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Posts tagged Os Dois

Governo de SP ganha na Justiça disputa sobre jornada dos professores

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Sindicato e secretaria de Educação divergem sobre atendimento a 1/3 da jornada em atividades extraclasse; sindicato vai recorrer em Brasília

Barbara Ferreira Santos e Paulo Saldaña, no Estadão

O Tribunal de Justiça aceitou o recurso da secretaria estadual de Educação de São Paulo e anulou a sentença que favorecia o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) sobre o atendimento de jornada extra-classe dos professores. Assim, continua valendo resolução do governo e não a proposta do sindicato. O sindicato vai recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

De acordo com a Lei do Piso, um terço da jornada dos professores tem de ser cumpridos fora da sala – por atividades como preparo de aulas, por exemplo. Sindicato e secretaria divergiam sobre atendimento dessa exigência. No início de 2012, a Justiça havia obrigado o Estado a cumprir a jornada exigida pela Apeoesp, o principal sindicato da categoria.

Essa decisão determinava que sete aulas fosse reduzidas na jornada de 40 horas semanais. Dessa forma, os dois terços correspondentes ao período em classe deveriam ser de 26 aulas semanais. A pasta sempre discordou da interpretação, alegando que a ação acarretaria em um custo extra de R$ 2 bilhões. Ainda em janeiro de 2012, o governo conseguiu suspensão da decisão. E ontem, o mérito foi analisado em 2ª instância, com decisão favorável à secretaria.

Assim, fica valendo o que já é praticado pelo governo. Tomando como exemplo a jornada de 40 horas semanais — que preencheriam 48 aulas de 50 minutos, se não houvesse jornada extraclasse —, o período em classe corresponde a 32 aulas, ou seja, 26 horas e 40 minutos. E as atividades extraclasse somam 13 horas e 20 minutos, o equivalente a 16 aulas, ou seja, um terço do total (33,3%).

Para o cálculo, a secretaria computou um tempo que antes era calculado como intervalo entre aulas. Segundo a pasta, desde 2006, a soma dos 10 minutos correspondentes aos extintos intervalos entre cada aula, que continuaram a ser remunerados, foram convertidos em horário para atividades em local de livre escolha pelo docente.

Harvard admite número recorde de brasileiros para graduação

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Foram aceitos este ano seis estudantes, sendo dois de colégios públicos.
Alunos precisam se matricular até o dia 1º de maio.

Vanessa Fajardo, no G1

Uma das instituições mais importantes do mundo, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acaba de admitir um número recorde de brasileiros para os cursos de graduação no mesmo ano. Seis estudantes de diferentes partes do país, dois de escola pública, foram aceitos para as turmas que iniciam as aulas em agosto deste ano e terminam em 2017. Do grupo convidado, dois receberam o “sim” em dezembro, os outros quatro tiveram a resposta positiva neste mês de março.

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Entre os que receberam a notícia da admissão recentemente estão: Larissa Maranhão, de 18 anos, de Maceió (AL); Taciana Pereira, 18, de Curitiba (PR); Renan Ferreirinha Carneiro, 19, de São Gonçalo (RJ) e Victória Jalowitzki de Quadros, de Porto Alegre (RS), os dois últimos alunos de colégios militares. Gabriel Guimarães, 19, de Vitória (ES), e Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, 17, de Lins (SP) já tiveram a resposta positiva anunciada anteriormente. Os admitidos precisam se matricular até o dia 1º de maio.

Para garantir uma cadeira em Harvard é preciso muito mais do que ser bom aluno. Nos Estados Unidos não existe vestibular, o processo chamado application reúne além de provas, cartas de recomendação, entrevista, redações e avaliação das atividades extracurriculares. Neste último quesito não faltou aos brasileiros boas histórias para contar e agradar o comitê de admissão.

Neste ano a Universidade de Harvard admitiu 2.029 estudantes de todo o mundo, o equivalente a 5,8% dos candidatos, ou seja, 35.023. Mais de 27% pretendem seguir na área de ciências sociais, 23% nas ciências biológicas, quase 18% nas humanidades, 15% em engenharia e ciência da computação, 9% nas ciências físicas, 7% em matemática, e o restante está indeciso, segundo a instituição.

A admissão não significa que os alunos estarão isentos das mensalidades. Por ano, o custo chega a ser de US$ 60 mil, cerca de R$ 120 mil. Paralelo ao processo de disputa da vaga, os candidatos precisam solicitar bolsas de estudo que podem até ser de 100%, mas é concedida segundo a condição socieconômica da família, e não por mérito do aluno. Harvard estima que cerca de 60% dos novos estudantes necessitem de alguma ajuda financeira para manter os estudos.

