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Biblioteca infantil reúne livros infantojuvenis em diversas línguas

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Simone Tinti, na Folha de S.Paulo

São Paulo vai ganhar uma biblioteca infantojuvenil diferente. Nela, as prateleiras serão ocupadas por livros em diversas línguas: inglês, francês, japonês, alemão, italiano, espanhol, além de braile e português, entre outros idiomas.

Grande parte dos 11 mil exemplares reunidos até agora veio das estantes de Duda Porto de Souza, 28, jornalista e idealizadora da Biblioteca Infantojuvenil Multilíngue, que funcionará no Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana, zona sul. A data da inauguração está marcada para 18 de abril -Dia Nacional do Livro Infantil e aniversário de Monteiro Lobato.

“A minha coleção de infância está aqui”, diz ela, sobre os títulos que ocupam temporariamente a biblioteca infantil do Belas Artes. A literatura sempre esteve presente na vida de Duda: seu avô é Sergio Porto (1923-1968), que ficou conhecido assinando crônicas em jornais e revistas sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Além disso, como sempre estudou em escola britânica em São Paulo, Duda é fluente em inglês, o que a aproximou de obras estrangeiras.

A ideia do futuro espaço, conta ela, nasceu em 2009, espalhou-se entre amigos até que chegou à equipe do Belas Artes, que adotou o projeto. Hoje, o acervo está sendo criado com a colaboração de editoras, artistas, escritores e consulados estrangeiros.

Duda Porto, idealizadora da Biblioteca Infantil Multilíngue

Duda Porto, idealizadora da Biblioteca Infantil Multilíngue

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Biblioteca terá livros em inglês, italiano, francês, alemão, japonês e outras línguas

Biblioteca terá livros em inglês, italiano, francês, alemão, japonês e outras línguas

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Livros em diversas línguas que farão parte da biblioteca

Na lista de livros, desperta a curiosidade aquele que o presidente Barack Obama escreveu para suas filhas. Outros, com ilustrações em “pop-up”, mais parecem obras de arte –ou, quando abertos, brinquedos.

E aí está outra contribuição da biblioteca: valorizar o cuidado com o visual e com o conteúdo de cada obra que será oferecida ao público. Quadrinhos, e-books, DVDs e audiobooks também poderão compor o acervo.

Além dos livros, brinquedos e móveis sob medida para crianças ocuparão os 300 m² do novo espaço, conta Leila Rabello de Oliveira, bibliotecária-chefe da universidade. O projeto prevê ainda um playground na área externa e uma entrada separada da universidade, aberta ao público.

A agenda permanente da biblioteca deverá incluir contações de histórias, sessões de brincadeiras, workshops e palestras para escritores e ilustradores. “Assim como eu tive uma biblioteca maravilhosa em casa, quero que outras crianças também tenham”, diz Duda, que aceita doações de obras infantis, em qualquer idioma –é só escrever para o e-mail [email protected] e combinar a retirada dos títulos.

Fotos: Pétala Lopes/Folhapress

Livro reúne 60 objetos que nunca deixam os porões dos museus

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“The secret museum”, lançado pela britânica Molly Oldfield, mostra, por exemplo, pedaços da macieira que inspirou Newton e cadernos de rascunho de Van Gogh

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cristina Tardáglia, em O Globo

No Brasil, autora visitou quatro museus e se encantou com “Exu boca de fogo”, do Museu Afro-brasileiro, e seis telas de Ricardo Ozias, do Museu Internacional de Arte Naïf

RIO – Guardados a sete chaves na Royal Society de Londres estão três pedaços da macieira que um dia inspirou o físico e matemático inglês Isaac Newton (1643-1727) a formular a Lei da Gravidade. Com menos de dez centímetros de comprimento, os pedacinhos da árvore que sombreava a casa em que o cientista cresceu, em Lincolnshire, estão nos arquivos da famosa sociedade científica desde 1800, quando a macieira foi derrubada. De lá, no entanto, nunca saíram. No Museu Van Gogh, em Amsterdã, também inacessíveis, estão quatro cadernos de rascunho do famoso pintor holandês. Van Gogh (1853-1890) gostava de desenhar imagens que o impressionassem “no ato”, caso da igreja de Nuenen, que, mais tarde, apareceu numa de suas pinturas.

Essas e outras 58 peças que contam parte da história do mundo e da arte, mas seguem distantes dos olhos do público, mobilizaram a escritora e roteirista da BBC Molly Oldfield durante todo o ano passado. E agora ganham os holofotes em “The secret museum” (“O museu secreto”). Lançado na última quinta-feira, o livro foi parar na lista dos cem mais vendidos da Amazon em menos de 24 horas.

— Existe um universo de objetos que o grande público simplesmente não pode ver — diz Molly, em entrevista ao GLOBO, por telefone, de Londres. — Há muito mais peças guardadas do que à mostra. E não há nada que possa ser feito em relação a isso.

Em sua pesquisa, Molly encontrou diversas razões para a existência dos “museus secretos”: do valor das peças à sua fragilidade, passando pela vontade dos curadores.

— Há objetos, como a maravilhosa cruz de pedras preciosas do Museu de Arte Sacra de Salvador, na Bahia, que são simplesmente valiosas demais para serem postas à mostra sem um superesquema de segurança. Existem ainda peças que já estão tão frágeis que não podem nem ver a luz. É o caso do “The Diamond Sutra”, a impressão mais antiga do mundo (de 868 a.C). Ela está numa caixa arquivada pela British Library.

