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Como guardar de forma prática os trabalhos escolares das crianças

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Publicado no Catraquinha

Chega o final do ano e as crianças vão trazendo para a casa toda a produção que elas fizeram durante o ano na escola. O que fazer com tantos trabalhos? A Patricia Camargo, do Tempojunto, disse que passa por dois sentimentos:”Primeiro de orgulho por todos os progressos, pelas coisas lindas e por ver como eles se empenharam durante o ano. Mas em seguida vem o “ai! Que vou fazer com tudo isso?

Bom, nos anos anteriores, eu escrevi aqui sobre este assunto e contei que em casa fazemos uma exposição de arte, pela casa mesmo, que dura o período de 15 de dezembro até 6 de janeiro (Dia de Reis), mais ou menos. Escolhemos esta época porque é quando recebemos mais gente em casa para as comemorações de fim de ano – família e amigos – e as crianças amam mostrar a todos suas obras de arte.

Para ajudar as famílias a guardar de forma prática os trabalhos escolares o Tempojunto sugere coisas saídas que facilitam a vida. Confira!

Antes de tudo, a primeira coisa é estabelecer com as crianças um critério de seleção das peças que serão guardadas e aquelas que serão dispensadas. Por exemplo, dois trabalhos escritos; duas pinturas seguindo uma técnica ou inspirados em um artista; duas artes com o mesmo material; dois desenhos; dois jogos e por aí vai.

Exposição em casa

Créditos: Tempojunto Exposição temporária na sala de casa.

Créditos: Tempojunto
Exposição temporária na sala de casa.

 

Transformar os trabalhos em livros

Se os trabalhos das crianças forem em sua maioria feitos em papel A4, que tal montar um livro com um rolo de papel craft como base? O papel faz um contraste legal e realça a arte das crianças. Você pode pegar uma faixa larga, dobrar em formato sanfona. Um grampo ou furos amarrados com barbante em um dos cantos da dobra sanfonada. Nem precisa cortar a outra lateral. Pode deixar sanfonada mesmo, que o efeito fica bem legal. Daí é só colar as peças, formando uma história, ou seguindo uma técnica de arte ou o que vocês preferirem.

Transformar os trabalhos em um livro.

Transformar os trabalhos em um livro.

 

Criar um scrapbook

Outra sugestão é levar as fotos e as explicações para uma gráfica rápida e criar um livro scrapbook. . Fica um livro bem original, fácil de guardar e no futuro, os filhos crescidos poderão mostrar aos filhos dos filhos deles.

Créditos: Tempojunto Scrapbook

Créditos: Tempojunto
Scrapbook

 

Preservar o original

Se a sua vontade é guardar com carinho os originais que seus filhos fizeram, há outras dicas. A primeira é a clássica pasta arquivo com aqueles envelopes de plástico. Existem modelos para todos os gostos e de todos os preços. Prefira os modelos com fechamento tipo Romeu-Julieta ou fechamento com parafuso plástico.

Preservar os trabalhos originais.

Preservar os trabalhos originais.

5 originais que serão recusados por editoras

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Augusto Assis, no Cabine Literária

Uma editora provavelmente vai levar meses para conseguir avaliar o original que você mandou. Se já é complicado competir com outros tantos originais que eles recebem diariamente, você não vai querer cometer uma besteira que te desclassifiqueantes de ser lido, não é?

Imagem: Photl.com

Imagem: Photl.com

Pensando nisso, trouxe hoje alguns tipos de originais — e de autores —, que não muito bem vistos pelas casas editoriais. Gostaria de agradecer ao Walter Tierno (editor da Giz Editorial) que me contou um pouco sobre a arte de avaliar originais.

O intrigante
Quem manda esse tipo de original quer deixar o editor com um gostinho de quero mais. O problema é que não deixa. Tem olhos de ressaca e é todo trabalhado no mistério. Esse autor quer causar angústia ao editor, quer que ele sofra pedindo por mais e que ele vá até sua casa (nada de e-mail) e implore pelo final da história.

