

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O ativista e artista Raul Lemesoff criou o “Arma de Instrucción Masiva”, uma biblioteca móvel pacífica.
A obra de arte/veículo tem uma função muito séria: com cerca de 900 livros sobre “prateleiras” no tanque, Lemesoff fornece materiais de leitura gratuitos para qualquer um que queira conforme passeia por centros urbanos e comunidades rurais da Argentina. O artista vê seu trabalho como uma missão que “contribui para a paz através da literatura”.

A biblioteca é construída ao longo de um Ford Falcon 1979, um veículo que era popular com as forças armadas da ditadura militar na época. O que já trouxe opressão militar agora traz a literatura de todos os gêneros em uma coleção constantemente reabastecida através de doações privadas.

1. Biblioteca sobre rodas

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Antonio La Cava, um professor italiano aposentado, decidiu que depois de 42 anos de ensino ele poderia fazer ainda mais para espalhar o amor pela leitura entre as crianças. Então, em 2003, ele comprou uma moto usada Ape e a modificou para criar uma biblioteca portátil que abriga 700 livros. Ele viaja com seu chamado “Bibliomotocarro” desde então.

Bônus: Biblioteca em bondinho

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A cidade da Curitiba não tem mais um bondinho, mas um bom exemplo localizado na Rua XV de Novembro revive a imagem do antigo transporte público com um novo uso: serve de biblioteca desde 2010, quando foi reinaugurado como Bondinho da Leitura, um espaço para difundir a cultura a todos os cidadãos curitibanos. As pessoas têm o direito de ler e emprestar os livros gratuitamente, até 2 por 15 dias. Para isso, basta apresentar documento de identidade com foto, e comprovante de endereço. 2.500 títulos para todas as idades estão disponíveis.

Em 1973, o local abriu com a intenção de ofertar distração para crianças enquanto suas mães realizavam compras no calçadão. Em 1980, passou a funcionar como serviço de informações ao turista, mas nove anos depois voltou a ser um espaço cultural.

Mais estudo e menos tempo ao ar livre resultam em mais gente de óculos

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Jairo Bouer, no UOLoculos300

Um grande estudo populacional comprovou a tese de que níveis mais altos de escolaridade resultam em uma prevalência maior de miopia. Publicado na revista científica Ophthalmology, da Academia Americana de Oftalmologia, a pesquisa demonstra que, quando se trata do assunto, fatores ambientais superam a genética.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Só nos EUA, 42% da população sofre de miopia. E o aumento do número de casos em países desenvolvidos da Ásia chegou a 80% nos últimos anos, o que reforça a tese de que fatores ambientais  – como hábito mais frequente de leitura e uso do computador – exercem um papel importante.

Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Mainz, avaliaram a ocorrência de miopia em mais de 4.600 alemães com idades entre 35 e 74 anos, excluindo aqueles que tiveram catarata ou passaram por cirurgia refrativa.

Os resultados do trabalho, batizado de Estudo de Gutenberg, mostram que a miopia foi mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade:  53% dos indivíduos formados em universidades apresentaram o problema. Já entre aqueles que não chegaram a cursar faculdade, a prevalência foi de 35%. E entre os que não terminaram o colégio, de apenas 24%. A equipe também descobriu que cada ano a mais de estudo aumenta o risco de miopia.

Além disso, os autores do estudo analisaram o impacto de 45 marcadores genéticos associados à miopia na mesma população, mas concluíram que o nível de escolaridade teve um impacto mais forte na ocorrência do problema.

O antídoto para o aumento dos casos pode ser simplesmente estimular atividades ao ar livre, segundo os oftalmologistas. Nos últimos anos, estudos feitos com crianças e adultos jovens na Dinamarca e em países asiáticos mostraram que a maior exposição à luz natural foi associada a um risco menor de ter miopia. Fica a dica aos estudantes.

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