Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Olhos

Leitura correta é ginástica para o cérebro

1

Muitas pessoas pensam que simplesmente lendo livros elas se desenvolvem. Mas isto está longe de ser assim. A leitura sem sistema sobrecarrega o cérebro de informação, não lhe permitindo assimilar. Como é correto ler, ser beneficiado, se aperfeiçoar e desenvolver o intelecto?

Publicado no Voz da Rússia

livro, leitura, educação, memória

© Flickr.com/ Yourdon /cc-by-sa 3.0

Saber ler realmente influi fortemente sobre a reação do cérebro. Em primeiro lugar, torna mas complexa a organização da zona visual do córtex cerebral. Em segundo lugar, na pessoa que sabe ler, praticamente toda a rede de neurônios, que responde pela assimilação da linguagem oral no hemisfério esquerdo, é ativada também com a ajuda de texto impresso.

Mas acontece que a leitura tradicional tem falhas: falta de atenção e de programa flexível de leitura, quando todos os textos são lidos com a mesma lentidão, movimentos de retorno dos olhos para o que já foi lido, e, naturalmente, o “inimigo número 1” – falar para si o texto lido. Como resultado, a informação não é memorizada e escapa o sentido do que está escrito.

Diariamente o homem moderno tem de ler dezenas de páginas de textos – não apenas literatura de ficção, mas também informações no trabalho, imprensa, correspondência de trabalho e pessoal. Por isso a leitura correta, antes de mais nada, subentende a assimilação eficiente da informação. Diferentes técnicas de leitura dinâmica ensinam não apenas a ler rapidamente, como muitos pensam, partindo do nome, antes de mais nada a entender o conteúdo do texto e assimilá-lo com utilidade para si.

Para alcançar tal assimilação eficiente, é preciso treinar. Como? Lendo. Mas com certo método. Em primeiro lugar, fazendo exercícios sistemáticos de ampliação do campo de visão, eliminando a pronúncia das palavras, e aplicando o arranque da essência dos algoritmos da leitura. E não esquecendo que isto não é diversão, mas o caminho complexo de reestruturação do trabalho do cérebro.

Pode-se treinar tanto em textos ficcionais conhecidos (pela forma, pelo conteúdo, pelo autor) com em artigos informativos, de jornais ou científicos. O importante é o desejo de haurir várias idéias. Antes da leitura é necessário ter uma idéia de que informação você quer extrair do texto, tentar adivinhar o conteúdo da página. É muito importante a disposição, pois se você se prepara para notar a aspereza do texto, como resultado notará justamente ela. Mas se se prepara para obtenção de um fato, você o receberá.

O próximo passo importante é aprender a ler em silêncio, não pronunciando com a boca ou em pensamento o texto. Esta capacidade desvia a atenção e reduz consideravelmente a velocidade. Aqui é importante se controlar: se seus lábios se mexem – aperte com um palito de dente ou lápis. É mais difícil controlar a pronúncia em pensamento. Um dos métodos é ler e bater o ritmo com a mão, por exemplo.

A habilidade em se concentrar no problema é um dos componentes do trabalho intelectual bem-sucedido. Existe um exercício simples, que pode ajudar – é a leitura das palavras ao contrário, mas não em voz alta e sim em pensamento. Lendo a palavra de trás para frente é preciso inicialmente imaginá-la por letras e depois ler. Se nesse momento a consciência casualmente se distraiu com algo alheio, é preciso fazer o exercício novamente. Ao mesmo tempo é treinada também a atenção. Para não perder tempo em vão, pode-se realizar este jogo-exercício no transporte público.

Com frequência comparam o método de leitura dinâmica com o esporte, só que aqui se desenvolvem não os músculos mas o cérebro. Pesquisas provaram que os que dominam a leitura dinâmica têm mais velocidade dos processos nervosos, reflexos mais rápidos. Por isso não temam aprender a leitura dinâmica – isto é útil.

10 famosos personagens literários mais novos do que você imagina

1

1

Lorena Robinson, no Literatortura

Quando um autor cria uma personagem, ele ou ela confere a sua pessoa fictícia atributos e características específicas – como idade, aparência, certas propensões – que, combinadas, fundamentam uma personalidade determinante para toda a trama. Algumas características são marcantes, icônicas e essenciais para o desenrolar e coerência do enredo; outras são responsáveis por fornecer ao leitor prazerosas divagações a respeito da personagem, através de uma “visualização mental”, fruto da nossa imaginação, possível apenas pelos elementos fornecidos pelo autor. Há características inerentes a personagem, no entanto, que podem não ser explícitas na página. Mas seja a personagem plenamente apresentada ou não, não podemos prever o que acontecerá a ela quando determinados meios culturais a alcançarem; especialmente a indústria cinematográfica.

