Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Painel

Acessório permite ler livros em tablets enquanto se corre em esteiras

0

‘Run-n-Read’ faz tela de tablet se ajustar à visão durante corrida. Projeto tenta colocar aparelho à venda por US$ 55 nos EUA.

Publicado no

'Run-n-read' permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

‘Run-n-read’ permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

Um acessório promete ajudar quem gosta de correr em esteiras e ler livros no formato digital no iPad, adaptando a tela aos olhos do usuário e facilitando a leitura. Chamado de “Run-n-Read” (corra e leia, em tradução), ele possui um sistema que consegue fazer o texto na tela “pular” em sincronia com os olhos durante a corrida.

O acessório pode ser colocado na cabeça, usando uma faixa, ou na gola da camiseta. Usando um aplicativo, a tela do tablet – que é colocado no painel da esteira –  e o sensor entram em sincronia, fazendo com que, aos olhos do corredor, a tela fique estática na mesma posição, mas, na realidade, ela está acompanhando o movimento dos olhos durante a corrida.

Para avançar uma página, basta tocar uma vez no aparelho e, para retroceder, são dois toques.

O acessório funciona com tablets com sistema iOS e Android e será vendido nos Estados Unidos por US$ 55. A Weartons, que criou o clipe, tenta arrecadar fundos para conseguir lançar o aparelho comercialmente (clique aqui para acessar o site).

 

“A Guerra dos Tronos” ganha versão em HQ, tão explícita quanto os livros e a série de TV

0
O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação de "A Guerra dos Tronos" para HQ. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Reprodução

O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação de “A Guerra dos Tronos” para HQ. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Reprodução

Publicado por UOL

Adaptação de “A Guerra dos Tronos” para HQ tem sangue e nudez

Leia a saga, acompanhe a série na TV e agora leia a adaptação para os quadrinhos de “A Guerra dos Tronos”, épico de capa e espada do escritor George R.R. Martin. Lançada em 2012 nos Estados Unidos pela Dynamite, a série em quadrinhos chega ao Brasil por meio da Casa da Palavra, através do selo Fantasy, no formato de TP (trade paperback).

O primeiro volume reune os seis primeiros números publicados de forma seriada pela editora norte-americana – com 240 páginas, tem preço sugerido de R$ 39,90. Nesta sexta (19), a Comic-Con, em San Diego, trará um painel com as novidades da quarta temporada da adaptação para as séries de TV.

O sexo e o erotismo, além da violência, também têm espaço na adaptação da saga para a HQ. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro "nu frontal". Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

O sexo e o erotismo, além da violência, também têm espaço na adaptação da saga para a HQ. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro “nu frontal”. Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Patterson foi escolhido por meio de uma seleção em âmbito mundial. Abraham, que foi aluno de Martin, escreve fantasia épica com o seu nome, fantasia urbana e contemporânea como M. L. N. Hannover e ficção científica (em colaboração com Ty Franck) como James S. A. Corey. O escritor fez todo o trabalho de quebrar o romance em páginas e painéis, decidindo o que cortar e o que manter, fazendo todo o roteiro, os diálogos e a descrição das imagens.

Assim como a série de TV guarda semelhanças e diferenças com a saga literária, os quadrinhos também apresentam pontos em comum e grandes divergências com os livros. As principais semelhanças estão no quadro geral, nos grandes arcos dramáticos, além do modo como os personagens são retratados – muitos deles foram envelhecidos na série e nos quadrinhos voltaram às suas faixas etárias originais. As diferenças estão no modo como os pequenos arcos dramáticos e subtramas se juntam, simplificando a condução da história.

