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Posts tagged ONU

Jovem que sobreviveu ao Talebã leva luta por educação à ONU

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No dia em que completou 16 anos, a paquistanesa Malala Yousafzai discursou diante de uma plateia de líderes e de jovens de todo o mundo na ONU.

Publicado por BBC

“Estar entre pessoas tão honradas é um grande momento em minha vida”, disse, no evento que foi batizado “Dia de Malala”.

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Inspiradas pela jovem que sobreviveu a um atentado no Talebã, meninas no norte do Paquistão têm voltado a frequentar escolas no país.

Professores locais dizem que durante o primeiro mês depois do ataque a Malala ─ que levou um tiro no rosto dentro de um ônibus escolar em 2012 ─ muitas famílias mantiveram suas filhas dentro de casa.

Depois do atentado, Malala foi levada para a Grã-Bretanha para receber tratamento médico. Hoje, ela e sua família vivem em Birmingham, na Inglaterra.

Mas desde então, as matrículas voltaram a crescer, inspiradas pela recuperação da jovem e por seu ativismo pela educação.

O Paquistão, no entanto, ainda é um dos países com o número mais baixo de alfabetização e matrícula de meninas, segundo organizações de ajuda humanitária. Em todo o mundo, um quarto de jovens mulheres não completaram a escola primária.

Durante seu discurso, Malala pediu que políticos ajam para garantir que todas as crianças exerçam o direito de ir à escola.

Ela disse ainda que os extremistas temem os livros e temem também as mulheres. Livros e canetas, segundo a jovem, são as armas mais poderosas contra o terrorismo.

“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, afirmou.

Projeto com satélite leva alunos de escola municipal brasileira a EUA e Japão

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Estudantes da Escola Municipal Tancredo Almeida Neves, de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, estão de malas prontas.

Daniela Gross, na BBC

Nesta quarta-feira eles embarcam para o Japão para participar do Simpósio Internacional de Ciência e Tecnologia Espacial, patrocinado pela Agência Espacial Japonesa.

Há dois anos, depois de ver um artigo em uma revista de ciências dizendo que era possível construir um satélite e mandá-lo para o espaço com cerca de R$ 14 mil, o professor de matemática Candido Osvaldo de Moura decidiu iniciar um projeto de construção de satélite com os alunos do 6º ano.

Assim nasceu o projeto UbatubaSat, que transformou os estudantes brasileiros, de acordo com a empresa que vendeu o satélite, nas pessoas mais jovens do mundo a terem se envolvido em um projeto espacial.

Ciência virou horizonte de crianças em uma cidade dominada pelo turismo e a pesca

Ciência virou horizonte de crianças em uma cidade dominada pelo turismo e a pesca

O objetivo era despertar nos estudantes o interesse pelas áreas de tecnologia e ciências, e ajudar a suprir a carência de profissionais nessas áreas no Brasil.

Nasa

Além de já ter conquistado vários estudantes que agora decidiram seguir carreira em áreas de engenharia, o projeto já levou os alunos para conhecer os Estados Unidos, onde visitaram a Nasa (agência espacial americana), e agora, ao próximo destino – o Japão. Eles escreveram um artigo sobre a influência do projeto em jovens de Ubatuba, e o material foi aceito pelo simpósio.

Com a ajuda dos governos municipal e federal e as passagens compradas pela Unesco (braço da ONU para a educação), 12 estudantes e quatro professores representarão o Brasil no congresso espacial do Japão.

Para o prefeito de Ubatuba, Mauricio Maromizato, o projeto ajuda a disseminar a cultura na tecnologia em um região muito marcada apenas por atividades turísticas e pesqueiras, onde “a juventude nunca teve outros horizontes.”

Como parte de projeto, alunos e professores receberam treinamento no Instituto Espacial de Pesquisa Espacial (Inpe). De acordo com Antonio Ferreira de Brito, técnico eletrônico de desenvolvimento de hardware, “esta foi a primeira vez que o instituto forneceu treinamento para crianças desta idade”.

Brasileiros são descritos como os mais jovens a participar de um programa espacial

Brasileiros são descritos como os mais jovens a participar de um programa espacial

O lançamento do satélite está atrasado, mas o professor Candido diz que a escola municipal não vai desistir e está à procura de verbas para fazer o lançamento através de um outro foguete espacial comercial.

Quando o satélite entrar em órbita, ele enviará uma mensagem em português, inglês e espanhol, a qual será escolhida em uma competição na escola.

Independente do lançamento, para Candido Moura o projeto “já é um sucesso”. Agora, a ideia é expandir a proposta, e novos pequenos cientistas já começam a serem treinados.

Brasileiros reúnem doações para construir escola de bambu na Libéria; projeto custa R$ 200 mil

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O projeto “Escola de Bambu”, estimado em R$ 200 mil, pretende construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas. Para isso, um grupo de brasileiros busca doações

Mariana Monzani, no UOL

O objetivo é ousado: construir uma escola de bambu com doações públicas para atender 300 crianças na Libéria, país devastado pela guerra civil. A meta foi estabelecida por um grupo de mais de 30 brasileiros que se interessaram pelo projeto tocado pelo liberiano Sabato Neufville, que mantém uma escola gratuita no país.

No sistema educacional liberiano, mesmo as escolas públicas são pagas. Um semestre de ensino custa de U$ 50 a U$ 200, o que torna inviável a educação de crianças pobres.

