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Livro de jornalista que foi amante de Pablo Escobar sairá no Brasil em 2017

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A fictícia Valeria Velez e a verdadeira Virginia Vallejo - Reprodução/Netflix e Hernán Díaz/Site oficial de Virginia Vallejo

A fictícia Valeria Velez e a verdadeira Virginia Vallejo – Reprodução/Netflix e Hernán Díaz/Site oficial de Virginia Vallejo

 

Publicado no UOL

A Globo Livros lançará em 2017 o livro de memórias da jornalista colombiana Virginia Vallejo, que foi amante de Pablo Escobar entre os anos de 1983 e 1987. Vallejo inspirou a personagem Valeria Velez em “Narcos”, que teve um fim trágico na segunda temporada da série protagonizada por Wagner Moura. No entanto, diferentemente da ficção, ela ainda está viva na vida real.

Com o título de “Amando a Pablo, odiando a Escobar”, o livro foi originalmente lançado em espanhol em 2007 e releva histórias dos bastidores do cartel e segredos do narcotraficante que morreu em 1993, aos 44 anos.

A obra servirá de base para um filme produzido pelo francês Luc Besson e protagonizado pelo casal Penélope Cruz e Javier Bardem, com filmagens previstas para o início de 2017.

5 Livros para ler se você gosta da série ‘Narcos

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Quando, no meio deste ano, eu fui convidado para participar de uma palestra de lançamento literário da Editora Planeta que contava com a ilustre presença do filho de Pablo Escobar e autor de uma recente biografia sobre o pai, não imaginava que pouco tempo após esse encontro eu seria arrebatado por essa série excepcional produzida pela Netflix sobre essa personalidade inconfundível na história do narcotráfico internacional.

Sem contar com grandes atores norte americanos em seu elenco, exibindo um marketing modesto, e até mesmo sem um público alvo bem definido, a vida do traficante Escobar foi ganhando adeptos aos poucos, assim como as drogas que vendia, no boca a boca. Diferente dos enredos ascendentes que formulam o formato tradicional de uma série, Narcos tomou um rumo difícil ao decidir mostrar um material áspero e decadente tendo como pano de fundo uma Colômbia corrupta e bem diferente do destino turístico que nos é vendido hoje em dia. Mas igualmente fascinante por outros pontos.

A boa notícia é que “Narcos” já teve a sua segunda temporada confirmada para 2016, e para ajudar na espera ansiosa até o retorno do Cartel de Medelim, preparamos aqui uma lista de livros que os fãs da série certamente irão apreciar.

✔ Pablo Escobar. Meu Pai, de Juan Pablo Escobar

Até a publicação desta obra, acreditávamos que tudo já havia sido dito sobre Pablo Escobar, um dos piores criminosos da história da América Latina. Mas os muitos relatos disponíveis sobre ele foram contados por alguém de fora, nunca a partir da intimidade do lar.

Mais de vinte anos depois da morte do chefe do Cartel de Medellín, Juan Pablo Escobar viaja em direção a um passado que não escolheu a fim de mostrar um lado inédito de seu pai, o homem capaz de chegar aos piores extremos de crueldade, ao mesmo tempo em que professava amor infinito por sua família. Este não é um livro de um filho que busca a redenção para seu pai, mas um relato estremecedor das consequências da violência (Editora Planeta).

✔ Os Informantes, de Juan Gabriel Vásquez

A distância entre um conflito mundial e um conflito entre pais e filhos é menor do que parece. Um conflito entre pais e filhos, assim como o outro, é um choque entre duas maneiras de ver o mundo: os filhos se ressentem da realidade recebida por seus pais, enquanto estes reclamam do que os filhos fazem com o mundo que receberam.

Juan Gabriel Vásquez lança mão desses dois universos, o do conflito maior, político e internacional, e o do menor, no âmbito familiar, para contar uma história cujo epicentro é uma traição e retratar o espinhoso caminho que separa a ignorância e o conhecimento dos fatos acerca das pessoas que nos são próximas.

A narrativa é estruturada sob dois eixos temporais: a Colômbia dos anos 80 e 90, em que a população vive amedrontada pelos cartéis das drogas – a partir de quando é contada a história – e a Colômbia das décadas de 30 e 40, época em que o país recebia levas de imigrantes europeus e quando alemães e descendentes de alemães estavam à mercê da perseguição política.

Os protagonistas chamam-se, pai e filho, Gabriel Santoro. O primeiro, um erudito viúvo, figura pública de prestígio na sociedade colombiana e professor de retórica. O segundo, um jornalista, autor de um livro sobre uma imigrante alemã judia – livro que fora inexplicável e publicamente destruído por ninguém menos do que o pai do autor. Após anos sem contato, um problema de saúde reaproxima os dois, mas apenas momentaneamente, pois as voltas da vida, assim como as da história, não tardam a perder os personagens, lançando Gabriel, o filho, numa dolorosa viagem sem volta em busca da verdade sobre o seu progenitor (L&PM).

✔ Zero Zero Zero, de Roberto Saviano

Não há mercado tão rentável quanto o da cocaína. Nem investimento financeiro de retorno mais rápido. A partir dessa constatação aterradora, Roberto Saviano mapeia o tráfico internacional da droga, mostra quem são seus personagens e revela suas conexões com a economia formal e o mercado financeiro.

Zero Zero Zero é a mais fina, pura e cara farinha de trigo, bem como a gíria pela qual os traficantes europeus se referem à cocaína de melhor qualidade. Em seu livro mais recente, Roberto Saviano traça um painel impressionante de como o pó branco liga as principais praças comerciais do mundo e impõe suas tenebrosas regras, seus códigos morais e exércitos, direta ou indiretamente, a todos nós.