Renan Ferreirinha foi eleito coronel-aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro (Foto: Arquivo pessoal)

Renan Ferreirinha foi eleito coronel-aluno do
Colégio Militar do Rio de Janeiro (Foto:
Arquivo pessoal)

Liderança no colégio

Renan Ferreirinha Carneiro nasceu em São Gonçalo e estudou por sete anos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Lá, quando concluiu o ensino médio no ano passado, assumiu o posto de coronel-aluno cuja missão era de comandar o batalhão escolar composto por 2.000 estudantes. O cargo foi resultado de um histórico escolar impecável, entre outros critérios.

Renan não é filho de militares, a mãe é professora de matemática da rede municipal de São Gonçalo e o pai contador, mas entrou na escola em 2006 após ser aprovado em um concurso que fez incentivado por um tio que é militar. Para o estudante, as atividades de liderança no colégio o ajudaram a conquistar a tão sonhada vaga em Harvard. Ele também foi aceito em outras sete universidades importantes, como Brown, Columbia, Princeton e Yale.

Estudei sete anos em uma escola de ponta, me sinto na obrigação de retribuir isso para outros jovens para que tenham oportunidades similares ou até melhores”
Renan Ferreirinha, de 19 anos

“Me tornar coronel-aluno foi de grande importância, sempre que tinha uma atividade oficial representava o colégio. Também fui vice-presidente do prêmio e monitor. O colégio militar te oferece muitas oportunidades de atividades extracurriculares, une diversos fatores como ensino forte, espaço físico enorme, entre outros.”

Outro ponto positivo da candidatura de Renan foi o trabalho voluntário no Complexo Lins, Zona Norte do Rio. Na comunidade, ainda não pacificada, ele, o primo e uma amiga canadense dão aulas gratuitas de inglês para as crianças todos os sábados. A atividade está ligada ao grupo Solidariedade em Marcha (Somar) onde atua há mais de dois anos.

No futuro, Renan quer trabalhar com gestão pública e educação no Brasil. Para isso pretende estudar economia e ciências políticas. “Estudei sete anos em uma escola de ponta, me sinto na obrigação de retribuir isso para outros jovens para que tenham oportunidades similares ou até melhores. Acredito muito na minha geração, gosto de uma frase que diz ‘nada deve parecer impossível de mudar’”.

Victória de Quadros representando o México durante evento do clube de relações internacionais (Foto: Arquivo pessoal)

Victória de Quadros representando o México
durante evento do clube de relações internacionais
(Foto: Arquivo pessoal)

‘Sempre estudei em escola pública’

Nascida em Soledade, no interior do Rio Grande do Sul, Victória Jalowitzki de Quadros, de 18 anos, sempre estudou em escolas públicas. Os primeiros anos do ensino fundamental foram em um colégio de Soledade, depois, do 4º ano até o 3º do ensino médio foi para o Colégio Militar de Porto Alegre. Conseguiu uma vaga após ser aprovada em um concurso muito acirrado (900 candidatos para 50 vagas). Também não é filha de militares, o pai é médico e a mãe contadora, mas procurou a escola pela qualidade do ensino.

Foi no Colégio Militar que exerceu seu espírito de liderança e a veia filantrópica e abusou das atividades extracurriculares tão bem vistas pelos americanos. “Aproveitei mais a parte extracurricular do que acadêmica. Participei do clube de astronomia, presidi o clube de relações internacionais que organizava palestras sobre política e eventos da ONU, participei da Legião de Honra, que é um grupo de estudantes que organiza atividades como campanha de alimentos, agasalhos, entre outras. Sempre fui boa aluna, mas acho que conta muito mais o que você faz fora da sala de aula.”

Eu não sou um caso clássico, sempre estudei em escola pública, as pessoas não esperam que você consiga algo assim, mas é possível”
Victória de Quadros, de 18 anos

A vontade de fazer faculdade fora do país veio quando Victória foi fazer um intercâmbio em Cambridge, na Inglaterra, durante o ensino médio. “Eu não sou um caso clássico, sempre estudei em escola pública, as pessoas não esperam que você consiga algo assim, mas é possível. É preciso ter sorte porque você disputa com o mundo todo. A universidade pode dar a vaga para você ou para alguém que tem o mesmo potencial ou até mais.”

