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Jornal Extra distribui livros em ação comemorativa

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Adriana Alvez foi a primeira a encontrar o livro de Paulo Coelho na Central do Brasil  (Imagem: Fabiano Rocha/ Extra)

Adriana Alvez foi a primeira a encontrar o livro de Paulo Coelho na Central do Brasil
(Imagem: Fabiano Rocha/ Extra)

Publicado no Comunique-se

O jornal Extra comemora 15 anos e prepara ações para celebrar o aniversário com os leitores. O projeto “Letras nas Ruas” vai distribuir 750 livros em vários locais da cidade do Rio de Janeiro. A campanha incentiva a leitura e o compartilhamento das obras com outras pessoas.

Em parceria com as editoras Globo, Sextante, Record e Objetiva, o projeto irá presentear leitores em estações do Metrô e da SuperVia, shoppings e em praças ao logo de 50 semanas. Na última quarta-feira, 16, o jornal entregou 15 exemplares de Manuscrito encontrado em Accra, da Sextante, autografados pelo escritor Paulo Coelho.

“A proposta é que o leitor, após usufruir um dos títulos, possa compartilhá-lo com outras pessoas, deixando-o à disposição em algum ponto da cidade. Dessa maneira, acreditamos que, além de presentear o leitor, conseguiremos reforçar ainda mais a preocupação do jornal em estimular a cultura e o prazer de ler”, afirmou Daniela Ferreira, gerente de marketing do Extra.

As obras têm a mensagem “Este livro encontrou você”, uma dedicatória que explica a ação e uma ficha que estimula o compartilhamento do livro com outras pessoas.

“A Amazon quer eliminar as livrarias”

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Publicado por Roda Viva

No centro da arena, escritor e editor André Schiffrin falou sobre o mercado editorial.

O Roda Viva recebeu o escritor e editor franco-americano André Schiffrin na segunda-feira, 07 de janeiro. Schiffrin nasceu em meio aos livros em 1935, em Paris, mas ainda criança foi morar nos Estados Unidos. Seu pai foi um grande editor francês.

Em outubro do ano passado, o grupo britânico Pearson e o grupo alemão Bertelsmann anunciaram a fusão de suas editoras — Penguin e Random House —, criando uma gigante dos livros. Para o editor André Schiffrin, o Brasil também foi afetado pela fusão.

Segundo Schiffrin, atualmente a Bertelsmann e Penguin controlam 25% do mercado livreiro americano, e acabam de comprar a Companhia das Letras, editora brasileira. “O Brasil, que esteve protegido disso durante muito tempo, é agora tragado pelo mesmo sistema global”.

O editor questiona a migração do mercado editorial para a esfera digital, como a internet. “Ao colocar algo na internet, isso desaparece. Há dezenas de milhares de blogs e geralmente não há como saber o que há na internet. A internet é muito útil. Se você vive na China ou no Iêmen, por exemplo, pode usá-la para se expressar de uma maneira que não seria possível na imprensa”.

Schiffrin afirma com precisão que se alguém tentar disponibilizar um romance na internet, esperando que alguém além do seu primo leia, vai acabar desapontado.

“O fato de se ter algo que é público, um jornal ou um livro, e claro, a televisão, é essencial para o discurso público. E a internet é muito útil, especialmente em sociedades que não têm essa abertura. Mas não é tão útil, no que se refere a essa discussão pública, quanto as outras mídias”.

O editor faz ainda um alerta para as leis de antimonopólio que deveriam ser aplicadas e passam despercebidas. Um exemplo é a Amazon, diz Schiffrin. “A Amazon já deixou claro que pretende eliminar as livrarias, e agora os editores. Eles querem ter o monopólio total. Isso é muito perigoso. Temos visto o número de livrarias cair”.

Sobre André Schiffrin

Em seu currículo consta um longo período como editor-chefe da Pantheon Books, em Nova York, somando 30 anos. André Schiffrin abandonou o cargo para fundar a New Press em 1990, uma editora sem fins lucrativos.

Uma das obras mais conhecidas do escritor é “O negócio dos livros: como as grandes corporações decidem o que você lê”, mas André também é autor de outras obras como autobiográfica “A Political Education: Coming of Age in Paris and New York” e “Dr. Seuss & Co. Go to War: the World War II Editorial Cartoons of America’s Leading Comic Artists”.

