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Os 10 livros mais vendidos da Flip 2018

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Hilda Hilst e Djamila Ribeiro estão no topo da lista de livros mais vendidos da Travessa, a livraria oficial

Maria Fernanda Rodrigues, na Folha de S.Paulo

Autora homenageada da 16.ª Festa Literária Internacional de Paraty, Hilda Hilst foi a best-seller na Livraria da Travessa, a loja oficial da Flip 2018.

Até as 16h45 deste domingo, último dia de festa, Júbilo, Memória e Noviciado da Paixão estava no topo da lista, com mais de 500 exemplares comercializados.

O livro de Hilda era seguido por O Que é o Lugar da Fala, de Djamila Ribeiro, e por O Sol na Cabeça, de Geovani Martins.

Entre os 10 best-sellers está Bráulio Bessa, que autografou no evento, mas não estava na programação oficial.

A Companhia das Letras domina a lista, com 5 títulos, os outros foram publicados por editoras variadas – uma delas, a independente Malê.

Veja a lista dos 10 livros mais vendidos da Flip
Júbilo, Memória e Noviciado da Paixão, de Hilda Hilst (Companhia das Letras)
O Que é o Lugar da Fala?, de Djamila Ribeiro (Letramento
O Sol na Cabeça, de Geovani Martins (Companhia das Letras)
Canção de Ninar, de Leila Slimani (Tusquets/Planeta)
Quem Tem Medo do Feminismo Negro?, de Djamila Ribeiro (Companhia das Letras)
De Amor Tenho Vivido – 50 Poemas, de Hilda Hilst (Companhia das Letras)
Poesia Que Transforma, de Bráulio Bessa (Sextante)
Era Uma Vez Uma Mulher Que Tentou Matar o Bebê ad Vizinha, de Liudmila Petruchévskaia (Companhia das Letras)
Memórias de Porco-espinho, de Alain Mabanckou (Malê)
Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo (Todavia)

Os 10 melhores livros de negócios em 2016

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Lista elaborada pela Fast Company traz títulos que se destacaram em liderança até novas práticas de trabalho

Publicado na Época Negócios

Se você busca novas maneiras de pensar sobre negócios, obter conselhos inspiradores para sua carreira ou somente analisar o cenário da economia, o ano de 2016 trouxe alguns livros preciosos. De temas como liderança determinada, inovação, startups até autoajuda, as obras discorrem sobre temas importantíssimos para quem quer se manter em dia com as tendências. A lista que elegeu os dez melhores livros de negócio é da revista Fast Company. Confira abaixo:

Grit – O Poder da Paixão e da Perseverança – Angela Duckworth

A carreira de Angela Duckworth como psicóloga e pesquisadora foi em grande parte baseada em torno de dois temas: determinação e autocontrole. Professora da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, Angela apontou em uma pesquisa que a determinação, ou “grit” em inglês, é um indicador de sucesso mais certeiro que o talento ou inteligência. É preciso ser determinado, ter garra, ela diz. A determinação é definida por ela como paixão e perseverança para perseguir objetivos de longo prazo. No seu livro Grit: The Power of Passion and Perseverance, que entrou na lista de best-sellers do New York Times, ela expõe argumentos e dicas preciosas sobre o poder da determinação.

Competing Against Luck: The Story of Innovation and Customer Choice – Clayton M. Christensen, Karen Dillon, David S. Duncan e Taddy Hall

Autor do best-seller “O Dilema da Inovação” e considerado o pai da teoria da “inovação disruptiva”, Clayton M. Christensen amplia em seu novo livro e revê as reflexões sobre como as empresas podem continuar inovando à medida que crescem. Ao lado de outros autores, Christensen defende que é preciso descobrir o que leva os consumidores a comprarem determinados produtos e, a partir dessa constatação, pensar em como é possível mantê-los sempre por perto – sem depender apenas do produto. Ou seja, para ele, as empresas não deveriam vender simplesmente benefícios – elas, em si, precisam ser o que atrai os consumidores. Christensen traz cases, como o da Amazon e Airbnb, para fazer suas análises e lançar um novo olhar sobre o mundo dos negócios.

Here’s the Plan: Your Practical, Tactical Guide to Advancing Your Career During Pregnancy and Parenthood – Allyson Downey

A despeito de vermos mais ambientes de trabalho como espaços amigáveis e até com clima familiar, as mulheres ainda enfrentam dificuldades quando ficam grávidas. Em seu livro, Allyson Downey combina conselhos práticos sobre como lidar melhor com os problemas decorrentes da intersecção do trabalho com a vida pessoal. “O resultado é um livro prático, honesto e que traz um bom guia para as mulheres – ou homens também – na hora em que decidem tornar-se mães e pais. “É uma obra rara que discute as preocupações inerentes a esse momento”, analisa a Fast Company.

Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World – Cal Newport

Cal Newport traz um olhar diferente sobre como se manter focado no trabalho em um “mundo distraído” – uma análise que envolve a demanda atual pelo profissional multitarefa. Para Newport, ser um “multitarefa” não é algo necessariamente positivo, mas uma forma de agir que nos deixa cognitivamente menos eficiente. O livro é uma espécie de guia que traz passo a passo para reforçar nosso ofoco e tornar o trabalho mais efetivo e, consequentemente, de melhor qualidade. É preciso estar complemente imerso naquilo que se está fazendo – ao invés de ficar “pulando” de uma tarefa para outra. O livro recebeu prêmios e indicações – best-seller de negócios pelo Wall Street Journal e melhor livro de negócios de 2016 pela Amazon.

Disrupted: My Year in the Startup Bubble – Dan Lyons

Em seu livro Disrupted: My Year in the Startup Bubble, Dan Lyons narra a experiência de passar um ano dentro de uma startup – algo completamente disruptivo para ele. Lyons trabalhou grande parte de sua vida em redações, mas foi despedido da Newsweek após completar 50 anos. Sem saber o que fazer, ele decidiu mudar sua carreira e foi trabalhar na companhia de vendas de software HubSpot, onde os funcionários tinham metade da idade dele. Best-seller do New York Times, o livro traz sua experiência pessoal, mas também reflexões sobre cultura corporativa e como reinventar uma carreira.

The Signals Are Talking: Why Today’s Fringe Is Tomorrow’s Mainstream – Amy Webb

A empreendedora Amy Webb ficou famosa após divulgar constatações de um estudo pouco usual que fez: como os sites de namoro funcionam na prática. Suas teorias, que partiram de uma decepção pessoal com esse tipo de site, fizeram sucesso por colocá-los como grandes bancos de dados. Ou seja: havia muitos insights que poderiam ser extraídos quando a análise feita fosse matemática – e não passional. O novo livro segue essa percepção, mas com outro foco: Amy Webb reflete sobre elementos antes periféricos e sem tanta importância, que tornaram-se altamente comuns e aceitáveis. Com tanta informação e acesso, é impossível prestar atenção em tudo. A partir disso, ela apresenta cases de sucesso, como a Nintendo, até de fracassos, como a BlackBerry, para mostrar como não devemos perder o foco e nos mantermos atentos a tendências e movimentos que surgem.


Whiplash: How to Survive Our Faster Future – Joi Ito e Jeff Howe

Diretor do MIT Media Lab, Joichi “Joi” Ito, une-se ao veterano editor da Wired Jeff Howe para analisar como as pessoas podem se adaptar melhor e sobreviver em um mundo que muda tão rapidamente e que é tão difícil de quantificar. Os autores defendem que a crença que os humanos têm em várias coisas e assuntos os impedem de estar mais abertos às novidades que surgem. O livro traz nove princípios para ajudar a estar mais disposto e pronto para aprender, adaptar e mudar.


A segunda era das máquinas – Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee

Imagine um mundo onde as máquinas nos liberem para conseguirmos trabalhar em projetos que amamos – sem nos preocuparmos com burocracias e rotinas que sugam nossa produtividade. Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee mostram que há um caminho que pode ser trilhado em nome disto em The Second Machine Age: Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies (A segunda era das máquinas). Os autores apresentam inovações em robótica, inteligência artiificial, entre outros. Não deixa de ser uma visão utópica, mas que já traz dicas sobre como a tecnologia pode revolucionar a maneira como trabalhamos – e mais rápido do que pensamos. O livro entrou para a lista dos best-sellers do New York Times, Washington Post e Wall Street Journal.


The New Alpha: Join the Rising Movement of Influencers and Changemakers Who Are Redefining Leadership – Danielle Harlan

Renegando os truques e imagem já desenvolvidos que livros de liderança costumam trazer, a fundadora do Center for Advancing Leadership and Human Potential apresenta uma visão mais autêntica sobre como desenvolver a liderança. Trata-se de um livro motivacional, com conselhos até holísticos e simples de seguir, como o de se exercitar mais. Mas o livro traz dicas consistentes com boa dose de autoajuda.


The Content Trap: A Strategist’s Guide to Digital Change – Bharat Anand

Se você acha que um livro sobre conteúdo serve apenas para fazer cochilar, pense bem. O professor da Harvard Business School, Bharat Anand, discute em seu livro The Content Trap: A Strategist’s Guide to Digital Change como criar conexões através de produção de um conteúdo. Uma estratégia que é muito melhor, segundo ele, do que ficar gastando tempo e recursos para criar o melhor conteúdo. Ele mostra histórias reais sobre como a era digital trouxe oportunidades novas para aqueles que querem aumentar conexões ou benefícios para seus negócios e marcas.