Outro elemento que os autores não mexeram foi o sexo e o erotismo. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro “nu frontal”. Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

Martin, que supervisionou a adaptação para os quadrinhos, aprovou com folga o trabalho de Abraham e Patterson. Com a palavra, o autor da saga épica: “Quero deixar uma coisa bem clara: este não é um produto promocional baseado na série televisiva. O que você vai ler é uma adaptação original de meus romances. As equipes responsáveis por estas versões alternativas da minha fábula – Daniel Abraham e Tommy Patterson para os quadrinhos, David Benioff e D.B. Weiss (auxiliados e instigados por Bryan Cogman, Jane Espenson e este que vos fala) para a série de TV – trabalharam a partir do mesmo material original e depararam-se com alguns dos mesmos desafios, mas cada uma delas também teve de lidar com problemas exclusivos de sua mídia. Em alguns casos, podem ter chegado a soluções similares; em outros, tiveram abordagens muito diferentes. Mas se você é um fã da série de TV e está se perguntando por que os enredos são um pouco diferentes e os personagens não se parecem com os atores que viu na tela… Bem, agora você sabe”.

Com apostas altas, Jorge Oakim fez da editora Intrínseca uma das maiores do país

0

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Na entrada da Intrínseca, no terceiro andar de um pequeno edifício da Gávea, no Rio, um painel agrega 24 capas tamanho família de títulos lançados desde a estreia da editora, nove anos atrás.

Boa parcela, como “Amanhecer”, de Stephenie Meyer, e “Um Dia”, de David Nicholls, teve longa estadia nas listas de mais vendidos.

“Recuso-me a ir atrás do que funciona para outras”, diz Jorge Oakim, editor da Intrínseca
Lance de R$ 1,6 mi fez Intríseca ganhar direitos da série “Cinquenta Tons”

Outros foram muito bem recebidos pela crítica, caso dos premiados “Precisamos Falar sobre o Kevin”, de Lionel Shriver, e “A Visita Cruel do Tempo”, de Jennifer Egan.

Nathalie Melot/folhapress
O empresário carioca na entrada da editora, em prédio na Gávea
O empresário carioca na entrada da editora, em prédio na Gávea

“Está meio desatualizado”, observa o carioca Jorge Oakim, 43, dono da editora.

Não há ali nenhuma capa da série “Cinquenta Tons”, lançada em julho e que fechará o ano com anunciados 2,5 milhões de cópias vendidas –o que deve deixá-la à frente de editoras como Sextante, Record e Companhia das Letras em faturamento em 2012.

Não que Oakim ache que a trilogia erótica de E.L. James destoe de alguma maneira do catálogo que considera, “sem querer ser pretensioso, um dos mais legais do país”.

O editor fica genuinamente ofendido com o desdém da crítica em relação à autora.

“Tem muito best-seller que eu não publicaria, mas ‘Cinquenta Tons’ tem algo novo. Muita gente diz que ‘Trópico de Câncer’ [de Henry Miller] é uma literatura erótica melhor, mas não consegue passar da décima página.”

Esse conjunto incomum de obras comerciais e literárias sob uma mesma marca –e num enxuto catálogo de 213 títulos em nove anos– fez não só a Intrínseca virar uma das maiores editoras do país como chamou a atenção do mercado para Jorge Oakim.

“Ele é o maior craque que apareceu em muitos, muitos anos”, diz Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras.

A agente literária Luciana Villas-Boas resume o que “muitos, muitos anos” quer dizer: “Desde que Luiz fundou a Companhia, em 1986, não aparecia um editor com tanta visão”. “A verdade é que todo editor hoje queria ser ele”, ironiza Ivan Pinheiro de Machado, da L&PM.

É verdade também que esse economista, que até pouco tempo atrás era peixe fora d’água no mercado editorial (Oakim gosta de contar como era infeliz, até 2002, atuando no mercado financeiro), vem causando incômodo.

Com a filosofia de apostar em “poucos e bons” títulos, Oakim faz lances agressivos quando vê potencial de venda –conta com dois bons “scouts” (olheiros) internacionais para ajudá-lo nisso.

Por “Cinquenta Tons”, ofereceu US$ 780 mil, enquanto um hit como “O Caçador de Pipas” era comprado pela Nova Fronteira por meros US$ 12 mil sete anos atrás.

“O fato de os leilões estarem mais caros é consequências do aumento das vendas de livros e da leitura no país. Isso é positivo para todos”, argumenta.

Go to Top