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Panfleto oficial do Ministério da Agricultura entregue na alfândega tem erro de português

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Mensagem em panfleto trocou o verbo "traz" pela preposição "trás" e ficou sem sentido Foto: Divulgação

Mensagem em panfleto trocou o verbo “traz” pela preposição “trás” e ficou sem sentido Foto: Divulgação

Breno Boechat, no Extra

Um panfleto entregue pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na alfândega de aeroportos brasileiros contém um erro de português no texto. No informe, a mensagem alertando turistas e viajantes que desembarcam sobre os produtos cuja entrada é proibida no país apresenta, em vez de “traz”, do verbo “trazer”, a preposição “trás”, que tem significado totalmente diferente do desejado. “Cuidado com o que você trás para nosso país”, diz a mensagem. A gafe chamou atenção da professora Valéria Freitas de Figueiredo, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, que recebeu o documento do filho, que voltava da Europa, na última segunda-feira, quando recebeu o aviso.

— Meu filho estava voltando de viagem e foi parado na alfândega porque estava trazendo patê de foie gras, sem saber que não era permitido. Foi quando entregaram pra ele esse aviso, com um erro crasso de português. É um erro que depõe contra o próprio país, já que é um documento oficial entregue na porta de entrada do país, onde chegam todas as pessoas que vêm de avião — comenta Valéria, que chegou a tentar contato com autoridades responsáveis, mas não teve sucesso.

O EXTRA entrou em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para esclarecer a situação. A assessoria de imprensa do órgão federal, no entanto, não soube informar a procedência do informe e disse apenas que iria contactar o departamento de marketing. Até a publicação dessa reportagem, o ministério não se posicionou sobre o caso.

Os 5 erros de português mais cometidos em concursos públicos

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Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo – Dominar gramática, interpretação de textos e redação é fundamental para se garantir em qualquer concurso público.

Por isso, a prova de português não deve ser subestimada por quem acha que já domina a língua, segundo Pollyana Dieine, especialista em concursos e professora do Universo do Concurso. “É um estudo que demanda tempo, atenção e disposição”, alerta.

Além de pressupor que já conhece a matéria, o concurseiro pode pecar pela pressa, de acordo com Verônica Ferreira, professora de Língua Portuguesa do site Questões de Concursos. “É comum que o candidato leia os textos apenas uma vez, e parta para a resposta achando que já entendeu tudo”, afirma.

Veja a seguir alguns dos problemas mais enfrentados por concurseiros em provas de português, segundo a professora Verônica, e como impedir que eles comprometam o seu sucesso:

1) Interpretação de enunciados e textos
“O candidato muitas vezes tem o péssimo hábito de não ler o texto, ou de só achar que leu”, afirma. Segundo Verônica, muita gente não tem paciência para absorver os textos, ou fica tão preocupado com o tempo que perde a concentração na leitura.

Dica da professora: No caso de um enunciado, marque os verbos de comando – aqueles que distinguem a ação esperada do candidato, tais como “justifique”, “indique”, “comente”. Também vale reler com calma o que está proposto para garantir que você compreendeu bem. O mesmo vale para textos que você precisa analisar.

2) Uso da crase
Tema que confunde muita gente, a fusão do artigo feminino “a” com a preposição “a” tem regras específicas de emprego.

Dica da professora: Você está seguro de que não tem dúvidas sobre o uso da crase? Verônica aconselha uma revisão sobre o tema, com atenção especial para os casos optativos, isto é, aqueles em que a crase pode ou não ser usada.

3) Ortografia
Dependendo da banca, deslizes de ortografia podem eliminar um candidato. “É um erro clássico, que revela um candidato que não lê ou que não se preocupa com o que lê”, diz Verônica.

Dica da professora: Cultivar o hábito de ler jornais, revistas, livros e sites ajuda a diminuir os erros. Isso vale também para melhorar a redação.

4) Emprego de pronomes
Tema recorrente em provas, questões sobre pronomes frequentemente aparecem como “pegadinhas”. O concurseiro precisa tomar cuidado para não confundir as regras sobre colocação de pronomes oblíquos átonos, como “me”, “te”, “se”, “lhe”, “o” e “a”.

Dica da professora: Na língua falada, frequentemente ouvimos e falamos frases como “Me entregaram uma carta” ou “Você viu ela?”, que são incorretas segundo a norma culta. Para não se confundir na hora de escrever, é bom voltar aos livros e estudar com atenção as diferenças no uso de cada pronome.

5) Onde x aonde
Mais uma vez, a influência do português falado pode atrapalhar o concurseiro. Apesar de muita gente empregar “onde” e “aonde” indistintamente na língua oral, o mesmo não vale para a escrita, o que gera muitos erros em provas.