Os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempos

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publicado no Revista Bula

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos, independentemente de gêneros ou correntes literárias a que pertenceram. Mais de 170 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de cinco citações. São eles: “A Máquina do Mundo”, “Procura da Poesia”, “Áporo” e “Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade; “O Cão Sem Plumas”, “Tecendo a Manhã” e “Uma Faca Só Lâmina”, de João Cabral de Melo Neto; “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima; “O Inferno de Wall Street”, de Sousândrade; “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga; “Cobra Norato”, de Raul Bopp; “O Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles; “Vozes d’África”, de Castro Alves; “Vou-me Embora pra Pasárgada” e “O Cacto”, de Manuel Bandeira; “Poema Sujo” e “Uma Fotografia Aérea”, de Ferreira Gullar; “Via Láctea” e “De Volta do Baile”, de Olavo Bilac; “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias; “As Cismas do Destino” e “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos; “As Pombas”, de Raimundo Correia; “Soneto da Fidelidade”, de Vinícius de Moraes.

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Listas são sempre incompletas, idiossincráticas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que é base da maioria das listas —, é algo individual. De qualquer forma, os dez poemas selecionados, se não são unanimidades entre os participantes da enquete (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes de alguns dos momentos mais marcantes da história poesia brasileira. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados.

(mais…)

Os 10 melhores poemas de Mario Quintana

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Carlos Willian leite, na Revista Bula

Pedimos aos leitores, colaboradores, seguidores do Twitter e Facebook que apontassem os poemas mais significativos de Mario Quintana. Poeta, tradutor e jornalista, Mario Quintana estreou na literatura em 1940 com o livro “A Rua dos Cataventos”. O poeta também deixou um amplo trabalho de tradução, com destaque para as obras “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, e “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Mario Quintana concorreu por três vezes a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.

Apesar da idolatria no Rio Grande do Sul e de dividir o posto, ao lado de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu, de autores brasileiros mais citados na internet, Mario Quintana ainda não é considerado um poeta além-fronteiras.  De acordo com o crítico Antonio Carlos Secchin, “parece que apenas poetas cariocas e paulistas não precisam de gentílico. Difícil ler ‘o poeta carioca Vinícius de Morais’ ou ‘o paulista Oswald de Andrade’. Mas lemos a toda hora ‘o pernambucano João Cabral’. Infelizmente, apenas os do Rio e de São Paulo estão dispensados de exibir a carteira de identidade”.

A melhor definição para Mario Quintana, foi feita por ele mesmo, em 1984: “Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro — o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo — que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras”.

Abaixo a lista com os dez poemas selecionados baseada no número de citações obtidas. Os poemas selecionados foram publicados nos livros “Mario Quintana — Poesia completa”, editora Nova Aguilar. Mario Quintana morreu em 5 de maio de 1994.

A Rua dos Cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Do amoroso esquecimento

Eu agora — que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Segunda canção de muito longe

Havia um corredor que fazia cotovelo:
Um mistério encanando com outro mistério, no escuro…
Mas vamos fechar os olhos
E pensar numa outra cousa…

Vamos ouvir o ruído cantado, o ruído arrastado das correntes no algibe,
Puxando a água fresca e profunda.
Havia no arco do algibe trepadeiras trêmulas.
Nós nos debruçávamos à borda, gritando os nomes uns dos outros,
E lá dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de leões.

Nós éramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.
Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,
Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas…
Havia todos os ruídos, todas as vozes daqueles tempos…
As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,
O chiar das chaleiras…

Onde andará agora o pince-nez da tia Tula
Que ela não achava nunca?
A pobre não chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,
Que saía em folhetim no Correio do Povo!…
A última vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.
Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos não faziam ruído.
E ela nem se voltou para trás!

Emergência

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

Relógio

O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.

Tic-tac

Esse tic-tac dos relógios
é a máquina de costura do Tempo
a fabricar mortalhas.

Fotografia: Liane Neves

Os 10 mandamentos para passar na 2ª fase da OAB

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Segunda etapa do 12º Exame de Ordem está marcada para o dia 9 de fevereiro. Confira as dicas do professor João Aguirre para quem vai fazer a prova

Livros: códigos e afins não podem conter anotações. segundo o edital da prova da OAB / Getty Images

Livros: códigos e afins não podem conter anotações. segundo o edital da prova da OAB / Getty Images

Camila Pati, na Exame

São Paulo – O momento é de reforçar os estudos para quem passou na primeira fase do 12º Exame de Ordem. Marcada para o próximo dia 9 de fevereiro, a segunda etapa da prova da OAB traz aos candidatos quatro questões discursivas e uma peça profissional para fazer.

As questões serão na área que o candidato escolheu no ato da inscrição: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito empresarial, direito penal, direito do trabalho e direito tributário.