Comandante Nelson x príncipe Charles

Em “The secret museum”, cada uma das 60 peças toma um capítulo inteiro e traz uma historinha. No caso da bandeira espanhola usada na Batalha de Trafalgar, que envolveu França, Espanha e Inglaterra, em 1805, Molly conta que, em 2005, durante uma exposição em homenagem ao comandante Horatio Nelson (vencedor do conflito e considerado um dos maiores estrategistas navais do mundo), o National Maritime Museum tomou coragem e decidiu desenrolá-la em seu saguão. Chamou os jornalistas para registrar o momento, mas, na hora combinada, o príncipe Charles anunciou seu casamento com Camilla Parker Bowles e capturou a atenção de todos.

Molly visitou cem instituições pelo mundo.

— No Brasil, achei incrível a estátua “Exu boca de fogo” feita em madeira, que está guardada no Museu Afro-brasileiro, em Salvador. Os curadores não a expõem porque acham que ela passa a impressão de que o orixá é uma figura ameaçadora, com língua e chifre. No Rio, fiquei impressionada com seis telas do pintor naïf Ricardo de Ozias. Feitas com a ponta dos dedos e com escovas de dente, elas representam o sofrimento da escravidão. Estão guardadas porque o Lucien Finkelstein (fundador do Museu Internacional de Arte Naïf, no Cosme Velho) morreu (em 2008) antes de decidir quando exibi-las.

Em São Paulo, a escritora encontrou a cabeça do menor dinossauro da América do Sul. E todas essas peças também estão em “The secret museum”. Unem-se, por exemplo, aos três fragmentos comprovadamente vindos de Marte que fazem parte do acervo do Observatório do Vaticano.

— Meu livro é apenas a minha seleção de peças ocultas. Quem percorrer o mesmo caminho encontrará muitas outras — conclui Molly.

Pais de menino de 6 anos que se vê como menina denunciam escola

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Publicado por G1

Coy Mathis foi proibido de usar o banheiro feminino em sua escolinha.
Pais entraram com queixa em agência de direitos civis do Colorado, EUA.

Os pais de um menino de 6 anos de idade que se identifica como menina no Colorado, nos EUA, entraram com uma queixa na agência estadual de direitos civis depois que a escola onde a criança estuda proibiu que ela use o banheiro feminino.

Com a polêmica em torno do caso do jovem transgênero Coy Mathis, diagnosticado com desordem de identidade de gênero, sua família chegou a divulgar fotos que mostram sua aparência claramente feminina.

Segundo a família, Coy age como menina desde os 18 meses de idade. Enquanto o irmão Max só queria saber de dinossauros, Coy brincava com bonecas. Aos 4 anos, falou para sua mãe, Kathryn, que havia algo errado com seu corpo.

“Nós queremos que Coy tenha as mesmas oportunidades educacionais que tem qualquer outra criança no estado do Colorado”, disse Kathryn em entrevista à ABC News. Além de Coy e Max, o casal tem outras três filhas.

Desde que entrou na Escola Eagle na cidade de Fountain, Colorado, Coy se apresentou como menina e foi tratado dessa forma por professores e colegas, inclusive usando o banheiro feminino. Em dezembro, no entanto, a administração da escola informou os pais de que Coy não poderia mais usar o banheiro das colegas, recomendando que a criança recorra ao banheiro masculino ou ao da enfermaria.

Coy brinca em sua casa em Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)

Coy brinca em sua casa em Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)

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STF diz que lei do piso de professores só vale a partir de 2011

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Publicado por Terra

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira mudar a vigência da lei do piso nacional dos professores da rede pública. Embora tenha sido editada em 2008, ficou definido que a lei só pode ser considerada a partir da data na qual o Supremo confirmou sua legalidade, em abril de 2011. Haverá impacto direto na programação orçamentária dos Estados e da União.

Os ministros atenderam a recursos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Ceará, que alegaram dificuldades para adaptar as finanças às novas regras. As unidades da federação lembraram que o STF deu liminar em 2008 suspendendo os efeitos da lei. Os Estados passaram a aguardar posicionamento definitivo da Corte antes de alterar os orçamentos. A decisão liminar caiu quando o julgamento foi concluído pelo plenário do STF, três anos depois.

O julgamento de hoje começou com o voto do relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Ao negar os recursos, ele entendeu que os Estados estavam usando de artifícios processuais para atrasar a conclusão do julgamento e, consequentemente, não cumprir a lei. Ele alegou que a lei tinha um escalonamento que permitiria a adaptação financeira dos estados ao longo do tempo.

Seguido apenas pelo ministro Luiz Fux, Barbosa acabou mudando de ideia quando a maioria dos ministros acompanhou a divergência aberta pelo ministro Teori Zavascki. Segundo Zavascki, a preocupação trazida pelos Estados faz sentido, uma vez que a lei deixou de produzir efeitos entre 2008 e 2011 e não houve adaptação neste meio tempo.

“As informações que se tem é que os gastos são muito elevados, e em alguns Estados, comprometem seriamente a previsão orçamentária e o atendimento de outras necessidades”, observou Zavascki. O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuava como advogado-geral da União na época do fato e defendia a aplicação imediata da lei nacional.

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