Contando e Cantando (Volume 2)

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Santiago Nazarian lança primeiro romance juvenil

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O escritor Santiago Nazarian (Divulgação)

O livro ‘Garotos Malditos’ foi publicado recentemente pela Galera (Record)

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Santiago Nazarian não escrevia livro para adolescente, mas caiu no gosto deles com Mastigando Humanos, título de 2006 que acabou incluído em programas de compra do Governo e levou o autor a encontros com estudantes. Temas adolescentes estão ali, e nas outras obras, mas até Garotos Malditos, lançado recentemente pela Galera (Record), ele nunca havia sentado para escrever um livro verdadeiramente juvenil.

Em Ouro Preto, Minas Gerais, para participar do Fórum das Letras, que terminou neste domingo, ele conversou com a reportagem sobre a obra. De saída, justifica-se: “O livro não tem uma sofisticação literária, é coloquial, narrado por um adolescente.” Entretanto, ele não queria que fosse uma história boba. “Tinha que ser divertido e ter um pouco de esperteza e de malícia.” E tinha de ser daqueles livros que o próprio leitor, e não os pais ou professores, descobrem nas livrarias.

Voltou então à sua própria meninice e tentou imaginar o que um adolescente de hoje gostaria de ler para criar Ludo, um garoto de poucos amigos, viciado em filmes de terror, que muda de escola no meio do ano letivo e encontra um ambiente que não existia nem em seus melhores sonhos: uma classe de vagais, professores à toa e uma diretora burra e sensual. Ele, claro, estranha essa liberdade toda. Aos poucos, vai descobrindo que aquela é uma escola de monstros – de verdade, tipo, lobisomem, zumbi e vampiros. Mas que escola não é quando se tem 15, 16, 17 anos? Ludo é excluído, faz amizade com um garoto gay e com outro aluno que, assim como os dois, não está entre os mais populares.

Garotos Malditos é um livro para meninos, com doses de violência e crueldade, que fala de questões próprias dessa idade, como amizade e descoberta da sexualidade. Obras assim não são comuns num mercado dominado por chick lit. É para meninos, mas meninas também acabam se interessando, diz o autor, já que é uma forma de saber o que se passa na cabeça dos garotos, retratados – e aí está um dos méritos da obra – de forma não idealizada.

Se as vendas forem bem, outros títulos podem dar continuidade à história. Já está tudo na cabeça de Santiago, 35 anos, que não quer ser visto como um escritor de obras juvenis – mesmo porque, diz, essa questão que tinha com sua adolescência já foi superada. “Mas se ficar rico com isso, não me incomoda continuar enquanto escrevo outras coisas.”

Seu próximo livro, previsto para 2014, vai mostrar, com os elementos fantásticos que marcam sua literatura, um homem na crise da meia idade. “Quando fica muito no realismo, sinto que falta um chantilly ali em cima.”

A ostentação da aparência

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Imagem Google


Publicado originalmente no FBDE Nexion

Gosto de livros. Sou o famoso “rato de biblioteca”.

Quem quiser me encontrar nos fins de semana é só dar uma volta nas livrarias da cidade. Passo horas lendo resenhas e orelhas de livros, hesitante entre levar um título ou outro e, quase sempre, acabo levando os dois.

Aproveito também para observar as pessoas ao meu lado, personagens reais dessa obra-prima chamada vida. Observo essas pessoas através de seus gestos, expressões e vozes.

Geralmente olho para uma pessoa e arrisco um palpite sobre qual tipo de livro ela está procurando. Na maioria das vezes acabo acertando.

Observar a natureza humana faz parte do meu trabalho. Porque consultoria nada mais é que analisar a cadeia das relações humanas dentro de uma estrutura de negócio ou de um segmento de mercado.

E dentro deste meu hábito de observar, tenho percebido que as pessoas têm comprado um novo gênero de literatura: o livro para não ser lido, ou melhor definindo, o livro cenográfico.

Eu sei que é um paradoxo. E sei também que é um fenômeno de uma sociedade cada vez mais competitiva onde o aparentar é tão importante quanto o ter competência. Talvez seja um tema que Maslow poderia responder na sua “Hierarquia das Necessidades”.

Para alguns, o livro está se tornando muito mais um objeto de decoração de mesinha de centro do que propriamente um instrumento para se adquirir conhecimento.

Já perdi a conta de reuniões sociais em casas de amigos ou conhecidos em que me deparo com um livro que já li, decorando uma mesa na sala de estar, e começo a puxar assunto sobre o texto.

