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Cate Blanchett e Kit Harrington leem poema para ajudar refugiados

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A atriz Cate Blanchett em vídeo da ONU (Reprodução/Acnur/VEJA.com)

A atriz Cate Blanchett em vídeo da ONU (Reprodução/Acnur/VEJA.com)

 

No filme promocional da agência da ONU para os refugiados, os atores leem o poema ‘O Que Eles Levaram Consigo’, de Jenifer Toksvig

Publicado na Veja

Um time de celebridades está procurando chamar atenção para o sofrimento dos refugiados em um vídeo no qual leem um poema que lista objetos que as pessoas levaram quando tiveram que fugir de seus lares. Vencedora de um Oscar, a atriz Cate Blanchett lidera um elenco que inclui Keira Knightley, Stanley Tucci, Chiwetel Ejiofor, Jesse Eisenberg e Kit Harrington na leitura do poema “What They Took With Them (O Que Eles Levaram Consigo, em inglês)” no filme, que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou no Facebook nesta segunda-feira.

Escrito por Jenifer Toksvig, o poema foi inspirado pelas histórias e testemunhos de pessoas que fugiram de casa e pelos itens que levaram consigo. Entre os objetos mencionados pelos atores estão uma carteira, um boletim de serviço do Exército, um certificado de conclusão do ensino secundário, um celular, chaves de casa e uma bandeira nacional.

“O ritmo e as palavras do poema ecoam o frenesi, o caos e o terror de ser forçado subitamente a abandonar seu lar, pegar o pouco que você consegue carregar consigo e fugir em busca de segurança”, disse Cate, embaixadora da Boa Vontade do Acnur, em um comunicado. O Acnur informa que a petição está pedindo que os governos garantam acesso a lugares seguros onde os refugiados possam morar e ter acesso a educação e trabalho.

(Com agência Reuters)

Brasileiro viaja para 10 ‘países que não existem’ e lança guia com dicas

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Guilherme Canever com dois moradores da Ossétia do Sul (Foto: Guilherme Canever/arquivo pessoal)

Guilherme Canever com dois moradores da Ossétia do Sul (Foto: Guilherme Canever/arquivo pessoal)

Guilherme Canever conheceu países não reconhecidos pela ONU.
Transnítria, Abecásia, Somalilândia e Ossétia do Sul são alguns deles.

Flavia Mantovani, no G1

Para a ONU, a Transnítria, a Ossétia do Sul, a Abecásia, a Somalilândia e a República de Nagorno-Karabakh são países que não existem oficialmente. Mas o brasileiro Guilherme Canever, de 39 anos, foi até esses lugares e garante que eles são bem reais.

Canever viajou por dez países que, apesar de autônomos, não são reconhecidos como tal pela lista das Nações Unidas – que atualmente tem 193 membros. Engenheiro florestal e autor de um blog e de outros livros sobre viagem, ele reuniu relatos dessa experiência no recém-lançado “Uma viagem pelos países que não existem” (Pulp, 142 págs., R$ 49).

Além dos cinco lugares citados acima, fizeram parte do roteiro o Chipre do Norte, o Saara Ocidental, Kosovo, Palestina e Taiwan. As viagens foram feitas entre 2009 e 2014, em etapas diferentes.

O interesse de Canever pelo tema surgiu quando ele fazia uma volta ao mundo com sua mulher e decidiu conhecer a Somalilândia, que ficou independente da Somália em 1991. “Eles têm presidente próprio, visto, moeda, tudo diferente da Somália, mas não são reconhecidos por nenhum outro país. Quando fui, fiquei muito surpreso, era praticamente um universo paralelo”, conta ele, que depois disso visitou a Palestina e o Saara Ocidental e, em outra viagem, passou pelos demais países da lista. “Isso mexeu muito comigo, toda essa questão de como a falta de reconhecimento reflete no dia a dia das pessoas”, completa.

Guilherme Canever em frente a um ministério em Nagorno-Karabakh (Foto: Guilherme Canever/Arquivo Pessoal)

Guilherme Canever em frente a um ministério em Nagorno-Karabakh (Foto: Guilherme Canever/Arquivo Pessoal)

 

O livro traz informações sobre a posição do governo brasileiro em relação a cada país, orientações sobre vistos de entrada, contextualização histórica e dicas de lugares e atrativos turísticos que podem ser visitados. No final, há alguns capítulos dedicados a regiões autônomas que já foram independentes ou gostariam de tornar-se, como Tibete, Caxemira e Curdistão.

Canever conta que foi difícil se informar com antecedência sobre atrações, transporte e hospedagem. “Mesmo em guias de viagem, as informações não são atualizadas. Em muitos casos não consegui hotel pela internet, então fui sem reservar nada. Só de encontrar hospedagem era uma aventura. Às vezes só tinha uma placa em alfabeto cirílico”, lembra.

Para obter algumas diretrizes, o brasileiro foi atrás de dicas em fóruns de viajantes e com moradores desses países que ele contactou pelo site Couchsurfing.

