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Bibliotecas dos EUA se tornam cenário para mensagens de ódio contra muçulmanos

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Livro que analisa o Alcorão aparece com inscrições ofensivas e suástica em biblioteca de Illinois

Livro que analisa o Alcorão aparece com inscrições ofensivas e suástica em biblioteca de Illinois

 

Publicado no UOL

A onda de crimes de ódio e de xenofobia que atingiu os Estados Unidos tem agora um novo cenário: as bibliotecas, onde livros sagrados do islamismo foram vandalizados e mensagens racistas têm sido propagadas.

O caso ocorreu em Evanston, Illinois, segundo reportagem do “New York Times”, quando uma funcionária preparava um material com foco em analisar o Alcorão.

Foi então que ela viu, no livro “O Alcorão para Leigos”, a inscrição ‘mentira do começo ao fim’ ao lado de uma suástica e um xingamento sobre Maomé. Outros seis livros sobre o islamismo tinham sido vandalizados de maneira semelhante.

A biblioteca fez um boletim de ocorrência, mas ninguém foi detido. Segundo responsáveis pelo local, alguns desses livros foram emprestados há alguns meses, o que indica que o vandalismo é recente, já que os funcionários checam as publicações quando elas são retornadas. Nem todo o prédio é coberto por câmeras de vigilância.

Além do caso em Evanston, a Associação de Bibliotecas Americanas contabilizou outros três episódios de racismo, um deles no Canadá.

Na biblioteca da Universidade do Novo México, uma estudante foi atacada por um homem que tentou tirar seu hijab – ela conseguiu escapar sem se machucar; na Reed College, em Portland, mensagens de ódio e suásticas foram encontradas na biblioteca; em Toronto, uma pichação antissemita apareceu na vitrine de uma biblioteca.

“Estou chocado que temos sete ou oito exemplos desse tipo, porque nunca vimos esses crimes ocorrerem em bibliotecas. Estamos em situação cada vez mais difícil, porque as comunidades estão mais divididas do que nunca”, afirmou Julie Todaro, presidente da associação, que agora começa a investigar as ocorrências para verificar se são tendência ou casos isolados. (Com “The New York Times”)

Ferréz leva para França seu ódio aos ricos e à classe média

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ferrez

Rodrigo Casarin, no UOL

“Sou o pregador do ódio!”.

Todos leitores sabem que os alvos preferidos de Ferréz são os ricos e a classe média alta. Em entrevista exclusiva ao UOL, após ser questionado sobre quem prega a conciliação entre todas as classes existentes no Brasil, disparou o torpedo que abre este texto. “Querem conciliação do quê? Enquanto meu povo lavar privada, quero que ele não idolatre os ricos, que entenda que já nasceu sendo roubado. Nosso povo aceita muito as coisas, é muito simpático”, continuou.

Antes, em sua fala na mesa que dividiu com Ronaldo Correia de Brito e Godofredo de Oliveira Neto no Salão do Livro de Paris, já havia seguido linha semelhante. “Se a gente da periferia não é a esperança, essa classe média preguiçosa que não sabe nem fazer café que também não é. Nós que possibilitamos a vida deles, só não recebemos a renda por isso”.

O autor de “Capão Pecado” disse estranhar o luxo de Paris, mas que isso faz com que entenda um pouco as vontades dos brasileiros mais abastados. “Em São Paulo eu não frequento os lugares da hora, aí, chego aqui, vejo o que o rico de lá quer fazer”. O escritor sabe que seu discurso incomoda muita gente, mas não se importa com isso, pelo contrário, afirma que seu papel não é “fazer massagem”. “Eles não gostam quando eu falo, mas da favela eles podem falar, né!?”.

É o povo mais simples, aliás, que está retratado em “Os Ricos Também Morrem”, seu novo livro, lançado pela Planeta, que apresenta contos feitos ao longo dos últimos três anos, escritos com uma linguagem bastante acessível para que possam ser facilmente compreendidos por alunos e por adultos que não estão habituados a ler.

Em um dos contos, o alvo são os food trucks, algo que também causa indignação em Ferréz. “Tem essa tendência de pegar tudo que já existe e colocar nome em inglês. Daqui a pouco lançam o super motoboy”, ironiza. “A classe média tem um esvaziamento cultural tão grande que precisa desses supérfluos, pagar R$30,00 em um pão com salmão, para achar que está vivendo”.