O Roda Viva foi apresentado pelo jornalista Mário Sergio Conti e contou com a participação de entrevistadores convidados na bancada, além do cartunista Paulo Caruso.

dica do Jarbas Aragão

Site reúne 35 mil livros digitais oferecidos gratuitamente na Amazon

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Publicado no Diário Digital

O site Freebook Sifter é uma boa dica para quem tem o e-reader Kindle ou algum outro leitor de livros digitais com suporte para e-books da Amazon. A página agrega mais de 35 mil livros gratuitos oferecidos pela gigante norte-americana das vendas.

A maior quantidade dos títulos está em inglês, mas é possível encontrar quase 500 publicações em português. São livros publicados na sua maioria em Portugal e no Brasil, divididos por categorias como ficção, história e religião.

Em literatura, o escritor Machado de Assis é um dos mais encontrados na língua portuguesa. Os títulos dos livros ficam indexados em listas com links para o site da Amazon. Alguns detalhes como a avaliação das obras pelos utilizadores também está disponível no serviço.

O site tem a sua base de dados renovada diariamente, segundo os seus criadores, Michael Powell e Jürgen Horn. Eles também são responsáveis por outras páginas do género na rede, como a Last Minute Auction, um agregador de ofertas do site eBay.

Os 6 livros que descomplicaram a história do Brasil em 2012

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Desvendar a história do Brasil não precisa ser algo enfadonho nem acadêmico, como demonstram os livros a seguir, que deram ar de novo a velhos momentos da sociedade brasileira e podem ser a leitura das férias

Marco Prates na revista Exame

São Paulo – Já faz alguns anos os leitores brasileiros descobriram que História não se aprende apenas na escola ou com emburradas obras acadêmicas.

Já é moda por aqui – com razoável participação entre os livros mais vendidos – o lançamento de obras cuja função é desvendar um episódio ou um personagem de relevo para a história do Brasil, mas que não esquecem que uma das razões de um livro, não se pode negar, é ser também uma boa leitura.

É uma boa oportunidade de usar as férias para conhecer mais sobre o próprio país.

 Livro "Getúlio"

Getúlio

Não é que falte material sobre o “pai dos pobres” no Brasil. O que falta são páginas preenchidas sem a indeliberada paixão que seu nome ainda causa, quando se misturam a figura do estadista, do modernizador e do ditador. Com vasta pesquisa, o cearense Lira Neto, autor de várias outras biografias, mescla na obra o cenário político e o personagem, sempre com inúmeras fontes de informação. Este volume vai do nascimento de Getúlio até a chegada ao poder, em 1930. Mais dois volumes estão a caminho.

Getúlio – Dos anos de formação à conquista do poder
Autor:
 Lira Neto
Companhia das Letras

 

 Livro "A Carne e o Sangue"

A Carne e o Sangue

Não há melhor maneira de conhecer a história do primeiro reinado do Brasil do que inserindo nele um complicado triângulo amoroso. É exatamente isso que faz a historiadora Mary del Priore, hoje dedicada a fazer obras históricas mais palatáveis sobre diferentes momentos da história do país. “A carne e o sangue” narra a saga da relação entre o primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I, sua amante, Domitila de Castro Canto e Melo, conhecida como marquesa de Santos, e a Imperatriz Leopoldina. O livro mostra como a mais famosa das amantes da história do país balançou a monarquia brasileira.

A Carne e o Sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos
Autora: 
Mary del Priore
Rocco

(mais…)

O ano do pornô doméstico

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Trilogia Cinquenta Tons de Cinza: um sucesso estrondoso, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos somente em língua inglesa

E.L. James, Sylvia Day e outras pornógrafas ajudaram a desinibir as leitoras. E agora, como satisfazê-las?

Luís Antônio Giron, no site da Época

Fim de ano, tempo de balanço. No caso deste ano, vamos chegando ao fim no balanço do acasalamento. Em 2012, as mulheres parecem ter descoberto os prazeres das pequenas perversões sexuais; perversões controladas, domésticas e domesticadas.