Por mais de uma vez, o dono do livro não fazia a mínima idéia do que eu estava falando. Nunca tinha aberto nem tampouco folheado o índice da obra. Mas deixou ali porque alguém comentou que ter um Thomas Hobbes, por exemplo, daria um ar de erudição.

Recentemente, fiquei entusiasmado com uma biblioteca na casa de uma conhecida e comentei sobre alguns livros ali expostos. Concluí que ela tinha lido não mais do que meia dúzia deles, e quase todos com conteúdo semelhante ao do “gotas de sabedoria inspiradoras”.

Estamos falando aqui do mais novo produto de consumo da vida moderna: “a imitação da erudição”.

Parecer culto e universal está na moda. Entrar nessa onda não requer prática nem habilidade. Muito menos conhecimento. Basta encher sua casa ou sua sala no escritório de livros de autores que tenham densidade e que sejam reconhecidamente consagrados.

Dê preferência às edições de luxo, de capa dura com belas fotos. Ficam ótimas na estante ou na mesa da sala. É mais chique do que ter um quadro.

E assim, temos uma geração de pessoas que ostentam seu “conhecimento” com estantes lotadas de Voltaire, Saramago, Salinger, Nieztsche, Platão e outros autores que mereciam leitores que fossem além do texto da orelha.

Quero deixar claro que não me considero nem de longe um erudito. Sou, no máximo, um curioso esforçado.

Minha lista de livros importantes não lidos é infinitamente maior do que os que li. Minha dívida com os grandes autores nunca será paga. Sempre estarei devendo a leitura de uma obra, ou melhor, de centenas delas.

Mas se essa moda é novidade entre os círculos sociais, no ambiente corporativo já é uma prática com maior quilometragem.

Profissionais que escondem suas carências atrás de diplomas simetricamente colocados na parede. Alguns destes certificados, muitas vezes, de cursos que mal freqüentou. Na verdade, transformam seu escritório em sala cenográfica.

Em palestras e seminários, observo um fenômeno interessante: um ou outro profissional que está unicamente à caça de diplomas. Colecionadores de certificados, como nossos filhos que colecionam figurinhas.

Foi a partir daí que comecei a identificar este perfil de profissional extremamente preocupado em aparentar competência.

Um indivíduo que é afeito a fazer citações, usar termos em língua estrangeira ou falar sobre um novo vinho Malbec. Ele é craque em tentar impressionar profissionais de RH nas entrevistas de emprego. E com sua desenvoltura, consegue ser o centro das atenções em reuniões com pessoas menos experientes ou de boa fé.

Mas no fundo tem profundidade rasa.

Muitos deles conseguem fazer carreira nas empresas. E, eventualmente, alcançam altos postos. Nesta caminhada, encontram outros como ele, que também aparentam e ostentam conteúdo.

E assim, juntos, começam a estrelar uma temporada do que eu costumo chamar de “teatro da eficiência”.

O palco pode ser qualquer lugar: a sala de reunião, o corredor da empresa, a copa do café, o estacionamento, a recepção. Qualquer lugar que tenha uma platéia.

E, então, começamos um efeito em cadeia. Se esse profissional não tem profundidade, ele faz análises equivocadas e toma decisões inconseqüentes na área em que atua.

Ou seja, sua inaptidão migra para o produto, para os comandados e para a empresa. E aí, na primeira dificuldade, na primeira curva negativa de vendas, agarra-se a qualquer livro de auto ajuda, desses que vendem aos borbotões, com histórias previsíveis, frases clichês e pirotecnia emocional.

As únicas vendas que ele consegue aumentar são as do livro.

Sugiro uma reflexão: que todos nós nos dediquemos persistentemente à busca de um conhecimento verdadeiramente real, entendendo que não existem atalhos nessa busca. Leva tempo, é preciso esforço e a disciplina é fundamental.

Outro dia eu estava procurando na televisão um documentário anunciado no dia anterior na TV a cabo. Enquanto surfava, passei pela MTV. Na tela, em fundo escuro e letras garrafais, um aviso: “Desligue a TV e vá ler um livro”.

Depois de ver por alguns segundos aquele anúncio estático, tomei a decisão mais acertada: fui ler um livro!