Como prestador de serviços da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) na Libéria, Neufville, 34, recebe por mês US$ 800. Parte do seu salário é destinada a 16 professores que dão aulas em uma escola com ensino gratuito na comunidade de Fendell.

A história foi descoberta pelo jornalista Vinícius Zanotti, 27, durante uma viagem pelo oeste da África. De volta ao Brasil, Vinícius reuniu um grupo de brasileiros para tocar o projeto, “os bambuzeiros”.

São arquitetos, designers, médicos, farmacêuticos, publicitários e advogados. Todos em busca de recursos para construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas.

Para isso, precisam de R$ 200 mil. Até o momento conseguiram R$ 45 mil através de doações para o site, que também traz a prestação de contas do projeto “Escola de Bambu”.

Libéria

“Muito mais que a construção da escola é a possibilidade de compartilhar a tecnologia. Na Libéria não existe rede de distribuição de energia e apenas 17% da população tem banheiros. Por isso, avaliamos que esta transferência será uma semente para um futuro mais próspero ao país”, diz Zanotti.

A “terra da liberdade”, como é conhecido o país, ocupa a 6ª pior posição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mundial. Ali poucas pessoas têm acesso à energia elétrica, provida por geradores abastecidos por gasolina.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no período de 2005 a 2010, das crianças liberianas com idade escolar primária, apenas 32% dos meninos e 28% das meninas frequentavam a escola. Na educação secundária, o índice é ainda pior: apenas 14% das crianças nesta idade escolar tinham acesso à educação.

Escola de Bambu

O projeto da escola, feito por André Dal’bó, arquiteto, prevê o uso de técnicas construtivas já utilizadas no cotidiano dos liberianos de Fendell, a partir do uso do bambu e da terra, materiais de fácil acesso na região, baixo custo e renováveis.

“O uso do bambu como elemento estrutural se justifica pelo seu grande potencial construtivo, baixo impacto na natureza e disponibilidade de manejo local livre de custos”, afirma Dal’bó.

O projeto está na fase de captação de recursos e após alcançar o financiamento necessário, a escola será construída. “Vamos em janeiro com o que temos arrecadado. Se não for possível construir o mesmo prédio, poderemos mudar o desenho. Além de reduzir a segurança e conforto de nossa equipe. Tudo será resolvido por lá, quando chegarmos”, explica o jornalista.

ONU critica Portugal por ensino ‘inexato’ do passado

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Imagem Google


Jamil Chade, no Estadão.com

Alunos portugueses estariam aprendendo uma versão “inexata” sobre o passado colonial do país. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que adverte que o governo de Portugal não estaria explicando suficientemente nas salas de aula o papel positivo que as colônias tiveram na história do país.

A ONU aponta que, sem uma valorização da herança colonial, Portugal terá sérios problemas para combater o racismo, fenômeno que a organização afirma estar em plena expansão no país. Lisboa rejeita a crítica, apontando que Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade fazem parte dos autores obrigatórios nas escolas portuguesas (mais informações nesta página).

Um grupo de trabalho da ONU destinado a avaliar a questão racial no mundo dedicou parte do trabalho para analisar a situação em Portugal. O documento oficial produzido pelos especialistas será alvo de um debate, em Genebra, na quinta-feira, e já reabre velhas feridas sobre o passado colonial português.

O ensino da colonização seria a ponta de um iceberg. Segundo a ONU, “os negros no país europeu são marginalizados e excluídos socialmente e Lisboa precisa adotar uma estratégia de multiculturalismo”. Esse grupo, também o mais pobre na sociedade, é discriminado na administração pública, no sistema de Justiça e na busca por trabalho.

Racismo. Em uma versão preliminar do documento, obtido pelo Estado, a constatação dos especialistas da ONU é que o racismo ganha força em Portugal, em plena crise econômica. Também afirmam que os negros estão hoje entre as populações que mais sofrem com a pobreza no país.

Um dos pontos destacados é o tratamento da questão racial nas escolas. Há 500 anos, Portugal foi o pioneiro nas descobertas de novas terras, liderando um processo de colonização seguido pelos europeus por mais de 400 anos. Com o desembarque de navegadores portugueses e o desenvolvimento de cidades vieram também a escravidão, o extrativismo e a imposição da cultura europeia.

Segundo a ONU, o problema é que hoje os “textos escolares e os currículos não refletem a contribuição para Portugal de suas ex-colônias nem promove o orgulho de crianças de descendência africana em sua herança”.

“Comunidades de afrodescendentes não estão envolvidas na elaboração dos currículos escolares e existem poucos professores de descendência africana”, alertou. “O resultado é uma versão inexata do passado colonial de Portugal sendo ensinado nas salas, acompanhado por uma ideia de que o racismo não é um problema particularmente relevante em Portugal hoje.”

Para a ONU, a questão escolar é pilar de uma ação que deve ser tomada por Portugal contra o racismo. Entre as recomendações estão que o governo “desenvolva currículos escolares, textos e programas que reflitam a rica herança e contribuição positiva que as pessoas de descendência africana tiveram em Portugal e incluam uma versão exata do passado colonial nas salas”.

dica da Karol Coelho

Nelson Mandela

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Hoje, o Nobel da Paz Nelson Mandela completa 94 anos!

Em sua homenagem, a ONU instituiu o dia 18 de julho como O Dia Internacional Nelson Mandela – Pela liberdade, justiça e democracia.

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