Victória tem interesse em estudar economia e ciências políticas, pretende trabalhar nesta área. “Quero viajar para ver como os governos fazem para a população ter acesso à saúde e educação. Depois voltar para o Brasil para aplicar estes conhecimentos. É tão incrível acreditar que eu vou entrar na melhor universidade do mundo e saber que as oportunidades são infinitas.” Para ela, os brasileiros que são admitidos nestas instituições de ponta têm uma vontade genuína de retornar ao país depois dos estudos, apesar de isto não ocorrer em alguns casos. “A ideia é de fazer ter no Brasil o que a gente busca lá fora.” (mais…)

Oscar Wilde dá conselhos a jovem escritor em carta recém-descoberta

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Publicado por Folha de S.Paulo

Uma carta escrita pelo irlandês Oscar Wilde (1854-1900), com conselhos a um jovem escritor, foi descoberta na parte de trás de um velho guarda-roupa, na Inglaterra, de acordo com o jornal britânico “The Telegraph”.

O documento, com 13 páginas, não está datado, mas estima-se que tenha sido escrito por volta de 1890, quando Wilde se tornava famoso.

Dirigida a um aspirante a escritor cuja identidade ainda não é conhecida, a carta aconselhava a não depender da escrita para sobreviver. “O melhor trabalho na literatura é sempre feito por aqueles que não dependem dela para ganhar o pão de cada dia”, escreveu Wilde.

Juntamente com a carta foi encontrado o primeiro rascunho do soneto “The New Remorse” (“O novo remorso”), publicado por Oscar Wilde –sob outro título– em 1887.

Os dois documentos pertenciam ao dono de uma cervejaria vitoriana que, ao longo dos anos, recolheu cartas autografadas e manuscritos.

O escritor irlandês Oscar Wilde (Reprodução)

O escritor irlandês Oscar Wilde (Reprodução)

Escrever rasoavel é errado, mas…

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Luciano Pires, no Portal Café Brasil

Ando cismado com o “mas”, aquela conjunção coordenativa adversativa que liga duas orações ou palavras e expressa a ideia de contraste, de diferença. Olha só: “FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, e Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

“FHC saneou o sistema bancário, corrigindo problemas históricos que impediam o desenvolvimento do Brasil, mas Lula ampliou políticas sociais que fizeram com que o país evoluísse ao longo da primeira década do milênio.”

Notou diferença? No primeiro enunciado, um “e” significa que FHC e Lula estão juntos no trabalho de desenvolvimento do país. No segundo enunciado, Lula é o único responsável pela evolução do Brasil. A diferença entre os dois enunciados é a troca do “e” pelo “mas”.

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo, o argentino Messi é o que mais faz gols.” Opa! Quero os dois no meu time!

“O brasileiro Neymar é o mais habilidoso jogador de futebol do mundo, mas o argentino Messi é o que mais faz gols.” Humm… Prefiro o Messi no meu time.

Eu tinha um colega de trabalho que respondia a todos os argumentos que ouvia com um “Sim, mas…”. Era irritante, ele nem precisava continuar, todos sabiam que o “sim” era apenas uma forma de atenuar a discordância anunciada pelo “mas”. Mas o “mas” como oposto, como contraste, a gente conhece de sobra, o problema é que nestes tempos de pandemia de mentiras, o “mas” vem ganhando outras dimensões. Passou a ser aquilo que chamo de Conjunção Coordenativa Escusativa.

De novo: Conjunção Coordenativa Escusativa. “Os mensaleiros meteram a mão no dinheiro público, mas foi por uma boa causa.” “O MST invadiu e destruiu a fazenda, mas aquelas terras são consideradas improdutivas.” “A corrupção no governo da Dilma é imensa, mas no governo de FHC também era.”

O “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa prepara a escusa, a desculpa. Transfere responsabilidades para terceiros, justifica desmandos, atenua consequências e torna normal e aceitável aquilo que deveria ser rechaçado por imoral, ilegal e desonesto. E então temos o “roubou, mas quem não roubou antes?”, “A boate pegou fogo, mas os que morreram sabiam que era um local arriscado”; “A moça foi estuprada, mas estava usando uma saia curtíssima”; “O sujeito morreu no assalto, mas estava usando um relógio Rolex e dirigindo com o vidro aberto”; “Osama Bin Laden jogou dois aviões nas torres gêmeas, mas Busch invadiu o Afeganistão”; “Ainda morrem presos políticos em Cuba, mas lá todas as crianças estão na escola”, e assim vai.

Erros anteriores justificando erros atuais, como uma espécie de compensação, que é ainda mais diabólica quando a definição de “erro” depende dos interesses de quem emprega o “mas” como Conjunção Coordenativa Escusativa.