A peça vale cinco pontos e as quatro questões juntas também valem cinco pontos. Para passar, o candidato precisa fazer seis pontos.

Exame.com pediu ao professor João Aguirre, coordenador da série “Vade Mecum” (Editora Método) que desse algumas dicas aos bacharéis para a reta final de preparação e também para o dia da prova. Confira o que ele diz:

Na hora de estudar:

1 Além de estudar a peça, pratique a resolução das questões

“Muitos candidatos ficam tão preocupados com a peça e negligenciam o estudo das questões”, diz Aguirre. Para o especialista, além de estudar as peças, é preciso treinar a resolução de questões.

“Se o candidato zera nas questões ele não passa na prova, assim como se ele zerar na peça. Minha sugestão é que estude questões que já caíram pelo site da OAB. Lá tem o espelho de correção”, indica.

2 Aposte no material mais atualizado

A OAB pode cobrar súmulas dos tribunais que saíram até a publicação do edital. “Podem cair as súmulas publicadas até outubro de 2013”, explica Aguirre.

Por isso, o candidato deve estar bastante atento à atualização do seu material. Uma coleção Vade Mecum de 2013, por exemplo, traz as súmulas até janeiro do ano passado. “Quem optar por este material estará com atraso de um ano em súmulas”, explica Aguirre.

Na opinião dele, vale investir na atualização dos códigos e coleções e tomar muito cuidado com material da internet. “Muitas vezes ele não tem como saber de quando é aquele material”, diz Aguirre.

3 Habitue-se ao material que terá no dia da prova

Estar totalmente familiarizado com o material de consulta para a prova é essencial. “Na prova, o candidato pode apenas usar o código, a legislação seca, sem anotações”, lembra João Aguirre.

O uso do índice remissivo das coleções Vade Mecum e dos códigos é o primeiro passo. “O material é o melhor amigo do candidato na prova, as respostas para questões muitas vezes são achadas em artigos do código”, diz.

4 Faça simulados para treinar o gerenciamento do tempo

“O tempo de prova é exíguo”, lembra João Aguirre. Resolva provas anteriores e fique de olho no relógio. Assim é possível ter a noção de gerenciamento do tempo, fundamental para conseguir fazer a peça e resolver as questões a tempo.

5 Crie condições semelhantes às da prova

Nada de digitar texto. No dia da prova o candidato é obrigado a escrever a mão, portanto deve treinar este tipo de escrita. “As pessoas não têm mais costume de escrever, então também devem tomar cuidado com a letra”, diz Aguirre.

Lembre-se, o examinador não terá toda a disposição do mundo para decifrar o que está escrito, caso esteja ilegível. “Geralmente, circula a palavra que não entendeu, coloca um ponto de interrogação e tira pontos”, diz o especialista.

O tamanho da letra também deve ser observado. “Como previsto no edital, não são aceitas respostas que não estejam dentro dos limites da folha”, diz Aguirre.

6 Descanse na noite anterior

A prova é longa e exige máxima concentração. Por isso, perder horas de sono na véspera pode comprometer o desempenho do candidato mais cansado. “A dica é descansar na noite de sábado para domingo, o candidato pode até dar uma lida em textos, mas não adianta ficar estudando muito nestas horas finais”, recomenda o especialista.

Na hora da prova

7 Chegue com antecedência ao local de prova

Segundo prevê o edital, os candidatos devem chegar ao local de prova 1h30 antes do início da prova. “Os fiscais vão verificar se o material que o candidato tem está adequado”, diz Aguirre.

Lembre-se o horário oficial é o de Brasília. “Importante se atentar a isso pra não comprometer anos de preparação”, diz Aguirre.

8 Questão fácil? Responda logo

Logo na primeira leitura, pode aparecer uma questão de fácil resposta. A orientação do professor Aguirre é que o candidato já responda, caso considere simples. “Em seguida, ele deve começar a fazer a peça, e depois voltar às outras questões”, sugere.

9 Atente aos termos jurídicos no enunciado da peça

A primeira leitura , geralmente, é assustadora e acompanhada por muitas interrogações. Por isso, Aguirre sugere que o candidato leia o enunciado, respire fundo, tome uma água, e leia mais uma vez. “Nesta segunda leitura, ele deve ir circulando os termos jurídicos que encontra no texto, porque são estas as palavras que ele vai encontrar no índice remissivo”, diz Aguirre.

10 Não deixe nada em branco

Na prova teste só há um alternativa correta, não existe meio termo. “Na prova escrita existem, certo, meio certo, 0,25 ponto. E essa nota quebrada vai fazer toda a diferença na pontuação final”, diz Aguirre.

Não sabe a resposta? Procure termos do enunciado no código, indique artigos, mas não deixe em branco.

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