Dito isso, prepare-se para chocar-se com 10 personagens literários que são significativamente mais novos do que você (provavelmente) imagina.

Holly Golightly: 18 anos

Para alguns a surpresa começa no fato do filme ser uma adaptação. O livro homônimo ao filme (Breakfast at Tiffany’s – Bonequinha de Luxo, no Brasil), de Truman Capote, apresenta a personagem Holly Golightly, que tornou-se icônica após a encarnação vencedora de Oscar de Audrey Hepburn – a princesa dos olhos dos amantes de retrô. Muitos se surpreenderão ao descobrir que no romance de Capote, Holly é colocada como uma adolescente, enquanto Hepburn tinha 31 anos quando começaram as filmagens. Truman Capote não ficou muito contente com a escolha – ele queria como Holly ninguém menos que Marilyn Monroe, ainda mais velha que Audrey.

1

Scarlett O’Hara: 16

Protagonista no romance de Margaret Mitchell’s, …E O Vento Levou e no posterior filme de mesmo nome, Scarlett tinha apenas 16 anos no início do livro (e no início da Guerra Civil). A mesma idade com que ela casa, tem um filho e então torna-se viúva. Ao final do romance, ela tem 28 anos de idade e, como são fadados os personagens literários particularmente vibrantes, já viveu diversas histórias dignas de drama. E O Vento Levou é considerado um dos filmes mais vistos de todos os tempos, assistido por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Scarlett foi interpretada por Vivien Leigh, com cerca de 26 anos na época, que acabou ganhando um Oscar pelo papel.

1

Miss Havisham: 37 a 50 anos.

Sempre que surge uma adaptação cinematográfica de Great Expectations (da obra homônima de Charles Dickens), surgem junto questões a respeito da idade de Miss Havisham. Tradicionalmente, ela é retratada como uma idosa, mas não sem embasamento no próprio romance, no qual Pip a descreve como “um esqueleto” e uma “figura de cera”. Mas, dependendo de como você faz as contas, chega-se a conclusão de que ela tem entre 37 e 50 anos; considerando que os eventos do romance decorrem 25 anos após ela ser abandonada no altar, e que as pessoas casavam-se muito novas naquela época. Envelheceu precocemente por conta de todo o desgosto? Provavelmente. Mas uma idosa? Na verdade, não.

1

Tintin: 17

Talvez alguns conheçam pela história em quadrinhos de Hergé, As Aventuras de Tintin, ou mesmo pela adaptação cinematográfica de Steven Spielberg e Peter Jackson. De qualquer forma, é capaz que você tenha se surpreendido.

“Quando pensei nele pela primeira vez,” disse Hergé em uma entrevista extremamente encantadora com uma criança francesa (link: aqui!), “Eu o imaginei como tendo entre 14 ou 15 anos de idade. Mas agora, digamos que ele tenha 17. Ele envelheceu somente 3 anos no decorrer de 50, está ótimo!”. Como Hérge pontua na entrevista, Tintin é deveras maduro para a sua idade. – Mas então como ele sabe pilotar todos aqueles aviões? – Ao que parece, ele apenas aprende tudo bem, bem rápido.

1 (mais…)

10 dicas para organizar a biblioteca

0

Conheça as orientações de especialistas para deixar a biblioteca bonita e com tudo sempre à mão

Publicado na revista Exame

homem em biblioteca

 

Homem em biblioteca: uma boa dica é colocar alguns volumes deitados e outros de pé; disposição que dá movimento à estante

 

1 Livros podem estar agrupados por gênero (romances policiais, literatura latino-americana), por autor ou por ordem alfabética (de nome ou de título). Mas você precisa descobrir como se sente melhor para procurar e encontrar sem demora os seus livros.

2 Livros de arte, como fotografia, dão volume e são sempre um prazer ao alcance dos olhos. Dê movimento à sua estante escolhendo alguns deles para deixar com a capa à mostra.