Não tenho nada contra a liberação sexual feminina. Bem pelo contrário. Fantasia e sexo são saudáveis. O que não tolero é leitora ingênua, que pensa que ler livros semipornográficos pode desreprimi-las automaticamente, como quando ela compra sapatos e seu desejo é realizado. E é isso que está acontecendo agora mesmo: milhões de mulheres de 15 a 95 anos parecem ter descoberto o “sexo” ao ler a trilogia Cinquenta tons de cinza, o “pornô da mamãe”, como apelidou a imprensa americana, da escritora londrina E.L. James, e a pletora de imitações que se lhe seguiu, enxameando o mercado com banalidades eróticas jamais vistas. Por isso, a revista americana Publishers Weekly elegeu Erika Leonard James a personalidade literária do ano. Mereceu, pois vendeu centenas de milhões de exemplares e alterou o mercado livreiro, levando ao centro a literatura pornográfica. Este foi o ano do pornô doméstico, do “sexo” seguro com uma pontinha de crueldade e perversão.

Grafo “sexo” entre aspas porque esse tipo de livro apresenta uma versão do sexo, não o sexo em si. Se ele tem causado alguma coisa, foi desinibir as leitoras – não as mulheres que estão por trás das leitoras. Leitoras são mulheres de máscara. E elas agora devoram esses livros no metrô, achando que o fazem no maior descaramento. As capas dos romances ajudam na discrição, pois exalam respeitabilidade, com seu chicotes, gravatas e outras metonímias do sadomasoquismo em desenhos elegantes sobre fundo negro. Nada de capas “pulp” como no tempo de Cassandra Rios, a precursora brasileira do pornô que hoje se globalizou. Sim, Cassandra era uma mulher que escrevia para homens e mulheres.

Outra

Agora as mulheres dispõem de autoras que escrevem sacanagens só para elas. Homens são quase proibidos de entrar. Elas deram a discutir as técnicas de sadomasoquismo que Christian Grey ensina aos poucos a Anastasia Steele. Estão levando chicotinhos e algemas na bolsa! Meu amigo Paulo Coelho me disse que acha ótimo esse tipo de literatura porque ela é libertária. Mas ele ainda não leu E.L. James. Quando ler, irá descobrir que seu livro Onze minutos é muito mais ousado que as brincadeiras de um casal sem imaginação como Anastasia e Christian, Eva e Gideon, e assim por diante. Paulo Coelho defende no livro que as mulheres, no fundo, não querem ser penetradas; preferem a excitação clitorial. É o contrário do festival de penetrações promovido por Cinquenta tons de cinza. Quem está com a razão? Eu já li e não me engano: o pornô da mamãe preconiza a penetração com ou sem dor. É inofensivo. Não quer transgredir nenhuma regra, e sim reorganizar a ordem social.

Já escrevi que o soft porn mais reforça o culto a príapo do que ajuda as noviças a se iniciar sexualmente com liberdade. Parece difícil às mulheres entenderem que podem ser possuir sem ser possuídas. Ou que não precisam fingir que são escravas sexuais para conquistar o seu homem. O soft porn ilude as leitoras: ao apresentar alguns truques às mulheres, torna- as mais submissas.

Num encontro em Londres, Erika Leonard James, simpática e insinuante, disse-me que seus livros ajudaram a desencadear um processo em cadeia. As leitoras finalmente se deram conta de que desejavam participar de todas as atividades antes destinadas somente aos homens, inclusive as práticas de perversão, como o sadomasoquismo. Isso, segundo ela, salvou o casamento de milhares de pessoas entediadas com a “posição do pastor”, como dizem os americanos, ou “papai-mamãe”, na versão brasileira nós.

O pornô light desinibiu as leitoras. E agora, como satisfazê-las? Dar-lhes de presente outras trilogias eróticas? Ou reinventar a roda?

Erika me disse que seus livros não são destinados aos homens, embora eles possam lê-los para aprender algo sobre o funcionamento da alma e do corpo femininos. É verdade. Lendo-os, concluí que o objetivo final dos métodos descritos ali é a castração masculina. Depois dos rituais de veneração fálica, Anastasia corta Príapo para guardá-lo no cofre. E assim, controlar (este é o verbo central no novo erotismo feminino) seu parceiro até o fim dos tempos. Para satisfazer Anastasia, contou-me E.L. James, Christian “tem de aprender a pegar na vassoura e limpar a toda a casa”. Ao ler os três volumes de Cinquenta tons de cinza, tive vontade de me livrar da vassoura e das algemas, e sair correndo. Só posso concluir que, neste annus mirabilis que se acaba, a inveja do pênis voltou com potência total… pelo menos nos livros.

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