Dica da professora: “Onde” é empregado para ideia de algo fixo, que não tem movimento, como em “Onde você mora?”. Já “aonde” acompanha verbos que dão ideia de movimento, de mudança, como em “Aonde você foi?”. Para não fazer feio, o concurseiro precisa memorizar essa distinção básica, segundo Verônica.

O currículo de 2014

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Para 46% dos gestores, dois erros de digitação já podem eliminar candidato

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Maíra Amorim, em O Globo

Em seu livro “Socialnomics”, de 2012, o consultor americano Erik Qualman prevê que, por volta de 2022, o currículo de papel estará morto. Mas, enquanto isso não acontece, o documento continua sendo a principal ferramenta utilizada para se conseguir um novo emprego, embora cada vez mais complementado por informações de redes sociais, especialmente as incluídas no LinkedIn.

E, por mais que alguns profissionais apostem na renovação do formato, elaborando currículos criativos e cheios de design, a grande maioria usa mesmo o bom e velho Word. O que não representa qualquer problema, dizem especialistas, desde que alguns aspectos sejam observados.

— O currículo é a primeira apresentação e tem que ter conteúdos básicos, que permitam ao recrutador saber se o candidato atende aos requisitos da vaga — afirma Jacqueline Resch, sócia e diretora da Resch RH, para quem erros de gramática e ortografia são imperdoáveis em um currículo.

Segundo pesquisa feita recentemente nos EUA pela consultoria Robert Half, entretanto, a tolerância dos gestores e recrutadores americanos em relação à quantidade de erros de digitação nos currículos varia. Para 46% dos entrevistados, dois erros bastam para que o candidato seja desconsiderado com base no currículo, enquanto 27% toleram até três erros e 17% só relevam um.

O curioso é que o resultado mostra que os gestores estão mais tolerantes que há cinco anos. Levantamento de 2009 revelava que um erro era o bastante para que um currículo fosse desconsiderado por 40% dos entrevistados. Outros 36% apontaram dois erros e 14%, três. Para Sócrates Melo, diretor de operações da Robert Half, no Brasil, a exigência costuma ser maior.

— Acredito que somos menos tolerantes, mas a necessidade, de fato, gera tolerância. Erros podem existir, sim. Se for grave ou se o volume for grande, eles ganham relevância. Mas se for algo que ocorreu por falta de atenção, por exemplo, eu realmente não vejo tanto problema.

Veja o que destacar e o que não precisa ser incluído no documento:

EDUCAÇÃO:

SIM: É importante destacar os cursos de graduação, pós, mestrado ou doutorado que tenham sido realizados, mas sempre de forma objetiva, indicando o ano de conclusão e, apenas se for relevante, algumas disciplinas cursadas.

NÃO: Não é necessário listar todo o histórico educacional, desde o ensino fundamental. Também não é recomendado incluir cursos que não tenham sido concluídos ou aqueles que foram feitos há muito tempo.

EXPERIÊNCIA:

SIM: Essa parte conta muitos pontos, mas o profissional deve saber resumir bem suas atividades, para o recrutador entendê-las de cara. O currículo ideal não deve ter mais de duas páginas, então longas experiências correm risco de nem serem lidas.

NÃO: Listar todas as experiências profissionais só é pertinente para um recém-formado ou universitário. Se o candidato está em um nível mais sênior no mercado, não faz diferença se ele trabalhou em loja ou deu aula particular no início da carreira.

IDIOMAS:

SIM: A fluência em língua estrangeira deve ser destacada, pois é bastante valorizada. Mas, se o inglês está enferrujado, vale a pena ser honesto e colocar, por exemplo, o ano de conclusão do curso, para indicar possível necessidade de atualização, o que nem sempre será um problema.

NÃO: Indicar que tem “espanhol básico” ou “inglês intermediário” é um dos erros mais cometidos por candidatos. Se a fluência for realmente necessária para a vaga, isso será testado, e a informação do currículo, desmentida.

OBJETIVOS:

SIM: Quem opta por incluir o campo “Objetivos profissionais” no currículo precisa ser sucinto e específico: o candidato deve listar a área de atuação pretendida e explicitar os conhecimentos em poucas linhas e com clareza.

NÃO: “Profissional pró-ativo com objetivo de atuar na área de administração e colaborar com a empresa”. Para colocar um objetivo vago e genérico, que não diz muita coisa, é melhor suprimir essa parte do currículo.

NÃO ESQUECER: Nos contatos, e-mail e celular devem estar sempre visíveis. Não é necessário incluir dados como identidade e CPF. Hoje em dia, recomenda-se também colocar no currículo links para os perfis nas redes sociais ou para blogs ou sites pessoais. Mas isso só vale para o que estiver atualizado. Se o recrutador clicar e vir que o último tweet do candidato é de 2011, poderá desconsiderá-lo. O mesmo vale para o LinkedIn, que, além de atualizado, deve ter uma foto que indique profissionalismo.

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