Bem, agora falando sério:seria uma perda de tempo para o autor e para o profissional que leria o original mandar um texto incompleto achando que vai abalar. Frases como “O resto é surpresa” não são nada recomendáveis. Ninguém vai te procurar desse jeito.

O pavão
Ele não precisa de editora nem de marketing nem de qualquer coisa que não ele próprio. Os grandes nomes da literatura já podem abrir um espaço para a sua genialidade. Vem aí o queridinho da critica, o amadopelo povão, o consagrado pelos acadêmicos: o anônimo!

O anônimo é um talento a ser descoberto, e ele sabe disso. Por isso, sua obra (não diga original: é quase ofensivo) chegará às mãos do editor com uma frase de apresentação do tipo: “Esta é a melhor obra que você já recebeu e será o novo grande sucesso da literatura mundial”. Pois é, então. Não tenho tanta certeza que seu possível editor vai te dar sequer uma chance de convencê-lo.

O inovador
Quem disse que precisa seguir as regras da língua? Balela! Você é escritor e usa as palavras do jeito que você bem entender. Assim chega o inovador, não se importando com a gramática, que é para a ralé.

Calma, você não precisa dominar tudo.Não é como se um pequeno deslize fosse comprometer sua carreira, seu futuro e suas futuras gerações, mas cuidado faz bem. Dê uma revisada, peça para alguém (um professor ou outro que domine bem a língua) dar uma corrigida. Erros de português não são imperdoáveis, mas “agente tamos” é sacanagem.

O atirador
“É editora? Então toma um original!” Não é assim que funciona. Faça uma filtragem de editoras que publicam o gênero da sua história. Não adianta mandar um romance água-com-açúcar para uma editora que só publica literatura fantástica. Editora nenhuma vai abrir uma exceção pra você, só porque você quer. Enviar uma história que não segue a linha editorial da casa é pedir pra nem ser lido.

E uma vez escolhida a editora, tente resistir à tentação de enviar para outras antes de receber uma resposta. Editoras conversam entre si e trocam informações. Você não quer ser aquele autor que atirou para todos os lados e ficou com fama de desesperado.

O rebelde
Essa é bem básica, mas é sempre bom prestar atenção. Se a editora que você vai tentar pede tudo em Arial tamanho 11, não mande em Georgia tamanho 12. Obedeça às normas de espaçamento, margem e o que mais a editora pedir.

Lembre-se de é você quem está submetendo o original para a avaliação. Às vezes, você nem prestou atenção ao fato de que deveria seguir um padrão.Simplesmente mandou. Agora que eu já avisei, não tem mais desculpa: sempre confira antes de mandar. Geralmente as editoras têm isso no próprio site.

O espertalhão
Entregar um original para autor da casa na esperança de que o cara leve até as mãos do editor e dê aquela forcinha é no mínimo deselegante. É pedir não só pra não ser lido, mas para ficar queimado no meio. Você não quer ser esse cara ou essa garota,acredite. Não, não falo por experiência própria.

Outra característica do espertalhão é ter a síndrome de PC Siqueira. O que seria isso? Ele arranja vários seguidores para suas redes sociais. Comprados (sim, tem gente que faz isso!), ou vários perfis que ele próprio criou para seguir a si mesmo e outros tipos de trapaça,só para parecer mais “popular”.

Gente, quando uma pessoa é popular (nível PC Siqueira, daí o nome), a gente sabe. Todo mundo conhece ou ouviu falar. Não adianta chegar falando que você é o famoso Rodela, sendo que ninguém conhece o famoso Rodela.

O penetra
Esse é o autor vai aos eventos só pra tentar entregar aquele original para um editor. Claro, ninguém pediu nada, mas ele entrega mesmo assim, porque ele é o chato. Gente, isso é feio. Completamente fora de hora, completamente contraproducente. Não tente isso. Começar a falar descontroladamente sobre o livro, sem que o editor tenha dito: “Me fale sobre o seu livro”, é encrenca.É a mais pura tradução daquele meme (que eu adoro): não li e nem lerei.

E aí, anotou tudo? Pronto para não fazer besteira? Então tudo certo. Faça suas escolhas sabiamente e boa sorte!

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