Estudantes fazem “ato pela paz” em escola de menina que criou o “Diário de Classe”

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Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Estudantes fizeram cartazes durante “ato pela paz” na escola de Isadora Faber

A direção da escola municipal Maria Tomázia Coelho, de Florianópolis (SC), promoveu nesta segunda-feira (12) um “ato pela paz” reunindo cerca de 600 alunos e 40 professores para acalmar os ânimos entre as turmas pró e contra Isadora Faber, 13, a aluna da 7ª série autora do polêmico “Diário de Classe”.

Só faltou a estrela: Isadora estava em São Paulo, participando de um seminário de publicidade. Ela falou de sua experiência com o Diário também para cerca de 600 pessoas, mas todas adultas, no Instituto Tomie Ohtake.

O ato foi encenado na frente da escola pela manhã e repetido à tarde, com execução do hino nacional e hasteamento de bandeiras e uma colega de Isadora leu um discurso pela paz. O secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, participou da manifestação.

Isadora Faber acompanha as iniciativas de outros estudantes na internet; saiba mais

A tensão na escola com os posts dela chegou ao seu ponto máximo quando seu pai, Christian Faber (48), bateu boca com o pintor Francisco da Costa (47) na porta da escola, no início da semana passada. Os dois registraram boletins de ocorrência.

Isadora também sofreu ameaças de colegas e chegou a ter a casa apedrejada. Agora, ela não vai mais sozinha à escola.

Costa diz que foi contratado pela escola para pintar a quadra esportiva, no ano passado, mas nunca concluiu o serviço. Alegou doença e disse que quando puder vai terminar a obra –falta riscar o chão da quadra delimitando as canchas de vôlei e futebol de salão.

Posts incomodam

O próprio secretário de Educação reclamou da repercussão que o caso ganhou.

“O governo construiu nove quadras esportivas e dez ginásios em sete, mas bastou esta menina dizer que a fechadura do banheiro estava quebrada para o caso sair de proporção, hoje só se fala que o sistema está sucateado, diz. Pelo amor de Deus, vão lá ver que escola bonita ela tem. Agora ela disse que precisa ser toda pintada, mas não é bem assim. A quadra está mal riscada? Está, mas não é tão ruim assim”.

Mesmo assim, Pinto da Luz afirmou que conversou com os pais de Isadora na última sexta-feira (9). “Eu pedi para eles desarmarem o espírito, ninguém quer fazer mal para a filha deles, escola não é local de violência”. Ele ainda não falou com o pintor Francisco – que mora a 600 metros da casa dos Faber.

A manifestação pela paz é a reedição de um ato anterior, quando surgiram as denúncias de Isadora. Os professores dizem que os posts da menina têm incomodado e que não refletem a realidade da escola.

Colégios cariocas dão uma lição de tolerância religiosa

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 A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Foto: Paula Giolito
A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Paula Giolito

Lauro Neto, em O Globo

RIO – Enquanto o mundo se divide em guerras religiosas, alunos dos colégios Liessin e Santo Inácio dão um exemplo de tolerância e convivência pacífica. Na tarde desta quinta-feira (11), vinte estudantes do 1º ano do ensino médio da escola católica assistiram a uma aula sobre Holocausto e Israel, que servirá de subsídio para um concurso promovido pelo centro de ensino judaico. O vencedor ganhará uma viagem paga pelo Liessin para a Marcha da Vida, que passa por Israel e por campos de concentração na Polônia.

A ideia partiu dos coordenadores de estudos judaicos do Liessin, Rafael Bronz e Anita Goldberg, responsáveis pela aula e pelas apostilas de apoio para os estudantes do Santo Inácio fazerem uma prova na próxima quarta-feira (17). Mas o diálogo interreligioso entre os dois colégios remonta há seis anos, quando começou o projeto Vizinhos de Portas abertas, que promove encontros entre alunos de ambos para entender as diferenças e semelhanças entre eles.

— Achamos importante que pessoas que não fazem parte da comunidade judaica participem da Marcha da Vida. Como já havia uma parceria com o Santo Inácio, fizemos o convite. A experiência é muito forte, e os jovens têm o poder de multiplicar o conhecimento para que episódios como o o Holocausto nunca se repitam — explicou Anita.

A judia Luciana Deusch, de 16 anos, deu as boas vindas aos colegas católicos na entrada da Sucá, uma cabana judaica, dentro da qual cerca de 30 adolescentes se sentaram para responder a dúvidas e curiosidades das duas religiões.

— Essa cabana representa a proteção que Deus mandou durante os 40 anos que os judeus passaram andando no deserto quando saíram do Egito — explicou Luciana. — Todos são muito bem-vindos.

A inaciana Clara Braem se sentiu em casa.