Ao ser questionado, por conta do título da obra, se os ricos morrem de maneira diferente, disse que sim: “eles morrem tomando suco verde e achando que são eternos”.

Dentre os textos está também “Pensamentos de um ‘Correria’”, conto inspirado em um assalto a Luciano Huck (levaram o relógio do apresentador), publicado originalmente na Folha de São Paulo. Narrando a situação da perspectiva do assaltante, Ferréz acabou sendo acusado de apologia ao crime e precisou prestar explicações em uma delegacia. Hoje, a respeito de Huck, diz que o global “é um bom representante da classe dos coxinhas”.

Ainda sobre a Globo, Ferréz não mostrou empolgação alguma ao saber que três novelas da emissora programadas para este ano serão, de alguma forma, ambientadas na favela. “Nunca vi nada na Globo ser positivo. Outro dia, vi que em uma novela tinha três estereótipos em um único personagem, que era negro, gay e cabeleireiro. Falta profundidade, qualquer tema eles transformam em uma idiotice”.

Neste ano Ferréz também lançará mais um livro juvenil, este pela Dsop, com ilustrações de Fernando Vilela. “A Menina Ana e o Balão” contará a história de uma garota que, após perder o seu pai, aluga um balão para procurá-lo no céu, uma forma de abordar a morte junto às crianças.

‘Game of thrones’: Fotos revelam diferenças entre livros e série

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George R.R. Martin odeia seus leitores

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Eduardo Rodrigues em O Globo

Quando ele lançou seu primeiro livro de grande repercussão (“Guerra dos Tronos”, o primeiro volume da “Saga de gelo e fogo”, lá em 1996), surpreendeu a todos matando alguns dos personagens mais queridos do público e até mesmo o principal protagonista.

No terceiro livro, destruiu nossos corações com o “Casamento Vermelho”, mas os leitores passaram por aquele teste de fogo e seguiram querendo mais. Aí ele mudou a estratégia: para nos matar de curiosidade e ansiedade, aumentou para cinco ou seis anos o intervalo entre as obras.

Em 2011 o número de fãs cresceu exponencialmente com o lançamento da aclamada série da HBO e agora o que os fãs antigos mais temiam está acontecendo: a delonga fez com que a história contada na série comece a ultrapassar os livros. Essa preocupação ganhou força no início do ano, quando foi ao ar a quarta temporada e a aventura de Bran Stark ao norte do Norte foi muito além do que poderíamos imaginar.

* * * E A PARTIR DAQUI TEM SPOILERS * * *

A série atualmente está sendo filmada na Espanha, onde são gravadas as cenas de Dorne, terra natal do finado Oberyn Martell. A imagem mais marcante a surgir até agora mostra Daenerys Targaryen assistindo a um combate, sentada ao lado de Hizdahr zo Loraq e… Tyrion Lannister! Loraq é um nobre local com quem ela se casa para tentar controlar a cidade.

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A foto é um spoiler não só para espectadores da série, mas também os leitores. No quinto livro, Daenerys luta para controlar a cidade de Meereen, enfrentando a aristocracia local. Tyrion, por outro lado, está perdido em meio a sua fuga de King’s Lading, após matar o pai. Todos esperam que o encontro vá acontecer — mas ele ainda não aconteceu, pelo menos não nos livros.

As surpresas não terminam aí. No duelo que Dany e Tyrion assistem, um dos combatentes é Jorah Mormont, o conselheiro que perdeu as graças da Mãe dos Dragões. Ele sim encontra com Tyrion no quinto livro, mas agora precisamos saber como essa história será resumida na série (o que é uma boa notícia, pois a parte do Anão no quinto livro é uma das mais chatas da saga).

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Outro encontro inesperado que deve acontecer já na quinta temporada será entre Jaime Lannister e as Serpentes de Areia, como são conhecidas as filhas de Oberyn Martell. O ator Nikolaj Coster-Waldau foi visto entrando no Palácio de Alcázar, em Sevilha, que está sendo usado para gravar cenas do palácio de Dorne.

A questão é que nos livros Jaime não vai a Dorne em nenhum momento. Então o que vai acontecer por lá é uma completa surpresa. Ele tem motivos para a viagem, pois sua filha Myrcella foi enviada para lá por Tyrion, há duas temporadas (lembram?). Mas a interação com a família Martell certamente não será amigável. As primeiras imagens das Serpentes de Areia também apareceram nesta semana pela primeira vez.

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