Se você gosta de usar o “mas”, preste bem atenção pra não usar como desculpa. Jamais perca de vista que quem escolhe, defende e protege o ruim porque antes era pior, continua escolhendo o ruim.

Mas tem gente que nem percebe…

Grandes editoras do país apostam em revelações da cena literária de Minas Gerais

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Autores comemoram a chance de escrever para o Brasil

Carlos de Brito e Mello, Mário Alex Rosa e Ana Martins Marques: de olho na vitrine nacional  (cristina Horta/EM/D.A Press)

Carlos de Brito e Mello, Mário Alex Rosa e Ana Martins Marques: de olho na vitrine nacional

Carlos Herculano Lopes, no Uai

Ter o livro publicado por uma grande editora garante ao escritor duas certezas: o trabalho será bem distribuído, sobretudo num país de dimensões continentais como o Brasil, e atrairá o olhar mais generoso da mídia. Atualmente, três autores de BH comemoram a chance de ultrapassar as fronteiras de Minas Gerais: Carlos de Brito e Mello, Ana Martins Marques e Mário Alex Rosa. Os dois primeiros passaram a integrar o elenco da Editora Companhia das Letras. O “passe” de Rosa agora é da Cosac Naify.

Mineiro de São João del-Rei e há alguns anos morando na capital, Mário Alex lançou, no ano passado, o volume de poemas ‘Ouro Preto’ pela belo-horizontina Scriptum. “Minas tem editoras representativas e que estão crescendo muito, como a UFMG, a Autêntica e a própria Scriptum. Mas é muito bom publicar por uma empresa mais conhecida, sobretudo no caso de autores ainda pouco divulgados”, diz o poeta. Seu novo livro, ‘Via férrea’, acaba de ser lançado pela paulista Cosac Naify.

As estreias de Carlos de Brito e Mello e de Ana Martins Marques também se deram pela Scriptum. Em 2009, ela lançou ‘Vida submarina’, com poemas vencedores do Prêmio de Literatura Cidade de Belo Horizonte e saudado por nomes como Fabrício Carpinejar e Armando Freitas Filho. Ana revela que não sabe como foi parar na paulista Companhia das Letras, que publicou seu ‘Da arte das armadilhas’ no ano passado.

“De algum modo, ‘Vida submarina’ chegou às mãos do crítico paulista Davi Arrigucci Jr., que teria recomendado meu trabalho à editora. Em 2010, eles me convidaram para participar de uma coleção de poesia contemporânea e, no ano seguinte, saiu ‘Da arte das armadilhas’”, relembra Ana.

Embora reconheça que atualmente está mais fácil publicar, a escritora pondera que a distribuição continua sendo a “pedra no sapato” da maioria dos autores. “O livro chega mais facilmente às prateleiras, a imprensa tende a prestar mais atenção em nomes lançados por editoras maiores”, diz.

A experiência na Companhia das Letras vem sendo muito boa, afirma ela, contando que as editoras Marta Garcia e Heloisa Jahn, que hoje trabalham na Cosac Naify, foram importantes no processo de seleção de textos. A dupla a ajudou a chegar à forma final de ‘Da arte das armadilhas’. “Meu livro recebeu alguma atenção na imprensa. Ele jamais será best-seller, mas tem circulado razoavelmente entre as pessoas que se interessam por poesia”, comemora.

O belo-horizontino Carlos de Brito e Mello é saudado pela crítica como um dos nomes mais importantes da ficção surgidos ultimamente no estado. Seu primeiro livro, o volume de contos ‘O cadáver ri dos seus despojos’, foi lançado em 2007. Com o romance ‘A passagem tensa dos corpos’ – com o qual venceu o Prêmio Jovem Escritor, concedido pelo governo de Minas Gerais –, ele chegou à Companhia das Letras dois anos depois. Além de receber resenhas elogiosas nos jornais, o livro ficou entre os finalistas de prêmios respeitados como o São Paulo de Literatura, o Portugal Telecom e o Jabuti.

Este ano, a Companhia das Letras vai lançar o segundo romance de Carlos. Sob o título provisório de ‘A cidade, o inquisitor e os ordinários’, ele não traz a morte de forma tão marcante como ocorreu em ‘A passagem tensa dos corpos’. “Essa será sempre uma questão e voltará a aparecer em obras futuras. Em meu novo romance, a morte serve apenas como referência específica, mas não como acontecimento ou experiência”, antecipa Carlos. A “indesejada das gentes”cedeu lugar à discussão moral promovida pelo inquisitor, encarregado de investigar e julgar os modos de vida ordinários dos moradores de uma cidade.

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