— Adorei a experiência e aprendi muita coisa. Conhecer o judaísmo é entender a origem da minha religião cristã. É importante respeitar as diferenças, mas vi que também temos muitas semelhanças — disse a menina, de 15 anos.

Após explicar que os judeus usam o quipá para nunca esquecer que Deus está acima dos homens, Marcelo Liberman, de 16 anos, também quis saber quais eram as principais datas e feriados católicos, como o desta sexta-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida.

— Há tantos conflitos religiosos no mundo, e mostramos que através do diálogo não precisamos tomar nenhuma decisão precipitada.

As professoras de ensino religioso do Santo Inácio Rosana Lourenço e Sílvia Corrêa, que preparam estudantes para o sacramento da Crisma (confirmação do Batismo), também aprovaram a iniciativa.

— Você só confirma sua fé quando tem liberdade para ouvir o outro sem querer que ele seja igual a você — diz Sílvia.

Enquanto isso, outro grupo de alunos do Santo Inácio assistia à aula do professor Rafael Bronz sobre o Holocausto. A atenção era tamanha, que Bernardo Miranda, de 15 anos, só quis falar com o repórter após o término.

— Quis prestar bastante atenção à aula para fazer a prova com propriedade e tentar ganhar a viagem. Vai ser logo depois da Semana Santa e seria uma experiência muito emocionante — acredita o estudante católico.

Para completar o clima de sicretismo religioso, a envagélica Deborah Cabral, também aluna do Santo Inácio, está entre as candidatas do concurso. Filha de um pastor da Igreja Presbiteriana, a estudante se interessa pelo assunto.

— Meus pais se conheceram em Israel e estudo muito sobre o Holocausto — conta a menina de 15 anos. — Mesmo não sendo judia, é importante conhecer a história, para que ela nunca mais se repita.

foto: Paula Giolito

dica do Ailsom Heringer

Helen Fielding lançará terceiro livro sobre Bridget Jones

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“A autora inglesa disse que o livro irá explorar ”um etapa diferente da vida de Bridget”

Publicado na revista Exame

Filme O Diário de Bridget Jones

                                        Filme O Diário de Bridget Jones: A escritora não revelou o título que do novo livro

 

Londres – A escritora Helen Fielding anunciou nesta sexta-feira que publicará um novo romance sobre as peripécias da solteira favorita do Reino Unido, Bridget Jones, 13 anos após a publicação do segundo livro da saga.

A autora inglesa disse em entrevista para rádio ”BBC” que o livro irá explorar ”um etapa diferente da vida de Bridget” e que a história será desenvolvida em Londres, embora não tenha contado muito sobre seu conteúdo.

Helen assinalou, no entanto, que ”havia coisas que gostaria de contar”, como a nova obsessão da famosa solteira por seus seguidores no Twitter, embora o tabaco, o álcool e as calorias ingeridas continuam sendo as causas das maiores preocupações da protagonista.

”Minha vida continuou e a sua também. Ela seguirá tentando deixar a bebida, o tabaco e continua com a dieta. Ela estará melhor, mas nunca vai mudar realmente”, disse a autora.

Adquirido pelo editorial Jonathan Cape, a obra com as novas peripécias de Bridget deve sair à venda em outubro de 2013, segundo assegura nesta sexta-feira o site do ”The Telegraph”.

A escritora não revelou o título que do novo livro e nem ao menos comentou se os personagens Mark Darcy e Daniel Cleaver, os dois homens com os quais Bridget tentou encontrar o amor nos livros anteriores, aparecerão nessa nova fase da protagonista.

”Alguns personagens permanecem e outros desaparecem. Como acontece na nossa vida, há amigos que duram e permanecem a vida inteira, mas todo mundo segue adiante”, comentou a escritora de 54 anos, que começou a escrever sobre Bridget Jones em 1995, em uma coluna semanal do jornal britânico ”The Independent”.

Um ano depois, em 1996, o primeiro romance apareceu nas livrarias, e em 1999, foi lançado o segundo livro sobre a personagem.

Ambos os livros viraram best-sellers (venderam um total de 15 milhões de cópias, em mais de 40 países) e foram adaptados ao cinema em 2001 e 2004, com Renée Zellweger no papel de Bridget Jones, Hugh Grant como Daniel Cleaver e Colin Firth como Mark Darcy.

Atualmente, Helen trabalha no terceiro filme da saga Bridget Jones, que não se baseia em nenhuma romance, sendo um musical sobre as aventuras da solteira.

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