Da Calábria ao México, da selva colombiana à Rússia, do Brasil às ruas de Londres e Milão, o premiadíssimo escritor italiano revela os segredos internos e as conexões deste que é possivelmente o mais lucrativo dos mercados globais, e demonstra o fato terrível de que ninguém escapa de seus tentáculos.

Ameaçado de morte depois de sua reportagem de fôlego sobre a máfia napolitana, a Camorra (livro posteriormente adaptado, com grande sucesso de bilheteria, para o cinema), Saviano vive (mais…)

Livro sobre Pablo Escobar afirma que ‘o monstro também era humano’

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‘Los días del dragón’, da jornalista colombiana Silvia Hoyos, conta como era a cidade de Medellín durante a onda de terror e morte imposta pelo narcotraficante

Publicado no Divirta-se

A jornalista colombiana Silvia Hoyos, que acaba de publicar um livro com as cartas que trocou com o narcotraficante Pablo Escobar em 1991, afirma que, apesar da correspondência não ter obtido respostas para suas dúvidas, permitiu descobrir que “o monstro também era humano”.

No livro ‘Los días del dragón’, Hoyos conta, a partir de sua perspectiva de jovem repórter, como era a cidade de Medellín, centro de operações do narcotraficante, durante a onda de terror e morte imposta por Escobar, que a afetou diretamente como jornalista e com os assassinatos de parentes e amigos.

“Na minha condição de mulher, mãe e repórter conto este período da história de Medellín, entre 1987 e 1991. E o último capítulo do livro tem as cartas de Escobar”, afirma à AFP a jornalista, que se correspondeu com o criminoso para tentar encontrar respostas para tanta violência.

“A origem é um assunto pessoal, relacionado com as dores que tinha, com os mortos e por saber que estava grávida (…) porque, quando você vai ser mãe pela primeira vez, se questiona muito sobre o mundo no qual vai botar seus filhos, ainda mais naquele momento, e também porque gostaria de perguntar a ele como explicava aos filhos sobre a morte e a cidade”, explica.

Assim, quando o narcotraficante estava detido em uma prisão que ele mesmo havia mandado construir e da qual fugiu, a jornalista escreveu a Escobar e, para sua surpresa, recebeu sete cartas de resposta, entre junho e agosto de 1991, algumas de várias páginas, assinadas e com a impressão digital de Escobar.

“Ele não respondeu exatamente o que eu queria, mas falou de outras coisas (…) Coisas pessoais, o que pensava da educação, do sexo, das drogas, de sua faceta de homem que escrevia contos infantis para sua filha, dos poemas de amor escritos por sua mulher”, conta Hoyos.

“Você percebe que o monstro também era um ser humano”, destaca a autora, que acredita na sinceridade de Escobar nas cartas, sobretudo considerando que ele mencionou apenas a esfera íntima.

Em uma das cartas, divulgada com antecedência pela editora Semana, Escobar afirma: “A meu filho ofereci essencialmente amizade e o trato como amigo. Às vezes fazemos um pouco de boxe esportivo e agora está se interessando muito por sexo e falo bastante sobre isto com ele porque penso que uma sábia relação sexual é o pilar fundamental na vida de toda pessoa”.

Mais um documento

Entre as perguntas que ficaram sem respostas estão as relacionadas ao assassinato em 1988 do tio da jornalista, o procurador-geral Carlos Hoyos, supostamente por ordens de Escobar, que em sua luta para evitar a extradição aos Estados Unidos mandou matar centenas de funcionários do governo e jornalistas.

Por sua proximidade dos acontecimentos e para evitar cair em um sentimentalismo ou na apologia do narcotraficante, Hoyos decidiu contar não a história de Escobar, e sim as suas próprias experiências durante a época em que o criminoso espalhou a violência pela Colômbia, em particular em Medellín.

“Eu fiz assim após sete anos de tentativas: escrevi dois roteiros de filmes, outros textos (…) ou seguia pela dor ou resultava apologético ou estava julgando e não pretendia nenhuma destas três coisas”, disse Hoyos.

Ao falar sobre as cartas, a jornalista afirma que, com o passar do tempo, as considera “um documento a mais da história recente”.

“Em qualquer conflito todas as vozes são importantes e é mais uma contribuição ao tecido desta história dolorosa do país, na qual ainda faltam muitas vozes e pontos de vista diferentes ao prontuário delituoso dele”, afirma.

A Colômbia, atualmente o maior produtor mundial de folha de coca, principal insumo da cocaína, entrou no mapa do narcotráfico pelas mãos de Escobar, que morreu em 1993 quando fugia das autoridades.

Dez livros para esperar a próxima temporada de Narcos

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Enquanto não temos a próxima temporada, aproveite para ler muito.

Enquanto não temos a próxima temporada, aproveite para ler muito.

Narcos é um sucesso e provavelmente quem começou a assistir seguiu até o fim quase que sem parar.

Publicado no Catraca Livre

Pablo Escobar entrou para história, construiu um império e um sistema complexo de narcotráfico, controlando 80% do mercado mundial de cocaína da época. Assim como ele, muitos outros criminosos ganharam fama, como Al Capone que dominou o crime organizado de Chicago na época da lei seca e Lampião, o mais procurado da polícia nordestina por muito tempo. Muitos outros nomes também ficaram conhecidos no submundo do crime e ainda temos as diversas mafias espalhadas por todos os continentes.

Como sabemos que todos estão ansiosos para a próxima temporada de Narcos, separamos uma lista de livros para ajudar neste intervalo, confira abaixo.

Narcotráfico: Uma Guerra Na Guerra

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Rio De Janeiro – Violência, Jogo Do Bicho E Narcotráfico Segundo Uma Interpretação

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Pablo Escobar. Meu Pai

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Pablo Escobar

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