3 Livros com a capa danificada pedem encadernação nova – menos que se trate de uma raridade. Há quem encape vários livros com papel de uma mesma cor para dar à estante um aspecto mais organizado. Mas os verdadeiros amantes de livro ficam de cabelo em pé ao ouvir isso. Assumir que os livros têm cores e tamanhos diferentes é mais rico, sincero e benéfico para a sua decoração.

4 Coloque alguns volumes deitados e outros de pé. Essa disposição dá movimento à estante. Evite a monotonia.

5 A profundidade ideal para uma estante de revistas é de 25 cm. Uma medida maior deixaria um espaço vazio bom para acumular pó. Já os livros de arte pedem 35 cm. Deixe 40 cm de altura entre uma prateleira e outra – assim você acomoda desde pilhas de revistas até as edições maiores.

6 Empilhe as revistas por título, em ordem de lançamento – assim, a mais nova sempre estará em cima.

7 Revistas de assinatura mensal não devem formar pilhas de mais de três anos (36 exemplares). A consulta fica muito complicada.

8 As edições mais antigas precisam ceder espaço às mais novas. Faça uma doação. Em escolas e hospitais elas são sempre bem-vindas.

9 Edições avulsas podem ser agrupadas. Se possível faça o agrupamento respeitando o tamanho e o assunto de que elas tratam.

10 Porta-retratos, bolas de vidro e outras peças queridas trazem equilíbrio quando dispostas junto aos livros. Agrupe os itens semelhantes e observe a simetria: se há um nicho com porta-retratos de um lado, faça um nicho de volume parecido do outro – com livros ou uma caixa.

Pai assiste a aulas e ajuda filho com paralisia a se formar jornalista

1

Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Todos os dias, durante os últimos quatro anos, o ex-bancário Manuel Condez, 60, dedicou a mesma rotina ao filho Marco Aurélio, 26, que convive com sequelas severas de paralisia cerebral: deu banho, penteou os cabelos, carregou-o no colo até o carro e o levou para a faculdade de jornalismo a 17 km de casa.

O pai assistiu a todas as aulas, anotou as lições dadas pelos professores, auxiliou o filho na feitura das provas escrevendo no papel aquilo que ele lhe soprava, ajudou intermediando pensamentos, foi o motorista do grupo de trabalho e o assessorou em entrevistas e em reportagens.

Na semana passada, Marco recebeu o diploma da Universidade São Judas, em São Paulo, e Manuel viveu uma das noites mais emocionantes de sua vida, sendo o grande homenageado. Foi ovacionado pelos formandos e recebeu da direção da faculdade uma placa de honra ao mérito.

“Não fiz nada demais. Qualquer pai que tem amor ao filho também se dedicaria. Era um desejo dele fazer faculdade, e eu só ajudei a realizar”, diz Manuel, com os olhos marejados.

Marco tem braços, mãos e pernas atrofiados, fala com dificuldade, já foi submetido a 11 cirurgias reparadoras, usa cadeira de rodas e programa especial de computador para ter mais autonomia. Precisa de cuidados específicos para tocar o dia a dia.

“O único ponto meu que ainda não foi operado é o cérebro”, brinca o jovem, que lida com naturalidade com o estereotipo de que paralisados cerebrais, necessariamente, têm comprometimentos intelectuais.

Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo (Marcelo Justo/Folhapress)

Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo (Marcelo Justo/Folhapress)

DESTAQUE DA TURMA

O rapaz não só tem pleno domínio do intelecto como, na avaliação de colegas de turma e de professores, foi um dos melhores alunos.

“Com o apoio do seu Manuel, o Marcão fez tudo: vídeo para TV, programa de rádio, debate. Ele se destacou muito. Tinha ideias contundentes e sempre se saia bem nas provas”, conta Raquel Brandão Inácio, amiga do jovem e parte de seu grupo de trabalho de conclusão de curso, sobre novas famílias.

Professor e agora colega de profissão do rapaz, Celso de Freitas diz que pai e filho “quebram um cenário comum de pessoas com deficiência, que é ficar dentro de casa e não enfrentar a vida.”

Para o mestre, “Marco tem inteligência acima da média, e Manuel foi tratado como um aluno, não como um acompanhante. Nas aulas de rádio, propus a eles fazerem apenas trabalhos escritos, mas, a sua maneira, entregavam gravações de áudio.”

EXTENSÃO DO CORPO

O protagonismo que o pai teve e tem em sua vida é claro para o jornalista.