Praias desertas e sítios arqueológicos

Memorial de guerra e pinturas ruprestres na Somalilândia (Foto: Guilherme Canever/Arquivo Pessoal)

Memorial de guerra e pinturas ruprestres na Somalilândia (Foto: Guilherme Canever/Arquivo Pessoal)

 

Com exceção de alguns casos, como Palestina e Kosovo, Canever não encontrou muitos outros turistas em sua jornada. Por isso mesmo, a presença de um brasileiro chamava a atenção. “As pessoas perguntavam: por que você escolheu vir para cá? Elas se surpreendiam, mas ficavam muito contentes e queriam mostrar o melhor do seu país. Essas divisões todas acabam gerando um grande nacionalismo, então eles querem mostrar que o lugar deles é bonito, querem ser hospitaleiros”, diz.

O livro é um guia de viagem (Foto: Divulgação/Pulp)

O livro é um guia de viagem
(Foto: Divulgação/Pulp)

Em seus passeios, ele acabou encontrando lugares surpreendentes – caso das pinturas rupestres de Laas Geel, na Somalilândia. “É um lugar incrível, com cavernas no meio do deserto. Se ficasse em qualquer outro país, estaria cheio de turistas, mas só estávamos nós”, afirma.

O brasileiro destaca também as praias desertas e os sítios arqueológicos do Chipre do Norte, os monastérios no meio das montanhas da Abecásia (que se declarou independente da Geórgia) e de Nagorno-Karabakh (uma república autônoma dentro do Azerbaijão), a arquitetura dos edifícios no Kosovo e os cânions da Palestina, além das conhecidas atrações históricas de lá.

As políticas de entrada para brasileiros diferem entre os países visitados por Canever. Em alguns deles, como na Transnístria (que tem seu território dentro da Moldávia) e em Kosovo, basta carimbar o passaporte na entrada. Outros, como a Somalilândia ou na Ossétia do Sul (também separada da Geórgia), exigem visto ou carta de autorização prévia.

O grau de segurança nesses lugares também varia. “Existem regiões completamente seguras. A capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, é toda florida, tem Wi-Fi gratuito nas praças. Já a Ossétia do Sul é o país mais tenso dessa lista. Mas, em todos eles, basta saber onde você está pisando. Todo mundo sabe onde ficam os lugares perigosos, é só não ir lá”, afirma.

No geral, Canever gostou da experiência e recomenda a viagem: “Dificilmente alguém vai sair do Brasil só para ir até esses países. Mas, para quem está viajando na região, vale a pena conhecer”.

Professora afegã de meninas refugiadas ganha prêmio Nansen da ONU

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Publicado em UOL

A professora e refugiada afegã Aqeela Asifi foi a premiada de 2015 com a distinção Nansen para os refugiados concedida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Asifi dedicou sua vida a dar acesso à educação às meninas refugiadas no Paquistão.

Com 49 anos, esta professora foi recompensada por sua entrega corajosa e incansável pela educação das meninas afegãs refugiadas em Kot Chandna, em Mianwali (Paquistão), declarou o Acnur nesta terça-feira.

Apesar de contar com recursos muito limitados e de enfrentar obstáculos culturais importantes, Aqeela Asifi acompanhou mil meninas refugiadas em seus estudos primários.

Com mais de 2,6 milhões de afegãos vivendo no exílio, dos quais mais da metade são crianças, no Afeganistão ocorreu a crise de refugiados mais importante e mais antiga do mundo, lembra o Acnur.

O organismo calcula que, no mundo, apenas uma criança refugiada em cada duas pode ir à escola primária, e apenas uma em cada quatro vai à escola secundária. Para os refugiados afegãos no Paquistão, os números são ainda mais baixos, já que cerca de 80% dos menores não estão escolarizados.

“O acesso a uma educação segura e de qualidade ajuda as crianças a se converterem em adultos que encontrarão emprego, criarão empresas e contribuirão para fazer sua comunidade avançar; isto os torna menos vulneráveis à exploração e aos maus tratos”, afirmou o Alto Comissário, António Guterres.

“Pessoas como Aqeela Asifi entendem que as crianças refugiadas hoje determinarão o futuro de seu país, assim como o futuro do mundo”, ressaltou.

Unesco: 34 milhões de crianças não vão à escola em países com conflitos

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Publicado em UOL

Trinta e quatro milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola em países afetados por conflitos, mostra hoje (29) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), adiantando que são necessários 2,3 milhões de dólares (2 milhões de euros) para educação. Os dados integram um novo texto, divulgado hoje do relatório de acompanhamento da iniciativa Educação para Todos (EPT) da UNESCO.

O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.

O novo texto indica que “as crianças em países afetados por conflitos têm mais probabilidades de estarem fora da escola que as dos países não afetados,” enquanto para os adolescentes a probabilidade é dois terços maior.

A organização das Nações Unidas refere que uma das “principais razões” para o problema “é a falta de financiamento”. “Em 2014, a educação recebeu apenas 2% de ajuda humanitária.”

Os 2,3 milhões de dólares que a UNESCO considera necessários para fazer regressar à escola as 34 milhões de crianças e adolescentes nos países em conflito correspondem a dez vezes o valor da ajuda disponibilizada para a educação atualmente.

A agência da ONU explica que “mais de metade da ajuda humanitária disponível para educação foi atribuída a apenas 15 dos 342 pedidos feitos entre 2000 e 2014”.

Em 2013, foram identificados nos países em conflitos necessidades de apoio na área de educação as 21 milhões de pessoas. No entanto, apenas 8 milhões foram incluídas nos apelos e destes só 3 milhões receberam ajuda.

“Voltar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises”, acrescenta a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, citada no comunicado.

Cerca de 58 milhões de menores estão fora da escola em todo o mundo e 100 milhões não conseguem completar o ensino primário.

GPS para cegos criado por estudante de PE vence concurso mundial da ONU

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Publicado em Folha de S.Paulo

Os óculos inteligentes criados pelo pernambucano Marcos Antônio da Penha, 27, foram os vencedores do WSYA 2014 (World Summit Youth Awards), na noite desta quarta-feira (17). Com a finalidade de auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomoverem, o dispositivo competia com mais 18 projetos em seis categorias.

O estudante de ciências da computação conta como foi receber o resultado. “Eu fiquei feliz demais. Não conseguia parar de gritar.” Para o presidente do WSA (World Summit Award), Peter Bruck, o projeto do brasileiro “é realmente um salto em inovação tecnológica”.

ÓCULOS INTELIGENTES

Chamado de PAW (Project Annuit Walk), o protótipo desenvolvido pelo grupo de pesquisas WearIt, do qual Marcos participa, localiza objetos num ângulo de 120º e calcula o melhor trajeto. Além disso, é possível mapear os pontos mais críticos de uma cidade, onde exista mais obstáculos.

O grupo trabalha na criação de tecnologias “vestíveis”, acopladas ao próprio corpo, para resolver problemas simples do cotidiano. Dentro desse ramo, os pesquisadores viram na tecnologia assistiva, voltada para um público com algum tipo de deficiência, um nicho de mercado.

Entre os concorrentes dos óculos inteligentes estavam uma iniciativa guatemalteca para reduzir a gravidez na adolescência, um aplicativo indiano de caronas e um documentário dinamarquês sobre a vida nas favelas.

Abaixo, leia a entrevista completa com Peter Bruck, presidente da WSA.

Folha – Como você avalia o projeto vencedor?
Peter Bruck – Eu acho que ele combinou duas coisas de uma maneira muito particular, é realmente um salto em inovação tecnológica. Ele combinou computação com tecnologia de apoio a pessoas com deficiência num modelo de negócio social.

O que qualifica os 18 projetos finalistas?
Eu acho que os finalistas apresentam um uso criativo da tecnologia e são muito bons em adaptar essas tecnologias às necessidades de suas comunidades. Por exemplo, para algumas situações, é melhor ter um serviço de mensagens de texto que uma internet de alta velocidade. Já em outras, é preciso um vídeo interativo para contar uma boa história ou um banco de dados potente. O que se encontra aqui é uma verdadeira combinação entre habilidades tecnológicas, criatividade no design, compreensão da importância do conteúdo e um empreendedorismo que prioriza o impacto social ao invés do lucro rápido.

Em que o WSYA 2015 se diferencia das edições anteriores?
Este evento foi único por causa da forte interligação que se tem com os jovens usando tecnologia aqui em São Paulo. Nós tivemos dois parceiros muito fortes localmente e muito ativos também. O Engajamundo é muito comprometido e entende a importância global da iniciativa da ONU na sociedade da informação e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a ProjectHub é uma empresa nova que realmente incentiva a criatividade digital.

O que a edição de hoje traz de diferente da primeira, em 2005, especificamente?
Todos os aplicativos hoje são para o celular, integraram, de uma maneira ou de outra, um componente de rede social e são tecnologicamente mais maduros. Antes não havia essa maturidade. A outra coisa que eu preciso dizer é, se observar as pessoas que vem da Indonésia, do Irã, da Índia ou da Armênia, todos eles compartilham uma percepção global de apoderamento através da tecnologia. As pessoas aqui estão unidas no espírito de que eles podem usar tecnologia para tomar iniciativa nos problemas sociais.

Qual é o objetivo do prêmio?
O que nós descobrimos aqui, e isto também é algo único, é que, ao procurar a usabilidade social, as pessoas são mais criativas do que se estivessem atrás de sucesso financeiro. E isso é muito importante porque, no longo prazo, é muito mais importante para a sociedade ter pessoas que são visionárias no que diz respeito ao uso criativo do que pessoas se limitam a tecnologias de sucesso no mercado.

O que você achou do Brasil?
O que eu acho incrível, e é completamente diferente de dez anos atrás, é como os jovens são cosmopolitas, falam bem inglês e têm um pensamento progressista, muito mais que gerações passadas.

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