“Ele é uma extensão do meu corpo. Quando não posso fazer algo, ele está sempre ali para me ajudar, nunca para me atrapalhar”, afirma Marcos.

Agora, o jovem, que gosta de rádio e de esportes, está atrás de uma vaga no mercado de trabalho.

“Quero usar o conhecimento que adquiri, quero ajudar os outros com meu trabalho. Não fiz faculdade para ficar no Facebook.”

Pai e filho já começaram uma nova empreitada: estão fazendo aulas de inglês. Juntos, evidentemente.

“Nossa família está unida para tentar ajudar o Marcos a quebrar outras barreiras”, declara Manuel.

dica de Sidnei Carvalho de Souza

Aluna pode ter visão comprometida por causa de trote na escola

0

Estudante de 14 anos foi atingida por um ovo no olho direito, enquanto deixava o colégio, em Porto Alegre

Estudante precisou assumir uma dura rotina de medicamentos e cuidados Mauro Vieira / Agência RBS

Estudante precisou assumir uma dura rotina de medicamentos e cuidados Mauro Vieira / Agência RBS

Publicado em O Globo

Caso ganhou visibilidade na internet após desabafo da mãe da adolescente no Facebook

RIO – A estudante Isabela Hartmann Rost, de 14 anos, corre o risco de ter a visão comprometida após ter sido atingida por um ovo no olho direito, durante um trote na porta do Colégio Anchieta, escola tradicional de Porto Alegre (RS), onde estuda. Ela se preparava para entrar no carro do pai quando foi alvo da ação de um aluno do terceiro ano do ensino médio da mesma instituição. Atividade mais frequente nas turmas de primeiro período do ensino superior, o “trote” é uma ação comum entre os estudantes da região no início do ano letivo, de acordo com a Anchieta.

O episódio ganhou visibilidade na internet desde que a mãe de Isabela, Claudia Hartmann, passou a publicar desabafos no Facebook. Em um dos textos, ela conta que a garota tem agora uma nova rotina, nada agradável, na qual precisar ir, diariamente, ao banco de olhos da cidade ou ao oftalmologista para medir a pressão ocular. Além disso, a menina apresenta quadros de ansiedade por temer não voltar a enxergar como antes. Tanto que, logo ao acordar, pela manhã, procura logo um espelho para verificar se houve melhora no olho machucado, que permanece com sangue coagulado.

Os posts da mãe são compartilhados por colegas e internautas e já receberam comentários que ironizam ou minimizam a situação. Em resposta, na tarde desta quarta-feira (13), Isabela pediu à mãe para digitar um texto seu, já que ela não pode ficar diante do computador:

“Eu não acho esses trotes uma atitude legal, e sei que por ter essa opinião muitos poderão vir me chamar de chata, careta. Mas é que notei os riscos dessa brincadeira (…). A minha visão piorou, porque estou com o olho bem inflamado. (…) os anti-inflamatórios aumentaram, ainda tem o risco de descolamento de retina tardio”, diz a garota, em um trecho do post.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), Osvino Toillier, adiantou que o assunto será debatido com as escolas na próxima segunda-feira, durante uma reunião. Segundo ele, o objetivo será buscar maneiras de evitar episódios semelhantes, por meio de uma atuação compartilhada entre pais, professores e alunos.

— Sabemos que os adolescentes têm, muitas vezes, atitudes inconsequentes. Então, precisamos encontrar maneiras para evitar que cheguem até incidentes como este — disse, pontuando que o episódio é visto como um caso isolado pela entidade.

A direção do Colégio Anchieta ainda não localizou o aluno responsável pelo “trote” e informou, em nota, que ainda avalia as providências que serão tomadas.

Leia a íntegra do comunicado da escola:

“Diante do ocorrido entre um aluno do terceiro ano do ensino médio e uma aluna de série inferior, o Colégio Anchieta está tomando as providências cabíveis preconizadas pelo seu Regimento Interno. O fato, sem dúvida, é profundamente lamentável e inaceitável. As avaliações que estão sendo feitas pela Direção e o Serviços terão como balizamento os princípios e valores da instituição, em geral, e a proposta da Convivência Escolar, em particular, que se pauta por um adequado convívio social. Agredir um colega sempre é um desrespeito aos princípios da convivência humana em qualquer lugar, sendo merecedor dos procedimentos cabíveis que se aplica”.

Go to Top